domingo, 19 de outubro de 2014

Falta água em SP: PSDB de Aécio e Alckmin desmontou Sabesp e põe a culpa na população



A receita tucana é sempre a mesma: enfraquecem as empresas públicas, diminuem os custos com funcionários, não realizam investimentos e, quando o valor da empresa está lá embaixo, privatizam ou, ao menos, abrem o capital para investimentos estrangeiros, transformando-a em empresa de capital misto. Depois, é só dividir o lucro entre os acionistas, sempre com o menor gasto possível, para que os acionistas fiquem bem felizes.

Mas quando a receita é aplicada a uma empresa responsável por um bem essencial como a água, fica claro o quanto ela é nociva à população. Em 2009, o então governador José Serra eliminou quase 500 postos de trabalho na Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). De acordo com o que foi veiculado na época, os analistas acreditavam que a notícia fosse repercutir positivamente, para valorizar as ações da Sabesp na Bolsa de Valores.

Enquanto se enxugou o quadro de funcionários, também se economizou nos investimentos. O Plano Metropolitano de Água III, elaborado pela própria empresa e divulgado pela Folha de S.Paulo, previa investimentos que não foram feitos. De 2008 a 2013, “37% do que tinha previsto para a realização de obras” não foi realizado. Esses planos são elaborados, justamente para que haja prevenção ao que pode acontecer em períodos de estiagem, como o que vivemos em 2014. Paralelamente, por “falta de manutenção e monitoramento adequado” no sistema da companhia, 32% da água da companhia são desperdiçados, de acordo com nota técnica da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp).

Ou seja, mais de um um terço do que deveria ter sido investido não foi e a própria empresa desperdiça um terço do que produz. E quando isso resultou na maior crise hídrica que o estado já viveu, a conta foi, literalmente para o consumidor. Desde a sexta-feira (17), a empresa tem enviado mensagens de texto aos celulares dos consumidores, solicitando que ECONOMIZEM ÁGUA, para que o abastecimento seja mantido. Ignorando que as altas temperaturas e o consequente aumento de consumo já tinham sido previstos no Plano Metropolitano de Água da empresa, o governo tucano agora joga toda a culpa nas costas do consumidor.

Sim, a consciência e a boa utilização dos bens naturais são fundamentais, mas, mais do que isso, também é importante a consciência política de perceber que os atos de uma gestão inconsequente dos tucanos estão levando o estado mais rico da nação a uma situação caótica. Em meio a tudo isso, a presidenta da empresa, Dilma Pena, teria pedido para sair do cargo. Ao que o governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB), considerou que, politicamente seria ruim ela sair ainda no período eleitoral e pediu que ela ficasse até dezembro. E a população? Será que aguenta até dezembro?


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