sábado, 31 de maio de 2014

"Copa no país despertou uma grotesca e enfadonha procissão de abutres e coveiros do Brasil"



Futebol passarinho
A realização da Copa do Mundo no Brasil despertou uma grotesca procissão, cada vez mais enfadonha, de abutres e coveiros do Brasil em todas as frentes.

Por FLAVIO AGUIAR

A realização da Copa do Mundo no Brasil despertou uma grotesca procissão – cada vez mais enfadonha – de abutres e coveiros do Brasil em todas as frentes e latitudes. Erguendo uma verdadeira cortina de fumaça com seus incensórios e turíbulos para dominar a pauta e a percepção do momento, este variegado cortejo reúne de tudo.

Conduzindo a custódia, vêm os que querem derrubar ou derrotar o governo (*). São de dentro e de fora do país, liderados neste pelos arautos da velha mídia, e lá pelos cardeais da City londrina, The Economist e Financial Times, ladeados por bispos e arcebispos como El País, El Mercurio, et alii. Em suas orações às vezes suplicantes, às vezes raivosas, alimentam a crendice de que a Copa pode ajudar a reeleger ou deseleger Dilma Rousseff em outubro. Esta ortodoxia se baseia em outra superstição, a de que nosso povo é despreparado para a democracia porque vota com os pés ou o estômago – não com a cabeça ou o coração. ( Os mais ricos, pelo menos, têm o privilégio de votar com os bolsos e as bolsas ).

Esta superstição tem uma variante à extrema-esquerda, qual seja, a de que as massas são sempre despreparadas, e que precisam de uma vanguarda lúcida para iluminar-lhes o caminho. O governo é o Anti-Cristo que deve ser eliminado, para que a verdadeira luz possa chegar aos fiéis. Então, dá-lhe foguetório e até louvação dos coquetéis molotovs dos black blocs, além das pedradas, sejam contra vitrines bancárias ou a Embaixada do Brasil em Berlim.

Mas há também o coro dos sacristãos. Dispersos pelo mundo inteiro, no nosso país ou pontificando na mídia europeia, nunca se viram tantos doutos intérpretes do Brasil. Qualquer jeguelhé joga suas jeguelhadas sobre a nossa “cultura da corrupção”, o nosso incurável pendor para a “violência”, para depender de “favores”, a nossa crônica “homofobia”, o nosso empedernido “machismo”, a nossa proverbial incompatibilidade com o “moderno”, o nosso sempiterno “racismo”, a nossa tara da “escravidão”, nossa inamovível “pobreza”, “falta de cultura”, “falta de projeção mundial”, onde se ajuntam nossa incapacidade para ganhar um prêmio Nobel, nossa música que “não têm o mesmo alcance mundial da salsa ou do reggae” (sic), e por aí se vai. Conforme o ângulo de onde fala o distinto se multiplicam os pronomes “nós” (a propósito, nós quem, cara-pálida?) ou o substantivo plural e coletivizado “os brasileiros”. Não se trata de negar que aquelas mazelas existam em nosso país. Mas as marteladas são tais que deixam a conotação de que ele é a cloaca do mundo, e que elas são nosso patrimônio exclusivo.

Assim, um país de 200 milhões de habitantes, oito mil quilômetros de comprido por oito mil de largo, com uma das economias mais complexas e uma cultura das mais ricas do mundo, se vê reduzido a uns poucos lugares-comuns, repetidos ad nauseam como se fossem grandes originalidades, descobertas, quando na verdade simplesmente invertem disforicamente a perspectiva dos outros lugares comuns – os eufóricos – da cordialidade, índole pacífica, democracia racial, etc. etc. etc. Estas ou estes vestais do templo jornalístico acham que estão inventando, em seu laboratório, o “verdadeiro” Brasil, quando de fato fazem parte simplesmente do ciclo que a medicina antiga chamava de “maníaco-depressivo”. Tenho, inclusive a certeza de que aqueles defeitos de nosso “caráter” desaparecerão de muitos dos discursos como por encanto em novembro, caso alguma oposição vença em outubro.

E no passar da procissão sobem aos céus – ou descem aos infernos – as comparações absurdas, como as do momento atual com a ditadura de 1970; ou as inverdades marteladas, como a de que é a Copa que está roubando dinheiro da educação e da saúde ( ao invés do superávit primário e da queda da CPMF - grifo do blog ); levantam-se os estandartes oportunistas anti-Copa, juntando-se a reivindicações legítimas em campos como educação, saúde, etc., ajudando a esvaziá-las, em troca de quinze letras ou quinze segundos de fama nas manchetes ou telas nacionais e internacionais.

Fica difícil discernir o real para além deste fumacê de crendices. Mas num raro momento em que consegui me desligar desta atmosfera asfixiante, por uma nesga da cortina tive uma visão deslumbrante ( já que para estes sacerdotes do caos devo ser um destes caiporas, que pensa com os pés, embora eu tenha sido goleiro, ao invés do cérebro e do miocárdio ). De repente, num estalo de Vieira, vi que no dia 13 de julho, em pleno Maracanã, alguém vai erguer a taça aos céus, renovando mais uma vez a sua consagração, oficiada por Bellini naquele 29 de junho de 1958, no estádio Rasunda, em Estocolmo, na Suécia.

Como acontecia na época, ouvi tudo pelo rádio e vi em fotos no dia seguinte e somente algum tempo depois pude assistir nos cinemas a missa gloriosa daquela partida e daquele verdadeiro gestus brechtiano, stanilavskiano, da sagração da Jules Rimet. De fato, foi ali que o caneco ficou sendo nosso, realidade apenas confirmada em 1970. Naquele momento houve uma verdadeira transubstanciação ( como na missa católica ). Foi ali num gesto que começou prosaico ( “mostra a taça, Bellini, pra que a gente consiga fazer uma foto melhor”, pediram os jornalistas ) e se transformou no gestus teatral que transformou a Taça Jules Rimet ou do Mundo no imortal Caneco do Brasil. Dali pra frente, em qualquer arena, em qualquer parte do mundo, da várzea mais pobre ao estádio mais suntuoso, espraiou-se o gesto de erguer a taça da vitória. Foi ali, naquele gestus, que a taça se transfigurou em cálice, cheio de sangue, suor e lágrimas, o sangue e o suor que se dão dentro das quatro linhas, e as lágrimas da vitória ou da derrota, como as que foram derramadas em 29 de junho de 1958, em Rasunda, ou em 16 de julho de 1950, no Maracanã.

Isto porque o futebol tem algo de muito parecido com a situação de dois amantes. Por mais história anterior que haja, condições de vida e condicionamentos anteriores, labirintos percorridos ou expectativas de caminhos futuros, oposições familiares ou cumplicidade de amigos, egos e superegos a equilibrar e a vencer, etc., etc., etc., sempre há o momento em que os amantes estão frente a frente, fechados no círculo sagrado do imortal gestus amoroso, tenha este círculo o formato que tiver: cama, tapete, sofá, esquina, degrau de escada, chuveiro, não importa.

No futebol há a mesma magia da presença de um espaço do sagrado. Por mais distâncias geográficas, sociais, políticas, culturais e outras que os times oficiantes percorram, por mais cartolas que haja, tudo se fecha naqueles momentos “dentro das quatro linhas” em que os oficiantes – jogadores, técnicos, bancos de reservas, massagistas, etc., torcidas e até gandulas, juízes e bandeirinhas, vão se medir e oficiar o sagrado rito da vitória, derrota ou empate.

A transubstanciação simbólica se confirma pela mudança de gênero e de registro linguísticos, que nada tem a ver com machismo, sexo ou preconceito: a taça aristocrática passou a ser o caneco popular. Aliás, se a gente olhar bem, dá para ver que a forma exterior daquela Jules Rimet tinha menos a ver com uma genérica caneca do que com um caneco – definido como uma “caneca alta e estreita” (Houaiss). Daí pra frente, não importava o formato do troféu: o vencedor “levava o caneco pra casa”. E ainda leva. E vai levar, pelos séculos dos séculos, amém.

Tenho diante de mim duas fotos: Fritz Walter, o capitão de 1954, levado em triunfo pela torcida em Berna, na Suíça. Ele segura a taça como se ela fosse feita para tomar a popular cerveja, ou a aristocrática champanhe: um objeto prosaico; e Bellini, erguendo o troféu sagrado, como se ele fosse um elo de ligação entre o céu e a terra, como as mãos para o alto do suplicante, o cajado do peregrino, o olhar do amante que se perde e se encontra no universo.

No 13 de julho de 2014, em pleno Maracanã, alguém vai erguer a taça aos céus e levar o caneco pra casa.

Por isto, por sobre a malta velhaca e falsária das senectudes tremulinas ( Maiakovski Mário de Andrade ), gloso Mário Quintana:

Os abutres, que hoje atravancam o caminho, eles passarão. O futebol, passarinho.

(*) O autor se refere ao governo federal - Nota do Blog

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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Países Não Alinhados rechaçam ingerência dos EUA na Venezuela



O Movimento de Países Não Alinhados rechaçou, na quarta-feira (28), a ingerência dos Estados Unidos nos assuntos internos da Venezuela.

No documento da 17ª Conferencia de Ministros de Relações Exteriores dos Não Alinhados, realizada na Argélia, instância que reúne 120 países do mundo, o Movimento expressou "seu apoio ao Governo constitucional do presidente Nicolás Maduro, que eleito democraticamente pela maioria do povo venezuelano, em 14 de abril de 2013".

Também repudiou "as agressivas e ilegais políticas do Governo dos Estados Unidos contra a Venezuela, incluindo a medida do Comitê de Relações Exteriores do Senado dirigida a impor sanções a este país, afetando sua soberania e independência política, em clara violação dos princípios e propósitos da Carta das Nações Unidas".

Os chanceleres expressaram sua preocupação "pelas ações violentas que têm tido lugar na Venezuela nas últimas semanas com a finalidade de desestabilizar o Governo" do presidente Maduro. Essas ações deixaram 42 pessoas assassinadas e mais de 800 feridas e registraram como positivo "o diálogo político liderado pelo presidente Nicolás Maduro com todos os setores da sociedade venezuelana dirigido a encontrar soluções aos desafios comuns do país e continuar seu caminho para o desenvolvimento e bem-estar, que está sendo plenamente apoiado pela Unasul e a Santa Sé". ( HP )

E MAIS

O SCRIPT UCRANIANO NA VENEZUELA BOLIVARIANA 
Três generais da Força Aérea Venezuelana acabam de ser detidos por conspirarem um golpe de estado. Foram entregues a Tribunais Militares, nos termos da lei e da Constituição Bolivariana. Este episódio significa que o imperialismo conseguiu comprar alguns militares de alta patente. Mas significa também que a Revolução Bolivariana e suas Forças Armadas estão vigilantes, pois os conspiradores foram denunciados por outros oficiais. Na Ucrânia o imperialismo gastou (confessadamente) cinco mil milhões de dólares para desestabilizar o país e promover o golpe de estado. Quanto não terá gasto já na Venezuela? O script da desestabilização da Ucrânia está a ser seguido ao pé da letra na Venezuela Bolivariana. Contratação de mercenários, sabotagem económica, destruição de bens públicos, utilização de marginais, grupos fascistas e terrorismo. O assassinato de 35 soldados da Guarda Nacional Bolivariana, 21 deles por armas de fogo, mostra que – tal como na Ucrânia – o imperialismo já recorre a franco-atiradores (snipers). Há uma tentativa clara das agências imperialistas (CIA, NDE, etc) de levar o país à guerra civil. O espectro da intervenção militar directa do imperialismo é uma realidade. A Revolução Bolivariana terá de defender-se com mão dura se não quiser ter o mesmo destino da Ucrânia. A diferença entre a Venezuela e a Ucrânia é que a primeira tem um governo digno, patriota, revolucionário e com apoio do povo, ao passo que a Ucrânia não tinha. Por isso a Venezuela Bolivariana tem condições de vencer. ( RESISTIR.INFO )

E TAMBÉM:


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Ministério da Defesa Britânico ainda mantém arquivos ufológicos secretos



Denúncia vem de testemunha militar dos eventos da Floresta de Rendlesham, em 1980

No último 16 de maio, em um encontro da Rede Mútua de UFOs (MUFON), em Sedona, no estado norte-americano do Arizona, John F. Burroughs, ex-oficial de segurança da Força Aérea Norte-Americana (USAF), acusou o Ministério da Defesa Britânico (MoD), de reter diversos documentos sobre UFOs. Isso apesar das recentes alegações de transparência, e de haver liberado todos os arquivos antes classificados.

John F. Burroughs foi uma das testemunhas dos eventos ocorridos na Base Aérea de Bentwaters em 1980, pertencente à Real Força Aérea (RAF), mas operada pelos americanos na época. Burroughs afirmou que o MoD ainda mantém ao menos seis importantes documentos a respeito da política quanto aos UFOs e UAP, sigla de Fenômeno Aéreo Não Identificado. Um dos papéis mais importantes entre os ainda classificados é intitulado Política de Defesa e UFOs, que de acordo com o ex-militar refuta completamente a alegação recente do ministério, de que os UFOs não são importantes para a Defesa.

De acordo com Burroughs, em junho de 2000 o MoD passou a trocar os títulos de seus papéis intitulados Documentos de Política, substituindo o termo UFO por UAP, segundo ele para despistar os pesquisadores que buscavam documentos secretos baseados na Lei de Liberdade de Informações. Isso serviu, segundo ele, para mascarar documentação a qual de outra maneira o público teria acesso, com base em uma tecnicalidade. Em um memorando secreto em dezembro de 2000 o MoD recomendou que relatos de UFOs não seriam mais investigados por não serem úteis para a Defesa, o que Burroughs considera uma primeira ação para fechar o escritório de investigações, o famoso UFO Desk.

TENTATIVA DE DESVIAR A ATENÇÃO DA SOCIEDADE

Em 21 de junho de 2013 o MoD liberou documentos do período entre 2007 e 2009, alegando serem os últimos ainda classificados da Grã-Bretanha. POrém sabe-se por meio de uma requisição mais recente com base na Lei de Liberdade de Informações que existem mais papéis importantes ainda secretos. Dois cobrem os períodos de 1971 a 1976 e 1996 a 2000, intitulados Política sobre os UFOs. Mais três intitulados Política sobre os UAP são dos períodos de junho a dezembro de 2000, dezembro de 2000 a março de 2004, e março de 2004.

Outra resposta para uma requisição diferente admitiu a existência de 18 documentos UFO e UAP ainda não liberados, incluindo um intitulado Assuntos de Política de Defesa e UFOs. Assim está claro que, desde 2000, a política na Inglaterra quanto aos UFOs tem se aproximado daquela dos Estados Unidos, de chamar o mínimo possível a atenção do público apesar de todas as promessas de transparência. Conforme Nick Pope já havia comentado, a respeito da liberação final de 2013, esse esforço se destina a abafar o interesse da imprensa, do Parlamento e da sociedade a respeito dos segredos ufológicos. ( UFO )


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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Venezuela divulga provas de golpe e de plano para assassinar presidente Maduro



Nesta quarta-feira (28), o governo venezuelano ofereceu uma coletiva de imprensa para revelar as provas que vinculam os atores políticos e empresariais da direita com uma tentativa de golpe de Estado contra Nicolás Maduro, inclusive com um plano de assassinato ao presidente.

O prefeito do município de Libertador (Caracas), Jorge Rodríguez, confirmou a existência de um plano para derrubar o presidente da República Bolivariana ao apresentar provas que mencionam inclusive a pretensão do assassinato de Maduro com o apoio do Departamento de Estado dos EUA.

Os documentos fazem parte de uma investigação criminal que a justiça venezuelana está desenvolvendo. Rodríguez exibiu e-mails enviados pela ex-deputada María Corina Machado a vários representantes da ultradireita venezuelana, entre eles, o advogado constitucionalista Gustavo Tarre, o ex-governador Henrique Salas Romer e o empresário Diego Arrias.

Em um dos textos María Corina afirma: “já decidi e esta luta seguirá até que este regime se vá”. Ela também menciona o embaixador dos Estados Unidos na Colômbia, Kevin Whitaker, além do patrocínio do Departamento de Estado à oposição que tenta desestabilizar o governo venezuelano. “Não tenho medo de ninguém, Kevin Whitaker me reafirmou o apoio e indicou os novos passos. Contamos com um talão de cheques mais forte que o do regime”, diz a ex-deputada da oposição em uma de suas comunicações.

Segundo informou Rodríguez, um dos textos revela os planos de ataque ao transporte público, instituições educativas, entre outras ações terroristas que vêm se repetindo no país desde o dia 12 de fevereiro.

“Mais ingovernabilidade, a ação dos ativistas no metrô, ônibus, colégios bolivarianos, universidades públicas, tudo, tudo, vamos fazer até o final”, indica María Corina.

Há quase um ano, o governo bolivariano da Venezuela vem denunciando sistematicamente a aplicação do chamado “golpe suave” no país. Segundo Nicolás Maduro, a oposição, com ajuda dos EUA, promove atos de violência para gerar descontentamento no país, com o objetivo de desestabilizar o Executivo.

Rodríguez assinalou que com tais evidencias em mãos, pode-se demonstrar a verdadeira responsabilidade da ex-deputada nos atos de violência. “O golpe foi desativado nesta fase, ainda quando restam alguns focos de violência”, disse o prefeito. Da mesma forma, ele afirmou que as manifestações estudantis não forma espontâneas.

Segundo as denúncias de Rodríguez, María Corina também teria escrito ao opositor Diego Arrias dizendo que era necessário "acumular esforços" para "aniqular" o presidente Maduro.

Théa Rodrigues, da redação do Portal Vermelho,
Com informações da AVN e da Telesur

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Bob Fernandes: Ronaldo "Fenômeno" e Joana Havelange entregam o ouro




A poucos dias da Copa, talvez num ato falho, Joana Havelange e Ronaldo entregaram o ouro. E se entregaram.

Ronaldo é membro do Comitê Organizador Local da Copa, o COL. É, portanto, parceirão da FIFA e da CBF. 

Ronaldo disse: "O povo está traumatizado com os corruptos".

Joana Havelange, diretora do mesmo COL, foi além. Compartilhou no Instagram a frase "o que tinha para ser roubado, já foi".

Joana é filha de Ricardo Teixeira e neta de João Havelange. 

Ronaldo é membro do COL, tem Neymar como cliente da sua agência e é comentarista na Tv Globo. Comenta as atuações do seu cliente, Neymar.

Ronaldo não enxerga conflito ético nas suas ações. Um dia ele disse: Ricardo Teixeira tem "duplo caráter". 

Ronaldo, agora, fala em "superfaturamento". Isso três anos depois de dizer "não se faz Copa com hospital" enquanto apertava as mãos do "duplo caráter".

Um ano e meio depois da inauguração de estádios ele "descobre" superfaturamento. Um raio nos gramados, o craque parece lento fora de campo. 

Vai se tornando histórica a dificuldade de Ronaldo para perceber certas diferenças. 

Já Joana Havelange parece desconhecer o seu mundo.

Ela não sabe por que o avô renunciou à presidência de honra da Fifa e à vaga no Comitê Olímpico Internacional? 

Joana não sabe por que o pai, Ricardo Teixeira, teve que largar a CBF? E por que se "exilou" no lugarejo que, a propósito, se chama Boca Raton?

Joana não sabe que ambos, pai e avô, se viram obrigados a largar o osso depois de acusados de corrupção?

Numa sociedade de impunidade para quem tudo pode e têm, os erros, os desvios éticos são sempre "dos outros". 

Esse é um dos motivos para tanta hipocrisia e falta de simancol. O problema é quando, sob pressão, o inconsciente entrega o ouro. ( YOU TUBE )

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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Michael Moore: EUA é fundado na violência



No mais recente texto do cineasta ele se refere ao morticínio em que um americano atirou e matou estudantes na Califórnia denuncia a agressão norte-americana generalizada aos demais povos como base ideológica para a psicopatia que leva pesssoas a atirar em outras em ocorrências cada vez mais frequentes

"Com o devido respeito àqueles que estão me pedindo para comentar sobre o tiroteio de ontem à noite [24-05] na UCSB em Isla Vista – Eu não tenho mais nada a dizer sobre o que agora faz parte da vida americana normal. Tudo o que tenho a falar sobre isso eu falei há 12 anos: somos um povo facilmente manipulado pelo medo, que nos leva a colecionar um quarto de bilhão de armas em nossas casas, muitas vezes facilmente acessíveis para jovens, assaltantes, doentes mentais ou qualquer um que se encaixe no momento", afirmou o cineasta norte-americano Michael Moore, referindo-se ao massacre perpetrado por Elliot Rodger, de 22 anos, que matou seis pessoas na sexta-feira passada na cidade de Santa Bárbara, no estado da Califórnia e feriu mais sete. Morreu logo depois, perseguido pela polícia, com um tiro na cabeça.

Ele tinha publicado um vídeo no YouTube em que falava dos seus planos e justificações para cometer os crimes. As três armas semi-automáticas encontradas no seu automóvel tinham sido compradas e estavam registradas legalmente por ele.

No vídeo, o rapaz falou em "punir as mulheres" pelo que elas lhe fizeram. "A faculdade é o momento em que todos experimentam coisas como sexo, diversão e prazer", diz. "Mas naqueles anos eu tive que apodrecer na solidão. Não é justo. Vocês, garotas, nunca se sentiram atraídas por mim."

Moore, autor de "Tiros em Columbine", o documentário ganhador do Oscar que aborda a chacina em uma escola acontecida em 1999, assinalou sobre o massacre que:

"Somos uma nação fundada na violência, aumentamos nossas fronteiras por meio da violência e permitimos que os homens no poder usassem a violência em todo o mundo para promover nossos chamados ‘interesses (corporativos)’.

A arma, não a águia, é o nosso verdadeiro símbolo nacional. Enquanto alguns países têm um passado mais violento (Alemanha, Japão), mais armas per capita em casa (Canadá), e as crianças na maioria de outros países assistam aos mesmos filmes violentos e joguem os mesmos videogames, ninguém chega perto de matar o número de seus próprios cidadãos em uma base diária como fazemos – e ainda assim nós não nos fazemos essa pergunta simples: ‘Por que nós? Por que os EUA??’

Quase todos os nossos fuzilamentos em massa são cometidos por homens brancos com raiva ou perturbados. Nenhum deles é cometido por mulheres. Hmmm, por que isso? Mesmo quando 90% do público americano pede leis contra armas mais fortes, o Congresso se recusa – e, então, as pessoas se recusam a removê-los do cargo.

Assim, a responsabilidade recai sobre nós, todos nós. Não vamos aprovar as leis necessárias, mas o mais importante é que não vamos considerar por que isso acontece aqui o tempo todo. Quando a Associação Nacional do Rifle diz: ‘As armas não matam pessoas – pessoas matam pessoas’, ela está certa até a metade.

Só que eu iria alterar isso para o seguinte: ‘As armas não matam pessoas – americanos matam pessoas’. Aproveite o resto do seu dia e tenha a certeza de que tudo isso vai acontecer de novo muito em breve".

SUSANA SANTOS - HORA DO POVO

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MPF pede que pilotos norte-americanos do Legacy que se chocou com avião da Gol em 2006 sejam extraditados e presos no Brasil



Joseph Lepore e Jan Paul Paladino pilotavam jato que se chocou com boeing em pleno ar, matando 154 pessoas a bordo do segundo veículo

O MPF (Ministério Público Federal) pediu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) que decrete a prisão preventiva dos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, pilotos do jato Legacy 600 que, em 29 de setembro de 2006, se chocou, em pleno ar, com o Boeing 737 da empresa aérea Gol. Cento e cinquenta e quatro pessoas que viajavam a bordo do Boeing morreram no acidente.

Réus nas ações penais ajuizadas pelo MPF em Sinop (MT), Lepore e Paladino foram condenados, em primeira instância, a penas de quatro anos e quatro meses em regime semiaberto por atentado contra a segurança do transporte aéreo. Os dois recorreram da decisão e obtiveram, no TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), a redução da pena para três anos, um mês e dez dias em regime semiaberto. Os pilotos ainda tentam reverter essa última sentença.

Como a sentença do TRF-1 veta a possibilidade de substituir a detenção em regime semiaberto por uma pena mais branda restritiva de direitos, o MPF dá como certo que Lepore e Paladino deverão ser levados a um estabelecimento penal brasileiro tão logo o processo que tramita na Justiça Federal de Sinop seja encerrado e já não haja mais possibilidade de qualquer recurso.

Para garantir que Lepore e Paladino cumpram suas penas, o MPF também pediu que o STJ determine que o Ministério da Justiça peça às autoridades norte-americanas a extradição dos pilotos, com base em tratado assinado pelos dois países. Caso os Estados Unidos não aceitem, a subprocuradora sugere que o processo penal seja transferido do Brasil para as cortes norte-americanas.

No pedido apresentado ao STJ no último dia 20, a subprocuradora-geral da República, Lindôra Maria Araujo, aponta a preocupação com o fato de Lepore e Paladino terem voltado aos Estados Unidos, onde moram, viver em liberdade e recusar "a se sujeitar à jurisdição brasileira, demonstrando profundo desdém pelas formalidades das ações penais”

“Portanto, diante da virtual impossibilidade de execução penal no Brasil contra os ainda recorrentes [Lepore e Paladino], é seguro dizer que nenhum deles será alcançado pelo comando condenatório proferido na jurisdição penal brasileira, o que acentua ainda mais a sensação de impunidade”, aponta a subprocuradora, lembrando que, ao serem autorizados a retornar aos Estados Unidos, em 2006, os pilotos se comprometeram a voltar ao Brasil a fim de comparecer a todos os atos processuais. “Jamais o fizeram e jamais o farão. Assim como falsearam registros de voos e mentiram em seus interrogatórios judiciais, os sentenciados mentiram uma vez mais para a Justiça brasileira quando prometeram voltar ao Brasil para prestar contas de seus atos”, observa Lindôra.

À Agência Brasil, o advogado de Lepore e de Paladino, Theo Dias, disse que os pedidos de extradição e de prisão preventiva não têm base legal, nem justificativa. “O caso ainda está em andamento e não houve nenhum fato novo que justifique a prisão dos dois pilotos, que não estão foragidos. Eles estão cooperando. Já foram interrogados por um juiz brasileiro por videoconferência. Além do mais, eles foram condenados por crime culposo e não há previsão legal para decretar a prisão preventiva nesses casos. Assim como o tratado de extradição assinado pelo Brasil e pelos Estados Unidos também não se aplica a casos como esse. Enfim, não há nada que justifique esse pedido até a sentença final”, acrescentou Dias.

De acordo com o MPF, os dois pilotos norte-americanos não respeitaram o plano de voo, voando a uma altitude reservada a aeronaves que viajavam em sentido contrário. Vendido pela Embraer a uma empresa norte-americana, o Legacy tinha partido de São José dos Campos, no interior paulista, com destino aos Estados Unidos. A colisão com o Boeing da Gol ocorreu sobre Mato Grosso.

Ainda segundo o MPF, Lepore e Paladino desligaram o transponder, aparelho que informa a posição exata da aeronave aos controladores de voo, e negligenciaram problemas de comunicação. Em uma segunda denúncia, de 2009, o MPF acusa Lepore e Paladino de terem fornecido falsas informações a respeito das condições do jato Legacy e, além do transponder, também não ter ligado o Tcas (do inglês Sistema Anticolisão de Tráfego), aparelho que poderia ter alertado sobre a proximidade de outras aeronaves. ( ULTIMA INSTÂNCIA )


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Thierry Meyssan: "Tribunal Penal Internacional é um instrumento do imperialismo ocidental"


Laurent Fabius e a Justiça

por Thierry Meyssan


A proposta de Laurent Fabius de fazer intervir o Tribunal Penal Internacional quanto aos crimes cometidos na Síria foi rejeitada pela Onu. Com efeito, por trás da aparência de Justiça, o TPI é um instrumento do imperialismo ocidental. A sua actuação é grotesca, ele não hesita em inventar crimes imaginários para condenar os seus acusados, e participa nas operações de intoxicação da Otan. Sim, nós queremos Justiça, e esta deve começar por julgar Fabius pelos seus crimes na Síria.

Por iniciativa do ministro francês dos Negócios Estrangeiros ( Relações exteriores-Br ), Laurent Fabius, a França apresentou, na quinta-feira à noite, ao Conselho de Segurança uma proposta de resolução implicando a pronuncia do Tribunal Penal Internacional (TPI) sobre os crimes cometidos na Síria. L.Fabius explicou o seu gesto, apoiado por 64 países aliados, numa tribuna livre publicada pelo Le Monde [1]. Ele sublinhou aí que o seu projecto de resolução não é dirigido contra o governo, mas que «visa todos crimes cometidos na Síria, quaisquer que sejam os autores».

Nós deveríamos, pois, todos, apoiá-lo. Ora, a Rússia e China opuseram-se fortemente a isto, indo mesmo até ao ponto de usar, pela quarta vez neste dossiê, o seu direito de veto. É que estes dois Estados, que não são membros do TPI, sabem que as garantias de Laurent Fabius são pura propaganda. O TPI aplica a justiça dos vencedores e serve os interesses do imperialismo.

Uma justiça de sentido único
Desde a sua criação em 2002, o Tribunal - cuja jurisdição é universal— abriu uma vintena de processos, mas não pronunciou mais do que condenações contra nacionais de oito Estados africanos ( o Uganda, a República Democrática do Congo, a República Centro-africana, o Sudão, a República do Quénia, a Líbia, a Costa do Marfim. E, nestes oito casos, o Tribunal só condenou opositores às grandes potências ocidentais ). Desde logo, é óbvio que este órgão não exerce justiça mas, sim, manipula- a.

Foi por isso que em outubro de 2013, a cimeira da União africana decidiu não mais cumprir os seus compromissos para com o TPI, já que ele persegue chefes de Estado em exercício.
Em Agosto de 2011, o procurador do TPI, Luís Moreno Ocampo, garantia que lhe tinham entregue Saif el-Islam Kadhafi, e que ele organizava a transferência do mesmo para a Haia. Na realidade este comandava a resistência ao ataque da Otan. Ele só seria detido após a queda da Jamahiria, três meses mais tarde.

A experiência líbia
Pela minha parte, a minha experiência sobre o Tribunal limita-se ao caso líbio. A pedido do Conselho de Segurança, o Procurador ( Promotor-Br ) tinha decidido pronunciar Mouammar el-Gaddafi, o seu filho Saif el-Islã e o seu cunhado Abdullah Senussi acusando-os de ter ordenado o massacre de milhares dos seus opositores, em Benghazi e afins. Dispondo de meios consideráveis, o procurador declarava ter provas. Na realidade, ele baseava as suas acusações apenas... numa revista de imprensa ocidental. Porém, qualquer pessoa de boa fé, presente na Líbia, podia constatar que os crimes pelos quais eles eram acusados nunca tinham existido. Foi assim que eu pesquisei, exaustivamente, um bairro de Tripoli à procura das ruínas que teriam aí sido causadas pelos bombardeios da «aviação do regime», sem achar o menor traço de destruição; bombardeamentos imaginários que haviam sido condenados, com veemência, pelo Conselho dos Direitos humanos da ONU, e tinham justificado o mandato dado pelo Conselho de Segurança à Otan.

Ora então, o procurador lançou a acusação segundo a qual Mouammar el kadhafi teria feito distribuir aos seus soldados comprimidos de viagra, afim de que eles violassem as mulheres dos seus opositores. O procurador mostrou dados sobre o volume de fornecimento destes comprimidos, sem se preocupar com o facto que eles eram superiores à produção mundial de viagra. Em seguida, na ausência de vítimas identificadas, a acusação de estupro em massa foi, simplesmente, anulada [2].

Os mais ridículo veio aquando da tomada de Tripoli pela Otan. O procurador confirmou à imprensa internacional, a 21 de agosto, que Saif el-Islã Gaddafi tinha sido preso, e que ele estava a organizar a sua transferência para a Haia. Ora, enquanto eu escutava a sua declaração à televisão, Saif el-Islã estava no hotel Rixos, num quarto próximo ao meu. O procurador tinha inventado esta história no intuito de desmoralizar o povo líbio, e ajudar a Otan a conquistar o país. No final de tudo, Saif el-Islã só foi preso três meses mais tarde, a 19 de novembro.

Como se pode levar a sério um tribunal cujo procurador se pronuncia, unicamente, na base de uma revista de imprensa ocidental, não hesitando em inventar acusações para iludir a opinião pública, nem a mentir para interferir no desfecho de uma invasão?

A génese do TPI
O Tribunal Penal Internacional encontra a sua génese no artigo 227 do Tratado de Versalhes (1919), que previu criar um tribunal internacional para julgar o vencido imperador alemão, Guilherme II, e no acordo de Londres (1945) que estabeleceu o tribunal de Nuremberga para julgar os dirigentes nazis.

À época, o chanceler alemão, Ludwig Erhard, foi uma das raras personalidades políticas a criticar o tribunal de Nuremberga. Ele mostrou que um julgamento montado pelos vencedores contra os vencidos, todos alemães, não tinha nenhuma credibilidade. Ele bateu-se para que os nazis fossem julgados por magistrados de países neutros (Suíça ou Suécia), o que teria, certamente, modificado profundamente o veredicto, e incluindo alguns juízes alemães.

O jurista francês Casamayor, denunciou uma justiça de vencedores: os crimes dos nazis poderiam ser castigados, mas não os dos Aliados. «A partir de agora, há dois tipos de direito internacional, um para os alemães, o outro para o resto do mundo», escreveu ele. «Se os bombardeamentos indiscriminados de Londres e a utilização das armas de represália, tais como os foguetes V1 e V2, não estão no número dos títulos de acusação, é sem dúvida para não incluir aqui os bombardeios indiscriminados pela R.A.F. ( aviação inglesa-ndT ) das populações civis, cujo bombardeio por fósforo em Dresden, constitui o paroxismo».

No caso dos crimes acontecidos na região dos Grandes Lagos, eles foram, é certo, cometidos por líderes africanos, mas a maior parte destes crimes foi comanditada pelas grandes potências ocidentais: o Reino Unido, Israel, os Estados Unidos ou França.

No caso da Líbia, Muammar Gaddafi durante os seus 42 anos de poder, usou, é certo, o assassinato político - entre outros o do imã Moussa Sadr -, mas nunca cometeu os crimes pelos quais o Tribunal o queria julgar. Estes eram puras invenções da propaganda ocidental para justificar a conquista da Líbia. Quem quiser pode, além disso, constatar que, dois anos após o seu linchamento pelos ocidentais, ninguém mais evoca estes crimes imaginários. Laurent Fabius deveria ser julgado por crimes de guerra, e crimes contra a humanidade na Síria.

O caso Laurent Fabius
Em 1999, Laurent Fabius foi julgado pelo Tribunal de justiça da República francesa, por homicídio não premeditado. Foi-lhe censurado, enquanto era Primeiro-Ministro, o ter favorecido os interesses industriais de uma companhia farmacêutica, atrasando a saída de mercado de lotes de sangue contaminado com VIH. Tendo o procedimento do Tribunal sido improvisado para o seu caso, a dúvida permanece sobre a isenção da qual beneficiou [3]. Fabius foi reconhecido como responsável pelo erro político, mas não culpado de ofensa penal. Quer dizer, que ele admitiu não ter cumprido as suas obrigações de Primeiro-Ministro, e ter deixado os seus conselheiros tomar, sozinhos, decisões erradas. No passado, esta confissão teria marcado sua saída definitiva da vida política, mas com ele nada disso se passou. Considerando que ele não era culpado, mas inimputável, foi eleito presidente da Assembleia Nacional e aí permaneceu durante, e após, o seu processo (1988-92), muito embora os seus juízes fossem parlamentares [4]. Voltou novamente com Jacques Chirac (1997-2000), depois foi ministro da Economia (2000-2002) e ministro das Relações Exteriores (desde 2012).

Na qualidade de Ministro de Negócios Estrangeiros ( Relações Exteriores-Br ), Laurent Fabius relançou a guerra na Síria por conta de Israel e de um grupo de norte- americnos incluindo Hillary Clinton ( secretária de Estado ), os generais David Petreaus ( CIA ) e Patrick O’ Reilly ( Escudo anti-misseis ) e o almirante James Stavridis ( Otan ). Ele organizou a conferência de Paris dos Amigos da Síria, e colocou o criminoso de guerra Abou Saleh na tribuna, ao lado do presidente François Hollande durante o seu discurso. Depois, Fabius aprovou a organização do atentado de 18 de julho de 2012, que decapitou o Conselho de Segurança Nacional Sírio e que recusou condenar; um atentado que custou a vida, nomeadamente, aos generais Daoud Rajha ( Ministro da Defesa, cristão ortodoxo ), Assef Chawakat ( ministro adjunto, alauíta ) e Hasan Turkmani ( conselheiro de segurança nacional, sunita ). A 17 de agosto de 2012, na Turquia, ele declarou: «Eu estou consciente da importância do que vou dizer: o senhor Bachar al-Assad não merecia estar na Terra», abertamente encorajando ao seu assassinato. Todos estes factos, e muitos outros, são teoricamente passíveis de ida ao TPI, que não deixaria de o condenar se ele efectivamente exercesse Justiça.
A guerra na Síria provocou, pelo menos, 160. 000 mortos.

Nós queremos Justiça!
Sim, é necessário julgar os autores dos crimes na Síria, mas isto não pode ser feito por um Tribunal ao serviço dos que atacam este país e martirizam o seu povo. Primeiramente devem ser julgados os financiadores da guerra, e eles estão em Washington, Londres e Paris, Ancara, Doha e Riade. Alguns destes são até os mesmos que financiam o TPI.

Tradução 

Fonte 

[1] «Qui est contre la justice en Syrie?» (Fr-«Quem está contra a Justiça na Síria»- ndT), por Laurent Fabius, Le Monde, 22 mai 2014.

[2] «Propagande de guerre: viols de masse en Libye» (Fr-«Propaganda de guerra : violações em massa na Líbia»-ndT), Réseau Voltaire, 12 juin 2011.

[3] Loi organique n°93-1252 du 23 novembre 1993.

[4] O Tribunal de justiça da República inclui quinze juízes: doze parlamentares eleitos, entre eles e em número igual, pela Assembleia Nacional e pelo Senado após cada renovação geral ou parcial destas assembleias e três magistrados com assento no Tribunal de Cassação. Ele é presidido por um dos três juízes profissionais.

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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Ciro Gomes: "Como se Aécio Neves e Eduardo Campos não estivessem tão comprometidos com a Copa da Fifa quanto Dilma Rousseff e Lula."



Vou torcer pela Seleção

Certa fração da elite supõe que o povo é imbecil e vai esquecer seu drama cotidiano se o Brasil ganhar o Mundial de futebol

Em 1970, ditadura braba, quem conta é meu amigo Fernando Gabeira, os exilados brasileiros se reuniram para decidir torcer contra a Seleção Brasileira. A tese era de que a vitória do Brasil na Copa fortaleceria o regime então pilotado por Emílio Garrastazu Médici. Diante da televisão, o charme encantador da melhor seleção de futebol jamais reunida instalou, porém, nos gestos de nossos valorosos resistentes uma coisa completamente humana. Acabaram, ao menos em boa parte, vibrando com a Seleção de Gerson, Tostão, Jairzinho, Pelé, Rivelino e sua escola de pura arte e engenho brasileiros.

Tal me vem à lembrança ao assistir, em plena democracia, uma onda de rancor, quando não de fascismo puro (“não vai ter Copa”, afirma não sei quem, nem com qual legitimidade, esse ovinho ridículo da serpente fascistoide que quer nascer entre alguns jovens brasileiros).

A Copa do Mundo é só um torneio esportivo. Trata-se, no entanto, do mais popular e em um esporte no qual nossos atletas mantêm um globalmente reconhecido protagonismo. Nas eleições de 1974, as primeiras eleições gerais depois do tricampeonato, a ditadura levou uma sonoríssima surra eleitoral. E, ouso afirmar, começou ali o seu desmonte.

Certa fração da elite brasileira supõe que nosso povo é imbecil e vai esquecer de seu drama cotidiano dentro dos ônibus, cercado pelo medo da violência que assola o País, assustado com a possibilidade de precisar da rede de saúde pública e, talvez pior, estupefato com o escárnio diário refletido nas notícias malcheirosas da roubalheira generalizada e impune. E o faria apenas porque, na melhor hipótese, podemos superar Alemanha, Espanha, Argentina, Itália, e correndo por fora o Uruguai, favoritos ao lado do Brasil ao título.

Para mim, nenhum político deixará de ser reconhecido como pilantra e incompetente se o Brasil ganhar e nenhum dos decentes e comprometidos com a sorte popular, e sei que os há, deixará de sê-lo se o Brasil perder.

Por essas iminências do início do torneio, o que mais tem me chamado a atenção é a ameaça de violência, o oportunismo de atrelar ao contexto do evento toda e qualquer reivindicação, a maior parte muito legítima, outras nem de longe, e, indisfarçavelmente, as conveniências eleitorais despudoradas, como se Aécio Neves e Eduardo Campos não estivessem tão comprometidos com a Copa da Fifa quanto Dilma Rousseff e Lula. Cada um deles lutou o que pode para atrair a Copa para o Brasil e para os seus estados, gastaram dinheiro público com estádios e obras complementares. Fizeram propaganda de suas façanhas em abrigar os jogos nas suas cercanias hereditárias.

Até aí tudo bem. No Bar Brasil, como em todo boteco que se preze, o freguês sempre tem razão, pouco importa sua coerência ou motivação. Mas e as mediações da sociedade civil que nos devem proteger das manipulações politiqueiras ou dos lobbies e interesses minoritários de grupos de pressão? Vão se acuar? Vão se omitir? Vão desertar de seu dever cívico (eita, agora me senti um dinossauro)?

Por que o povo brasileiro está convencido de que todos os estádios foram escandalosamente superfaturados, enquanto não se têm recursos para graves essencialidades do nosso viver cotidiano? Porque esta é a tese despolitizada que adotou nossa grande mídia e ninguém (que eu tenha visto) a contestou. E essa tese da podridão geral é perfeita apenas para os podres. Pois, de um lado, deixa impunes aqueles que malversaram o precioso tostão público e claramente os há. Mais grave, porém: joga na vala comum os que se comportam.

Um único jornalista – Juca Kfouri, não por acaso o mais severo e crítico de nossos cronistas esportivos – registrou, e assim mesmo em seu blog, o fato de o estádio mais barato por assento das últimas quatro Copas ter sido executado pelo Brasil, no estado do Ceará.

Imprensa a favor, Brecht ensinou, é publicidade. Mas por que produzir generalizações mentirosas e negativas? Por que um esforço para sujar a imagem do Brasil no exterior neste momento? Ou alguém pensa que a África do Sul não tem violência, miséria, maus-tratos na saúde pública e corrupção?

Em resumo, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Vou continuar na luta contra as mazelas graves do nosso país, mas vou fazer o que estiver ao meu alcance para torcer pelo Brasil. Que se faça um bom trabalho neste torneio. Em casa, vou torcer apaixonadamente pela nossa Seleção.


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domingo, 25 de maio de 2014

Carta aberta a Ronaldo "Fenômeno": “você foi covarde ou oportunista?




Caro Ronaldinho, Ronaldo ou Fenômeno.

Nem sei como te chamar. Através de sua carreira, os nomes foram mudando. Eu me lembro da primeira vez em que te entrevistei – foram poucas, muito menos do que eu desejaria – no vestiário do Palmeiras, após um jogo contra o Cruzeiro. Você disse que estava pronto para a Copa de 94. E foi convocado. O início de uma carreira que maravilhou o mundo.

Olha, acho melhor chamá-lo de Ronaldo Nazário de Lima, afinal o assunto não é apenas futebol.

Ronaldo, os seus dribles são eternos. Desde aquela série imensa em um jogo contra o Barcelona até aquele que não se completou, em um abril de 2000. Aquele que deixou o mundo triste, calado, sofrendo. Você voltava após cinco meses de paralisação por uma problema no joelho, voltou e, ali pela esquerda do ataque da Inter, gingou diante de Fernando Couto e rompeu novamente o tendão do joelho.

E o seu oportunismo? Não era como Romário, que ficava ali quietinho na área, esperando a bola chegar. Com seu tamanho, não dava para passar despercebido, mas, como o Baixinho, foram muitas alegrias vindas de puro oportunismo, de saber estar no lugar certo na hora certa.

Pois é, Ronaldo Nazário de Lima, drible e oportunismo são fundamentais na vida de um artilheiro. São desprezíveis na vida de um cidadão.

Falo isso por causa de sua declaração de que tem vergonha dos atrasos nas obras da Copa. Que elas passam uma imagem ruim lá fora. Aquele velho papo de quem deseja agradar os de fora.

Ora, Ronaldo, você estava lá, no dia em que o Brasil ganhou o direito de sediar a Copa. Estava com Paulo Coelho, com Lula, com Aécio Neves e Eduardo Campos.

Você ao contrário deles, passou a ser membro do Comitê Organizador Local. Ronaldo, você é um dos responsáveis por tudo que envolve a Copa.

Ronaldo, você ganhou dinheiro com a Copa. Suas publicidades aumentaram. Você alugou sua casa para um figurão da Fifa, nem vou procurar no Google o nome dele, não interessa.

Ronaldo, que coisa feia!!!. Depois de ser o responsável, depois de faturar dinheiro, você estica o dedo e diz que “sente vergonha”.

Ah, quer dizer que você não é responsável por nada? Nadica de nada? O que está errado é culpa dos outros? Trabalhou com o governo, diz que está tudo errado e apoia Aécio Neves na eleição. Drible e oportunismo.

Ronaldo, eu não deveria me surpreender com suas idas e vindas.

Em 2009, você disse que não gostaria de ser relacionar com Ricardo Teixeira, uma pessoa de “duplo caráter”. Em 2012, disse que “ele é meu amigo e estou com ele no que precisar”, antes de Ricardo Teixeira ser obrigado a renunciar à CBF.

Você jogou no Barça e Real, na Inter e no Milan, se recuperou no Flamengo e assinou com o Corinthians.

Aliás, Ronaldo, você pensou que ao dizer que “os atrasos te dão vergonha” poderia atingir Andrés Sanchez, que foi seu parceiro na recuperação do Corinthians?

Ronaldo, no caso de Aécio vencer, você terá muitas chances de ser o Ministro dos Esportes. Mas, saiba que o Aécio estará de olho em você. Ele é neto de Tancredo, uma das grandes raposas da política brasileira. Como o avô, ele é desconfiado. Sabe que os que traem uma vez, traem sempre.

É questão de índole. De caráter. Ou, da falta de ambos.


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sábado, 24 de maio de 2014

Residência do conde Drácula está à venda por 58 milhões de euros



Donos do Castelo de Bran afirmaram que querem que alguém assegure a gestão do local que é uma das maiores atrações da Roménia

O castelo-fortaleza do século XIV, conhecido como a casa do conde Drácula do livro de ficção com o mesmo nome publicado em 1897 e escrito por Stoker, está à venda por 58 milhões de euros mas os atuais proprietários estão abertos a outras propostas.

"Se alguém surgir com uma oferta razoável, iremos analisar quem a fez, o que estão a propor e iremos ponderar a ideia", afirmou Mark Meyer ao jornal Daily Mail, da empresa Herzfeld&Rubin que está a tratar deste processo de venda.

O edifício de estilo gótico localiza-se na Roménia e teve vários donos e foi até transformado num museu, em 1948. Em 2009, passou a ser propriedade dos herdeiros da casa real do país, Dominc, Maria Magdalena e Elisabeth.

Os atuais donos do Castelo de Bran afirmaram ao jornal The Telegraph que querem que alguém assegure a gestão do local que é uma das maiores atrações da Roménia - o local é visitado por mais de 560 mil pessoas por ano. ( DINHEIRO VIVO )

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quarta-feira, 21 de maio de 2014

O cheiro do ralo: Ministério Público investiga contratos de 1 bilhão da Sabesp


Revelado por CartaCapital, esquema teria resultado em aumento do desperdício de água no sistema de abastecimento mesmo após investimento de 1,1 bilhão de reais


O promotor Marcelo Daneluzzi, da promotoria Patrimônio Público e Social da capital, instaurou um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades nos contratos referentes ao Programa de Redução de Perdas da Sabesp, entre 2008 e 2012. Assim como a reportagem veiculada na edição 799 de CartaCapital, a abertura do inquérito baseia-se na denúncia anônima de uma ex-funcionária da estatal sobre possível favorecimento de empresas ligadas a ex-diretores e a Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos e Inspeção (Abendi).

Além disso, Daneluzzi ampara-se em relatório da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo. O documento afirma que o índice de perdas no sistema de abastecimento não atingiu a meta estipulada pela agência e, não bastasse, aumentou de 2011 para 2012. Dessa forma, mesmo após investimento de 1,1 bilhão de reais, a Sabesp continua a desperdiçar cerca de 32% de toda a água captada nos mananciais. Somente no ano passado foram perdidos 924,8 bilhões de litros, quantidade equivalente à capacidade máxima do, agora agonizante, sistema Cantareira.

São alvo da inquérito, a Sabesp, a Abendi e as empresas: BBL Engenharia Construção e Comércio Ltda, Enops Engenharia Ltda, Enorsul Serviços em Saneamento Ltda, Ercon Engenharia Ltda, Etep Estudos Técnicos e Projetos Ltda, Job Engenharia e Serviços Ltda, Opertec Engenharia Ltda, OPH Engenharia e Gerenciamento Ltda, Cia Brasileira de Projetos e Empreendimentos (Cobrape), Restor Comércio e Manutenção de Equipamentos Ltda, Sanit Engenharia Ltda, Sanesi Engenharia e Saneamento Ltda, e VA Saneamento Ambiental Ltda.

No entendimento do promotor, há suspeita de direcionamento em favor dessas empresas, mediante exigências de certificação elaboradas pela Abendi. "A situação indica possível irregularidade administrativa, noticiando direcionamento contratual e absoluta falta de eficiência administrativa do programa".

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Xiii, Carlinhos de Tocqueville: mortalidade materna nos EUA é a maior entre os industrializados


Somente oito países, ao invés de redução, tiveram crescimento de mortalidade materna desde a virada do milênio: os EUA, o Afeganistão, Guiné Bissau, Belize, Seichelles, El Salvador, Grécia e Sudão do Sul

Os Estados Unidos estão entre os únicos oito países (além deste, Afeganistão, Sudão do Sul, Grécia, Guiné Bissau, Belize, Ilhas Seichelles e El Salvador), a aumentarem a mortalidade materna entre os 193 estados signatários da Declaração do Milênio das Nações Unidas. De acordo com as estatísticas, atualmente, nos EUA, 18 mulheres morrem a cada 100 mil nascimentos. Em 1990, esse índice era de 12,4, e em 2003 havia saltado para 17,6. Comparado com a Arábia Saudita, uma americana possui duas vezes mais chances de morrer, em caso de gravidez e, se comparada às inglesas, suas chances são três vezes maiores.

O estudo foi publicado pelo jornal especializado em medicina The Lancet, no último dia dois de maio. Demonstra que desde 1990 a mortalidade materna aumentou em 50% nos Estados Unidos, enquanto o quinto item da Declaração do Milênio, assinada por este país, e que versa sobre a saúde da mulher, prevê o compromisso dos países signatários em diminuírem a mortalidade materna em 75% até 2015.

Em relação às crianças nascidas, os norte-americanos também apresentam índices de mortalidade elevados. Entre as crianças de até cinco anos, a mortalidade é de 7,1 para cada mil nascidos vivos (semelhante às estatísticas verificadas na Bósnia-Herzegovina, Qatar e Uruguai). Já em relação a mortalidade no primeiro dia de vida, os norte-americanos apresentam a maior taxa de mortalidade entre os países industrializados.

A mortalidade materna nos Estados Unidos é superior a do Irã, que apresenta 13,5 mortes para cada 100 mil nascimentos. Por sua vez a Palestina apresenta apenas 9 mortes, e a Rússia apresenta 16,8 mortes, enquanto a China, 17,2. Por sua vez a Europa Ocidental possui uma taxa de mortes maternas três vezes inferior a dos EUA, totalizando 6,3 mortes para cada 100 mil nascimentos em 2013, uma redução de 50% desde 1990, ano que apresentava uma taxa de 12,7 mortes. Já a Alemanha diminuiu a sua taxa de mortalidade materna para 6,5 em 2013, enquanto em 1990 a estatística apontava para 18 mortes.

Para os autores do estudo, essa elevação em 50% nas mortes maternas desde 1990 se dá pela "falta de assistência pré-natal, altas taxas de partos Cesariana, e outros tipo de deficiência em serviços de saúde" que – se adequadamente fornecidos - poderiam prevenir "complicações durante a gravidez causadas por diabetes, obesidade e outras condições". Para a Organização Mundial da Saúde, a mortalidade materna expressa a "ineficiência no acesso aos serviços de saúde, e destaca a diferença entre pobres e ricos".

Esse aspecto vem claramente à tona quando se chega às porcentagens de famílias norte-americanas em situação de insegurança alimentar às quais aumentaram de 11,1% em 2007, para 16% em 2012. Já a taxa de pobreza saltou de 12% em 2000, para mais de 17,4%, afirmam os estudos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD, na sua sigla em inglês). Ainda de acordo com um estudo da OECD, a expectativa de vida nos EUA é inferior a da Europa ocidental, mesmo se comparada a países como Portugal e Grécia.

A disparidade se mostra extremamente grave quando se compara as condições entre negros e brancos nos EUA. Segundo divulga o site Face the Facts, do Centro de Mídia Inovadora da Universidade George Washington, enquanto que para as brancos, o índice de mortalidade materna é de 11 mulheres para cada 100 mil partos, para as negras chega a 34,8 para 100 mil.

GABRIEL CRUZ


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A CIA coordena nazis e jihadistas, Por Thierry Meyssan



O mundo muda. Ontem, tínhamos uma direita capitalista e uma esquerda socialista. Hoje em dia o mundo é dominado pelos Estados Unidos, e a primeira questão que se coloca é ou de os servir ou de lhes resistir. Como durante a Segunda Guerra mundial encontram-se todas as ideologias em cada campo. De momento, Washington coordena a aliança na Europa entre nazis e jihadistas, com a bênção dos Russos anti- Putin.




A 8 de maio de 2007, em Ternopol ( oeste da Ucrânia ), grupúsculos nazis e islamistas criam uma pretensa Frente anti-imperialista afim de lutar contra a Rússia. Organizações da Lituânia, da Polónia, da Ucrânia e da Rússia tomam parte nisto, entres os quais separatistas islamistas da Crimeia, da Adigueia, do Daguestão, da Ingúchia, da Cabardino-Balcária, do Carachai-Cerquéssia, da Ossétia, da Chechénia. Não podendo aparecer nela devido às sanções internacionais, Dokka Umarov, fez ler nela a sua mensagem. A Frente é presidida por Dmytro Yarosh, o qual se tornou aquando do golpe de Estado de Kiev, em fevereiro de 2014, secretário-adjunto do Conselho de segurança nacional da Ucrânia.

A confrontação entre os golpistas de Kiev, apoiados pela Otan e os federalistas ucranianos, apoiados pela Rússia, chegou a um ponto sem retorno. A 2 de maio o presidente Olexander Turchinov e o oligarca israelita Ihor Kolomoïsky organizaram um massacre na Sede dos sindicatos de Odessa, que a imprensa o ocidental a princípio minimizou, e depois silenciou quando os testemunhos e as provas se acumularam [1]. Após estes horrores, não é possível que continue mais a vivência conjunta de ambas as populações.

São possíveis três cenários: ou os Estados Unidos vão fazer da Ucrânia uma nova Jugoslávia e lá provocar uma guerra, na esperança de aí envolver a Rússia e a União europeia e de os atolar nisto; ou vão multiplicar os teatros de confronto ao redor da Rússia, começando pela Geórgia; ou, ainda, vão mover combatentes irregulares que desestabilizem a própria Rússia, na Crimeia ou no Daguestão.

Qualquer que seja a opção escolhida, Washington está desde já a montar um exército de mercenários. O Conselho de Defesa de Kiev enviou emissários à Europa Ocidental, para recrutar militantes de extrema-direita para vir lutar contra os federalistas (qualificados como «pró-russos»). Assim, foi já criada uma célula Pravy Sektor-França, cujos membros serão proximamente integrados na Guarda Nacional ucraniana. Para além disso, o Conselho de Defesa de Kiev pretende «aumentar o tamanho» acrescentando a estes neo-nazis, do ocidente europeu, jihadistas com uma real experiência militar.

Na realidade, se nos abstrairmos bem do brique-à-braque simbólico de uns e de outros, nazis e jihadistas de hoje em dia têm em comum, ao mesmo tempo, o culto da violência e o sonho sionista de dominação mundial. Eles são, pois, compatíveis com todas as outras organizações apoiadas por Washington, inclusive com a Frente de esquerda russa de Serguei Oudaltsov e com o seu amigo, o líder anti-Putin, Alexeï Navalny. Há já, aliás, numerosos contatos entre eles.

Mais do que aplicar a divisão direita/esquerda da guerra Fria, hoje a pertinente linha única de divisão, é imperialismo / resistência. Na Ucrânia, o pessoal de Kiev cita o combate da Wehrmacht contra os judeus, os comunistas e os russos, enquanto o de Donetsk celebra a vitória da pátria, contra o fascismo, durante a «Grande Guerra patriótica» (Segunda Guerra Mundial). As pessoas de Kiev definem a sua identidade pela sua História, real ou mitificada, enquanto as de Donetsk se afirmam como pessoas originárias de comunidades históricas diferentes, mas unidas pela sua luta contra a opressão.

A prova que esta linha de divisão é a única pertinente é o oligarca judeu Ihor Kolomoïsky, que financia os que cantam «Morte aos judeus!». É um mafioso que amassou uma das maiores fortunas da Europa, capturando de pistola em punho grandes companhias de metalurgia, de finanças e de energia. Ele é apoiado pelos Estados Unidos, e colocou diversas personalidades dos EUA – um dos quais o filho do vice-presidente Biden—no conselho de administração da sua holding de gaz [2]. Mas não só, ele não tem nenhum problema em financiar grupos nazis, pelo contrário ele exultava quando estes assassinarem, às suas ordens, judeus anti-sionistas em Odessa.

A colaboração entre nazis e jihadistas não é nova. Ela tem a sua origem nas três divisões muçulmanas das Waffen SS. A 13a divisão «Handschar» era formada por bósnios, a 21o «Skanderbeg» de Kosovares e a 23a «Kama» por croatas. Eram, pois, todos muçulmanos praticando um Islão (Islã-Br) influenciado pela Turquia. Para falar a verdade, a maioria destes combatentes desertou durante a guerra contra o Exército Vermelho.

Mais recentemente, nazis e takfiristas combateram novamente, em conjunto, contra os russos, durante a criação do emirado islâmico de Itchquéria (Segunda Guerra da chechénia, em 1999 -2000).

A 8 de maio de 2007, em Ternopol (Oeste da Ucrânia), nazis baltas, polacos (poloneses-Br), ucranianos e russos e jihadistas, ucranianos e russos, criaram uma pretensa frente anti-imperialista com o apoio da CIA. Esta organização é presidida por Dmytro Yarosh, que se tornou após o golpe de estado de Kiev, em fevereiro de 2014, secretário-adjunto do Conselho de Segurança nacional da Ucrânia, depois candidato do Pravy Sektor («Sector de Direita»-ndT) à eleição presidencial de 25 de maio.

Em julho, 2013, o emir do Cáucaso e responsável local da Al-Qaida, Dokou Oumarov, apelou aos membros da «frente anti-imperialista» para irem lutar na Síria. Porém, não há nenhuma prova clara sobre a participação de nazis nas actuais operações de desestabilização do Levante.

Por fim algumas dezenas de jihadistas tártaros da Crimeia vieram bater-se na Síria, depois foram transportados pelo MIT (serviço secreto-ndT) turco para Kiev para participar nos eventos de EuroMaidan, e no golpe de Estado de 22 de fevereiro ao lado de Dmytro Yarosh [3].

As medidas tomadas na Europa, a pedido do secretário dos EUA para Segurança da Pátria, Jeh Johnson, afim de impedir o retorno dos jihadistas a casa, mostra que a CIA tenciona usá-los numa nova frente [4]. A resignação forçada do príncipe Bandar bin Sultan, a 15 de abril, a pedido do Secretário de Estado John Kerry [5], depois a do seu irmão, o príncipe Salman bin Sultan, no dia 14 de maio, por pressão do Secretário da Defesa Chuck Hagel [6], atestam a vontade dos Estados Unidos em reformular o dispositivo jihadista.

Saberão os resistentes europeus e árabes aliar-se também?

Tradução 

Fonte 


[1] «Crimen en Odesa», por Thierry Meyssan, Red Voltaire, Damasco, 7 de mayo de 2014. «Las masacres en Odesa dan el tiro de gracia a la unidad de Ucrania», Red Voltaire, Moscú, 13 de mayo de 2014; «Banho de sangue em Odessa dirigido por governantes interinos da Ucrânia», Rede Voltaire, 16 de Maio de 2014.


[2] «Na Ucrania, filho de Joe Biden junta o util ao agradavel», Rede Voltaire, 16 de Maio de 2014.

[3] «Jihadistas asseguram o servico de ordem as manifestacoes de Kiev», Rede Voltaire, 8 de Dezembro de 2013.


[5] «Dimisión del príncipe saudita Bandar bem Sultan», Red Voltaire, 17 de abril de 2014

[6] «Redistribución de papeles en Arabia Saudita», Red Voltaire, 16 de mayo de 2014.

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terça-feira, 20 de maio de 2014

Ex-executiva do Banco Mundial afirma: "Criaturas não humanas controlam o mundo"


Segundo Karen Hudes, uma ex-executiva do Banco Mundial, alienígenas de cabeça alongada e inteligência excepcional controlam o Vaticano e a economia mundial. Muitos conhecem a típica teoria conspiratória em torno do domínio extraterrestre sobre nosso planeta, mas quando esta ideia parte de uma pessoa prestigiada, que já ocupou um cargo de importância mundial, é de se esperar uma considerável repercussão. E foi justamente isso o que aconteceu após uma recente entrevista de Hudes, que está disponível no YouTube.

“Criaturas não humanas, de cabeça alongada e com QI 150, controlam o Vaticano e os bancos do de todo o mundo”, respondeu Hudes, sem hesitar, diante da pergunta do seu interlocutor sobre quem estaria controlando o mundo.

De acordo com sua declaração, esses seres estão no poder há muito tempo. “Não são da raça humana. Eles se chamam Homo Capensis. Estiveram na Terra, ao lado da humanidade, antes da Idade do Gelo”, disse a ex-executiva, calmamente. Para fundamentar sua ideia, ela citou o caso de alguns objetos encontrados com faraós egípcios, usados em suas cabeças, e os enigmáticos crânios peruanos.

O currículo de Hudes inclui um bacharelado em Direito pela Universidade de Yale e economia pela Universidade de Amsterdã. Ela trabalhou no Export-Import Bank dos Estados Unidos e, depois, no Departamento Jurídico do Banco Mundial, onde virou uma assessora de alto escalão.

Embora suas palavras soem absurdas para muitos, o fato é que elas fazem eco com o que defende o ex-ministro da Defesa do Canadá, Paul Hellyer, que afirmou, no ano passado, durante um congresso ufológico, que existem alienígenas trabalhando no governo norte-americano. ( HISTORY )

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sexta-feira, 16 de maio de 2014

"A Indústria da Multa não Existe" em: LENDA URBANA


Planeta: Terra
País: Brasil
Cidade: São Paulo
Local: Um apartemento num bairro qualquer

CIDA: Claro que existe!
GEOVÁ: TSK! Existe NADA!
CIDA: Eu mesmo já vi uma vez!
GEOVÁ: Ahhh, uma vez só? Era ilusão de ótica!
CIDA: Outras pessoas estavam lá, elas também viram!
GEOVÁ: TSK! A isso se dá o nome de "histeria coletiva". Isso que foi que aconteceu, Cida.
CIDA: Ora, eu tô falando que tem sim! Até a imprensa fala!
GEOVÁ: TSK! Imprensa quer vender jornal. Por isso que eu não leio.
CIDA: Por isso que você é mal informado.
GEOVÁ: Uaaauu! Touchê!
CIDA: Sem sarcasmo, por favor!
GEOVÁ: Sou mal informado, mas você é que fica aí, acreditando nessas lendas urbanas, nessas coisas que aparecem na Internet. E já te pedi pra não me repassar essas bobagens.
CIDA: "Lenda urbana"?
GEOVÁ: É, lenda urbana, sim senhora! Fala "Beatlejuice" 3 vezes e ele aparece, coisas desse tipo!
CIDA: Que Beatlejuice o quê? É "Bloody Mary" 3 vezes e diante de um espelho, burrão!!!
GEOVÁ: Tanto faz, criatura! Nenhum deles existe! É disso que eu tô falando.

E a discussão entre o casal de namorados se estendeu até que um deles decidiu pôr um termo àquela conversa:

GEOVÁ: Vou provar que não existe!
CIDA: Como?
GEOVÁ: A começar de amanhã, e durante trinta dias, eu vou praticar umas barbaridades no trânsito, pra ver se essa criatura mitológica aparece.
CIDA: Tipo o quê? Ah... e "mitológica" é a mãe, antes que me esqueça!
GEOVÁ: Eu penso em algo.
CIDA: Sei. Você vai é arrumar pra cabeça.

No dia seguinte, à tarde, Geová entra em casa e Cida vai logo perguntando:
- E aí, fez?
- Fez o quê?, responde Geová.
- Oras, você não ia provar que a "lenda urbana" não existe?
- Ahhhh, é! Fiz, sim!
- E fez o quê?

E Geová explica o plano: todos os dias iria falar o possível ao celular enquanto guiasse pelas ruas da cidade. Indo pro trabalho, voltando dele, indo às compras, ao cinema. Só tinha que lembrar de fazer isso, já que não tinha esse costume. Além disso, nos próximos 30 dias iria procurar sempre estacionar o carro sobre as calçadas. Também não tinha esse costume, mas sabia que uma grande parcela da população da cidade sim. Segundo seu raciocínio, se alguém estacionava seu carro sobre a calçada, o que é uma falta grave, e fazia isso com frequência, era porque não havia perigo nenhum. E, de fato, não havia. Não há.
Esse era o foco da discussão ocorrida ente o casal. Cida dizia que havia uma tal "Indústria da Multa" operando em São Paulo, o que era refutado por Geová.

Ao fim do período de trinta dias, Geová informa, de maneira triunfal, que não recebeu NENHUMA MULTA.

CIDA: Ah, vai, nenhuma?
GEOVÁ: Nenhuminha da Silva.
CIDA: Du-vi-do.
GEOVÁ: Ahh, agora a cética é você?
CIDA: Rsrrsrsrs! "Touchê"!
GEOVÁ: É, te peguei!
CIDA: Mas você fez direitinho? Não sacaneou não?
GEOVÁ: Nada disso! Teve uma vez que estacionei o carro uma semana seguida na calçada de uma rua lá no bairro, onde passa ônibus, caminhão e a calçada é estreita. Eu batizei de "evento teste". Se não fosse multado ali, não seria em lugar nenhum.
CIDA: Que rua?
GEOVÁ: A Rua Sete.
CIDA: Ah, aquela! A da padaria?
GEOVÁ: Eu deixava o carro, ia lá na padaria e passava horas só tomando cerveja e conversando com as pessoas e, dali onde estava, eu tinha uma visão privilegiada do meu carro.
CIDA: E não aconteceu nada?
GEOVÁ: Sim e não!
CIDA: Como assim?
GEOVÁ: Bom, é que teve uns momentos em que quase meu experimento científico foi por água abaixo.
CIDA: Não entendi!
GEOVÁ: Bom, passava velhinha, ou mulher com carrinho de bebê e tinham que sair da calçada e ir pro meio da rua pra poder passar. Teve uma vez que o ônibus passou triscando numa mulher, uma velha, coitada! Ela passou apertada entre o carro e o busão. Cheguei mesmo a pensar em desistir. Mas mantive-me firme! Tudo pela Ciência!
CIDA: Credo! E não apareceu ninguém?
GEOVÁ: Uma vez ou outra pintava um carro de polícia fazendo a ronda, mas não aconteceu nada comigo.
CIDA: Só isso?
GEOVÁ: Não, peraí. Teve um dia, o quinto do experimento, pintou um carro da CET. O cara desceu, ficou procurando, procurando, pareceu meio contrariado, pegou o talão e...
CIDA: "E..."
GEOVÁ: Eu corri lá, me apresentei como dono do veículo. Ele falou que ia deixar passar, me deu um sermãozinho. Aí tirei o carro.
CIDA: Viu só?
GEOVÁ: "Viu" o quê? Eu dei a volta no quarteirão e botei no mesmo lugar. E nunca mais fui importunado! Que "Indústria da Multa" é essa?
CIDA: Você teve é sorte?
GEOVÁ: Teve uma sexta-feira que gastei umas duas horas subindo e descendo a Paes de Barros falando ao celular. Fingindo, na verdade, já que eu não ia ficar gastando crédito.
CIDA: Sei, a Paes de Barros. Na Moóca, né?
GEOVÁ: A própria. Eu pegava no horário de pico, à tarde, e ficava subindo e descendo, subindo e descendo...
CIDA: E ninguém te pegou?
GEOVÁ: Claro que não. Nunca pega. Pensa que só tinha eu fazendo isso? É cultural aqui! Nem devia ser proibido! E tinha carro na calçada também! Numa avenida daquelas, à vista de todos! Ninguém pega!!

Vendo que Geová se esforçou para provar seu ponto de vista, mas contrariada, Cida entrega os pontos:
- Olha, eu não tô cem por cento convencida, mas você tem alguma razão.
- "Alguma"? Tenho total razão!
- Ah, não começa de novo!
- Tá, tá certo. Bandeira branca. Pra falar a verdade, eu fiquei até mais convencido da minha certeza do que estava anterioremente. 
- Sério??!
- É pior que eu imaginava. Mas deixa prá lá. Fim da discussão!
- Por mim tudo bem!
- Vamo pedir uma pizza?
- Boa!

ALGUNS DIAS ANTES, numa casa na Rua Sete duas vizinhas conversam:

EMA: NÃO EXISTE EM HIPÓTESE ALGUMA!
MARIA: Existe sim!
EMA: NÃO!!
MARIA: Sim!!
EMA: Tá vendo aquele carro ali na calçada!!!???
MARIA: Que que tem!
EMA: Toda tarde alguém deixa lá e some por horas! Outro dia uma velhinha teve que descer da calçada pro meio da rua e quase um ônibus pegou!
MARIA: Credo!
EMA: E toda tarde eu ligo pra CET e nunca acontece nada! Faz quase uma semana!
MARIA: Não vem ninguém?
EMA: Você tem que telefonar a primeira vez, esperar uns quarenta minutos e tornar a ligar, "reforçando" o pedido!
MARIA: Mesmo?
EMA: No quarto ou quinto dia veio um amarelinho. Eu pensei "Até que enfim!"
MARIA: Então! Aí multou o cara! Tá vendo?
EMA: Em primeiro lugar, se o cara tá na calçada e é multado, isso é merecido, não tem nada a ver com "Indústria da Multa"! Então não tem nada de "tá vendo", certo?
MARIA: Tá, e daí? Então multou?
EMA: Responda você: o carro tá lá agora, não tá?
MARIA: Mmm, é, tá né?
EMA: Então, a menos que o dono do carro tenha dinheiro pra jogar fora, é óbvio que não recebeu multa nenhuma!
MARIA: É, não deve ter recebido mesmo.
EMA: Claro que não recebeu. Eu assisti tudo: o CET veio, fiscou ciscando, ciscando, uns 5 minutos, até que o dono chegou. Aí eles conversaram, parecia que o CET deu meio que uma bronca. Esperou o cara tirar o carro, e foi embora.
MARIA: Aí o cara volta a estacionar hoje aqui.
EMA: "HOJE"? O cara voltou na mesma hora, uns dez minutos depois. Deve ter dado uma volta no quarteirão, sei lá! Voltou pro mesmo lugar! Putaquepariu, fiquei enfurecida. No dia seguinte tava ele lá de novo. Eu voltei a chamar a CET, contei o caso pro atendente, contei que todo dia tem isso. Contei que o amarelinho veio, não multou e que o motorista voltou pro mesmo lugar! Até o atendente ficou puto!
MARIA: E você continuou chamando?
EMA: Não, eu desisti. A hora que alguém se machucar, uma criança for atropelada, aí vai ser aquele choro, mas aí ninguém é responsável, né?
MARIA: Isso quer dizer então que "não existe"?
EMA: Não, a Indústria da Multa não Existe...

(BASEADO EM FATOS REAIS)


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