sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Tucanos dizem que são muito honestos e que todo mundo é obrigado a acreditar neles



Tucanos acham absurdo serem investigados por propinas da Siemens em SP
Eles armaram um circo em Brasília para tentar desviar o foco das denúncias que pesam contra os governos do PSDB em São Paulo, no notório caso da Siemens.


Os tucanos montaram a maior balbúrdia, na terça-feira (26), para acusar o PT de ter adulterado um relatório do ex-executivo da Siemens Everton Rheinheimer, que aponta o pagamento de propinas aos governos de Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin. Em suma, armaram um circo para tentar desviar a atenção das denúncias que pesam contra os governos do PSDB em São Paulo.

A cúpula do partido foi reunida em Brasília, incluindo o senador e candidato à presidência pelo PSDB, Aécio Neves, para dar brilho ao espetáculo. Eles exibiram cópias do documento, em inglês e em português, que mostrariam que a tradução não corresponde ao original. Já sobre as denúncias de recebimento de propina, superfaturamento das obras e fraudes nas licitações do metrô e da CPTM feitas por Everton Rheinheimer eles nada falaram.

Os dirigentes da sigla disseram que o relatório original, baseado no depoimento do ex-executivo, não mencionaria políticos do PSDB. Os tucanos pediram o afastamento do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que encaminhou o documento à Polícia Federal, para que as denúncias do ex-diretor da divisão de transportes da Siemens sejam investigadas.

Como parte da encenação, o PSDB tentará convocar Cardozo para dar explicações na Câmara e no Senado e prometeu enviar representações contra o ministro à Comissão de Ética Pública e ao Ministério Público Federal por improbidade administrativa.

Além do ministro da Justiça, Aécio também esbravejou em favor do afastamento do presidente do Cade, Vinicius Carvalho, do comando das investigações que apuram as denúncias envolvendo Siemens e Alstom nos governos tucanos. Provavelmente, o passo seguinte vai ser os tucanos exigirem a extinção da polícia.

Cardozo reagiu com indignação às acusações de manipulação. O ministro lembrou que cabe à Polícia Federal e não a ele a responsabilidade de dizer se as denúncias sobre direcionamento de licitações das obras do metrô são ou não fundamentadas.

"Imaginar que o ministro da Justiça receba um documento como este e deveria reunir assessores e rasgá-lo na frente de todos é imaginar que estamos numa época em que existem engavetamentos gerais no Brasil. A época de engavetadores gerais de denúncias já acabou no Brasil há alguns anos", disse.


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