sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

#TREMSALÃO 2014: Executivo da Siemens diz ter recebido ordens para destruir documentos



Objetivo era desaparecer com conta bancária em paraíso fiscal por onde teriam circulado 7 milhões de Euros que podem ter sido utilizados para propina a tucanos

São Paulo – O gerente-geral da área de projetos corporativos da Siemens, Sergio de Bona, teria afirmado em depoimento à Polícia Federal que recebeu ordens para destruir todos os documentos relativos a uma conta bancária no grão-ducado de Luxemburgo, conhecido paraíso fiscal, segundo a edição desta sexta-feira (3) de O Estado de S.Paulo. O dinheiro, de acordo com relatórios de auditoria interna da própria Siemens, teria sido utilizado para pagar propina a agentes públicos do Estado de São Paulo ligados ao PSDB com o objetivo de garantir contratos com a CPTM ( Companhia Paulista de Trens Metropolitanos ) e o Metrô.

A reportagem da RBA procurou a Polícia Federal para confirmar se documentos relativos ao caso foram destruídos dessa maneira, mas não teve resposta até a publicação desta matéria.

A conta secreta em Luxemburgo era mantida por diretores brasileiros da Siemens e foi descoberta em 2011, quando a empresa, envolvida em escândalos de corrupção nos Estados Unidos e na Alemanha, realizou auditoria interna das contas. O então presidente da Siemens no Brasil, Adilson Primo, foi demitido por desviar recursos da companhia e acusado de ter usado o dinheiro para pagamentos ilegais a políticos. Primo nega conhecimento sobre a conta bancária e a destinação do dinheiro.

O caso Siemens

De acordo com denúncia da própria Siemens, realizada sob regime de delação premiada ao Cade ( Conselho Administrativo de Defesa Econômica, órgão antitruste do governo federal ), agentes públicos recebiam uma parcela do dinheiro desviado em contratos superfaturados para compra e manutenção de trens para a CPTM e o Metrô. Siemens e outras multinacionais, como a Alstom, combinavam valores para direcionar os vencedores das concorrência públicas e, fechados os contratos –que poderiam passar ainda por aditamentos para aumentar ainda mais o valor final–, repartiam os excedentes.

O Ministério Público e a Polícia Federal investigam indícios de que o esquema funcionava desde a gestão de Mario Covas ( PSDB, governador de 1995 a 2001, quando faleceu vítima de câncer ), e durante os governos de José Serra ( 2007-2010 ) e Geraldo Alckmin ( 2001-2006, 2011-2014 ).


.


Nenhum comentário :

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

Golpe