sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Caracas: fascistas atacam manifestantes em dia nacional e provocam duas mortes



No dia 12 de Fevereiro, Dia da Juventude, feriado nacional que homenageia os jovens que tombaram há 200 anos durante a Guerra pela Independência na ‘Batalha da Vitória’, bandos fascistas ligados à oposição atacaram manifestantes pro e contra o presidente Nicolás Maduro. Os atentados qualificados como tentativa de golpe fascista pelo presidente, assassinou duas pessoas e deixou outras 23 feridas. "Há um pequeno grupo fascista infiltrado na manifestação que utiliza as liberdades civis para tentar derrubar o Governo Nacional e estabelecer a violência na Venezuela".

Enquanto a festividade patriótica celebrada por dezenas de milhares de pessoas em toda a Venezuela seguia de forma pacifica, houve uma outra, puxada por oposicionistas, a maioria estudantes universitários, que ao se dirigir ao Ministério Publico foi atacada por elementos armados, em motocicletas, que dispararam sobre estes manifestantes.

Segundo dados do governo houve um morto e 23 feridos a partir deste atentado.

Alguns elementos da direita tentaram invadir o Ministério e policiais chavistas defenderam o prédio público. Um tiro partiu do interior do grupo oposicionista e atingiu o policial logo identificado como Juan Montoya.

Não é a primeira vez que os direitistas na Venezuela usam deste artifício, que é de usar desclassificados para atirar em suas próprias manifestações e culpar as forças de segurança do governo. Foi assim, por exemplo, que agiram em abril de 2002, numa tentativa de golpe contra Hugo Chávez, repelida por uma multidão e filmada por dois cineastas irlandeses, que mostram o momento em que rufiões atiram em manifestantes contra Chávez.

"Na Venezuela estamos enfrentando um recrudescimento nazi-fascista", afirmou Maduro, lembrando que "não haverá mais golpe de Estado, não haverá nunca mais 11 de abril na história da Venezuela". Ele acrescentou que no dia que se celebra uma das vitórias sobre o império espanhol a direita inicia um plano com as mesmas características do golpe de estado perpetrado em 11 de abril de 2002 sobre Chávez.

Entre as vitimas fatais estavam o estudante universitário de publicidade, Bassil Da Costa (24), que participava da manifestação da oposição, e o policial Juan Montoya (40), militante do chavismo. "Eu bem que disse dias atrás, querem manchar com sangue o Bicentenário de José Félix Ribas (general da Batalha da Vitória). Por enquanto lamentamos o falecimento destes jovens, porque foram alvejados no rosto como o fizeram os franco atiradores que assassinavam no 11 de abril de 2002. Hoje colocaram em andamento um plano com as mesmas características, porém na Venezuela atual não puderam fazer o que fizeram há onze anos", afirmou Maduro.

"Não vou descansar até fazer justiça contra os autores materiais e intelectuais dessa violência. Quem está de acordo com a violência com a qual se destrói a vida de seres humanos? Esses são os métodos políticos desse grupo", disse Maduro afirmando que com "chuva ou sol vou lançar o Plano Nacional de Planificação", esta sexta-feira. Ele também alertou que "quem perpetrar violência ou realizar manifestações sem permissão nesse período será preso".

A noite seguiu com confrontos entre policiais e oposicionistas. Um dos jovens entre os mais de 30 presos, afirmou que Vilcar Fernandes lhe pagou 150 bolivianos para que invadisse a sede do Ministério Publico. "Os autores intelectuais foram identificados e não vou dar um passo atrás no meu empenho para fazer justiça. Não venham se declarar perseguidos políticos, temos fotos, vídeos e a investigação esta muito avançada", disse Maduro, que também relatou um vídeo divulgado pelo programa transmitido pela Venezolana de Televisión no qual Fernando Gerbasi e Ivan Carratu tratam da ação fascista.

GABRIEL CRUZ


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