quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Síria: mercenários atiram em comboio da ONU



Mais 460 residentes retiraram-se na segunda da cidade velha de Homs, onde estavam sob cerco dos mercenários que haviam tomado aquela parte da cidade.

Outros 691 (83 na sexta e 611 no domingo) haviam sido retirados da região, a maioria crianças, mulheres de idosos. A retirada fora interrompida no final do dia 9 depois que um comboio conjunto da ONU e do Crescente Vermelho foi atacado por tiros de morteiro e franco-atiradores.

O carro do Crescente Vermelho foi atingido e o motorista e outros que iam no carro foram levemente atingidos.

A subsecretária-geral da ONU para Quesões Humanitarias, Valerie Amos, declarou no sábado: "Eu estou muito decepcionada que a pausa de três dias acordada entre as partes do conflito foi quebrada e funcionários da ajuda humanitária tenham sido alvo de tiros".

Os detalhes para a retirada foram acertados entre o governador de Homs , Al- Barazi, e a equipe da ONU presente na Síiria, Yacoub Al Hillo.

O acordo foi resultado dos esforços da delegação síria a Genebra 2.

As vitórias do exército sírio contra os dezenas de milhares de mercenários que agridem a Síria sob apoio dos EUA, e o apoio da população ao governo do país, tem obrigado pelo menos parte dos grupos que se aliaram aos EUA na tentativa de derrubar o governo de Bashar Al Assad, a sentar na mesa.

O acordo para liberar civis cercados em Homs foi um deles. O outro foi a entrada de cestas básicas de alimentos aos refugiados palestinos, no campo de Yarmouk, que fora invadido por grupos de mercenários.

As negociações abertas recentemente na cidade de Montreaux haviam sido interrompidas sem que as partes chegassem a um acordo – a delegação síria propôs um comunicado conjunto defendendo a garantia da soberania síria, sua integridade territorial e o fim do terrorismo no país assim como o fim de todo apoio – seja dinheiro ou armas - aos bandos que agridem a Síria.

Mas Conselho Nacional Sírio (CNS) recusou-se a assinar o acordo e quer que qualquer negociação seja na verdade em torno da rendição do governo e o afastamento do presidente Bashar Al Assad, o que a delegação síria – por motivos óbvios recusou.

As negociações foram agora reabertas e estão sendo acompanhadas pelo mediador indicado pela ONU, Lakhdar Brahimi, que está tendo reuniões em separado com representantes da Rússia e dos EUA.

Logo na reabertura dos trabalhos de Genebra 2, a delegação síria apresentou uma denúncia de um massacre na aldeia de Maan, no governo do Hama.

A declaração afirma: "Em Hama, Maan, foi atacada uma aldeia e famílias inteiras foram massacradas, mulheres e crianças e idosos. Mostra que os governos que apoiam os mercenários estão fazendo esforços para sabotar a Genebra 2.

Propusemos abrir as discussões com a finalidade de chegarmos a uma solução política e por fim ao terrorismo às hediondas matanças contra o povo sírio que tem enfrentado o terrorismo pelos últimos 3 anos e elevar a luta internacional contra a agressão a outras nações através do recurso ao terror".

O governador de Hama, Ghassan Khalaf, rechaçou as denúncias fabricadas pela mídia comandada pelos EUA de que o massacre teve participação do exército da Síria. "As denúncia sobre o massacre na cidade de Al Jalma são inteiramente sem base".

"A vida em Al Jalma transcorre normalmente as notícias deste suposto ataque são para encobrir o massacres dos mercenários em Maan. ( HORA DO POVO )

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