segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Livro mostra que estudios de Hollywood fizeram pacto com o diabo para não desagradar Hitler e continuar negociando com Alemanha



Para continuar a fazer negócios na Alemanha após a ascensão de Hitler ao poder, os estúdios de Hollywood concordaram em não fazer filmes que atacassem os nazistas ou que condenassem a perseguição aos judeus na Alemanha. Ben Urwand revela esse acordo pela primeira vez - uma 'colaboração' que envolveu um elenco de personagens que ia desde conhecidos líderes alemães como Joseph Goebbels, até ícones de Hollywood, como o todo-poderoso Louis B. Mayer, diretor-fundador do estúdio Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) . No centro da história de Urwand está o próprio Hitler, que tinha obsessão por filmes e reconhecia o grande poder desse veículo em moldar a opinião pública. Em dezembro de 1930, seu partido promoveu manifestações de rua contra a projeção em Berlim do filme Nada de Novo no Front, o que desencadeou uma malfadada série de eventos e decisões. Com receio de perder acesso ao mercado da Alemanha, todos os estúdios de Hollywood fizeram concessões ao governo alemão e, quando Hitler chegou ao poder em 1933, os estúdios - muitos deles chefiados por judeus - passaram a negociar diretamente com seus representantes. Pesquisando minuciosamente documentos de arquivo nunca antes examinados, A Parceria levanta a cortina de um episódio da história de Hollywood - e dos Estados Unidos - que até agora ficara oculto.


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