sábado, 9 de novembro de 2013

Ó essa, Carlinhos de Tocqueville: EUA corta 1,9 bilhão de refeições do food stamps ( que atende 48 milhões de norteamericanos ) para 2014


O programa de cupons de alimentação, conhecido como food stamps, que atende cerca de 48 milhões de pessoas em situação de pobreza nos EUA sofreu um corte de US$ 5 bilhões, iniciado em 1º de novembro. O corte foi feito no programa de Assistência de Nutrição Suplementar (SNAP), criado para atender crianças, idosos e deficientes. Para a presidente do Banco Alimentar de Nova Iorque, Margaret Purvis, os cortes culminarão em revoltas no pais. “As revoltas sempre começam tipicamente da mesma forma: quando as pessoas não tem recursos para comer”. Ela lembra que os cortes vão reduzir em uma semana os recursos mensais para prover alimentos no mês.

Anteriormente o custo do programa estava em cerca de US$ 80 bilhões por ano, e possibilitava alimentação para 15% das famílias norte-americanas, aproximadamente 48 milhões de pessoas. Conforme os anúncios do Centro de Orçamento e Políticas Prioritárias, uma família com quatro integrantes, terá um corte de US$ 36 mensais; uma família com três integrantes, um corte de US$ 29; uma família com dois integrantes, um corte de US$ 20.

Bob Aikens, chefe executivo da Feeding América, uma Ong que trabalha junto aos bancos de alimentos do país, afirma que antes dos cortes, cada membro das famílias recebia em média US$ 133 por mês, o que possibilitava três refeições ao dia, a um custo de cerca de US$ 1,50. Ele ressalta que uma refeição de US$ 1,50 é uma refeição de fome. Porém com os cortes, os recursos disponibilizados por refeição serão de US$ 1,40.

Este será o primeiro corte de tamanha magnitude já realizado neste tipo de programa, e afetará quase todos os seus participantes. Para Ellen Vollinger, diretora da Food Reserach and Action Center, Ong dedicada ao combate à fome, com os cortes “as pessoas estão sendo colocadas na marginalidade”, pois não se trata de uma “medida abstrata para as pessoas, são dólares para prover comida no refrigerador”.

Já Aikens ainda afirma que 58% do participantes do SNAP recorrem aos bancos de alimentação, e que em alguns casos recorrem até mesmo durante seis meses do ano, tamanha a vulnerabilidade familiar. Com os cortes no SNAP, a busca por assistência alimentar envolvendo distribuição de alimentos e sopão irá crescer muito.

“Na Feeding América, estamos fazendo todo o possível para articular o nosso trabalho junto aos bancos de alimentos e atender a demanda crescente, porém a caridade sozinha não vai dar conta dos US$ 5 bilhões perdidos. O corte resultará em cerca de 1,9 bilhão de refeições a menos no próximo ano. Isso é mais da metade de todo o nosso projeto para 2014”, afirmou Aikens. ( HORA DO POVO )

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