domingo, 2 de fevereiro de 2014

As eleições já começaram, Por Jasson de Oliveira Andrade





As eleições de 2014 iniciaram-se timidamente. Janeiro é um mês fraco para a política. Tivemos poucas novidades. Nenhuma pesquisa foi divulgada. Apenas algumas declarações e praticamente só.

Fora do meio político houve uma manifestação contra a Copa, com o lema “Não Vai Ter Copa”. A participação popular foi pequena, calculada em 800 pessoas ( Estadão fala em 1.500 ), mas que, infelizmente, teve enorme repercussão devido ao vandalismo de manifestantes mascarados, conhecidos como Black blocs, e a repressão policial. Um manifestante foi baleado pela polícia e o carro do serralheiro Itamar Santos, foi incendiado: ele voltava da Igreja Evangélica. Nada tinha com a manifestação! No ano passado, as manifestações aumentaram graças à violência policial. Como vai ser agora? A conferir.

A única notícia política foi divulgada pelo Estadão: “Aécio chama time de FHC para campanha”. Deste time, faz parte: Armindo Fraga, ex-presidente do Banco Central entre 1999 e o início de 2003, no segundo mandato de Fernando Henrique. Xico Graziano, diretor do Instituto Fernando Henrique Cardoso e ex-chefe de gabinete do ex-presidente. Barjas Negri, ex-Ministro da Saúde de FHC. José Carlos Carvalho, ex-Ministro do Meio Ambiente de FHC. O único novato da equipe é Antonio Anastasia, governador de Minas Gerais. Para mim, essa escolha foi surpreendente. Esperava-se que Aécio, que se apresenta como novo, escolheria uma turma mais moderna. A exceção, como disse, foi Antonio Anastasia. Vamos ver como esse “time” vai se sair em outubro. A conferir também.

Quanto ao Eduardo Campos (PSB), existe uma divergência entre ele e a candidata a vice, Marina Silva. O governador de Pernambuco quer apoiar a reeleição de Alckmin (PSDB) em São Paulo e Marina deseja candidato próprio. O mesmo acontecendo em Minas Gerais: Campos apóia o candidato tucano a governador e Marina defende candidatura própria. Será que essa divergência vai ser contornada? Quem sairá vencedor? A ver. Já Rogério Gentile, em artigo na Folha de 16 de janeiro, diz que “Eduardo Campos (PSB) está mais preocupado em tornar-se um rostinho conhecido para a eleição de 2018 do que derrotar Dilma Roussef agora. Se a prioridade fosse tirar o PT do Planalto neste ano, o governador pernambucano abriria mão da disputa em favor de Marina Silva, sua aliada, afinal. (...) Mulher, ambientalista, de origem humilde e evangélica, a ex-ministra do Meio Ambiente, por diversas razões, é muito mais competitiva do que Campos, ainda que Dilma seja a candidata mais forte em qualquer cenário e ainda que eleições não tenham a previsibilidade de uma operação matemática. (...) Tudo pode acontecer em política, é claro, e o ano é longo, mas Campos é hoje candidato muito mais a ser líder da oposição em 2015 do que presidente da República”.

A presidenta Dilma, em Janeiro, viaja ao Exterior em missão governamental. No entanto, ela está preocupada com as manifestações. “Não vai ter Copa?” A professora Esther Solano, na entrevista concedida ao Estadão, responde: “Todos concordam que eles [ manifestantes ] não vão parar a Copa, mas têm capacidade para criar tumulto, cenas de medo e pânico”. Contando ainda com a torcida da oposição, mesmo que ela negue isto.

A campanha propriamente dita somente terá início para valer em agosto, com o programa gratuito no rádio e na televisão. Antes, teremos altos e baixos na política. É esperar!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu 
Janeiro de 2014


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