sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Tribunal de Justiça acata denúncias de corrupção contra ‘paladino da ética’ e Ex-Mosqueteiro da Veja, Demóstenes Torres

Demóstenes, em seu maior  momento de glória
A Corte Especial do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) recebeu, na quarta-feira (22), por unanimidade, denúncia apresentada pelo Ministério Público (MP) contra o ex-senador Demóstenes Torres. Ele é acusado de praticar oito crimes de corrupção passiva, além de advocacia administrativa. O bicheiro Carlinhos Cachoeira e Cláudio Abreu (ex-Delta) também foram denunciados, ambos por corrupção ativa.

O relator do processo, desembargador Leandro Crispim, votou também pela quebra do sigilo fiscal do ex-senador e pela perda do exercício do cargo de procurador de Justiça. A Corte, entretanto, entendeu que esses dois aspectos deveriam ser analisados posteriormente.

“Deve ser instaurada a ação penal para apurar a conduta dos denunciados, quando estes terão a oportunidade de produzir prova e de exercer o contraditório e a ampla defesa”, disse Crispim.

A defesa tentou, sem sucesso, derrubar as escutas da Operação Monte Carlo, que serviram de suporte para oferecimento da denúncia. Os diálogos colhidos das interceptações telefônicas expõem as relações entre Demóstenes e a quadrilha de Cachoeira, evidenciando que o então senador operava como braço político da organização criminosa.

Segundo o relator do processo, os diálogos indicam que, em 9 de julho de 2011, Demóstenes Torres defendeu interesses de Carlinhos Cachoeira e de Cláudio Abreu junto ao prefeito de Anápolis, a quem foi oferecida quantia em dinheiro para que determinasse o pagamento de um crédito de R$ 20 milhões da Construtora Queiroz Galvão, que a Delta tencionava comprar.

De acordo com a denúncia do MP, entre junho de 2009 e fevereiro de 2012, o ex-senador, em razão da função que ocupava, recebeu vantagens indevidas da quadrilha como viagens em aeronaves particulares, quantias em dinheiro (R$ 5,1 milhões em uma oportunidade, R$ 20 mil e R$ 3 mil em outras), garrafas de bebidas de alto custo (R$ 14 mil) e eletrodomésticos de luxo.

Antes de ser desmascarado, Demóstenes Torres figurava com assíduo frequentador das páginas da mídia subserviente, sendo festejado por “Veja” e outros veículos como “paladino da ética” e “mosqueteiros da ética”. ( HORA DO POVO )

LEITURA COMPLEMENTAR:

GRANDES MOMENTOS DE DEMÓSTENES TORRES






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