quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Síria: chefe do escritório de direitos humanos da ONU acusa Assad sem provas para acobertar terroristas de aluguel



Logo após a declaração do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, determinando que a conferência para tentar resolver o conflito na Síria será no dia 22 de janeiro, a chefe do escritório de direitos humanos da ONU, Navi Pillay, partiu para o ataque contra o governo sírio e o presidente Bashar Al Assad.

Nas declarações dessa segunda-feira, como quem tem uma carta na manga, diz que ‘uma investigação’ reuniu evidências de que crimes de guerra foram autorizados por membros de alto escalão do governo sírio – incluindo o presidente Bashar al-Assad.

Seriam “evidências massivas de diversos crimes sérios, crimes de guerra, crimes contra a humanidade, no mais alto nível de governo, incluindo o chefe de Estado”. Segundo ela, seriam “ataques sistemáticos” e o fato de serem sistemáticos mostrariam que só podem ser governamentais.

A imprensa atrelada aos interesses norte-americanos repercutiu, só que adendando uma barriga; de que se trataria de uma posição da ONU e não – como de fato foi – de lavra única e exclusiva dessa comissária.
É como se tudo estivesse preparado para tentar ganhar em Genebra o que não conseguiram ganhar com dezenas de milhares de mercenários derrotados nos campos de batalha – a um elevado custo, com o povo sírio, civis, militares, religiosos e autoridades atingidos por mais de 160 atentados a bomba, incontáveis tiros de morteiro e de franco atiradores: a saída do presidente Assad que só fez crescer sua estatura com sua inarredável defesa da soberania síria e da unidade e dignidade árabes.

O governo sírio reagiu à altura do que merece a triste figura: “Ela tem falado coisas sem sentido”, esclareceu o vice-ministro do Exterior, Faisal Mekdad.

A base para as ‘evidências’ apontadas pela comissária da ONU, são entrevistas realizadas fora da Síria ( a culpa é de novo do Assad por não deixar a indigitada entrar no território soberano de seu país ).

Na nossa modesta opinião, o governo sírio está coberto de razão em não deixar transitar por um país atacado por terroristas uma figura que antes do ataque da Otan à Líbia sinalizou a justificativa para a agressão: “Embora seja difícil confirmar os números reais”, afirmou Pillay na ocasião, que estão ocorrendo “ataques disseminados e sistemáticos contra a população civil”, que “provavelmente configuram crimes contra a humanidade”.

Com o Sri Lanka não foi diferente. Depois de o governo comandar uma vitória contundente contra separatistas financiados do exterior e aprofundar uma política independente de relações com a Índia e China que fazem o país conviver – desde que obteve a pacificação em 2009 - com crescimento do PIB em torno de 7%, ela saiu no início deste ano com a seguinte diatribe: “O Sri Lanka tem uma longa história de abuso de poder pelo executivo”.

O Ministério do Exterior do Sri Lanka reagiu com a devida indignação e denunciou a intromissão “disparatada ferindo a soberania do país”, o que “questiona os padrões de imparcialidade e equidade que se esperam do sistema da ONU”.

Dias antes, os ministérios do Exterior da Inglaterra e da França já haviam tentado minar o encontro de Genebra, dizendo que as negociações só avançariam com um governo de transição que excluísse Assad.

A posição do Ministério do Exterior deixa clara a postura altiva que está levando o povo sírio à vitória sobre as investidas imperialistas:

“Quanto às declarações feitas pelos ministros das Relações Exteriores da França, Grã-Bretanha e outros, e seus instrumentos árabes, de que não tem lugar para o presidente Assad na fase de transição, o Ministério das Relações Exteriores gostaria de lembrar todos eles que a era de colonialismo e seus atos de instituir e/ou revogar governos se foi para nunca mais voltar, e que eles precisam acordar de seus sonhos, e se insistirem nestas fantasias, não haverá necessidade da participação deles na Conferência de Genebra 2, pois nosso povo não permitirá a ninguém, seja ele quem for, roubar o seu exclusivo direito de decidir seu futuro e escolher sua liderança”.
NATHANIEL BRAIA



.

Nenhum comentário :

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

Golpe