sexta-feira, 25 de julho de 2014

Obama não explica o que o caça Su-25 fazia junto ao avião malaio


Imagens de radar cedidas pelo general chefe do Estado Maior russo mostram caça SU-25 de Kiev junto ao MH17 antes do abate. Por que a Casa Branca não libera as fotos de seu satélite na área?

O governo Obama e a Junta de Kiev estão escondendo o caça Su-25 que derrubou o voo MH17 da Malasia Airlines no dia 17 matando 298 civis, como revelado por Moscou no dia 21 por meio de vídeos de radar e fotos de satélite, que comprovaram que um bombardeiro desse tipo, equipado com mísseis ar-ar R60, estava a menos de 5 km e ascendeu rumo ao avião civil nos momentos que antecederam a derrubada e depois monitorou a área de queda. A Junta negava ter qualquer avião na área, e Washington, que tinha um satélite posicionado sobre a região exatamente na hora do abate “por coincidência”, não mostra as fotos de jeito nenhum e até aqui diz basear suas acusações nas falsificações dos nazistas e nas “redes sociais”. Como assinalou o jornalista Pepe Escobar, “cada vez mais o cenário Buk – histericamente promovido pelo Império do Caos – vai sendo descartado”.

Não é por falta de monitoramento que Obama não vê o Su-25: na hora da derrubada também estava em operação no Mar Negro um avião-radar dos EUA (AWACS), que fazia parte das manobras Breeze 2014, como registrou o analista Wayne Madsen. E quanto mais o governo Obama requenta o “ataque com Buk dos separatistas”, mais fica aparente o envolvimento de Washington na operação de bandeira trocada que os nazistas cometeram para culpar Putin, facilitar o massacre no Donbass e forçar a Europa a ampliar as sanções contra a Rússia. Madsen, inclusive, lembrando a Operação Northwoods, e outras empreitadas sinistras, salientou que derrubada de avião civil por operações de bandeira trocada faz parte do manual do Pentágono.

Como Pepe Escobar destacou, com base nas excelentes análises do blog “Saker”, “os restos calcinados da turbina direita do MH17 sugerem que tenha sido atacada por míssil ar-ar – não por sistema Buk”. Também “nenhuma testemunha ocular viu a trilha de fumaça, muito clara, visível, espessa, que qualquer míssil terra-ar teria traçado no céu, se tivesse havido disparo de um Buk”. Depois da coletiva de imprensa do alto comando russo, mostrando o Su-25, “fontes” de Washington passaram a dizer à mídia que não havia sinal de “envolvimento direto” da Rússia no disparo e até que os “separatistas” poderiam ter derrubado o MH17 “por engano”.

A coletiva de imprensa dos generais russos Kartopolov e Makushev também evidenciou que a Junta de Kiev foi pega mentindo pelo menos duas vezes. Mentiu sobre a montagem dos mísseis Buk sendo movidos de volta à Rússia (a foto foi tirada numa cidade controlada pelos nazistas desde maio) e quando negou ter qualquer avião na área. E investigação realizada pelos internautas desmascarou o “vídeo” em que “separatistas e seus próceres russos confessariam a derrubada do MH17”: foi gravado na véspera, o que demonstra que seus forjadores sabiam com antecedência de que o avião seria derrubado.

Pensando bem, a Junta mentiu mais vezes: disse não ter lançadores Buk na região do abate, mas o comando russo provou, com fotos de satélite, que Kiev deslocou na véspera sua artilharia de mísseis para bem perto da área controlada pelos antifascistas, e no dia seguinte retirou o lançador. Moscou também provou que houve uma intensa atividade de radar dos Buk até a derrubada, bruscamente reduzida no dia seguinte.

Pego no contrapé, o governo Obama tenta requentar a “derrubada por Buk”. Está a maior dificuldade para sustentar. A Junta mostrou uma montagem em que um lançador Buk estaria na pequena cidade de Torez, perto do local da derrubada. O jornal inglês “Independent” localizou a praça onde supostamente teria ficado, foi até lá, e não encontrou ninguém que tivesse visto o enorme aparato e classificaram a imagem de “fraude”. “Toda a mídia ucraniana está mentindo”, disse Andrei Sushparnov. “Não temos mísseis. Se nós tivéssemos, os ucranianos estariam bombardeando nossas cidades?”. A “Reuters” arranjou um ex-comandante da resistência, afastado depois da chegada de Strelkov para organizar a defesa de Donetsk, para dizer que os antinazistas “tinham Buks vindos da Rússia”, mas mesmo este depois desmentiu e disse ter a gravação do que foi efetivamente dito.

‘FONTES’ APONTAM KIEV

O jornalista Robert Parry, conhecido por ter sido quem expôs o escândalo Irã-Contras, registrou que “fontes da inteligência” lhe disseram que as fotos mostravam não os “separatistas”, mas soldados uniformizados de Kiev, disparando um Buk. Outra “fonte” aventou a hipótese de se tratarem de “desertores”. Sempre tentando jogar a culpa nos antinazistas. Outros tentaram atribuir a operação ao oligarca Kolomoisky e seus esquadrões em ação no Donbass.

Segundo Pepe Escobar, “muitas perguntas permanecem sem resposta, algumas das quais sobre um estranhíssimo procedimento de segurança no aeroporto Schiphol de Amsterdam – onde a segurança é feita pela empresa ICTS, empresa israelense com sede na Holanda, fundada por ex-agentes do Shin Bet de Israel. E há também a inexplicada presença de conselheiros ‘estrangeiros’ na torre de controle em Kiev”.

A questão de quem orientou o MH17 a baixar de 35.000 pés para 33.000 pés, quem escolheu uma rota sobre uma zona de guerra, e porque o avião fez um desvio de 14 km à esquerda da aerovia continuam em pauta. Agora, a Rússia condenou a demora da Junta de Kiev de divulgar os dados da torre de controle, advertindo que informações estão sendo manipuladas. E quanto mais encobrimento, mais manipulação, mais forjicação, maior a evidência da monstruosa operação de bandeira trocada dos nazistas de Kiev, contra o povo do Donbass e contra 298 vidas inocentes do voo MH17.

ANTONIO PIMENTA 


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