quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A casa não para de cair: À CPI, contadora de Youssef acusa a revista Veja de mentir e decepciona parlamentares que queriam munição contra PT



Em depoimento à CPI Mista da Petrobras, contadora Meire Poza desmente reportagem de Veja, publicada às vésperas do primeiro turno; em vários momentos do seu depoimento, ela frustrou parlamentares, ao sugerir que a reportagem sobre “malas de dinheiro” pagas a parlamentares é fantasiosa; “isso é a Veja, não o que eu disse”; sobre parlamentares, ela afirma ter pago apenas o voo de André Vargas num jatinho e o helicóptero dado a Luiz Argôlo; ela também negou que Youssef tivesse ascendência sobre prefeituras do PT, conforme publicado por Veja; e negou “chantagem” de Enivaldo Quadrado, doleiro condenado no “mensalão”, sobre o PT; “não tenho conhecimento”; CPI frustrada com balde de água fria da contadora.


SUL21/ Brasil 247

A ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, preso no âmbito da Operação Lava Jato, Meire Poza, desmentiu a revista Veja em diversos momentos de seu depoimento à CPI Mista da Petrobras nesta quarta-feira 8, no Congresso. “Eu não disse o que Veja colocou. Não disse que Youssef tinha ascendência sobre prefeituras do PT”, afirmou a depoente aos parlamentares.

Questionada sobre se o tesoureiro do PT, João Vaccari, seria o “operador” do esquema, ela negou e disse não ter qualquer informação a respeito.

Mais de uma vez, Meire declarou que diversos comentários publicados por Veja, em uma edição que saiu às vésperas do primeiro turno das eleições, não foram feitos por ela. A contadora ressaltou nunca ter distribuído dinheiro a ninguém – a capa da reportagem tinha como título: “Eram malas e malas de dinheiro”. “Isto é a Veja, não é o que eu disse”, disse a depoente.

Em outro trecho da reportagem de Veja, afirma-se que “Meire Poza viu malas de dinheiro saindo da sede de grandes empreiteiras, sendo embarcadas em aviões e entregues às mãos de políticos”. Ao ser questionada por parlamentares, ela novamente negou. “Não é o meu depoimento. Isso é a Veja.”

Sobre parlamentares envolvidos em esquemas de corrupção, ela afirmou ter ciência do voo do deputado federal André Vargas (ex-PT/PR) num jatinho e do helicóptero dado ao deputado federal Luiz Argôlo (SD/BA). Outro político mencionado foi o ex-ministro Mario Negromonte, das Cidades. Ela negou, ainda, que Youssef tivesse ascendência sobre prefeituras do PT, conforme publicado pela revista da Abril.

Meire Poza também foi questionada sobre a suposta chantagem feita pelo doleiro Enivaldo Quadrado sobre o PT em razão da morte do ex-prefeito Celso Daniel – tema de outra reportagem de Veja. “Não sei de chantagem”, afirma. “Esse contrato não me dizia nada”, disse. Ela afirmou, apenas, que Enivaldo Quadrado teve sua multa no processo do mensalão paga pelo PT.

O depoimento vem frustrando os parlamentares. “O depoimento coloca os pontos nos is em questões que foram atribuídas a ela”, disse o senador Humberto Costa (PT-PE). “Como por exemplo dizer que o senhor Youssef tinha ascendência sobre prefeituras do PT e que o senhor João Vaccari operasse qualquer esquema junto a fundos de pensão”, afirmou. “Órgãos de imprensa colocam na boca de pessoas coisas que não são verdade. Aliás, essa conspiração citada por um órgão de imprensa [Veja] sobre chantagem foi negada pela própria Justiça Eleitoral”.

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