quarta-feira, 30 de abril de 2014

Pequim: arquivo da II Guerra expõe atrocidades do invasor japonês, inclusive escravidão sexual de 200 mil mulheres



“Os arquivos de Guerra não apenas expõem a brutalidade japonesa na China durante a II Guerra Mundial, mas também o vil intento daqueles que negaram os fatos por décadas”, afirmou o Diário do Povo, jornal do Partido Comunista Chinês, sobre a divulgação de 89 documentos detalhando as atrocidades, inclusive a escravidão sexual em massa, de que foram vítimas 200 mil coreanas, chinesas e filipinas.

Os chamados arquivos do exército Kwantung, responsável por manter o regime fantoche da Manchúria nos anos 1930, mostram claramente que os militares japoneses e seu governo implementaram a escravidão sexual em larga escala. Em Nanking, por exemplo, havia 141 escravas e 2500 militares japoneses. “O que quer dizer que cada mulher era torturada 178 vezes em dez dias”, disse Su Zhiliang, diretor do centro de pesquisa da China sobre a questão.

Os documentos foram descobertos em 1953, na província de Jilin. Incluem ainda dados sobre o massacre de Nanking em 1937 e o uso de prisioneiros chineses para experimentos de guerra bacteriológica.

O “Diário do Povo” denunciou “a distorção e encobrimento dos fatos históricos que até hoje é cometido” no Japão por setores de extrema-direita que tentam “passar por liberação uma invasão e fazer de criminosos de guerra, heróis”. “Esses políticos privaram gerações do povo japonês de terem a chance de saber a verdade; persistentemente têm afundado o país em dilemas diplomáticos, ofendido gravemente as vítimas e ameaçado a integração da Ásia”.


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