quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Barbosa exige fidelidade da imprensa aos seus desmandos e quer veto à “voz dos condenados”



Não satisfeito com as cobranças que se avolumam sobre suas arbitrariedades durante o julgamento da AP 470, o ministro Joaquim Barbosa - de férias na Europa - decidiu ameaçar qualquer manifestação dos condenados contra as atitudes fascistóides e arrogantes que tem tomado. Ele criticou a imprensa brasileira por, segundo ele, "dar voz aos condenados". "Eu acho que a imprensa brasileira presta um grande desserviço ao país ao abrir suas páginas nobres a pessoas condenadas por corrupção", disse.

Cada vez mais pressionado por ter escondido provas que inocentavam os principais envolvidos nas acusações da AP 470, Barbosa reclamou que eles estão sendo transformados em "heróis". "Pessoas condenadas por corrupção devem ficar no ostracismo. Faz parte da pena", afirmou o presidente do Supremo. "No Brasil, estamos assistindo à glorificação de pessoas condenadas por corrupção à medida em que os jornais abrem suas páginas a essas pessoas como se fossem verdadeiros heróis", afirmou.

Os abusos cometidos por Barbosa na execução das penas da Ação Penal 470 foram tantos que motivaram até um manifesto de intelectuais e juristas contra suas arbitrariedades. E, agora com divulgação, pelo ministro Ricardo Lewandowski, do inquérito 2.747, que ficou conhecido por "gavetão", e que surgiu como desdobramento do inquérito principal, mantido sob segredo por Barbosa, a farsa contra líderes do PT está prestes a desabar.

Por isso Barbosa quer que o assunto e os réus fiquem calados, sem voz e caiam "no ostracismo".

No inquérito liberado agora fica evidente, por exemplo, por laudo oficial do Banco do Brasil, que Henrique Pizzollato não era gestor dos recursos do Fundo Visanet. Além disso, fica bem esclarecido também que o dono dos recursos do VisaNet não é o Banco do Brasil e sim a multinacional Visa. Esse dado põe por terra a principal acusação - de desvio de recursos públicos - feita contra os petistas. Esses dados foram escondidos por Barbosa dos advogados dos acusados. O acesso ao inquérito foi autorizado pelo ministro Lewandowski à defesa de Pizzollato e outros interessados e promete ser uma bomba contra a farsa golpista de Barbosa & Cia.


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