sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Manifesto camponês apoia Maduro e propõe avanços rumo à autosuficiência alimentar



“Aqui viemos de todos os cantos da Venezuela, atravessando os rios, os lagos, os caminhos, as montanhas. Todos os camponeses viemos a Caracas para demonstrar que esta Pátria deve ser respeitada”, afirmou Luis Hernández, porta-voz do Movimento Camponês, desde o Palácio presidencial de Miraflores, onde dezenas de milhares de pessoas, convocadas por um conjunto de entidades de todos os estados, se reuniram para defender o país e seu governo “frente a todos os ataques que empreendam setores da direita e seus mentores, forças estrangeiras”. 

“Deploramos a guerra econômica. Deploramos o imperialismo. Declaramos-nos antiimperialistas. Encontrar-nos-ão no terreno que seja. Aqui estamos para defender a Pátria de Bolívar. Somos pacíficos, amamos a paz, mas estamos dispostos a defender com as unhas a nossa Pátria. Que não se enganem!”, frisou Hernández, expressando a decisão do movimento social organizado de manter a ofensiva contra os partidos e grupos financiados pelos Estados Unidos, na tentativa de criar o caos no país e promover um golpe de Estado. Assegurou, também, que o povo do campo unido redobrará a luta pelas terras, contra o latifúndio e para garantir a soberania alimentar.

Mostrando o aprofundamento da disposição da população, Ángela Carrizales, do movimento camponês do estado de Yaracuy, expressou que não permitirão “que os impérios nos invadam. Aqui estamos nós, pé no chão. É um mandato de nosso comandante Chávez”. “Estamos trazendo nosso apoio ao presidente Nicolás Maduro, cumprindo uma vez mais com o legado que nos deixou nosso comandante Hugo Chávez, impulsionando desde nossas comunas, nossos conselhos comunais e movimentos a produção agrícola”, disse.

Durante a atividade, o Movimento Camponês entregou ao presidente da República o Manifesto Camponês, em que se detalham as estratégias para garantir a produção dos itens necessários para garantir o auto-abastecimento alimentar, e combater a guerra econômica que provocam os setores reacionários contra a população.

“Pretendem as oligarquias do mundo torcer o braço ao povo venezuelano. Saibam que nosso braço é de aço e eles não vão nos derrotar. Estamos orgulhosos de ser o que somos”, sublinhou o chefe de Estado durante a concentração. O presidente lembrou que durante os últimos dias o povo tem visitado dia após dia a Casa Presidencial, o que qualificou como “uma ofensiva muito poderosa” do Poder Popular. “Isso tem sido uma ofensiva muito poderosa de mobilização do povo, de todos os movimentos sociais em todo o país, cada dia mais organizados, e todos quiseram vir ratificar seu juramento com Chávez e com a Pátria. Vocês não têm que pedir permissão para vir à Casa do Povo, à casa dos operários, dos trabalhadores, dos estudantes, da classe média positiva do país, dos camponeses, esta é a casa de todos e de todas”, sublinhou, acrescentando que “aqui estão os recursos para produzir. Não percamos nem um só dia companheiros ministros e presidentes das instituições criadas pela Revolução”.


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