quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Usina de Fukushima contrata máfia Yakuza para empregar sem-tetos na limpeza nuclear



A usina nuclear de Fukushima apelou para a máfia japonesa para “aliciar” trabalhadores para o perigoso processo de descontaminação e resfriamento dos geradores para desativar a usina, que terá duração prevista de mais de 30 anos.

A Tokyo Electric Power (Tepco), operadora privada de Fukushima, está gerenciando o processo de descontaminação e resfriamento custeado pelo governo, cujo valor está em torno de US$ 150 bilhões, e elaborou um “complexo sistema de contratação de mão-de-obra”. Para efetuar as contratações a Tepco terceirizou esta atividade com diversas empreiteiras, que por sua vez, terceirizaram novamente para diversas agências e subagências para recrutar trabalhadores. Mas entre todas, a mais "eficiente" é a Yakuza, que vem aliciando moradores de rua e pessoas em situação de fragilidade social para fazer o trabalho de alto risco.

“Dentro da usina há mais de três mil homens trabalhando sob altos índices de contaminação. Alguns não recebem os cuidados e compensações que deveriam. Muita gente perdeu seus empregos e não tem outra alternativa”, afirmou Ruiko Mutoh, moradora de Koryama , que se tornou uma cidade fantasma após a tragédia nuclear. Ruiko possuía um café, e foi obrigada a fechar as portas após o tsunami. Ela, junto a diversos moradores, esta promovendo uma ação criminal contra a empresa pelos danos causados a 160 mil pessoas expulsas de suas casas.

O jornalista Yomohiko Suzuki, se infiltrou entre os trabalhadores da usina e registrou em um livro o trabalho para desaquecer os reatores e a ação da Yakuza, durante o período de julho e agosto de 2011. “A influência da máfia aumentou após o acidente, mas ela não teve que forçar sua presença”. Para ele o trabalho dentro da usina é uma “sentença de morte”.

A ONG Centro de Informação Nuclear do Cidadão, que reúne especialistas em radiação, vem defendendo que o governo e a Tepco se responsabilizem diretamente pela saúde dos trabalhadores. Entre os principais alvos para fazer a limpeza da usina estão indigentes, aposentados com baixa renda, e pessoas em situação social vulnerável. ( HORA DO POVO )


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