terça-feira, 13 de maio de 2014

"Trabalho na área da saúde pública desde 1973 eu não posso me calar diante das imbecilidades ditas por Ney Matogrosso"




"Questão de esclarecimento. Como uma pessoa que tem doutorado em saúde pública e que trabalha na área desde 1973 eu não posso me calar diante de uma imbecilidade.

Não há outro adjetivo para o que disse Ney Matogrosso. Eu não me meto a dizer se ele cantou em dó menor ou maior, se entoou uma fusa ou semi fusa, porque não entendo NADA de música. Então, ele, que não entende NADA de saúde pública, que não fale idiotice sobre o tema.

Em hipótese alguma a saúde era melhor em 1950 do que é hoje. Pelo contrário: era muitíssimo pior! Crianças morriam como moscas, a poliomielite grassava solta em nosso país, não havia assistência universal à saúde, nem hospitais para os que não tinham carteira assinada, que eram obrigados a serem atendidos como indigentes ( sim, era essa a palavra: INDIGENTES ) pelas Santas Casas de Misericórdia, que mal davam conta do atendimento. Não havia água encanada nas casas, nem esgoto.

As casas, mesmo nas grandes cidades serviam-se de poços e o esgoto ia para fossas. A tuberculose matava como nunca, a lepra ( hanseníase ) era uma verdadeira epidemia nos grandes centros e os leprosários viviam cheios.

Que saúde melhor era essa? Só na ignorância crassa desse moço! Ney Matogrosso, cante, que é o que você sabe fazer. Não dê palpite no que não entende, tá? A expectativa de vida ao nascer no Brasil nos anos 1950 era de 45 anos! Hoje é de 75 anos! Se a saúde naquele tempo era melhor, porque se vivia menos? Vá aprender sobre o seu país antes de abrir a boca pra falar estultices!"

LUCIA ANDRE, no FACEBOOK

LEITURA COMPLEMENTAR

SUS: mitos e inimigos, Por Arthur Meucci 


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