terça-feira, 15 de julho de 2014

Ainda a política econômica de Aécio, Por Jasson de Oliveira Andrade





Em maio de 2014, escrevi um artigo, sob o título “A surpreendente política econômica de Aécio”. Nele, eu critiquei o possível programa que seria colocado em prática pelo senador tucano, o presidenciável Aécio, através do economista Armínio Fraga. Ainda no texto, relembrei as medidas por ele tomadas no tempo de Fernando Henrique, transcrevendo correspondência que enviei à CartaCapital em 29 de maio de 2002 (“Que “caminho certo” é esse? – Desemprego, arrocho salarial, dívida externa astronômica, comércio e indústria no sufoco, “apagão”. Se esse é o “caminho certo” de Armínio Fraga, devemos trilhar, em outubro, outro caminho”). Relembrei ainda que naquele tempo, nós, aposentados, ficamos OITO anos sem aumento. O mesmo ocorrendo com o salário mínimo. Em vista dessa política, Paulo Henrique Amorim, em seu site, “Conversa Afiada”, troca o nome de Aécio para “Arrocho”. Lula e Dilma também criticaram essa política econômica, que consideram um “retrocesso”. Os tucanos retrucaram: essas críticas são uma “campanha do medo”. No entanto, não só os petistas têm restrições. Um aliado, o tucano José Serra, também as fez publicamente.

O Estadão (30/6), na reportagem “Serra rebate análise feita por conselheiro de Aécio” – Em convenção do PSDB, ex-governador afirma ser “falsa” idéia defendida por Armínio Fraga quanto a poupança e investimento”, noticia: “O ex-governador José Serra aproveitou o discurso que fez ontem [29/6] durante a convenção que oficializou a candidatura à reeleição de Geraldo Alckmin ao governo paulista para criticar economistas que aconselham o candidato do partido à Presidência da República, o senador Aécio Neves. (...) “Há economistas, viu Aécio, que dizem que o Brasil não tem poupança, nem capital para poder investir. Isso é falso (sic)”, afirmou Serra no discurso”. Esta crítica se refere a uma declaração do economista Armínio Fraga, um dos coordenadores do programa de governo da campanha de Aécio. Ele é cotado para ser ministro caso o tucano se eleja. Daí a advertência de Serra (PSDB-SP), provocando um recuo estratégico do Presidenciável, como veremos a seguir.

Percebendo que essa política econômica lhe causa prejuízos eleitorais ( está empacado nas pesquisas ), Aécio recuou. É o que diz o Estadão, em 4 de julho, na reportagem “Aécio cita agora “medidas responsáveis” – Tucano tenta descolar sua candidatura da idéia segundo a qual tomará “medidas impopulares” [arrocho salarial e demissões] em caso de vitória de outubro” . Será que esse recuo é verdadeiro ou é apenas uma estratégia eleitoral, mas na realidade o tucano irá mesmo colocar em prática essas “políticas impopulares” caso seja eleito? Tenho minhas dúvidas sobre esse recuo. Acredite quem quiser!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu 
Julho de 2014

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