quarta-feira, 9 de abril de 2014

Dilma cai, mas ainda vence no primeiro turno, Por Jasson de Oliveira Andrade




O jornalista Ricardo Mendonça noticiou na Folha: “Com pessimismo econômico, Dilma perde seis pontos, aponta Datafolha”. Por esta pesquisa, referente a 2/3 de abril de 2014, Dilma ( PT ), 38% ( em fevereiro 44% ), Aécio (PSDB), 16% ( em fevereiro 16% ) e Eduardo Campos ( PSB ), 10% ( em fevereiro 9% ). Partidos menores, 6%. Se o resultado foi ruim para a presidenta, não é bom para a oposição, cujos candidatos empacaram. Mesmo assim, eles agora têm esperança que haja segundo turno. No entanto, segundo o Datafolha, o resultado seria esse: Dilma, 51%; Aécio, 31%. Dilma, 50%; Eduardo Campos, 27%, ou seja, uma diferença de 20% e 23%, respectivamente. A presidenta precisa cair muito para perder a eleição! Por enquanto, tá ruim, mas tá bom, como diria meu saudoso amigo Dr. Edgard Sartori. A ver.

A oposição contou com um forte cabo eleitoral: a Petrobras, que se encontra nas manchetes da mídia escrita e falada ( O Jornal Nacional, diariamente, dedica-lhe 10 ou 15 minutos de seu noticiário ). Um Blog governista teve acesso às perguntas do Datafolha aos eleitores. Uma delas era sobre a Petrobras. Apesar do massacrante noticiário sobre o caso, a pesquisa não percebeu o interesse dos pesquisados por esse momentoso assunto. A preocupação foi com o econômico. A manchete de primeira página da Folha diz tudo: “Pessimismo sobre economia cresce, e Dilma perde 6 pontos”. Na página A9, a notícia: “Para 65% dos eleitores, inflação vai aumentar – Quantidade de pessoas que prevê altas dos preços nunca foi tão grande”. Em minha opinião, o resultado é normal. Creio mesmo que os petistas pesquisados também responderam que vai haver alta dos preços. Com a falta de chuva, espera-se mesmo que os preços das verduras e da agricultura, principalmente do leite e seus derivados, aumentarão. Penso mesmo que aí exista unanimidade. Por isto, a oposição deve torcer para não chover e os governistas pedir o contrário. A CPI da Petrobras ficará em segundo plano. Pelo menos por enquanto. Além do mais, os governistas querem também investigar o escândalo do metrô, que atinge os tucanos. Seria chumbo trocado!

Mauro Paulino, Diretor-Geral do Datafolha e Alessandro Janoni, Diretor de Pesquisas do Datafolha, ao analisarem os fatores econômicos, constataram: “Os reflexos desses fatores sobre a corrida eleitoral (...) são incertos, apesar da queda de Dilma nas intenções de voto. Ela continua favorita (sic) e lidera a corrida, amparada pela baixa taxa do desemprego (sic), pela percepção de empregabilidade (sic) e pela falta de informação do eleitorado sobre os candidatos da oposição”. Já o editorial da Folha ( 6/4 ), reconhece: “O eleitorado ora daria folgada vitória a Dilma Roussef”, mas tem uma esperança, após citar as dificuldades do governo: “Em suma, aumentou a incerteza a respeito do resultado da eleição”. Será? A conferir!



EM TEMPO: Já estava escrito este artigo quando a Folha, em 7/4, publicou mais um resultado do Datafolha, com o título “Lula continua como maior cabo eleitoral”: “Os que votariam num candidato apoiado por Lula somam 37%, taxa similar à verificada no levantamento realizado em outubro (38%). O índice dos que talvez votassem em algum candidato apontado pelo petista saiu de um índice de 26% para 23%”. Mesmo assim, o total é 60%! Vantagem para Dilma, que mostrará Lula no programa de TV em agosto. Já sobre Fernando Henrique, constatou o Datafolha: “A rejeição a um candidato indicado por FHC é de 57% ( em outubro, eram 58% ). Ele continua com influência negativa em todos os estratos”. Esse resultado é ruim para o Aécio, que vai explorar sua figura nas propagandas, diferentemente de outros candidatos tucanos à Presidência ( Alckmin e Serra ), que o escondiam.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu 
Abril de 2014

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