quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Apoiador de tucano Bruno Covas que teve dinheiro suspeito apreendido pela Policia Federal pede demissão da CETESB


Mário Welber trabalhava como assessor técnico da Cetesb desde 2013. 

Segundo a Companhia, desligamento foi solicitado nesta quarta-feira (15).

Mário Welber, servidor público estadual e apoiador da campanha de Bruno Covas (PSDB) no interior paulista, pediu demissão da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) nesta quarta-feira (15). Segundo a assessoria de imprensa da Cetesb, ele alegou motivos pessoais para justificar o desligamento.

Welber atuava como assessor técnico da Companhia, tendo sido admitido em 2013. O servidor havia pedido licença sem remuneração de suas funções entre os dias 31 de julho e 10 de outubro deste ano.

No dia 27 de setembro, a Polícia Federal (PF) de São Paulo apreendeu R$ 100 mil em espécie e 16 cheques com Mário Welber no aeroporto de Congonhas.

Na semana passada, a Polícia Federal informou que recebeu a documentação referente aos valores apreendidos. Welber tinha até até sexta-feira (10) para se manifestar sobre a origem do dinheiro.

Bruno Covas foi eleito deputado federal pelo PSDB no domingo (5). Após a apreensão, Covas divulgou nota na qual aponta que o dinheiro pertence apenas ao apoiador e que os cheques da campanha foram cancelados (veja íntegra abaixo).

Segundo a PF, a documentação enviada por Mário Welber será encaminhada à delegacia onde tramita o inquérito e será analisada para que seja verificado se ela é suficiente, ou não, para comprovar a origem do dinheiro apreendido.

Após análise, caso a documentação seja considerada apta para justificar a origem lícita do dinheiro, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público e ao juiz, com conclusão de que não há crime e opinando pelo arquivamento do inquérito.

Caso seja considerada inapta à demonstração da origem lícita do dinheiro, a investigação continuará para que seja verificado se há crime, qual é o crime, e qual a origem do dinheiro.

O inquérito policial tem prazo inicial de 30 dias para ser encaminhado à Justiça, a partir da data de sua instauração (no caso, da apreensão), conforme previsto no Código de Processo Penal.

No entanto, dependendo da complexidade da documentação e da necessidade de realização de diligências complementares, o presidente do inquérito pode solicitar à Justiça novo prazo para encerrar a investigação.

Na ocasião da apreensão, o servidor foi ouvido e liberado. O G1 tenta ouvir Welber, mas não obteve retorno dos telefonemas.

De acordo com reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo”, Mário Welber embarcaria com o dinheiro em espécie em uma mala para Rio Preto, no interior de São Paulo. Ele informou que colabora com a campanha de Covas no interior, mas que não é seu assessor.

A PF informou que o viajante foi levado para sua Superintendência Regional em São Paulo, mas não foi preso. Foi instaurado inquérito policial para investigar a origem do numerário. Segundo a PF, caso se comprove que o dinheiro tem origem legal, ele será devolvido.
Ao “O Estado de S.Paulo”, Welber disse que havia ido a São Paulo para "fazer um negócio", a compra de um carro, mas que ele não deu certo e retornava a Rio Preto.

Em 2012, ao declarar seu patrimônio quando se candidatou como vereador, Welber informou que tinha um Fiat Punto no valor de R$ 24 mil e o total de patrimônio era de R$ 92.580,78.
Welber atualmente é assessor técnico da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), tendo sido admitido em 2013. Ele pediu licença sem remuneração de suas funções entre os dias 31 de julho e 10 de outubro deste ano.

Portar dinheiro em espécie não é crime, explica o consultor de segurança da TV Globo e ex-delegado da Polícia Federal Daniel Lorenz. Segundo ele, porém, a polícia tem “justa causa” para apreender os valores. Com base na lei de lavagem de dinheiro, cabe à pessoa que carrega o dinheiro provar sua origem legal, a chamada inversão do ônus da prova, explica.

Posicionamento de Bruno Covas
Veja a íntegra da nota da assessoria de Bruno Covas:

"Fomos informados na quarta-feira, dia 1 de outubro, pelo advogado Evandro Capano de que seu cliente, Mario Welber, ex-candidato a vereador por Rio Preto e apoiador da campanha de Bruno Covas, recebeu um auto de apreensão da Policia Federal, no sábado, dia 27. Ao embarcar no aeroporto de Congonhas com destino a Rio Preto, Mario Welber levava cheques da campanha de Bruno Covas assinados pelo contador da campanha e endereçados ao coordenador político da região Ulysses Terceiro. Os cheques se destinavam a pagamentos de prestadores de serviço da região de Rio Preto, estavam contabilizados e dentro da prestação de contas da campanha. Mario Welber estava em São Paulo para, segundo ele, compromissos particulares e, a pedido do contador da campanha, aproveitou a passagem para encontrá-lo e levar os cheques para o coordenador local, uma vez que voltaria naquele mesmo dia para Rio Preto. De acordo com o advogado, Mario Welber prestou os esclarecimentos necessários e se prontificou a apresentar quaisquer que sejam as informações e documentos necessários. Diante do extravio, os cheques foram cancelados.

Ainda de acordo com o advogado, havia, na mala de mão de Mario Welber, vários cartões de vários candidatos (retidos pela PF). O advogado informou, ainda, que faria entre os dias 8 e 9, a apresentação de todos os documentos necessários para o devido esclarecimento da situação fiscal de seu cliente."


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