sábado, 7 de dezembro de 2013

Observador da União Europeia denuncia fraude: “Até mortos votaram nas eleições de Honduras”


“Constatei um sem número de inconsistências no padrão eleitoral. Houve pessoas que não puderam votar porque apareciam como mortas e houve mortos que votaram”, afirmou o jornalista austríaco Leo Gabriel, integrante da Missão de Observação da União Europeia (MOE-UE), dando a dimensão da fraude nas eleições de Honduras no último domingo.

Em entrevista ao Ópera Mundi na terça-feira (26), Leo Gabriel denunciou que apesar de existirem “sérios indícios de tráfico de credenciais e outras irregularidades”, somado a um “claro desequilíbrio na visibilidade dos distintos partidos nos meios” e “a falta de transparência no financiamento da campanha eleitoral”, a “Missão” da UE alegou ter uma avaliação positiva, “tanto da transparência da votação como com respeito à vontade dos eleitores”.

Na verdade, ponderou o observador internacional, “há uma razão política e econômica mais profunda” para a absurda argumentação. “O golpe de Estado de 2009 afetou e desprestigiou a imagem de Honduras no mundo, desacelerando a execução do Acordo de Financiamento firmado entre a União Europeia e a América Central (AdA UE-CA). Apresentar um processo eleitoral limpo e transparente serve à UE para limpar a imagem de Honduras no mundo e colocar em marcha esse projeto comercial”, frisou.

Conforme Gabriel, há “fortes denúncias de irregularidades apresentadas pelo Partidp Libre (Liberdade e Refundação) e pelo PAC (Partido Anticorrupção) que somam juntos – mesmo com toda a fraude dos golpistas - quase 50% dos votos contados.

“Tivemos a oportunidade de observar as eleições a partir das mesas de votação e chegamos a conclusões diametralmente opostas às da equipe central da MOE-UE”, alertou o jornalista, ressaltando que se deu conta “desde o princípio” de que “o processo eleitoral estava alterado”. “Constatei um sem número de inconsistências no padrão eleitoral”, destacou Gabriel, apontando entre outras ilegalidades, “a aliança oculta entre os pequenos partidos e o Partido Nacional (golpista), que “originou a compra e venda de votos e credenciais”. Além disso, sublinhou, “durante a transmissão dos resultados não houve nenhuma possibilidade de averiguar até onde as atas eram enviadas e recebemos informações fidedignas acerca do desvio de pelo menos 20% das atas originais até um servidor ilegal, que as ocultou”. ( HORA DO POVO )


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