sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Réus da AP 470 foram “condenados sem provas”, afirmou o deputado João Paulo


O deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) ocupou a tribuna na quarta-feira para denunciar a condução considerada por ele "seletiva" de Joaquim Barbosa no julgamento da Ação Penal 470. O parlamentar disse que o processo do "mensalão" foi "uma farsa". "É ou não é um ministro que trabalha com informações seletivas?" questionou o deputado. "É, eu mesmo respondo. É sim", disse. Segundo ele, os réus da ação "foram condenados sem provas e contra as provas".

João Paulo desafiou Joaquim Barbosa, a apontar o que foi desviado por ele, conforme aponta sua condenação pelo crime de peculato na AP 470. "Não há um real de desvio e eu pago por um peculato. O ministro Joaquim Barbosa tem que dizer o que é que eu desviei. Ele não diz porque não sabe, porque não consegue, porque não existe", afirmou o deputado, em discurso inflamado na tribuna da Câmara.

O parlamentar alertou aos deputados que "esse processo ainda vai ter muita coisa para gente discutir". "Engana-se aquele que pensa que ele vai se encerrar em breve, com a prisão deste ou daquele, ou quando se passar o julgamento dos embargos infringentes", complementou. As acusações orais a Barbosa ratificaram o que estava escrito em uma revista distribuída antes do discurso aos colegas, intitulada "A Verdade - Nada mais que a verdade". "Não busca, assim, a verdade e a justiça, usando quando lhe interessa as informações para condenar. Quando as provas são a favor dos réus ele as despreza", diz o texto.

"O Supremo tem que dizer de onde eu desviei (recursos)", declarou. Ele afirmou que não praticou peculato e negou irregularidades nos contratos de publicidade durante sua gestão na presidência da Casa. "Não tenho medo de assumir as coisas que eu faço", frisou. João Paulo citou medidas adotadas quando era presidente da Câmara, entre 2003 e 2005, e disse que trouxe transparência para a Casa.

Ele aguarda o julgamento dos recursos chamados embargos infringentes sobre a condenação por formação de quadrilha. No caso de uma decisão favorável ao réu, a pena imposta a ele pode ser reduzida a menos de 8 anos de prisão, o que lhe permitirá cumprir em regime semiaberto. ( HORA DO POVO )


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