domingo, 9 de março de 2014

Joaquim Barbosa, esperança da oposição, Por Jasson de Oliveira Andrade




Com o julgamento do mensalão petista, o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal ( STF ), tornou-se o herói nacional de uma parcela do eleitorado, principalmente pelos ataques aos seus colegas, que pensavam diferente dele. Primeiro, com Lewandowski, dando a impressão de uma briga entre o mocinho ( Barbosa ) e o bandido. Em todos os lugares, ele era aplaudido. Já Lewandowski, hostilizado, como ocorreu na eleição de 2010, quando foi ofendido pelo mesário!

Agora os ataques foram contra outros ministros que votaram pela derrubada nas condenações por quadrilha no mensalão. Felipe Recondo, em artigo publicado no Estadão ( 28/2/2014 ), sob o título “Um discurso para além do tribunal”, escreveu: “Os ataques de Joaquim Barbosa aos colegas implodem as últimas pontes que ele mantinha no tribunal, mas moldam um discurso político ( sic ) às vésperas do processo eleitoral. ( ... ) Da última vez em que foi confrontado com essa possibilidade, disse oficialmente que não seria candidato “à presidência da República”, mas não rejeitou outras alternativas”. Já Eliane Cantanhede, na Folha, constatou: “Joaquim conquistou amor e ódio como relator do mensalão e depois como primeiro presidente negro do Supremo. Virou personagem nacional, despertou a cobiça de partidos políticos, achou que estava fazendo história – e talvez estivesse e esteja mesmo”, encerrando assim o seu texto: “Joaquim Barbosa bem pode se tornar candidato a senador, presidente ( sic )... E a luta continua”. André Singer tem opinião semelhante: “Difícil saber quanto há de impulso e de cálculo daquele que liderou o processo. ( ... ) Impossível prever, também, quais os próximos passos do ator ( sic ). Mas não espantaria que no domingo, 5 de outubro, o nome dele não aparecesse na urna eletrônica, com o objetivo de impedir a vitória em primeiro turno de Dilma Rousseff. O discurso já está pronto. ( ... ) O ministro tem até abril para se desincompatibilizar do cargo se quiser se candidatar. Serão semanas interessantes”.



Singer parece ter razão. Barbosa é a grande esperança da oposição para que haja o segundo turno. No entanto, existe um empecilho, conforme mostra o Datafolha de 23/2. Eis o resultado: Dilma (PT), 42%, Joaquim Barbosa ( por enquanto, sem partido ), 16%, Aécio ( PSDB ), 14% e Campos (PSB), 8%. Esse resultado ( Joaquim à frente de Aécio ) preocupa Fernando Henrique Cardoso ( PSDB ), que, ao ser entrevistado, disse que possível candidatura do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa à Presidência “é um sinal de fraqueza institucional”; para ele, quando a sociedade enxerga em Barbosa “um salvador” é a mostra de que a democracia no Brasil ainda não está consolidada; FHC frisa também que o presidente do STF “não tem traquejo” e uma candidatura do ministro ao Planalto seria uma “aventura”; “Não creio que ele tenha as características necessárias para conduzir o Brasil, afirma. Para FHC, seria “mais positivo” se ele optasse pelo Senado ( sic ) ou pela Vice-Presidência. Fernando Henrique concedeu essa entrevista ao programa Manhattan Connection, da Globonews.

O ministro Joaquim Barbosa será a salvação para a oposição sonhar com o segundo turno? Ou será que a Dilma vencerá já no primeiro turno? A ver!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu 
Março de 2014

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