domingo, 31 de agosto de 2014

Eduardo Campos foi assassinado pela CIA?



Tudo sugere ação da CIA e assassinato de candidato à presidência, no Brasil

Wayne Madsen, Strategic Culture – http://goo.gl/e3YWDM Tradução: Vila Vudu

A queda do avião que matou o candidato à presidência do Brasil Eduardo Campos, que estava em terceiro, na disputa eleitoral, atrás da atual presidenta, abalou fortemente as chances de reeleição de Dilma Rousseff. Sucessora de Campos na corrida presidencial, ex-líder do Partido Verde, Marina Silva – ‘homem’ de George Soros, está agora com alguma chance de vir a derrotar Rousseff, no caso de a eleição chegar a um segundo turno. O fim do governo de Rousseff sinalizaria vitória para as atividades clandestinas do governo Obama para eliminar de cena vários governos progressistas em toda a América Latina.

Revisão do período pós-2ª Guerra Mundial revela que, de todos os meios que os serviços de inteligência usaram para eliminar pessoas que viam como ameaças econômicas e políticas, o assassinato por derrubada de avião está em segundo lugar; antes, só assassinatos por armas de fogo; depois, vêm acidentes de automóvel e envenenamento, como modus operandi preferencial da Agência Central de Inteligência dos EUA, CIA, para seus assassinatos políticos.

Os seguintes casos são os principais sobre os quais pesam muitas suspeitas de terem sido resultado de ação de uma ou mais agências de inteligência dos EUA, para pôr fim a carreiras políticas que ameaçavam o avanço dos EUA como potência imperial:

– a morte do secretário-geral da ONU Dag Hammarskjold; 
– do presidente de Ruanda Juvenal Habyarimana; 
– do presidente do Burundi Cyprien Ntaryamira; 
– do primeiro-ministro português Francisco Sá Carneiro; 
– do presidente do Paquistão Muhammad Zia Ul-Haq; 
– de Sanjay Gandhi, pouco antes de ser oficializado no posto de primeiro-ministro da Índia; 
– do presidente do Sindicato Norte-americano Unido dos Trabalhadores da Indústria Automobilística Walter Reuther; 
– do ex-senador pelo Texas John Tower; e 
– do senador por Minnesota Paul Wellstone.

A América Latina, em particular, tem sido atacada pela praga de desastres de aviões que mataram líderes que ameaçavam afastar o continente da influência política dos EUA: os presidentes Jaime Roldós Aguilera do Equador e Omar Torrijos do Panamá. Esses dois presidentes morreram em 1981; Roldós morreu apenas uns poucos meses antes de Torrijos. John Perkins, autor de Confissões de um Assassino Econômico e ex-membro da comunidade de inteligência dos EUA, apontou os EUA como ativos nesses dois assassinatos por derrubada de avião.

Esse histórico do envolvimento dos EUA e assassinatos aéreos torna ainda mais suspeito o que aconteceu dia 13 de agosto com o Cessna 560XLS Citation em Santos, Brasil, incidente no qual morreram Eduardo Campos, do Partido Socialista Brasileiro, mas homem pró-business, assessores seus e a tripulação do avião. O momento em que aconteceu, em plena campanha eleitoral, que então indicava vitória fácil para a atual presidenta, levantou questões significativas entre investigadores no Brasil e no público em geral.

Desde a introdução do modelo em 1996, o modelo Cessna 560XLS Citation mantém currículo de aeronave perfeitamente segura. A morte repentina de Campos mudou o rumo da campanha presidencial no Brasil, para uma direção que pode ser benéfica para os EUA e a agenda de longo curso da CIA na América Latina.

Até aqui, já surgiram questões sobre a legalidade da documentação e da propriedade da aeronave (prefixo PR-AFA). O histórico da propriedade e dos registros da aeronave é extremamente ‘anormal’; e, além disso, não há nenhuma gravação de conversas acontecidas na cabine, aparentemente por mau funcionamento do gravador de vozes da cabina. Muitos brasileiros já começam a perguntar-se se o avião teria sido sabotado: em vez de mostrar gravações da conversa da tripulação que levava o candidato Campos, o gravador só conservou gravações de voz de um voo anterior. O avião voava uma rota Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, para a cidade de Guarujá, no estado de São Paulo, quando caiu sobre um quarteirão residencial na cidade de Santos.

O avião era operado pela empresa AF Andrade Empreendimentos & Participações Ltda., que tem sede em Ribeirão Preto, estado de São Paulo, mas cedido, em operação de leasing, pela Cessna Finance Export Corporation, uma divisão da Textron, dos maiores fornecedores para o Departamento de Defesa dos EUA. A empresa Cessna é divisão da Textron. O gravador de vozes que não funcionou na cabine foi fabricado por outro fornecedor contratado da Defesa e Inteligência dos EUA, L-3 Communications. Os negócios da AF Andrade são centrados na propriedade de uma destilaria. Porta-voz da AF Andrade disse que a aeronave, de $9 milhões, não havia passado por qualquer inspeção recente, mas assegurou que a manutenção era feita regularmente.

O porta-voz da AF Andrade não soube especificar quem é, afinal, o proprietário da aeronave, só falou do leasing; disse que a aeronave estivera à venda e fora comprada por um grupo de “empresários e importadores” de Pernambuco, estado do qual Campos foi governador.

Acabou-se por descobrir que o avião fora comprado por um consórcio que incluía Bandeirantes de Pneus Ltda de Pernambuco. Essa empresa disse que havia negociações em andamento para transferir a propriedade do avião, quando aconteceu o acidente; e que a Cessna Finance Export Corporation ainda não aprovara os direitos finais de leasing. Observadores brasileiros creem que o Cessna sinistrado seria um “avião fantasma”, com propriedade ‘confusa’, precisamente para ser usado em operações clandestinas que envolveriam a CIA. Aviões cuja situação de propriedade e dos documentos de registro era também quase inextrincável eram usados pelaCIA no processo de ‘entregas especiais’ de muçulmanos sequestrados para serem interrogados e ‘desaparecidos’ nos “pontos negros” de prisões norte-americanas por todo o mundo.

A Comissão Nacional de Segurança de Transportes dos EUA [orig. U.S. National Transportation Safety Board (NTSB)] enviou uma equipe ao Brasil para investigar a queda do avião. Mas, se o trabalho da NTSB em acidentes como dos voos TWA 800 e American Airlines 587 indica alguma coisa, a agência só tem fama por encobrir ações criminosas.

Campos foi substituído na chapa eleitoral por Marina Silva, do movimento financiado e dirigido por George Soros e suas “sociedade civil” e “globalização”. Silva, que milita no movimento religioso pentecostal “Assembleia de Deus”, é militante pró-Israel e muito mais pró-business e pró-EUA que Rousseff, do Partido dos Trabalhadores do Brasil que se posiciona bem à esquerda da Assembleia de Deus. Recentemente, Rousseff, com os demais presidentes dos países BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul) criaram um novo banco de desenvolvimento que desafia a supremacia do Banco Mundial, controlado pelos EUA. A criação desse banco enfureceu Washington e Wall Street. (...)

Pesquisas recentes têm apontado avanço de Marina Silva. Evidentemente, essas pesquisas de ‘intenção de voto’ nada têm nem de científicas nem de independentes, e são ferramentas que as agências de inteligência e as empresas comerciais sempre usam para influenciar a opinião pública e gerar “programação preditiva” em populações inteiras. (...)

Marina Silva está sendo apresentada como candidata da “Terceira Via” (chamada, agora, em 2014, “Nova Política”) no Brasil.

“Terceira Via”/”Nova Política” é movimento internacional que tem sido usado por políticos associados a grandes empresas, muitos dos quais financiados por Soros, para infiltrar-se e assumir o controle de partidos historicamente trabalhistas, socialistas e progressistas. Alguns dos nomes mais notáveis da “Terceira Via” são Bill Clinton, Tony Blair, Gerhard Schroeder da Alemanha, Justin Trudeau do Canadá, presidente François Hollande da França, primeiro-ministro francês Manuel Valls, primeiro-ministro Matteo Renzi e ex-primeiro-ministro Romeo Prodi da Itália, José Sócrates de Portugal, Ehud Barak de Israel, e inúmeros nomes do Partido Verde (PV), do Partido Socialista (PSB) e do Partido da Social-Democracia no Brasil (PSDB), dentre os quais Marina Silva, Aécio Neves, o falecido Eduardo Campos e o ex-presidente [e atual NADA] Fernando Henrique Cardoso.

Mas, quando se mostra mais vantajoso do ponto de vista eleitoral assassinar um “Novo Político” para promover o avanço de outro, não parece haver problema algum nessa “Nova Política”, em eliminar alguém como Campos, para fazer avançar político mais populista (e mais controlável), como Marina Silva, sobretudo se estão em jogo interesses de Israel e de Wall Street.

O Cessna no qual viajava e no qual morreu o primeiro-ministro de Portugal Sá Carneiro voava para um comício eleitoral, em campanha de reeleição, no Porto. Esse desastre de avião destruiu as possibilidades futuras de uma Aliança Democrática de esquerda, porque os seguidores de Sá Carneiro que o sucederam não tinham, nem de perto, o carisma do primeiro candidato.

Na sequência, um Mario Soares pró-OTAN e “socialista-só-no-nome” tornou-se primeiro-ministro e empurrou Portugal pela tal “Terceira Via”, subserviente à União Europeia e à globalização. À época da morte de Sá Carneiro, o embaixador dos EUA em Portugal era Frank Carlucci, funcionário da CIA, cujas impressões digitais foram encontradas, em 1961, no assassinato do ex-primeiro-ministro Patrice Lumumba no Congo. No governo Reagan, Carlucci foi nomeado vice-diretor da CIA, Conselheiro de Segurança Nacional e Secretário da Defesa. Carlucci é também presidente emérito do Carlyle Grupo, conhecido pelas ligações com a CIA.

A suspeita morte de Campos no Brasil-2014 parece ser cópia-carbono do assassinato e descarte rápido de Sá Carneiro, com Rousseff como alvo final da ação e Marina Silva e seus financiadores globais como principais beneficiários.


.

Currais eleitorais tucanos de classe-média são os que menos economizam água em Sampa!


A própria SABESP tucana contradiz a idiotice dita acima por uma candidata do PSDB a um cargo eletivo este ano.
Região dos Jardins é a que menos economiza água em SP, diz Sabesp

Dados são referentes ao consumo no primeiro semestre de 2014.

Bairros do Jaçanã, na Zona Norte, foram os que tiveram a maior redução.

Bairros considerados de alto padrão têm a pior média de economia de água na cidade de São Paulo, de acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A região dos Jardins, na Zona Oeste da capital, foi a que menos economizou água na cidade no primeiro semestre de 2014. [ Nota deste blog, que fez o serviço para que ninguém pudesse alegar falta de tempo ou coisa parecida: CLIQUE AQUI E VEJA OS ÚLTIMOS RESULTADOS NESTES BAIRROS NAS ELEIÇÕES DE 2008 - para prefeito - E 2010 - para presidente ]

A Sabesp aponta que imóveis residenciais e comerciais dos Jardins Paulista, Europa, América, além da Lapa, Alto de Pinheiros, Boaçava, Sumaré e Perdizes tiveram redução de 7,36% entre janeiro e junho.

Desde fevereiro, a Sabesp oferece bônus para os consumidores abastecidos pelo Sistema Cantareira que atingirem a meta de 20% de redução ou mais. Para esses consumidores, há desconto de 30% na conta.

Os bairros da região do Jaçanã, na Zona Norte, foram os que mais conseguiram reduzir a conta de água, com economia de 20,43% no primeiro semestre.

Consumo em junho

Se considerado somente o mês de junho, o bairro com menor consumo médio por domicílio na cidade foi o Grajaú, na Zona Sul, com 9,71 metros cúbicos (m³). Já nos Jardins, o consumo médio foi o dobro (18,11 m³). Um metro cúbico equivale a 1 mil litros.

A explicação da Sabesp é que a região dos Jardins concentra pessoas com alto poder aquisitivo, onde a economia na conta não faz diferença no orçamento. A bancária Camila Silva denuncia o desperdício. “Eu vejo menos consumo [na cidade], mas aqui é uma região que gasta bastante. Lavam calçada, tem muita piscina.”

A região também possui muitos comércios, restaurantes, salões de beleza e escritórios, com movimento dia e noite e que atraem pessoas de toda capital, segundo o presidente da Associação dos Moradores dos Jardins, Fernando José da Costa. "Nós temos uma região estritamente comercial que utiliza muito água, por exemplo hospital, restaurante, hotel. Os hóspedes que permanecem mais de um dia já tem a consciência de não pedir pra lavar a toalha", afirmou.

Uma padaria 24 horas tem consumo acima da média da região, mas conseguiu fazer mudanças simples que já reduziram o valor da conta de água. “Conscientizando os nossos funcionários pra não abrir a torneira, fechar logo em seguida. No banho ser rápido, porque nós temos o vestiário”, afirmou o gerente geral do comércio, Renato Rinaldi.

Evolução da economia

Em janeiro, o consumo médio por pessoa na capital paulista foi de 165,2 litros por dia. Em junho, o volume caiu para 140,29, redução de 16,23%. A Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda que cada pessoa use 110 litros de água/dia. A região do Jaçanã, que engloba seis bairros da Zona Norte, foi a que mais diminuiu o consumo na capital no primeiro semestre deste ano. A economia foi de 20,43%, de acordo com a Sabesp.

Em um salão de cabelereiro no Tucuruvi, a proprietária conseguiu diminuir o consumo sem perder a clientela. A solução foi não desperdiçar a água fria dos lavatórios. Antes as funcionárias deixavam a torneira aberta até a água esquentar. Agora, elas abrem a mangueira e já começam a molhar as pontas do cabelo. Quando a lavagem chega na raiz, água já está aquecida.

Em um posto de combustíveis do bairro, a medida foi mais radical, mas resultou em economia de 1 mil litros de água por dia. A primeira mudança foi diminuir o número de torneiras de quatro para uma. “Na ducha, nós também suspendemos alguns dias na semana e reduzimos o horário”, revelou o proprietário Marcos Gomes. ( G1 )

.


sábado, 30 de agosto de 2014

7 motivos pelos quais Marina Silva não representa a “nova política"


Se a sua intenção este ano é votar em uma "nova forma de fazer política", leia este texto antes de encarar a urna eletrônica


É comum eleitores justificarem o voto em Marina Silva para presidente nas Eleições 2014 afirmando que ela representaria uma “nova forma de fazer política”. Abaixo, sete razões pelas quais essa afirmação não faz sentido:

1. Marina Silva virou candidata fazendo uma aliança de ocasião. Marina abandonou o PT para ser candidata a presidente pelo PV. Desentendeu-se também com o novo partido e saiu para fundar a Rede -- e ser novamente candidata a presidente. Não conseguiu apoio suficiente e, no último dia do prazo legal, com a ameaça de ficar de fora da eleição, filiou-se ao PSB. Os dois lados assumem que a aliança é puramente eleitoral e será desfeita assim que a Rede for criada. Ou seja: sua candidatura nasce de uma necessidade clara (ser candidata), sem base alguma em propostas ou ideologia. Velha política em estado puro.

2. A chapa de Marina Silva está coligada com o que de mais atrasado existe na política. Em São Paulo, o PSB apoia a reeleição de Geraldo Alckmin, e é inclusive o partido de seu candidato a vice, Márcio França. No Paraná, apoia o também tucano Beto Richa, famoso por censurar blogs e pesquisas. A estratégia de “preservá-la” de tais palanques nada mais é do que isso, uma estratégia. Seu vice, seu partido, seus apoiadores próximos, seus financiadores e sua equipe estão a serviço de tais candidatos. Seu vice, Beto Albuquerque, aliás, é historicamente ligado ao agronegócio. Tudo normal, necessário até. Mas não é “nova política”.

3. As escolhas econômicas de Marina Silva são ainda mais conservadoras que as de Aécio Neves. A campanha de Marina é a que defende de forma mais contundente a independência do Banco Central. Na prática, isso significa deixar na mão do mercado a função de regular a si próprio. Nesse modelo, a política econômica fica nas mãos dos banqueiros, e não com o governo eleito pela população. Nem Aécio Neves é tão contundente em seu neoliberalismo. Os mentores de sua política econômica (futuros ministros?) são dois nomes ligados a Fernando Henrique: Eduardo Giannetti da Fonseca e André Lara Rezende, ex-presidente do BNDES e um dos líderes da política de privatizações de FHC. Algum problema? Para quem gosta, nenhum. Não é, contudo, “uma nova forma de se fazer política”.

4. O plano de governo de Marina Silva é feito por megaempresários bilionários. Sua coordenadora de programa de governo e principal arrecadadora de fundos é Maria Alice Setúbal, filha de Olavo Setúbal e acionista do Itaú. Outro parceiro antigo é Guilherme Leal. O sócio da Natura foi seu candidato a vice e um grande doador financeiro individual em 2010. A proximidade ainda mais explícita no debate da Band desta terça-feira. Para defendê-los, Marina chegou a comparar Neca, herdeira do maior banco do Brasil, com um lucro líquido de mais de R$ 9,3 bilhões no primeiro semestre, ao líder seringueiro Chico Mendes, que morreu pobre, assassinado com tiros de escopeta nos fundos de sua casa em Xapuri (AC) em dezembro de 1988. Devemos ter ojeriza dos muito ricos? Claro que não. Deixar o programa de governo a cargo de bilionários, contudo, não é exatamente algo inovador.

5. Marina Silva tem posições conservadoras em relação a gays, drogas e aborto. O discurso ensaiado vem se sofisticando, mas é grande a coleção de vídeos e entrevistas da ex-senadora nas quais ela se alinha aos mais fundamentalistas dogmas evangélicos. Devota da Assembleia de Deus, Marina já colocou-se diversas vezes contra o casamento gay, contra o aborto mesmo nos casos definidos por lei, contra a pesquisa com células-tronco e contra qualquer flexibilização na legislação das drogas. Nesses temas, a sua posição é a mais conservadora dentre os três principais postulantes à Presidência.

6. Marina Silva usa o marketing político convencional. Como qualquer candidato convencional, Marina tem uma estrutura robusta e profissionalizada de marketing. É defendida por uma assessoria de imprensa forte, age guiada por pesquisas qualitativas, ouve marqueteiros, publicitários e consultores de imagem. A grande diferença é que Marina usa sua equipe de marketing justamente para passar a imagem de não ter uma equipe de marketing.

7. Marina Silva mente ao negar a política. A cada vez que nega qualquer um dos pontos descritos acima, a candidata falta com a verdade. Ou, de forma mais clara: ela mente. E faz isso diariamente, como boa parte dos políticos dos quais diz ser diferente.

Há algum mal no uso de elementos da política tradicional? Nenhum. Dentro do atual sistema político, é assim que as coisas funcionam. E é bom para a democracia que pessoas com ideias diferentes conversem e cheguem a acordos sobre determinados pontos. Isso só vai mudar com uma reforma política para valer, algo que ainda não se sabe quando, como e se de fato será feita no Brasil.

Aécio tem objetivos claros. Quer resgatar as bandeiras históricas do PSDB, fala em enxugamento do Estado, moralização da máquina pública, melhora da economia e o fim do que considera um assistencialismo com a população mais pobre. Dilma também faz política calcada em propósitos claros: manter e aprofundar o conjunto de medidas do governo petista que estão reduzindo a desigualdade social no País.

Se você, entretanto, não gosta da plataforma de Dilma ou da de Aécio e quer fortalecer “uma nova forma de fazer política”, esqueça Marina e ouça Luciana Genro (PSOL) e Eduardo Jorge (PV) com mais atenção.

De Marina Silva, espere tudo menos a tal “nova forma de fazer política”. Até agora a sua principal e quase que única proposta é negar o que faz diariamente: política.


.

Um mito e algumas verdades sobre os tributos no Brasil


Debate questiona crença segundo a qual carga tributária brasileira é “altíssima”. Problema real é outro: ricos e poderosos pagam pouquíssimo; somos o país dos impostos injustos
por Antonio Martins

Ao longo do processo eleitoral deste ano, um mito voltará a bloquear o debate sobre a construção de uma sociedade mais justa. Todas as vezes em que se lançar à mesa uma proposta de políticas públicas avançadas, demandando redistribuição de riquezas, algum “especialista” objetará: “não há recursos para isso no Orçamento; seria preciso elevar ainda mais a carga tributária”. A ideia será, então, esquecida, porque a sociedade brasileira está subjugada por um tabu: afirma-se que somos “o país com impostos mais altos do mundo”. Sustenta-se que criar novos tributos é oprimir a sociedade. Impede-se, deste modo, que avancemos para uma Reforma Tributária.

A partir das 10h desta sexta-feira (29/8), três conhecedores profundos do sistema de impostos no Brasil enfrentaram este mito, num debate transmitido por webTV (acesse aqui). O auditor da Receita Federal Paulo Gil Introini, ex-presidente do sindicato nacional da categoria e os economista Jorge Mattoso e Evilásio Salvadorargumentaram, com base em muitos dados, que o problema da carga tributária brasileira não está em ser “a mais alta do mundo” (uma grossa mentira), mas em estar, seguramente, entre as mais injustas do planeta. Os grandes grupos econômicos e os mais ricos usam seu poder político para criar leis que os isentam de impostos — despejados sobre as costas dos assalariados e da classe média. A mídia comercial esconde esta realidade, para que nada mude. No debate, organizado em conjunto pela Campanha TTF Brasil e Fundação Perseu Abramo, emergiram alguns fatos muito relevantes, porém pouquíssimo conhecidos.


> A carga tributária brasileira não é a “mais alta do mundo”, mas a 32ª (entre 178 países). O cálculo é de um estudo comparativo da Fundação Heritage, um think tank norte-americano conservador — mas com algum compromisso com a realidade.

> A carga tributária subiu consideravelmente, de fato, entre 1991 e 2011. Passou de 27% do PIB para 35,1%. Porém, a parte deste aumento de arrecadação foi consumido no pagamento de juros pelo Estado — quase sempre, para grandes grupos econômicos. A taxa Selic subiu para até 40% ao ano nas duas crises cambiais que o país viveu sob o governo FHC. O aumento do gasto social (de 11,24% do PIB para 15,24%, no período), que ocorreu de fato, a partir de 2002, consumiu apenas parte do aumento da receita.


> O poder econômico usa uma série de expedientes para livrar-se de impostos. O principal é a estrutura tributária brasileira. Ela foi cuidadosamente construída para basear-se em impostos indiretos (os que incidem sobre preços de produtos e serviços) e reduzir ao máximo os impostos diretos. Há duas vantagens, para as elites, nesta escolha. a)Impostos indiretos são, por natureza, regressivos. A alíquota de ICMS que um bilionário paga sobre um tubo de pasta de dentes, uma geladeira ou a conta de luz é idêntica à de um favelado; b) Além disso, assalariados e classe média consomem quase tudo o que ganham — por isso, pagam impostos indiretos sobre toda sua renda. Já os endinheirados entesouram a maior parte de seus rendimentos, fugindo dos tributos pagos pelo conjunto da sociedade.

> Esta primeira distorção cria um cenário quase surreal de injustiça tributária. Um estudo do IPEA (veja principalmente o gráfico 2, à página 6) revela que quanto mais alto está o contribuinte, na pirâmide de concentração de renda, menos ele compromete, de sua renda, com impostos. Por exemplo: os 10% mais pobres contribuem para o Tesouro com 32% de seus rendimentos; enquanto isso, os 10% mais ricos, contribuem com apenas 21%…

> Basear a estrutura tributária em tributos indiretos é uma particularidade brasileira, que atende aos interesses dos mais ricos. Aqui os Impostos sobre a Renda respondem por apenas 13,26% da carga tributária. Nos países capitalistas mais desenvolvidos, membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os impostos diretos correspondem a 2/3 do total dos tributos.

> Além disso, e sempre em favor dos mais poderosos, o Brasil praticamente renuncia a arrecadar impostos sobre o patrimônio. Aqui, os tributos que incidem diretamente sobre a propriedade equivalem apenas a 1,31% do PIB. Este percentual chega a 10% no Canadá, 10,3% no Japão, 11,8% na Coreia do Sul e 12,5% nos Estados Unidos…

> Ainda mais privilegiados são setores específicos das elites. O Imposto Territorial Rural (ITR), que incide sobre a propriedade de terra, arrecada o equivalente a apenas 0,01% do PIB. A renúncia do Estado a receber tributos sobre os latifundiários provoca, todos os anos, perda de bilhões de reais — que poderiam assegurar, por exemplo, Saúde e Educação públicas de qualidade.

Nos últimos treze anos o Brasil viveu um processo real — embora ainda muito tímido — de redistribuição de renda. Entre 1991 e 2002, o Coeficiente de Gini caiu de 0,593 para 0,526, depois de décadas de elevação (segundo este cálculo, quanto mais alto o índice, que vai de 0 a 1, maior a desigualdade). Ainda é muito pouco: segundo cálculos do Banco Mundial, em 2013 o país era o 13º mais desigual do mundo. Para continuar reduzindo a desigualdade, uma Reforma Tributária é instrumento essencial. Não é por outro motivo que as elites insistem em manter este conservar este tema como tabu.


CARTA CAPITAL

LEIA TAMBÉM:

Impostos e margens explicam preços altos - Estadão, 31.03.2013
Infelizmente, porém, sem os infográficos presentes na versão impressa. O dado que mostra a dupla incidência de ICMS ( ICMS-ST: 150,1% ) - um imposto ESTADUAL, pergunta se o Alckmin , governador do Estado de São Paulo, abre mão dele - na importação de um brinquedo é bastante instrutiva. Também interessa bastante a informação da margem de lucro, o câmbio, os subsídios, a falta de concorrência entre as empresas ( isso é deveras curioso, pois existem discursos ao gosto do freguês: enquanto alguns adeptos do capitalismo defendem - deve ser uma das pedras angulares da filosofia - que a concorrência baixa os preços das mercadorias, muitos deles também defendem que a essência da coisa é exatamente o produtor defender seus lucros com unhas e dentes, e aí podemos concluir que, entre defender a concorrência - que baixa preços, não esqueça, e é uma das ideías básicas e essenciais do sistema - e defender seus lucros, o sujeito sempre vai pender pra segunda opção. Pragmaticamente, a sobrevivência imediata e garantida em vez de abstrações e elucubrações filosóficas parece que leva a melhor. Você acha que todo empresário brasileiro leu Adam Smith ou algum desses economistas chamados "liberais clássicos" ou "neoclássicos"?
O jornalista ainda tenta botar parcela de culpa nos salários dos trabalhadores e na baixa produtividade ( Vem cá, caro leitor, você acha mesmo que ganha bem e trabalha pouco, ou é desses que se acha um mártir do trabalho árduo enquanto os outros sim é que têm essa boiada ) Mas nas conversas do dia-a-dia o que resta mesmo é ficar escutando a mesma ladainha de sempre, que os impostos é que encarecem as coisas.


Automóveis: custo de produção no Brasil é o MENOR DO MUNDO e margem é o TRIPLO dos EUA, diz Sindipeças. Juro alto atrapalha, no entanto. - O Correio da Elite, 14.12.2012

"Atribuir a sonegação ao peso da carga tributária brasileira constitui uma conclusão precipitada e temerária. É um verdadeiro misticismo ideológico."

Sonegação e o peso da carga tributária - Rafael Dubeux - Jornal do Commercio - PE - 21.03.2009

Segundo o levantamento, o percentual de evasão fiscal das empresas no País gira em torno de 25% de seu faturamento. O estudo é relevante ao apontar os tributos mais sonegados (INSS, ICMS e IR, nessa ordem), os setores que mais deixam de pagar impostos (indústria, comércio e serviços, também nessa ordem) e as práticas mais comuns para transgredir a lei (venda sem nota, venda com “meia” nota, “calçamento de nota”, duplicidade de numeração da nota, distribuição disfarçada de lucros, etc.). Segundo o IBPT informou aos jornais, o índice de sonegação fiscal médio no Brasil seria de 25,05% do faturamento das empresas. Vários “especialistas” consultados pelo jornal atribuíram a elevada evasão tributária à alta carga de impostos no Brasil, em torno de 36% do PIB.
É sobre isso que gostaria de falar: não há elementos suficientes para assim concluir. Segundo os dados do próprio IBPT, o índice de sonegação no Brasil é inferior ao de vários países latino-americanos, cujas cargas tributárias são muito inferiores à brasileira. Segundo as informações tornadas públicas, o índice de sonegação na Argentina, no Peru e no Equador gira em torno de 30%. No México, chega a 35%. Na Bolívia e na Venezuela, a taxa alcança os 40%. Para que a tese da relação entre a carga tributária e a sonegação fosse válida, seria necessário que esses países tivessem arrecadação fiscal superior à brasileira.
Acontece que é o inverso que se verifica. No México (18%), no Peru (15%) e no Equador (13,2%), a arrecadação tributária mal chega a 20% do PIB. Na Argentina, na Bolívia e na Venezuela, fica em torno de 25% do PIB: 22,9%, 27% e 25%, respectivamente.
Na América Latina, somente o Chile dispõe de taxa de sonegação inferior à brasileira, em torno de 15%, e também de carga tributária baixa (menos de 20% do PIB). Será, então, que bastaria um único elemento empírico para comprovar a tese, mesmo havendo tantos outros que a falsificam? Note-se também que os países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), clube das nações mais ricas do mundo) apresentam taxa de sonegação em torno de 7%. Ora, a média de arrecadação tributária na OCDE não é nada baixa, ao redor de 36% do PIB. Quem ousará dizer, aliás, que se sonega muito na Suécia ou na Dinamarca, apesar de a carga tributária por lá oscilar entre 48% e 49% do PIB? Atribuir a sonegação ao peso da carga tributária brasileira constitui uma conclusão precipitada e temerária. É um verdadeiro misticismo ideológico. Na verdade, há indícios fortes de que a sonegação é em função do grau de desenvolvimento do país e está relacionada também à capacidade de fiscalização do poder público. Não é à toa que o IBPT reconhece que o índice de sonegação no Brasil era de 32% em 2000, tendo caído para os atuais 25% graças ao “cruzamento de informações, retenção de tributos e fiscalização mais efetiva”. O Instituto diz ainda que “com os novos sistemas de controles fiscais, em cinco anos o Brasil terá o menor índice de sonegação empresarial da América Latina e, em dez anos, índice comparado ao dos países desenvolvidos.” Nada a ver, portanto, com o peso da carga tributária.
Rafael Dubeux é Advogado da União e editor do blog de políticas públicas A-Ponte ( www.diarioaponte.com ).
O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) divulgou um estudo sobre sonegação fiscal das empresas brasileiras ( http://www.ibpt.com.br/img/_publicacao/13649/175.pdf ).

O MAIORAL DO PLANETA - Humberto Capellari, no FACEBOOK

( Esse é meio longo, já vou avisando... )

Com exceção daqueles que sabem exatamente o que estão falando, a verdade é que no dia a dia das pessoas comuns somos expostos cotidianamente em conversas informais a opiniões que muitas vezes não passam de slogans ( logo eu explico ).

Seja pra não estender o assunto ou porque não temos bem uma opinião formada sobre ele, ou por desconhecermos completamente a questão, ou por não querermos discussões longas que se tornam inúteis e infrutíferas, deixamos passar, concordamos balançando a cabeça ou simplesmente dizemos "éééé...bem isso mesmo"

Um dos slogans que mais se cometem em conversas cotidianas é a da maior carga tributária do mundo, cujo título "pertenceria" ao Brasil. É o que corre à boca pequena - e grande - e desde sempre a gente escuta e até nos acostumamos a aceitar isso, mesmo quando diante de dados que tentam mostrar que não é bem isso.

Quando um sujeito comum vem com essa conversa, em vez da gente retrucar ou desafiar o cara a provar o que está dizendo - o que geralmente desmascaria o caráter puramente "de slogan" da afirmação que faz, a gente deixa passar. E o cara não só continuará dizendo que a carga tributária é a maior, como isso também causou o olho de peixe que ele tem na planta do pé esquerdo. Ele segue a maré.
Talvez um especialista tivesse essa prova "de cabeça" pra comprovar seu ponto de vista mas, na maior parte dos casos, o camarada comum apenas se limita a repetir o slogan, só que de forma mais acalorada, como se os decibéis empregados servissem como sustentáculos da teoria.

Um recorte do Jornal do Commercio de 03.11.2006 ( que tá indo pro lixo ) meio que desmistifica o slogan. Não achei a notícia do jornal na Internet, só uma semelhante, mas inferior ao do JCom e menos completa.
O título era "Brasil é o 17º. país com maior carga tributária sobre empresas". Se eramos "a maior carga tributária do planeta" em termos que vou chamar ( para minha própria compreensão ) de "globais", no caso das empresas não seriamos, defendia a matéria.
Éramos o 17º, num universo de 86 países pesquisados pela KPMG, seja lá o que isso significa(va). A tributação média era de 34% do faturamento anual, informava o subtítulo.
Se lembro bem, já nessa época se dizia que nossa carga tributária era a maior do mundo etc etc. Acho que já se falava isso antes de eu nascer.

Como sou um completo leigo na questão - como geralmente são leigos os adeptos dos slogans a que me refiro, e com quem lido diariamente na vida real de pessoas comuns - e até por se tratar de uma notícia que já completou 8 anos, não posso falar nada e nem sei em que pé está a coisa.

Mas, enquanto não tenho e não domino os elementos para provar que nossa carga tributária não seria, como simploriamente colocam os comuns do dia a dia, "a maior do mundo", também não estou nada capacitado a dizer - seguindo a maré avassaladora de outros leigos - que ela É MESMO a maior do mundo.

Um gráfico da referida matéria mostrava que o Japão vinha em primeiro ( 40,69% ), os EUA em segundo ( 40% ), seguidos da Alemanha, com 38,34%, Itália (37,25%), África do Sul ( 36,9% ) e Canadá com 36,1%. Só os paraíso na Terra. Nóis vinha em 17º. e a Bélgica em 19º. ( 33,99% ).

Seja lá o que isso significava, acho que ao menos fugia um pouco ao lugar-comum ou o slogan a que me referi.

Ah, a cereja do bolo. Façam as continhas: "No Brasil, a carga subiu de 25% em janeiro de 1997 ( início do estudo no país ) para 33% no mesmo mês de 1999. Um novo salto de três pontos percentuais, aconteceu em 2000. Ela caiu a 34% em 2001 e, desde então, está estável"

Subiu de 25% em 97 para 36% em 2000. Onze pontos em três anos. Seja lá o que isso significava.


.
.







Senador Requião: "Votar na Marina e entregar tudo pro Itaú?"


REQUIÃO: 'VOTAR NA MARINA E ENTREGAR TUDO AO ITAÚ?'

Com propostas contraditórias, a candidata do PSB à presidência da República, Marina Silva, começa a perder apoio de seus admiradores; um deles é o senador Roberto Requião; peemedebista critica amizade da socialista com Neca Setúbal, herdeira do Itaú e coordenadora de sua campanha, e sua proposta de dar autonomia ao Banco Central. "Pra que votar na Marina? Para entregar tudo ao Itaú?"; o senador declarou voto à presidente Dilma Rousseff

Paraná 247 - Com discurso e propostas contraditórios, a candidata do PSB à presidência da República, Marina Silva, começa a perder apoio de seus admiradores. Um deles é o senador Roberto Requião.

Em entrevista à OTV neste sábado (30), o peemedebista criticou amizade da socialista com Neca Setúbal, herdeira do Itaú e coordenadora de sua campanha, e sua proposta de dar autonomia ao Banco Central. "Pra que votar na Marina? Para entregar tudo ao Itaú?".

Requião declarou voto [ crítico - Nota do Blog ]  à presidente Dilma Rousseff, que tenta se reeleger.

.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Mau tempo


PRE-COG / PRE-REC

Tava vasculhando minhas acumulações de papel ( já disse que sou um desses acumuladores que aparecem naqueles canais da TV a cabo? ) e encontrei esse artigo ( "Cobiçando guerrashttp://issuu.com/brasildefato/docs/bdf_121/14  ), publicado no Brasil de Fato, em 2005. É da Naomi Klein. Ela contou que, em agosto de 2004, a Casa Branca havia criado um tal "Departamento de Coordenação para a Reconstrução ( <== atentem pro termo ) e Estabilização", que seria liderado pelo ex-embaixador dos EUA na Ucrânia, um tal Carlos Pascual. A função disso era, segundo reproduzo fielmente do texto, "conceber, com a ajuda de empresas privadas, planos 'pós-conflito' para 25 países QUE AINDA NÃO ESTÃO EM CONFLITO. Um governo dedicado à desconstrução preventiva perpétua tem, agora, um escritório dedicado à reconstrução preventiva ( <=== atentem pro termo ) perpétua." 

Ainda segundo ela, Pascual contara que "está[va] elaborando planos para tornar possível 'operar' em três países ao mesmo tempo, durante sete anos". Ela comentou que, com 25 países "contemplados", as companhias privadas dos EUA teriam trabalho para o próximo meio seculo, "pelo menos".

Em seguida ela enumera o papel do Banco Mundial nessas "reconstruções" de países abalados tanto por guerras como por desastres naturais: receituário de privataria oportunista. 
Se um país precisasse de um empréstimo ele teria que se submeter a algumas regrinhas simples, como entregar estradas, aeroportos, sistemas de saúde e educação, telecomunicações, eletricidade, mineração, petróleo etc a mãos privadas, total ou em "parceria". Conclui-se aí que "there is no free goodness".

Ela menciona um exemplo: "No Afeganistão (...) a instituição já conseguiu privatizar o setor da saúde, recusando-se a dar fundos ao Ministério da Saúde´para construir hospitais. Ao invés disso, está afunilando dinheiro diretamente para as ONGs que estão gerenciando suas próprias clínicas privadas, com base em contratos de três anos de duração ( ... ) também impôs 'um maior papel para o setor privado" no serviço de água, nas telecomunicações, petróleo, gás e mineração, e ordenou ao governo que 'se retirasse' do setor de eletricidade, e que o deixasse para os 'investidores privados estrangeiros' (...)";

Nessa hora dá pra se questionar se os EUA invadiram lá mesmo por Osama bin Laden, pelas papoulas ( cuja produção aumentou sob a tutela americana, o que nos levaria a outros questionamentos... ) ou pelos sistemas de água, educação e saúde. 

TEMPESTADES À VISTA

Ela continuava o artigo: "(...) muitos observadores afirmam que o capitalismo de catástrofe teve realmente sua alavancagem com o furacão Mitch.
Durante uma semana, em outubro de 1998, o furacão estacionou na América Central, engolindo vilarejos inteiros e matando mais de 9.000 pessoas. Países já empobrecidos estavam desesperados para receber ajuda de reconstrução - e ela veio, mas com algumas condições bastante específicas, em que os países se apressaram em cumprir. (...) o Congresso de Honduras iniciou o que o jornal Financial Times chamou de 'liquidação veloz, depois da tempestade', aprovando leis que permitiam a privatização dos aeroportos, portos e rodovias, além de planos urgentes para privatizar a companhia telefônica estatal, a companhia elétrica nacional e partes do setor da água. Derrubou leis de reforma agrária e facilitou a compra e venda de propriedades para os estrangeiros. (...) a Guatemala anunciou planos para liquidar o seu sistema telefônico, e a Nicarágua fez igual, juntamente com a sua companhia elétrica e o seu setor petrolífero.
Todos os planos de privatização foram 'empurrados' pelos mesmos suspeitos de sempre (...) o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional colocaram todo o seu peso por trás da venda das telecomunicações, fazendo dela uma condição para liberarem os cerca de 47 milhões de dólares anuais de ajuda, por um período de três anos, associando esse montante aos cerca de 4,4 bilhões de dólares de ajuda externa para a Nicarágua (...) Agora, o Banco está usando o tsunami de 26 de dezembro para impulsionar suas políticas. Os países mais devastados quase não viram qualquer tipo de ajuda, e a maior parte da ajuda de emergência do Banco Mundial veio na forma de empréstimos, não de doações ( ... ) Quanto às infra-estruturas públicas danificadas, como as estradas e escolas, os documentos do Banco reconhecem que reconstruí-los poderá 'exigir demais das finanças públicas', e sugere que os governos considerem a privatização ( é isso mesmo, eles têm só uma boa idéia ). 'Para certos investimentos', observa o plano de resposta do Banco ao tsunami, 'poderá ser apropriado utilizar financiamentos privados' (...)"

Percebe-se aí que, enquanto muitos de nós - a maioria da Humanidade, talvez? - considerariamos as catástrofes naturais como isso mesmo, "catástrofes", para outros isso não passa de limões que a Providência envia de tempos em tempos para que os mais capazes, inteligentes e operosos possam fazer lucrativas limonadas. Não choram os mortos, fabricam caixões e os vendem a preços módicos; fundam e inauguram cemitérios e vendem as vagas a preços módicos. Outros poderiam até providenciar quem ocupasse estes caixões e campas, como naquele filme do Vincent Price.

O que também leva a outro tipo de pergunta, que dessa vez pode ser definida, com justiça, como paranóica, porém é irresistível: e se o tempo pudesse mesmo ser controlado por alguém? Que tempestades ou simples chuviscos pudessem ser criados e direcionados a alguma parte do mundo, por meio de uma tecnologia assombrosa?

Bem, tais suspeitas existem, e não é de hoje: basta você procurar na Internet pela sigla HAARP. Porém, pelo que pude apurar, superficialmente, é que essa tecnologia, se existe, é empregada com fins bélicos, como arma. 

Digamos que Washington, o Pentágono, a Secretaria de Defesa ou sei lá quem usasse tempestades para vencer ou enfraquecer países com os quais tem alguma contenda. Não seria muito inteligente contrariar os interesses da poderosa indústria bélica do país, com quem, no fim das contas, o governo tem relações muito estreitas e lucrativas, como a Nothrop, ou a General Dynamics. Sobre isso, aliás, também no Brasil de Fato, em 15.01.2004, foi publicado que os EUA - as empresas americanas - estavam adquirindo indústrias militares européias a rodo ( "Europa: Estados Unidos invadem indústria militar" ). 
Se o Tio Sam começasse a abandonar o habitual jeito bélico de negociar suas diferenças com algum país mal-comportado empregando, no entanto, chuviscos, granizos ou tufões, essa "ida às compras" pelas empresas militares norteamericanas seria meio infrutífera, não?

Agora, e se em vez de ir à guerra por qualquer coisinha, tendo às vezes que usar de pretextos rocambolescos e desculpas esfarrapadas, além de colocar a juventude do país em aventuras perigosas, o Tio Sam mantivesse várias frentes, algumas bélicas ( onde se poderá alocar contingentes de "chicanos e cucarachos" ), para agradar a indústria, e outras "meteorológicas", para atingir países em ocasiões em que sequer exista alguma rusga? 
Tipo: 
- Que nós temos contra o Trinidad e Tobago, que possa nos permitir mandar umas bombinhas e marines lá para destruir o país e reconstruí-lo caridosamente, pegando apenas algumas lembrancinhas da viagem, como o sistema elétrico e o abastecimento de água?
- Não temos nada senhor! Nossos povos estão em paz, senhor, e as relações diplomáticas estão excelentes, senhor!
- Mmmm, isso e mau! A economia está em recessão, empregos de americanos estão desaparecendo... Só resta uma coisa a fazer!
- O quê, senhor!
- Mande uma chuvinha em cima deles, coisa pouca. Um tufãozinho de uma semana, também. Depois, nossos amigos do Banco Mundial saberão o que fazer.
- Sim, senhor! Com certeza, senhor!

Bem, sei que para que esse raciocínio estivesse certo, algumas coisas teriam que combinar. Em primeiro lugar,os irmãos do norte precisariam mesmo ter desenvolvido uma tecnologia irreal e fantástica como essa. Em segundo lugar, se tivessem mesmo essa arma, eles teriam que abandonar todos os escrúpulos para lançar tal poderio em países e povos, matando pessoas, destruindo tudo, promovendo um genocídio, apenas com a finalidade de perseguir lucros com a "reconstrução" do lugar.
Eles não seriam capazes disso, seja qual for o líder de ocasião, republicano ou democrata. Seriam?
Mmm, melhor tirar isso da cabeça, é paranóia demais. Essa arma não existe e, se existisse, seria usado para...para...
Para quê se inventaria uma arma dessas se não fosse para ser usada exatamente para essa finalidade? Ainda bem que não existe, e os países precisam apenas se preocupar com a Mãe Natureza. 
E, de tempos em tempos, com o Uncle Sam...

.

#TREMSALÃO: José Serra "oficialmente investigado" pela Polícia Federal?




CARTEL DO METRÔ: SERRA É FORMALMENTE INVESTIGADO

Ex-governador de São Paulo José Serra faz parte da lista de 28 pessoas intimadas pelo delegado Milton Fornazari Junior para apurar o caso de conluio de multinacionais, denunciado pela Siemens, que atuou em governos do PSDB desde a gestão de Mario Covas (1998); a PF quer saber se Serra agiu a favor da CAF e Alstom, conforme indicam e-mails e o testemunho do executivo Nelson Branco Marchetti; depoimento foi marcado para 7 de outubro, dois dias após o primeiro turno das eleições; tucano lidera a disputa para o Senado em São Paulo

247 - A Policia Federal classificou o ex-governador José Serra entra os investigados no caso do cartel (*) de trens e metrô em São Paulo. 

Pela primeira vez, Serra faz parte da lista de 28 pessoas intimadas pelo delegado Milton Fornazari Junior para apurar o caso de conluio de multinacionais, denunciado pela Siemens, que atuou desde a gestão de Mario Covas (1998). 

O ex-governador de São Paulo e atual candidato do PSDB ao Senado foi intimado a depor no 7 de outubro, dois dias após o primeiro turno das eleições. 


As investigações querem saber se ele atuou a favor das multinacionais CAF e Alstom, conforme indicam e-mails e o testemunho do executivo Nelson Branco Marchetti. Serra e o ex-secretário dos Transportes Metropolitanos José Luiz Portella teriam pressionado a Siemens a desistir de medidas judiciais para anular a vitória da espanhola CAF, em um certame para o fornecimento de 320 vagões. Caso a alemã avançasse nas ações judiciais, Serra anularia a licitação, segundo o delator.

Assessoria de Serra disse que "estranha muito a inclusão do nome dele nesse inquérito às vésperas da eleição, sobretudo depois que o Ministério Público Estadual, e até o procurador-geral de Justiça, arquivaram a mesma investigação".

LEIA MAIS:

Polícia Federal cita Serra como ‘investigado’ no cartel dos trens


Ao chamar ex-governador para depor, delegado lista outros 27 ‘investigados'

A Polícia Federal classificou o ex-governador José Serra (PSDB) de “investigado” no caso do cartel dos trens. Ao solicitar “ordem de missão” a fim de intimar 28 pessoas, o delegado Milton Fornazari Junior, que preside o inquérito sobre suposto conluio de multinacionais em contratos do Metrô de São Paulo e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), incluiu o tucano no rol de “investigados”.

É a primeira vez que a PF confere esse rótulo a Serra desde que deu início ao rastreamento sobre suposto ajuste entre as empresas.

A expressão “investigado” consta do memorando 8793/2014, datado de 5 de agosto e embutido nos autos do inquérito 0099/2014-11, da Delegacia de Combate a Ilícitos Financeiros (Delefin). Anteriormente, nunca a PF tinha feito esse tipo de menção ao tucano.

O mesmo documento chama de “investigados” outras 27 pessoas, incluindo dirigentes e ex-diretores do Metrô e da CPTM e executivos de empresas supostamente envolvidas com o cartel no setor metroferroviário.

Segundo acordo de leniência firmado pela Siemens com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em maio de 2013, o cartel atuou no período entre 1998 e 2008, em São Paulo, durante os governos tucanos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, e no Distrito Federal, na gestão José Roberto Arruda (ex-DEM).

Serra governou São Paulo entre 2007 e 2010. Ele foi intimado para depor em 7 de outubro, dois dias depois do primeiro turno das eleições – Serra é candidato ao Senado e lidera as pesquisas de intenção de voto. A PF o chamou porque um ex-executivo da Siemens, Nelson Marchetti, sugeriu que ele teria intercedido em favor da espanhola CAF em concorrência internacional para aquisição de 384 carros pela CPTM, entre 2007 e 2009.

A Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo já arquivou investigação de âmbito civil sobre esses fatos. No capítulo sobre a concorrência internacional para aquisição dos vagões pela CPTM, a PF transcreve e-mails que “tratam de assunto referente à visita do ex-governador José Serra a Amsterdã/Holanda”. Uma correspondência, de março de 2008, revela a preocupação das multinacionais com a viagem do então governador à Europa. “O gov. J S embarca no sábado para Amsterdã chegando no domingo, faz a apresentação do projeto expresso-aeroporto na segunda 17/03 às 16hs onde nos pede presença marcante”, escreveu um executivo.

Na viagem, segundo Marchetti, o tucano lhe disse que, caso a Siemens conseguisse na Justiça desclassificar a CAF, o governo iria cancelar a concorrência porque o preço da alemã era 15% maior. “O então governador e seus secretários fizeram de tudo para defender a CAF”, disse.

Para o Ministério Público Estadual, no entanto, o relato do ex-diretor da Siemens, “longe de levantar suspeita contra o ex-governador, revela, ao contrário, a justa preocupação do chefe do Executivo em relação aos prejuízos que poderiam advir ao Estado caso a proposta vencedora do certame, apresentada pela empresa CAF, fosse desqualificada em virtude de medidas judiciais intentadas pela Siemens”.

COM A PALAVRA, A EQUIPE DE CAMPANHA DE JOSÉ SERRA

A equipe de campanha do candidato ao Senado José Serra (PSDB) disse que “estranha a citação do nome de Serra nesse inquérito, sobretudo porque o Ministério Público (Estadual)já realizou a mesma investigação e a arquivou, por não encontrar nenhuma irregularidade ligada a ele”.

Para a assessoria, “mais que isso, o Ministério Público afirmou que Serra teve uma atuação contra o cartel”.

A campanha afirma que “o vazamento do inquérito neste período eleitoral revela apenas motivação política para se produzir notícias artificialmente”.

O Metrô e a CPTM informaram que “continuam colaborando com todos os órgãos que investigam as denúncias sobre cartel por parte das empresas que participaram de licitações e têm total interesse em apurar os fatos”. “Caso constatado o prejuízo, será exigido ressarcimento aos cofres públicos”, informou a Secretaria dos Transportes Metropolitanos.

(*) Apesar do uso e abuso, pela imprensa, do termo "cartel" ao se tratar deste caso ( que não se resume às estatais de trens, mas a empresas do setor elétrico também, o PROBLEMA REAL são as propinas pagas por estas empresas ao "partido no poder em SP". Veja um exemplo disso:

Diretor da Alstom diz que propina em SP foi de 15%
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/01/1400988-diretor-da-alstom-diz-que-propina-em-sp-foi-de-15.shtml

E MAIS:

Escândalo

Congresso decide investigar a propina do Metrô de São Paulo
O PT não quer perder a oportunidade de apontar os malfeitos dos governos do PSDB

Mesmo com o Congresso esvaziado até as eleições de outubro, o PT luta para iniciar os trabalhos da CPI do Metrô. Dedicada à apuração das denúncias de formação de cartel e corrupção de agentes públicos em contratos de linhas metroferroviárias no Distrito Federal e em São Paulo, a comissão foi instalada no início de agosto, mas permanece sem presidente e relator. A escolha acabou adiada para 2 de setembro.

Até lá, os petistas afinam a estratégia para não deixar escapar a oportunidade de apontar os malfeitos do governo paulista, administrado pelo PSDB há 20 anos. Somente em São Paulo, as empresas do cartel teriam superfaturado 11 contratos entre 1998 e 2008. Eles somam 2,8 bilhões de reais e teriam gerado um prejuízo de 850 milhões aos cofres públicos.

Com a maior bancada no Senado, o PMDB escalou João Alberto Souza para assumir a presidência da CPI. A relatoria deve ficar com o petista Renato Simões. O senador peemedebista não compareceu, porém, à tumultuada sessão de abertura da comissão, em 8 de agosto. E a oposição se aproveitou da situação para lançar a candidatura avulsa de Fernando Francischini, do Solidariedade.

Para Simões, trata-se de mais uma manobra protelatória. “Pelo regimento, os partidos majoritários têm preferência na indicação. Além disso, a CPI foi protocolada em maio, mas as legendas postergaram ao máximo a indicação de seus representantes.” Por isso, o provável relator preparou oito requerimentos para levar à comissão no próximo encontro.

A estratégia petista consiste em atacar duas frentes. Primeiro, centralizar na CPI todos os inquéritos relacionados ao cartel. Será preciso reunir informações de cinco instâncias de apuração: o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, no qual a Siemens assinou um acordo de delação, o Ministério Público de São Paulo, com 14 inquéritos abertos pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e a Corregedoria do governo de São Paulo. Em seguida, Simões pedirá a quebra do sigilo das empresas controladas por Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, e seu sócio, Sabino Indelicato, suspeito de intermediar o pagamento de subornos a agentes públicos.

Ex-prefeito de São José dos Campos, no interior paulista, Marinho foi um dos fundadores do PSDB e chefe da Casa Civil do falecido governador tucano Mario Covas, de janeiro de 1995 a abril de 1997. Deixou a pasta para assumir o cargo no TCE. Em 2009, promotores suíços informaram às autoridades brasileiras sobre o bloqueio de uma conta atribuída a Marinho. Nela, havia repasses feitos pela Alstom que somam 2,7 milhões de dólares.

Além disso, investigadores franceses descobriram um comunicado interno da Alstom, de outubro de 1997, sobre um contrato firmado com as estatais Eletropaulo e EPTE. Numa das rubricas, há uma explicação: “Trata-se da remuneração para o poder político existente. Ela está sendo negociada via um ex-secretário do governador (R.M.)”. No documento, há menções de que a propina também serviria para cobrir “finanças do partido”.

Marinho nega possuir contas no exterior. “Nunca recebi um tostão da Alstom, nem na Suíça nem no Brasil”, defendeu-se, em maio, durante uma sessão do TCE. Mas os suíços revelaram um cartão com a assinatura do conselheiro no dia da abertura da conta no banco Crédit Lyonnais, em março de 1998.

Apenas recentemente, em 11 de agosto, a Justiça determinou o afastamento de Marinho do tribunal. A juíza Maria Gabriella Spaolonzi, da 13ª Vara da Fazenda Pública da capital, tomou a decisão após a Promotoria mostrar como ele aprovou, sem licitação, um aditivo contratual de 181 milhões de reais firmado entre a Alstom e estatais de energia em 1998.

Levantamento feito pela liderança do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo revela: Marinho atuou como relator na análise de 20 contratos do governo paulista com empresas do cartel. Eles somam 4 bilhões de reais, em valores corrigidos pelo IGP-DI. Além dos contratos com estatais de energia, ele avalizou negócios com a CPTM, dos trens metropolitanos, e o Metrô.

“Há investigações sobre contas no exterior não apenas de Robson Marinho, mas também de funcionários da CPTM e do Metrô. Suspeita-se que essas contas, por meio de empresas offshore, abasteçam as finanças do PSDB. O problema é que essas apurações não estão interconectadas”, explica Simões. “A CPI pode assumir o papel de elemento aglutinador, e dar uma visão holística de como o esquema funcionava.”

Segundo o Ministério Público Federal, a Acqua Lux, de Indelicato, recebeu 2,2 milhões de reais da Alstom por serviços de consultoria de fachada. A suspeita é que a empresa intermediava o pagamento de propinas a agentes públicos.

Ex-secretário de Obras de São José dos Campos na gestão de Marinho, nos anos 1980, Indelicato amealhou um patrimônio de 42 imóveis na cidade. Os bens estão registrados em nome da Carmel Locação e Participação, aberta pelo empresário em 2002. A Carmel tem participação na Construtora Piaget. O outro sócio é a Rumo Certo, pertencente a Marinho. “Daí a necessidade de devassar essas empresas”, explica Simões. O maior obstáculo será contornar as resistências no Congresso. “Parte significativa dos partidos aliados ao PT no governo federal também é do PSDB no governo estadual.”

Outra dificuldade será enfrentar a velha cantilena de uso político das investigações. O ex-governador e candidato ao Senado José Serra foi intimado pela PF a depor sobre os contratos assinados com as empresas do cartel quando era governador paulista. O depoimento foi agendado para 7 de outubro, dois dias após o primeiro turno das eleições. Em vez de se explicar, Serra preferiu se dizer vítima de perseguição dos adversários. ( CARTA CAPITAL )

.





.




.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Verme mortal que devora cérebros contamina água nos EUA


Uma ameba destruidora de cérebros foi encontrada nesta quinta-feira, no sistema de água de Louisiana, nos Estados Unidos. 

As infecções com a ameba - conhecida como Naegleria fowleri, pelos cientistas - são raras, mas quase sempre mortais. Entre os anos de 1962 e 2014, apenas 132 pessoas foram infectadas. Destes, só três sobreviveram.

Segundo a publicação, embora nenhuma infecção tenha sido registrada nos últimos dias, o animal unicelular foi encontrado no sistema que atende as mais de 12 mil pessoas que moram nos municípios de Reserve, St. John e Garyville. 

As autoridades de Louisiana dizem que a água está sendo tratada com cloro e é segura para beber. No entanto, a passagem da água pela cavidade nasal ainda representa um perigo. "O mais importante é evitar que a água entre pelo seu nariz durante o banho ou ao nadar em uma piscina", disse o oficial de saúde, Jimmy Guidry. 

Especialistas alertam que a ameba - que se alimenta do tecido cerebral - se reproduz em água morna. Portanto, uma piscina gelada ou um banho frio podem ajudar a evitar a infecção.



.

“Enquanto a Síria combate terroristas há 3 anos, há países que os financiam”



Moallem, ministro do Exterior da Síria denuncia EUA e vassalos:

“Enquanto a Síria combate terroristas há 3 anos, há países que os financiam”

O ministro do Exterior da Síria, Walid Moallem, conclamou todos os países do mundo "a trabalharem de forma séria e perserverante no combate ao terrorismo" e afirmou que por seu anos de luta contra esta praga, a Síria está no centro deste combate de interesse mundial.

"Enquanto a Síria combate os terroristas duramente durante os últimos três anos, há países que os financiam" acrescentou Moallem.

Aludindo ao apoio e arregimentação de mercenários e terroristas por parte dos serviços secretos norte-americanos na tentativa frustrada de derrubar o governo soberano da Síria e seu presidente eleito- Bashar Al Assad- Walid Moallem, declarou que este combate ao terrorismo inclui o fim do "financiamento e instigação" aos terroristas e o abandono da "dupla postura ao abordar a questão que ameaça a todos".

As declarações do ministro do Exterior, em conferência de imprensa no dia 25, vieram logo após a resolução unânime do Conselho de Segurança da ONU de número 2170 que "conclama todos os Estados Membros da ONU a agir para suprimir o fluxo de combatentes estrangeiros e do apoio e financiamento" aos grupos terroristas.

Moallem apontou para a colaboração aberta de países como o Qatar e a Turquia aos mercenários que agrediram a Síria.

Moallem alertou que o combate a estas organizações de terroristas não pode servir de pretexto para a invasão e bombardeio em território de países soberanos. "Se os Estados Unidos atacam grupos terroristas sem coordenação com o governo sírio isso será considerado violação de soberania síria".

Ele exemplificou com o fato da Síria e Rússia atuarem conjuntamente nesta frente de combate "sem que nunca se tenha pedido a Rússia que leve a cabo nenhuma ação militar direta na Síria".

O ministro repudiou o assassinato do jornalista norte-americano James Foley mas, questionou o por que "de nunca ter havido nenhuma condenação ocidental aos massacres cometidos por organizações terroristas na Síria".


.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

Golpe