quinta-feira, 13 de março de 2014

Eduardo Campos, o verdadeiro oposicionista?, Por Jasson de Oliveira Andrade






Eduardo Campos (PSB) vai completar 49 anos em agosto. Neste pequeno período de vida já foi deputado estadual, deputado federal e governador do Estado de Pernambuco, eleito em 2007 e reeleito em 2010. No governo Lula (PT), ele foi nomeado Ministro de Ciência e Tecnologia. Eleito governador, saiu do governo Federal, mas seu partido, PSB, continuou a ocupar o Ministério com Lula e depois com a Dilma. Quando saiu candidato à Presidência, os socialistas abandonaram os cargos que ocuparam até pouco tempo. Agora, Eduardo Campos quer mostrar que é um autêntico oposicionista, com críticas contundentes ao governo federal, como veremos a seguir.


O Estadão de 11 de março noticiou: “Campos agora faz ataques diretos à presidente – Após meses de críticas genéricas ao governo, pré-candidato ao Planalto pelo PSB cita nome da petista: “Brasil não aguenta mais 4 anos de Dilma”.

Ao comentar essa nova posição do socialista, José Álvaro Moisés, analista político, escreveu no mesmo jornal um texto, sob o título “Vantagens e riscos de remar contra a corrente”. Nessa análise o escritor diz: “O governador e presidenciável Eduardo Campos decidiu adotar a estratégia de remar contra a corrente. É a única maneira de ele se transformar, de fato, em alternativa eleitoral viável. A outra, representada pelo PSDB, parece tão dócil em relação ao governo que muita gente não identifica nela, nem ainda em Aécio Neves uma clara alternativa de oposição”. Adiante José Àlvaro Moisés afirma: “Candidatos que se dizem de oposição mas mantêm sempre o mesmo tom passam a impressão de que nada é para mudar de fato. Campos, ao contrário, quer sinalizar em outra direção. (...) Corre alguns riscos, claro. Primeiro o de disputar espaço com Aécio. Mas os dois enfrentam o desafio de se qualificar como alternativa capaz de levar o País ao segundo turno. Se não o fizerem, Dilma ganha no primeiro, por inércia e por usufruir dos enormes benefícios de estar no poder”. Sobre a nova estratégia de Campos, ele constata: “Se isso vai transformá-lo em uma alternativa sólida e consistente, é difícil dizer. Mas o novo rumo de sua política é ousado e inovador”.

Com essa nova posição do ex-situacionista Campos, Aécio Neves vai também mudar suas críticas? Deixará de ser um candidato “bonzinho” e partir para o ataque contundente? Se não mudar, ficará atrás do socialista? Adotará a estratégia de Serra, que nunca deu certo? Sem dúvida, o tucano está numa situação difícil!

As perguntas são muitas. As respostas só o tempo dirá.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu 
Março de 2014


..

Nenhum comentário :

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

Golpe