sexta-feira, 28 de março de 2014

“Porta giratória” liga Ongs de direitos humanos dos EUA e a Casa Branca


Existe uma muito bem azeitada porta giratória ligando o Departamento de Estado – para não falar da CIA – e as ongs de direitos humanos cevadas por Washington, como demonstra o caso de Suzanne Nossel. Assim, Nossel, que em janeiro de 2012 se tornou diretora-executiva da “Amnesty International”, havia sido antes vice-secretária-assistente para Organizações Internacionais do Departamento de Estado, onde teve “papel de destaque na elaboração das resoluções da ONU sobre o Irã, Líbia e Costa do Marfim”. Atualmente, opera como diretora-executiva do Pen América Center.

Em 2007, Nossel estava na notória Human Rights Watch como chefe de operações, responsável pelo “plano estratégico de expansão global da organização”, tendo voltado em 2009 ao Departamento de Estado, onde já estivera, durante o governo Clinton, em 1999, quando “monitorou eleições e direitos humanos na Bósnia e Kosovo” – época em que a Otan andava bombardeando humanitarismo nos Bálcãs. 
A Human Rights tem sido extremamente útil para a Casa Branca nas intervenções “humanitárias” na Líbia e na Síria – para só citar algumas das suas mais conhecidas operações -, assim como fora nos tempos do desmembramento da Iugoslávia. A entidade feminina dos EUA “Code Pink” realizou uma campanha pedindo à “Amnesty” – onde Nossel atuou durante um ano - sua demissão devido ao apoio dela à guerra do Afeganistão.

Já o jornalista e ativista da paz Chris Hedges renunciou da Pen em protesto contra a nomeação de Nossel. Em sua carta à organização, Hedges assinalou que “a incansável campanha de Nossel pela guerra pré-emptiva – que sob a lei internacional é ilegal – como integrante do Departamento de Estado, junto com seu desdém pelo maltrato de Israel aos palestinos e sua recusa como autoridade governamental em denunciar o uso da tortura e das execuções extra-judiciais, a torna inteiramente incapaz de encabeçar qualquer organização de direitos humanos, especialmente uma que tenha preocupações globais”.

Seu fornido currículo – ou seria portfolio ?– inclui o Wall Street Journal (vice-presidente de Estratégia e Operações 2005-2007) e o Council on Foreign Relations, um dos mais preciosos ativos dos Rockefellers. Também é assídua porta-mentiras na CNN, MSNBC e NPR, sobre “questões de direitos humanos”. ( HORA DO POVO )

LEITURA COMPLEMENTAR:

“Ongs agem na Amazônia como serviço de inteligência dos EUA”


“Em 2006 foi comemorado um ano de demarcação da reserva Raposa Serra do Sol. Em Roraima, na Maloca do Pontal, onde foram feitos os festejos, havia mais de 100 aviões vindos de fora do Brasil”, denunciou o general Villas Bôas, comandante da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Exército

“Não há controle sobre o que as ongs fazem. O presidente Hugo Chávez e o presidente Putin também denunciaram isso: as ongs estão agindo como serviço de inteligência para os Estados Unidos. Tanto na União Soviética quanto nos países amazônicos elas proporcionam a escala de cobertura mais eficiente para a atuação de agentes de inteligência internacionais no país. Antigamente eram integrantes da imprensa, agora são integrantes das ongs”, denunciou o general Eduardo Dias Villas Bôas, comandante da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Exército, durante a palestra “Amazônia: Um desafio brasileiro”, realizada em dezembro na Bovespa.

Defendendo um plano de desenvolvimento sustentável, maiores investimentos do Estado e o reforço da atuação das Forças Armadas na Região, Villas Bôas citou como exemplo o empenho estrangeiro pela demarcação das reservas Ianomami e da Raposa Serra do Sol. “A reserva Ianomami estava na capa do jornal do Senado dos EUA quando o presidente daquele país, às vésperas de se encontrar com o presidente Collor, iria exigir a demarcação da reserva. Há de se compreender que os senadores americanos estão ‘preocupadíssimos’ com os Ianomami. Em 2006, foi comemorado um ano de demarcação da reserva Raposa Serra do Sol. Em Roraima, na Maloca do Pontal onde foram feitos os festejos, havia mais de 100 aviões vindos de fora do Brasil”.

O general lembrou da declaração dada pela então secretária de Estado dos EUA, Madeleine Albright, em 1996, onde “ela admite a crescente participação da CIA em atividade de inteligência ambiental. Hoje é um ramo importante da inteligência, a inteligência ambiental. Isso aqui mostra como essa agenda de política ambiental vem de fora”, disse Villas Bôas e citou o caso da Ong Amazon Life. “É um órgão ligado ao Conselho Indianista Missionário. Como eu disse, a próxima peça do xadrez era a demarcação da Raposa Serra do Sol. Lá tem o Conselho Indianista de Roraima, que é ligado ao Conselho Indianista Missionário e à Confederação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, que exigem do governo brasileiro a ratificação da reserva indígena Raposa Serra do Sol”.

Ele também denunciou que “o governo dos EUA tem uma organização chamada Interamerican Foundation, que tem página em português. Organização Interamericana que oferece doações a organizações não-governamentais e bases comunitárias na América Latina e Caribe. Podem entrar no site que vocês verão: tem gente ligada aos Rockefellers, à indústria do petróleo e assim por diante”.

Segundo o general, não por acaso as reservas indígenas demarcadas já correspondem a quase 30% do território Amazônico, principalmente em áreas de fronteira e de grande concentração de biodiversidade e de minérios como nióbio, ouro e diamante. “Na verdade, é mais de 1 milhão de quilômetros quadrados destinado aos índios, com uma população é de 400 mil índios, que cresce na ordem de 5% ao ano. E a gente vê que o problema do índio realmente não é terra”.

Ele lembrou o que aconteceu há dois anos na reserva Roosevelt, em Rondônia, quando um massacre matou 50 pessoas. Segundo estudos geológicos, a jazida de diamantes que existe na reserva vale mais de U$ 20 bilhões. “Os garimpeiros procuram os índios, negociam com eles, que deixam os garimpeiros entrarem. E a receptação é feita por empresas internacionais de diamantes”, denunciou.

Segundo o general, esses mesmos “ambientalistas”, em sua maioria representantes de ongs estrangeiras, atuam para impedir o desenvolvimento da Amazônia. Ele destacou o recente embargo na Justiça ao projeto da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, cuja construção é fundamental para equacionar o problema energético na região.

“Há 20 anos se tenta construir essa represa. Existe uma técnica de bobina submersa que permite que ela seja construída com impactos ambientais mínimos fazendo com que o rio Xingu praticamente não sofra nenhum desvio. Mas, mesmo assim, o governo não consegue viabilizar a obra, que seria a maior usina hidrelétrica nacional”.

Segundo o general, sob a falsa bandeira da “preservação da Amazônia”, esses interesses atuam para impedir a presença do Estado brasileiro na Região. E cita outro exemplo: “Hoje, um morador das redondezas do Rio Madeira que precisar ir a Manaus ou a Porto Velho, levará no mínimo quatro dias de viagem. Mas aqui existiam rodovias asfaltadas. As pessoas levavam 8 horas de Porto Velho a Manaus, mas a rodovia acabou por causa de pessoas que, usando o argumento ambiental, puseram fogo inclusive nas pontes de madeira que haviam e jamais permitiram que algum governo recuperasse essas estradas”.

Villas Bôas alerta que “toda vez que o ‘ambientalismo’ impede a construção de uma represa, de uma linha de transmissão, o asfaltamento de uma rodovia, a construção de um gasoduto, está na contramão do desenvolvimento, impedindo que a população tenha alternativas”. Segundo ele, esse discurso vem sendo utilizado de forma “fundamentalista deixando de se levar em consideração a população”.

Para ele a atual política de demarcação de terras é “uma política que foge ao controle até do nosso governo. É uma agenda que normalmente vem de fora”. E afirmou: “Praticamente toda a nossa área de fronteira está tomada por reservas indígenas ou são áreas de preservação ambiental. E isso amortece a faixa de fronteira. Qualquer país procura reivindicar a sua faixa de fronteira para dinamizar o intercâmbio, fortalecer as tropas e proteger o espaço anterior, o Brasil faz o contrário”.

.





.

Nenhum comentário :

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

Golpe