sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Na Venezuela, classe média vai “escondido” a consulta com médicos cubanos



Uma ótima reportagem no não menos ótimo Opera Mundi conta a história de duas venezuelanas – que se apresentam com os pseudônimos de Glória Alvarez e Maria Elena para que os amigos não possam identifica-las – frequentadoras, às escondidas, de um posto de saúde onde são atendidas por médicos cubanos.

Os médicos cubanos são tabu na Venezuela, onde a classe média que se opõe ao chavismo, literalmente, odeia o governo, Cuba e, por extensão, os médicos cubanos que atendem a população venezuelana na rede pública.

Maria Elena fazia sessões particulares de fisioterapia, por causa de uma artrose, mas o preço era salgado para seu orçamento. Seguiu a recomendação da assistente do médico privado e foi se tratar numa clínica publica. “Os cubanos são bons nisso”, disse-lhe a enfermeira.

Glória acabou chegando à clinica porque ela não se adaptava a aparelhos fechados de ressonância magnética, e lá havia um aberto.

Ambas, mesmo satisfeitas com o tratamento e as instalações – e, sobretudo, com a economia que fazem por não ter de pagar pela atenção médica – não fazem concessões ao governo ou a Cuba, da qual criticam a Venezuela por “copiar coisas” da ilha de Fidel.

Uma delas, claro, o bom atendimento médico, gratuito, para todos, inclusive para parte de classe média.

Secretamente, é claro, para não ser discriminada como se fosse a “sub-raça” do povão que por essas, e por muitas outras – continua chavista. ( FERNANDO BRITTO / TIJOLAÇO )

Leia a ótima matéria do Opera Mundi aqui.


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