quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Ricardo Sérgio de Oliveira, o "Cartel" (sic! ) do Metrô de SP e o imprensalão tucano do Brasil



Um dia ( era 2006 ) a revista Fórum estampou em sua capa sobre a condenação do sr. Ricardo Sérgio de Oliveira ( "Homem-bomba tucano: a mídia esconde a história de Ricardo Sérgio, caixa de campanha de FHC e Serra, condenado pela justiça" - veja ao lado ).
Em 2011, em seu site, Renato Rovai relembou a história e reproduziu o texto da edição, sugerindo: "Releia a matéria e conheça melhor o personagem". Concordo e endosso.
Como estamos carecas de saber, se um personagem da importância de Ricardo Sérgio pertencesse aos quadros de um outro partido ( escolhamos ao acaso, pode ser qualquer partido, mas suponhamos que pertencesse ao partido da estrela vermelha... ) que não o PSDB, o comportamento do imprensalão teria sido outro, e isso é indiscutível. [ OBS: o rigor exige a correção de uma pequena omissão ou malentendido não intencional: Ricardo Sérgio, apesar de caixa de campanha de FHC e Serra, não consta que fosse filiado ao partido destes ]
O fato de uma imensa maioria de brasileiros ter na ponta da língua o nome de Erenice Guerra, enquanto desconhece a simples existência de Oliveira atesta isso.
Assim, não chega a surpreender que um personagem do quilate de José Serra que, em termos de importância para o partido ao qual está filiado, equivaleria a um José Dirceu em relação ao PT [ com uma diferença curricular francamente a favor do ex-prefeito paulistano, ex-governador de SP, ex-ministro da Saúde, ex-secretário de Planejamento de Montoro - ainda no PMDB, mas me refiro a cargos ocupados -, duas vezes candidato presidencial pela legenda tucana e ex-deputado federal ] e que recentemente foi intimado pela PF a depor no caso do "cartel" (*) não tenha recebido nenhum destaque pela imprensa protetora.
Apesar de "intimado", tem sites dizendo que ele estaria sendo "formalmente investigado". Mas muitos de vocês não sabiam disso, né? E nem vão saber.
(*) na novilíngua tucano-midiática, as propinas que a Alstom e a Siemens pagaram a membros "do partido no poder" em SP por contratos com estataIS - não se resume ao Metrô, mas à Eletropaulo, à CTEEP, etc - são tratadas pela mídia como atitudes cometidas por um "cartel"
FIM

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