sábado, 16 de novembro de 2013

Chico Malfitani: "Nos anos 80 muita gente espalhava que o Lula morava numa mansão no Morumbi...". Essa e outras histórias, (re-) lembradas pelo publicitário




O outro lado da moeda política

13 de novembro de 2013

Chico Malfitani - Revista BRASILEIROS


Relato de um jornalista que aderiu ao marketing político por ideologia e idealismo, e ajudou a desbravar a propaganda na TV

Era uma vez um tempo em que fazer marketing político não tinha relação alguma com dinheiro, mas sim com ideologia e idealismo. Eu vivi essa época e foram os mais belos anos de minha vida. Foi entre 1984 e 1992. Larguei minha carreira de jornalista para fazer o que eu acreditava. Depois de 20 anos de ditadura, eu já tinha passado pelas redações de Veja, Jornal da República, TV Globo, Folha de S. Paulo, Placar, TV Bandeirantes e TV Record. Não concordava com a injusta distribuição de renda no Brasil e queria mudanças. Convidado por Perseu Abramo, na condição de jornalista simpático às causas petistas, fui dar uma “olhada” no roteiro que o PT fez do seu primeiro programa de TV em rede nacional. Pronto, pirei! Estava ali a oportunidade de mostrar a nossa versão de sociedade, mostrar o outro lado da moeda. Depois dos 20 anos de censura, fazer um programa em rede nacional de TV, numa época em que não existia TV a cabo nem internet, era uma oportunidade de ouro!

Naquela segunda-feira de 1984, às 8h30 da noite, logo depois do Jornal Nacional, todas as emissoras do Brasil transmitiriam uma hora de programa, em que poderíamos falar livremente, sem censura, das mudanças que propúnhamos para o Brasil. A última coisa que eu pensaria naquela hora era quanto eu ia ganhar com isso. Nem mesmo o que iria acontecer depois disso com minha carreira de jornalista. Eu tinha 34 anos, com a cabeça repleta de idealismo. Comecei a trilhar, naquele momento, um caminho de quase dez anos de muito trabalho e dedicação, engajamento e emoções que eu não trocaria por nada.

Li a proposta inicial do roteiro e não gostei. Achei muito duro. Tínhamos de adaptar a política à TV e não o contrário. Com alguns jornalistas de TV, como Laurindo Leal Filho, partimos para tentar fazer um programa de TV agradável, para todo mundo assistir.

Como muita gente dizia na época que “o Lula estava morando numa mansão no Morumbi, depois que ele deixou o sindicato” [ grifo deste blog ], achei que a melhor maneira de abrir aquele programa seria o ex-repórter da TV Globo, Chico Malfitani – ou seja, eu mesmo –, mostrar a verdadeira casa do Lula em São Bernardo. Filmamos Lula apitando um jogo de futebol de garotos, em frente à casa que ele morava. Depois, tomei café da manhã com Lula, Marisa e os filhos do casal. Exatamente como fazia com entrevistados diversos, quando era repórter do Bom Dia São Paulo. A partir daí, o programa se estendeu por reportagens mostrando o que era o PT, como funcionava, o que propunha. Fizemos revelações que o brasileiro não estava acostumado a ver e ouvir na TV. Criamos intervalos comerciais, com depoimentos de artistas, como Paulo Betti e Antônio Fagundes, jogadores de futebol, como Sócrates, Reinaldo e Wladimir, apoiando o PT. Ninguém recebeu um tostão. Tudo espontâneo e por ideologia.

O programa foi um sucesso. Luiz Fernando Mercadante, na época diretor de jornalismo da TV Globo, escreveu no Jornal da Tarde: “Segunda-feira, 2 de julho. Em 60 minutos, o PT conseguiu prender na TV uma audiência de Copa do Mundo com 73 pontos de Ibope. Esse número, garanto, é mais que suficiente para construir a reputação de um autor de novela das 8, para fazer o Boni rir, feliz”. Fizemos esse e muitos outros programas de TV com paixão pelas ideias em que acreditávamos. Dinheiro envolvido nisso? Nem pensar!

Foram tempos de surpreendentes “novelas” petistas nos primeiros dias de horário eleitoral do Suplicy para prefeito em 1985, contra Fernando Henrique e Jânio Quadros. Novela batizada de “sem carranca, nem chapa branca” ou “nem forças ocultas nem tão cultas”, gravada nas madrugadas, depois de encerradas as peças de teatro com Lélia Abramo, Mira Haar, Cristina Mutarelli, Odilon Wagner e outros artistas voluntários, além é claro dos “amadores” Suplicy, Marta, Erundina e Lula. Tempos de “experimente Suplicy, diferente de tudo que está aí”.

Eram experiências, ideias que assustavam alguns dirigentes petistas da época. Como no melhor estilo do belo filme chileno No. Aliás, vendo esse filme, me senti como García Bernal, interpretando o publicitário chileno. Vivi na pele as incompreensões de uma parte da esquerda, com o nosso jeito de fazer política na TV. “Colocar o Lula em uma novela, tomar café da manhã com Marisa, fazer Suplicy conversar com um boneco (Zé do Muro), tudo isso despolitiza”, diziam. E como era bom contra-argumentar com liberdade e veemência, sem ter medo de perder o “cliente”. Não havia dinheiro envolvido.

Ainda no primeiro semestre de 1985, antes da campanha para prefeito começar, o PT exibiria um programa de uma hora em rede estadual. Tive a ideia de fazer um encontro inusitado na casa do Eduardo. Reuni Marta, Lula, Marisa, Paulo Freire, Antônio Fagundes, Lucélia Santos, Supla, Juarez Soares, Carlito Maia e eu para um grande bate-papo, sem roteiro ou direção.

Sem saber, fizemos um primeiro e inédito Big Brother na TV com personagens anos-luz à frente dos atuais. Foram oito horas de bate-papo entre todos, em que se conversou sobre tudo. Falamos de relações humanas, política, vida pessoal, futebol… Marisa revelou que Lula ajudava a lavar louça, Lula contou que, quando comprou sua primeira casa, a de São Bernardo que mostrei no primeiro programa, ela tinha sido invadida e ele teve de chamar um parente da Marisa, policial militar, para ajudá-lo a expulsar o invasor. “Como alguém que tem uma única casa pode concordar que outro invada a sua propriedade?”, perguntou ele.

Editamos uma hora de uma conversa aberta, franca, em que cada um mostrou o que pensava sobre a vida e a política. O programa agradou em cheio ao público. E todos trabalharam sem qualquer remuneração. Quanto custaria hoje a produção desse programa?

Décio Pignatari, em sua crítica semanal de TV na Folha de S. Paulo, escreveu: “Esse programa político do PT, pela sua qualidade inovadora, independente da nossa crença em seu conteúdo, pode representar para a televisualidade política, o que Beto Rockfeller representou para a televisualidade novelesca”. Você acha que, ao ler isso, dinheiro tinha alguma importância para mim naquela hora?

Fiz mais dois programas em rede nacional, em parceria com o então jovem – e já talentosíssimo – Fernando Meirelles, que não recebeu nada por isso. No primeiro, dividi a condução do programa com a então estagiária de produção Sandra Annenberg. Ela tinha 17 anos e nem imaginava que aquele seria o seu lançamento na TV.

Como posso esquecer, quando a três dias do início do horário eleitoral de Luiza Erundina para Prefeitura em 1988, preocupado em como abrir o nosso primeiro programa, tive uma ideia que até hoje não acredito que consegui realizar.

A novela das 8 da Globo que estava no ar na época era Vale Tudo. Antônio Fagundes, ator principal da novela, estava voltando das gravações no Rio para o aeroporto de Congonhas. Peguei meu Maverick verde-água e toquei para o aeroporto. Fiquei de olho no desembarque da ponte aérea. Depois de uma ou duas horas de espera, eis que aparece finalmente o Antônio Fagundes. Na maior cara de pau, fiz a ele uma proposta “indecorosa”: “Fagundes, você topa sair daqui, ir comigo agora para o estúdio e gravar dizendo que ‘se, na novela pode valer tudo, na política não! Tem que valer a ética, a seriedade, a vontade de trabalhar para melhorar a vida do povo. E por isso apoio a Luiza Erundina para prefeita!’”.

O incrível é que deu certo… Ele topou. Fagundes, um dos melhores atores que o Brasil já viu, o ator principal de Vale Tudo, dois dias depois, aparecia nas TVs de milhões de lares paulistanos falando aquele texto, momentos antes da novela. Sem receber um tostão por isso!  
Quando, na véspera da eleição, recebi a informação de que Luiza Erundina havia ultrapassado o Maluf nas pesquisas e a vitória já era certa, peguei a minha vespinha, saí dirigindo pela Marginal Pinheiros chorando de emoção. Eu havia ajudado a eleger uma mulher nordestina, baixinha, com fama de radical, do PT, para ser prefeita da maior cidade do Brasil! Sua eleição, junto com o nascimento dos meus filhos, foi a maior emoção da minha vida. Por acaso alguém pensa em dinheiro quando o filho nasce?

De lá para cá, muita coisa mudou no Brasil e no marketing político. Milhões de brasileiros mudaram de vida para melhor, o País cresceu, se desenvolveu e é respeitado lá fora como nunca foi. Mas as campanhas eleitorais cresceram em valores, muito mais do que deviam. Como todos sabemos, elas são uma das principais fontes que irrigam a corrupção no Brasil. Afinal, são poucos os empresários que, ao doarem dinheiro para um partido ou candidato, não o fazem pensando em receber com polpudos lucros, o dinheiro “investido”, depois que o candidato se torna governo. Por isso, como um profissional do marketing político e, sobretudo como brasileiro, sou plenamente favorável a uma profunda reforma política. Reforma que certamente instituirá o financiamento exclusivo e público de campanha, passo decisivo para diminuir muito a corrupção no Brasil.

Assim, políticos sérios e partidos ideológicos deixarão de ser reféns do poder econômico e poderemos voltar a um tempo em que a ideologia, as ideias e os valores de vida eram mais importantes do que os valores monetários. Como publicitário, posso até ganhar dinheiro com o meu trabalho no marketing político. Mas não precisarei vender a minha alma para o poder econômico ou para as ideias que não acredito.

O financiamento público e exclusivo vai dificultar muito o toma lá dá cá e dará condições para os tribunais eleitorais fiscalizarem os abusivos gastos das campanhas, já que os recursos envolvidos serão previamente definidos por lei.

Quem é, de verdade, contra a corrupção, só pode ser a favor da reforma política e do financiamento público de campanha. E nada melhor que um plebiscito para o povo conhecer, discutir e decidir, esse que é um dos mais graves problemas do nosso sistema político. Com 30 anos de vivência em campanhas, posso afirmar que chegou a hora de sabermos quem é, de verdade, a favor da ética e da seriedade na política no Brasil!


LEITURA COMPLEMENTAR:

( Adicionado em 21.01.2014 )

OBS: Estava dando uma limpada em minha caixa de emails onde ( entre mensagens de ofertas e oportunidades irrecusáveis enviadas por príncipes nigerianos e propagandas de aparelhos para o aumento do pênis ) costumo manter algumas correspondências e textos antigos, que fui selecionando e juntando ao longo do tempo, com o objetivo de tê-los à mão quando necessitasse consultá-los, encontrei o longo texto que reproduzo, sem edição alguma, nem sequer para se conformar à estética do blog ( rs ), a seguir. O arrazoado em questão não teria muita utilidade guardado numa espécie de porão de pastas no Yahoo! Mail e acumulando poeira virtual, mas serve como complemento ao texto acima. E poderá ser facilmente encontrado pelos internautas que procurem ou necessitem dos dados que constam ali, apesar de datar do ano de 2006..
Boa leitura.
( Humberto )

REALIZAÇÕES DO GOVERNO LULA
Raul Vinhas Ribeiro - vinhasribeiro@uol.com.br
  
Desconfie das listas sem assinaturas. Boatos e mentiras são muitos fáceis de se espalhar anonimamente. Quem o faz aposta na ingenuidade, na ignorância e na falta de informação das pessoas. Esta resposta tem assinatura e via Universidade Nômade você pode acessar a autora. Ou, se quiser, me escreva.
Se você tem uma lista de correspondente, por favor, passe a frente. Ajude a verdade a circular e dê força ao debate democrático.
  
Estava eu no meu canto, quando recebi um e-mail repleto de distorções, de inverdades, que mostram que quem o escreveu se vale da boa fé das pessoas para divulgar sua mais completa ignorância política e informativa. Digo isso porque, apenas para dar um exemplo, relacionar o Daniel Dantas ao atual governo é risível. O Daniel Dantas é baiano, mentor intelectual do ACM, aquele político "honesto", da Bahia, que violou o painel do senado como todos vimos, entre inúmeras outras coisas. Ele costumava freqüentar o Planalto nos 2 (des)governos do FHC, levado pelo coronel baiano e nunca foi recebido pelo Presidente Lula. Como noticiou a revista Carta Capital, a ministra do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie, indicada por FHC, sentou em cima do processo que pede a abertura do HD do banqueiro, apreendido legalmente pela Polícia Federal, neste governo. Por que será que ela não permite que Daniel Dantas seja investigado?
Poderia escrever muito mais, mas acredito que os argumentos aqui usados estão embasados na verdade dos fatos, trazendo citações de respeitáveis personalidades, inclusive de fora do Brasil. O mais, é puro preconceito de pessoas que por falta de um bom autoconceito, preferem ver na presidência um homem com títulos, mas que só fez mal ao país. Neste aspecto, devemos nos mirar no exemplo dos norte-americanos, que têm em Abraham Lincoln um de seus melhores presidentes, cuja origem é ainda mais dura que a do Lula, sendo ele filho de pai desconhecido e de origem pobre.
Os americanos, diferentemente dos brasileiros, costumam valorizar o "self-made man" (pessoa que vem de baixo e se faz por seus próprios méritos). Lula, lá, é admirado. Chirac (presidente da França) e Kirshner (presidente da Argentina), já manifestaram aprovação à reeleição de Lula.
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o que se espalha 1
A MENOR TAXA DE CRESCIMENTO (2,3%) DA AMÉRICA DO SUL E A SEGUNDA MENOR DA AMÉRICA (SÓ GANHA DO HAITI). TAXA DE CRESCIMENTO MENOR QUE TODOS OS PAÍSES EMERGENTES E METADE DA MÉDIA MUNDIAL
o fato
Sabe qual foi o índice de crescimento em 2002? 1,93%. Crescer 2,3% é melhor do que 1,93%, pois não? Mas a média do governo Lula tende a melhorar, porque as expectativas de crescimento para esse ano são de 4%, o que levaria à média de 3,6%. Comparar diferentes economias é uma forma de induzir a erros. Na América Latina, o maior crescimento é da Venezuela, e nem por isso seu presidente Hugo Chávez é poupado pela mídia. O crescimento de um país depende de uma série de fatores, e o Brasil estava com a economia totalmente estagnada. Quem não se lembra das referências à "década perdida"?

o que se espalha 2
TAXA DE CRESCIMENTO 47% MENOR QUE NOS PRIMEIROS ANOS DO GOVERNO ANTERIOR E IGUAL A MÉDIA DOS OITO ANOS DO GOVERNO ANTERIOR (LEVANDO-SE EM COMPARAÇÃO QUE OCORRERAM 5 CRISES INTERNACIONAIS - MÉXICO, ÁSIA, RÚSSIA, 11 DE SETEMBRO E ARGENTINA NO GOVERNO ANTERIOR, E QUE LULA SOMENTE TEVE "CÉU DE BRIGADEIRO" E ECONOMIA INTERNACIONAL EM EXPANSÃO E NÃO SOUBE APROVEITAR ESTE BOM MOMENTO EM BENEFÍCIO DO DESENVOLVIMENTO DO PAÍS)
o fato
Vale a pergunta: Por que a comparação com os 1ºs anos FHC? Isso demonstra a falta de honestidade do texto... Mas ainda assim, eu explico: FHC teve uma herança bendita do governo Itamar, com a dívida em R$ 61 bilhões, e Lula, uma herança maldita do governo FHC, com a dívida em R$ 881 bilhões (aumento de R$ 820 bilhões em 8 anos - ou 1.444,26%). Para resumir, quando FHC assumiu o governo, o Brasil era a 8ª economia mundial, quando deixou, era a 15ª. Lula já conseguiu recuperar para 11ª. Chamar de céu de brigadeiro a guerra contra o Iraque, logo no começo do governo Lula, e os aumentos estratosféricos do petróleo é uma tremenda forçação de barra.

o que se espalha 3
LUCRO DOS BANCOS EM 3 ANOS DO GOVERNO LULA (44,12 BILHÕES) É MAIOR DO QUE TODO O LUCRO DOS BANCOS EM 8 ANOS DO GOVERNO FHC ( 35,9 BILHÕES)!
o fato
A imprensa faz questão de noticiar os lucros recordes dos bancos, mas omite que numa economia capitalista, quando o país cresce, os lucros bancários aumentam. Mas também omite que foi no governo FHC a autorização das cobranças das tarifas bancárias, deixando que cada um estabelecesse os valores que quisessem, de acordo com o princípio da "livre concorrência", e que essas tarifas são extorsivas, aumentando substancialmente esses lucros.
E tem ainda um evento que eu assisti na TV Senado, e não vi nenhuma menção na imprensa escrita ou falada: Na reforma tributária proposta pelo governo Lula, era prevista a taxação sobre grandes heranças, um imposto para barcos e aviões particulares e um aumento nos tributos bancários. Em contrapartida, seriam diminuídas as contribuições dos salários mais baixos e a imediata correção da tabela de imposto de renda, congelada nos 8 anos do governo FHC.
O então ministro Palocci foi ao Congresso para explicar a proposta, e foi aparteado pelo senador Bornhausen, que disse ser absurda a taxação sobre heranças. Dizia ele que era injusto que um filho que herdasse um apartamento, tivesse que vendê-lo para pagar o imposto. O ministro Palocci então disse ao senador que não era o caso de pequenas, mas de grandes heranças. Palocci disse ainda que estava na hora da elite, que historicamente teve sempre grandes vantagens no país, ter uma atitude mais "generosa". A imprensa disse que o governo Lula queria aumentar os impostos, fazendo a cabeça da população contra a medida. Resumo da história: o PSDB e o PFL retiraram esses itens para negociar a aprovação.
Mas cabe ainda uma ressalva, apenas para dar uma tripudiadinha "de leve" (perdoe, mas eu sou humana e detesto injustiças), no governo FHC, os lucros bancários eram garantidos pelo meu, o seu, o nosso dinheirinho, como afirmava na maior cara de pau o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, consultor do mega-especulador George Soros, através do PROER. Os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões (do livro O Mapa da Corrupção no Governo FHC, de Larissa Bortoni e Ronaldo de Moura). Um dos bancos "socorridos" foi o Nacional, de propriedade da então nora do FHC, filha do dono, o Magalhães Pinto, banco este que fraudava balanços para esconder sua situação de insolvência.
Economia: Lucro do setor produtivo cresce 2 vezes mais que o dos bancos. - Reportagem publicada na Folha Online deste domingo (20/8/06) joga por terra a acusação - comum entre partidos oposicionistas, analistas econômicos e boa parte da imprensa - de que o setor financeiro foi o que mais lucrou sob o governo Lula. Ao contrário, estudo encomendado à consultoria Economática mostra que as empresas do setor produtivo lucraram muito mais do que os bancos entre janeiro de 2003 e junho de 2006. Enquanto a lucratividade dos bancos subiu 80% no período, a dessas empresas aumentou 162,4%. Infelizmente, não se pode dizer o mesmo do governo tucano-pefelista do FHC.

o que se espalha 4
A DÍVIDA INTERNA SUPEROU O VALOR DE 1 TRILHÃO DE REAIS
o fato
Diante do exposto no item 2, é risível essa afirmação. Obviamenteo aumento brutal do endividamento interno no governo FHC teria conseqüências funestas. Quem não se lembra do caso de mutuários do Sistema Financeiro da Habitação, em que o saldo devedor, após anos de pagamento, ainda assumia valores maiores do que o valor do imóvel adquirido? Mas ainda assim, a velocidade do crescimento da dívida pública no governo Lula é cerca de 1/3 da velocidade de crescimento no governo FHC. Afirmar que a dívida interna superou 1 trilhão de reais, sem mencionar a evolução da mesma é uma meia-verdade, ou meia-mentira, se preferir... Mais uma vez fica bem constatada a má fé, ou ignorância (sei lá)do autor do texto.

o que se espalha 5
A MAIOR TAXA DE JUROS REAL DO PLANETA, POR ISTO A FESTA DOS BANCOS
o fato
Tabela dos juros aplicados no Brasil desde 1995, segundo o Banco Central:
1995: média: 55,55% - maior valor: 85,74%, menor valor: 40,02%
1996: média: 27,48% - maior valor: 37,46%, menor valor: 22,94%
1997: média: 25,05% - maior valor: 46,39%, menor valor: 19,00%
1998: média: 29,43% - maior valor: 42,74%, menor valor: 18,88%
Média do 1º período 34,38%
1999: média: 26,11% - maior valor: 44,97%, menor valor: 18,81%
2000: média: 17,59% - maior valor: 19,07%, menor valor: 15,80%
2001: média: 17,48% - maior valor: 19,10%, menor valor: 15,07%
2002: média: 19,10% - maior valor: 24,90%, menor valor: 15,90%
Média do 2º período 20,07%
2003: média: 23,29% - maior valor: 26,34%, menor valor: 16,30%
2004: média: 16,25% - maior valor: 17,75%, menor valor: 15,73%
2005: média: 19,13% - maior valor: 19,77%, maior valor: 17,74%
2006: maior valor: 17,98%, menor valor: 14,75% (agosto) em viés de baixa
Média do período 18,97%

As 6 taxas de juros mais altas nos 2 governos foram de FHC:1995-85,74%, 1997-46,39%, 1999-44,97%, 1998-42,74%, 1995-40,02%, 1996-37,46%
Dentre as taxas médias, as 5 maiores também: 1995-55,55%, 1998-29,43%, 1996-27,48%, 1999-26,11%, 1997-25,05%
Diante do exposto, fica a pergunta? Por que a imprensa e os empresários reclamam tanto das taxas de juros do governo Lula, e eram tão complacentes com as do governo FHC?
Sobre o lucro dos bancos, já me referi anteriormente.

o que se espalha 6
A CARGA TRIBUTÁRIA CRESCEU EM MAIS 3 PONTOS PERCENTUAIS DO PIB, SUFOCANDO AS EMPRESAS
o fato
FHC tem uma excelente marca mundial: a do presidente que MAIS AUMENTOU IMPOSTOS na história contemporânea MUNDIAL! Quem não lembra da CPMF, que ele criou, prometeu para ser reeleito acabar com ela e na verdade a manteve?
A carga tributária federal passou de 9,8% do PIB em 1995 (quando FHC assumiu) para 13,98% em 2002 (quando deixou o governo). Em 2003 ela caiu para 13,55%. Esse é o último dado disponibilizado pelo IBGE.
Mas eu mato a cobra e mostro o pau, diferentemente das acusações inverídicas e superficiais aqui descritas, segue uma lista de algumas desonerações promovidas pelo governo Lula:
1 - Eliminação do efeito cumulativo da Cofins ou, ainda, a redução dos impostos sobre produtos da cesta básica.
2 - Em 2004/2005, as 500 maiores empresas brasileiras tiveramlucros recordes das duas ultimas décadas.
3 - As poupanças por período superior a 2 anos (não especulativas) passaram a pagar menos Imposto de Renda, que caiu de 27,5% para 15%.
4 - Para a poupança previdenciária, de prazo ainda mais longo, o IR diminuiu até 10%, medida é importante porque contribui para fortalecer a poupança nacional e alongar o perfil da dívida pública. (no governo FHC, a dívida era toda de curto prazo, o que deixava o país mais vulnerável. Não sem razão, o risco Brasil que em 2002 era de 2400 pontos, e em agosto de 2006 está abaixo de 210 pontos.
5 - Aplicações na bolsa de valores tiveram uma redução no Imposto de Renda de 20% para 15%.
6 - O fim da contribuição do Pis-Cofins sobre produtos da cesta básica como feijão, arroz, farinha de mandioca e insumos da produção agrícola, etc, foi um dos principais responsáveis pela queda dos preços da cesta básica. A medida beneficiou diretamente as famílias mais pobres do País. Esses produtos, considerados de primeira necessidade na vida das pessoas, passaram a ter alíquota zero.
7 - Os livros - que pagavam PIS-Cofins-Pasep entre 3,65% e 9,25% - não pagam mais qualquer tipo de tributo no Brasil, medida que interrompeu falências na cadeia produtiva do livro, possibilitando maior acesso aos livros.
8 - Redução do IPI para a construção civil, de 5% para 0% em alguns casos e 12% para em 5% em outros, reduzindo preços de diversos produtos da cesta básica de materiais, dando impulso à construção civil, grande geradora de empregos.
9 - Diferentemente do que acontecia anteriormente, quem vende um imóvel para comprar outro não paga mais IR sobre a transação10 - Isenção do PIS e Cofins sobre os microcomputadores, pelo programa Computador para Todos.

Para não me alongar demais, já que também foram diminuídos impostos sobre adubos, fertilizantes, vacinas, máquinas e equipamentos visando estimular investimentos produtivos, e universidades particulares tiveram seus tributos trocados por vagas gratuitas e bolsas de estudo para mais de 240 mil jovens, possibilitando que as vagas gratuitas nas universidades dobrassem, entre outras diversas medidas. Mas o que de fato importa, não é a simples diminuição da carga tributária, mas uma mais justa distribuição da mesma, exatamente o que fez o governo Lula. Quem ganha muito tem mais é que pagar muito mesmo.

o que se espalha 7
A EXPLOSÃO DOS GASTOS PÚBLICOS
o fato
Outra falácia! Para a elite tucano-pefelista, alimentar a população espoliada por 500 anos é aumentar os gastos públicos. Para mim, é fazer JUSTIÇA SOCIAL!!!! Veja o que escreveu o jornalista Elio Gaspari, na Folha de São Paulo e jornal O Globo, em 21/06/2006:"O inchaço da máquina do Estado é lorota. Lula inchou a máquina do Estado e torrou o dinheiro dos Impostos no funcionalismo. Um bom "choque de gestão" permitiria que esse dinheiro custeasse as obras de infra-estrutura necessárias para tirar a economia brasileira do atoleiro. Quem quiser acredite, mas essa crença é uma lorota."

o que se espalha 8
A SAFRA AGRÍCOLA EM TONELADAS DE GRÃOS REDUZIU-SE ENTRE 2004 E 2005
o fato
Ela reduziu entre 2004 e 2005, mas bateu TODOS os recordes em 2003 e 2004. Quem lê jornal, sabe que é fato. Como sabemos, safra agrícola depende de condições climáticas, entre inúmeras outras condições que independem da administração pública. Além disso, uma queda após bater todos os recordes, não chega a ser queda. Mesmo com a pequena redução, ainda dá de mil nos obtidos no governo PSDB + PFL, o que mostra o facciosismo do texto apresentado.

o que se espalha 9
OS GASTOS SUNTUOSOS DO PALÁCIO DO PLANALTO DISPARARAM, DOBRANDO EM RELAÇÃO AO PERÍODO FHC. OS CARTÕES CORPORATIVOS DA PRESIDÊNCIA FAZEM A FESTA DO PRESIDENTE E SUA ENTOURAGE
o fato
Mais uma denúncia do PSDB sem fundamento, divulgada como "verdade"pelos órgãos de imprensa. Ver abaixo a conclusão do TCU (Tribunal de Contas da União): A auditoria do TCU concluiu que não ocorreu aumento das Despesas com suprimento de fundos na presidência da República durante o Governo Lula. Ao contrário, as despesas diminuíram, englobando os pagamentos tradicionais com abertura de contas bancárias e emissão de cheques e os pagos com cartão de crédito. O TCU considera mais transparente o uso do cartão de crédito que tende a crescer, como ocorreu nos Estados Unidos. A Lei determina a preferência pelo uso do cartão, ao invés da abertura de contas bancárias. Este foi o escândalo do que não existiu. Por esse motivo O TCU aprovou por unanimidade o arquivamento do processo. Veja as despesas na tabela abaixo:
Total das despesas com suprimento de fundos na presidência da República:
200 milhões de reais em 2001 FHC
226 milhões de reais em 2002 FHC
125 milhões de reais em 2003 Lula
53 milhões até agosto de 2004 Lula (ou seja, os gastos deste governo foram bem menores do que as do governo anterior, ainda que efetuados posteriormente)

o que se espalha 10
A FEBRE AFTOSA VOLTOU COM FORÇA TOTAL AO BRASIL
o fato
Também houve surto de febre aftosa em 1997, na gestão FHC, nãolembra? Num país do tamanho do Brasil, esse controle é muito difícil, mas ainda assim, neste governo o país bateu todos os recordes de exportação de carne. Vale lembrar que em 2002, a dengue assumiu proporções assustadoras... e disso não se fala...

o que se espalha 11
A TAXA DE CÂMBIO ESTÁ MAIS VALORIZADA DO QUE NA ÉPOCA DO GUSTAVO FRANCO, GERANDO IMPORTAÇÕES DE LUXO E PERDA PARA O SETOR AGROPECUÁRIO
o fato
Mentira: na época do Gustavo Franco, o Real valia mais do que O dólar, e depois equiparou, e se manteve artificialmente equiparado para enganar o eleitor e reeleger FHC. Seis meses depois da eleição, o Real tinha aproximadamente a metade de seu valor no dia da eleição. A taxa de aprovação de FHC nesta época caiu retumbantemente para 23% do eleitorado. Mas vale lembrar também a compra de votos para a reeleição, com direito a gravação pra todo mundo ouvir e renúncia dos parlamentares que se venderam por R$ 200 mil. Diz a máxima do direito romano, que para desvendar um crime, deve-se atentar para quem ganhou com ele. No caso, o maior beneficiário foi o FHC, mas ele não sabia de nada... E depois falam do Lula!

o que se espalha 12
O LUCRO DAS EMPRESAS ESTATAIS, TÃO COMEMORADO, ESTÁ INDO PARA FINANCIAR O SUPERÁVIT PRIMÁRIO
o fato
Isso é o que se chama não entender patavinas! Superávit primário éresultado da economia que um país devedor precisa fazer para pagar a sua dívida. No caso do Brasil, pagar os juros. Obviamente, o aumento descabido da dívida, levou a um aumento absurdo ao valor a ser pago. Um governo não começa do zero, e o governo Lula recebeu essa herança, pra lá de maldita. Não sou eu que afirmo: observadores internacionais atestam isso. Aconselho a leitura do livro "A melhor democracia que o dinheiro pode comprar", do jornalista da BBC Greg Palast. Veja um trechinho da entrevista à revista Carta Capital:
CC: No capítulo sobre o Brasil o senhor mostra como FHC se rendeu a esse modelo, e como o governo Lula está amarrado a ele. Como Lula pode se livrar, como o senhor diz, dessas algemas?
GP: É muito difícil. É preciso entender que a economia Brasileira está sendo mantida como refém. No caso da Argentina, a única maneira de se libertar foi por meio de uma moratória. Não é o caso do Brasil. Lula está numa situação muito difícil. Ele herdou uma dívida gigantesca, herdou acordos que deixam o País em situação frágil.
Diante do que disse Palast, o que Lula conseguiu fazer foi puro MILAGRE!!!

Minha experiência com a PetrobrásSonia Montenegro - 10/5/2006
Eu comprei ações da Petrobrás há uns 20 anos, não com o intuito de especular na Bolsa de Valores, mas para ser, embora pequena, acionista de uma grande empresa brasileira. Por longos anos, tudo que eu recebi por conta delas foram boletospara fazer pagamento pela custódia (taxa cobrada pelos bancos, para "guardar" as ações). Planos econômicos se sucederam, e o número de ações que eu Possuía foram drasticamente reduzidos. Após a posse do Lula e a mudança na gestão da Petrobrás, as coisas mudaram de figura. O 1º fato aconteceu quando eu vi um depósito na minha conta bancária que não havia sido feito por mim. Fui ao banco para saber a origem daqueles créditos, recebendo como resposta que haviam sido feitos pela Petrobrás, por conta de dividendos. No fim do ano de 2005, recebi um extrato do número de ações, que haviam quadruplicado. Esse relato pode mostrar que estatais bem administradas são bem melhores para o país e sua população (acionistas ou não, uma vez que a Petrobrás tem um papel social importante, incentivando esportes, programas de reflorestamento, programas sociais, etc), e infinitamente melhores do que as privatizações feitas pelo governo tucano-pefelista do FHC, quando os dividendos foram aumentar os cofres dos países ricos.

o que se espalha 13
O INVESTIMENTO EM ESTRADAS CAIU AO NÍVEL MÍNIMO LEVANDO A CHAMADA OPERAÇÃO TAPA-BURACOS, A MAIOR ENGANAÇÃO E O MAIOR PROGRAMA DE CONTRATAÇÃO DE EMPRESAS SEM LICITAÇÃO DESDE O COLLOR
o fato
Qual o adjetivo que merece uma pessoa que acusa alguém de uma coisa que ela fez e o acusado não? Mau-caráter. Pois é exatamente o que é essa acusação. Todo mundo sabe que durante o governo FHC os investimentos em infra-estrutura, dentre os quais as estradas, foram pífios. O que ele fez foi privatizar algumas, permitindo a cobrança de pedágios abusivos, onerando mais ainda o cidadão, e enriquecendo os novos donos. Mas o que esperar de um governo que não investiu nem geração e distribuição de energia elétrica? O que é chamado no texto de "Operação Tapa Buracos", segundo as Entidades do Transporte Rodoviário de Cargas: "a infra-estrutura rodoviária está em acelerada recuperação". Esteve sim, em completa deterioração no governo do FHC. Já foram restauradas no governo Lula, 12 mil km de rodovias, com estimativa de 16 mil até o fim do ano, depois do pagamento da dívida de R$ 1,1 bilhão deixada pelo governo anterior. Hoje, todas as rodovias federais, inclusive as estadualizadas pelo governo anterior, têm contrato de manutenção, de restauração ou de duplicação em andamento.

o que se espalha 14
A RENDA PER CAPITA CRESCEU MEROS 0,8% EM 2005
o fato
Vale o dito anterior: acusar pelo que não se fez: durante o governo tucano-pefelista esteve em queda-livre... A quem desejam enganar?

o que se espalha 15
OS EMPREGOS CRIADOS ESTÃO LONGE DO QUE FOI PROMETIDO NA CAMPANHA DE 2002
o fato
A oposição ao governo Lula afirma que ele prometeu criar 10 milhões de empregos, mas eu me lembro muito bem que o que o que ele disse foi que no Brasil seria necessária a criação de 10 milhões de empregos, o que é bem diferente. Mas ainda assim, FHC em 8 anos criou uma média de 8.300 empregos/mês, Lula em 3 anos criou 97.000/mês. Tanto é verdade que o índice de desemprego também baixou neste governo, enquanto no anterior só cresceu.

o que se espalha 16
OS GASTOS EM PUBLICIDADE EM DOIS MESES DE 2006 CRESCERAM MAIS DE 60%
o fato
Jornal O Globo (que é pró-tucanos) de 23/6/2006  Governo FH gastou mais, diz SECOM "O governo tucano, segundo o documento, gastou R$ 2,495 bilhões em3 anos, R$ 10,5 milhões a mais que o governo Lula, que consumiu R$ 2,484 bilhões"

o que se espalha 17
OS INVESTIMENTOS EM INFRA-ESTRUTURA FORAM PRATICAMENTE ZERO
o fato
Mais uma falácia!!!! Quem não investiu NADA em infra-estrutura foi exatamente o Governo PSDB + PFL. Para provar o que estou falando, basta lembrar do apagão. Nada mais grave para um país e sua economia do que o racionamento de energia, quando as indústrias e fábricas são obrigadas a diminuir seu ritmo de produção. Mesmo pegando o país em situação crítica, a competentíssima Dilma Roussef nos tirou da penúria!
1 - Investimentos em infra-estrutura - aeroportos - FHC: 97 milhões de passageiros/ano, Lula: 117 milhões de passageiros/ano
2 - Investimentos em infra-estrutura - ferrovias - FHC: ZERO; Lula: Maior construção de ferrovias nos últimos 30 anos.
3 - Investimentos em infra-estrutura - portos - movimento de contêineres - 2002: 2,3 milhões de unidades, 2005: 3,9 milhões de unidades (aumento de 70%)
4 - Investimentos em infra-estrutura - portos - produção - 2002: 529 milhões de toneladas, 2005: 675 milhões de toneladas (aumento de 27%) Como se pode ver, mais uma vez o texto não condiz com a realidade dos fatos.
5- Investimento em saneamento básico, também infra-estrutura, o maior em duas décadas: mentir aqui é sempre possível, o que está enterrado ninguém vê.

o que se espalha 18
A CRIMINALIDADE CRESCEU ASSUSTADORAMENTE
o fato
Será que a criminalidade nasceu em 2003? Antes não havia seqüestro, assassinato, roubo e assalto. Vivíamos no paraíso. A responsabilidade pela segurança da população sempre foi dos governos estaduais. A 1ª iniciativa relativa à segurança foi exatamente do Lula, que está construindo presídios de segurança máxima, justamente pela preocupação com a criminalidade. O Ministério da Justiça obteve excelentes resultados em estados que quiseram a cooperação federal, como é o caso do Espírito Santo e Mato Grosso do Sul. Agora no Rio de Janeiro e em São Paulo ficou difícil porque nem o Garotinho (leia-se Rosinha) nem o Alckmin quiseram a ajuda (por razões políticas, é claro. O cidadão que se dane!!!). Segundo a Constituição, o governo Federal não pode intervir sem um pedido do governador. Mas obviamente, a culpa é do Lula. Desconfio que a próxima será responsabilizá-lo pelos conflitos entre o Hezbollah e Israel.

o que se espalha 19
ESTÁ USANDO O PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA (BOLSA ESCOLA DO GOVERNO FHC) UNICAMENTE COMO CAMPANHA POLÍTICA (O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal-arcebispo D. Geraldo Majella Agnelo, afirmou nesta quinta-feira que o Bolsa Família é um programa assistencialista. "Quem está com fome deve receber seu alimento, mas não ficar assim, sendo estimulado a não fazer nada, ganhando R$ 60, R$ 80 por mês. Dê trabalho para todos".
o fato
FHC teve 8 anos de mandato e não se cobrou dele nem uma fração doque se cobra do Lula. Curiosamente, o Alckmin em sua propaganda eleitoreira afirma que vai manter o bolsa-família. Se faz questão de divulgar isso, é porque vê no programa qualidades irrefutáveis. Mas também é uma falácia afirmar que o programa tenha sido criado pelo governo FHC. Esse programa foi criado pelo Cristóvão Buarque, quando era do PT, no governo do DF. Como dizia o saudoso Betinho, quem tem fome tem pressa, e emergencial é matar a fome SIM. Mas também não é verdade que o Bolsa-família seja unicamente para a campanha política. Lula afirmou desde o 1º dia de governo que priorizaria os programas sociais, sendo então um programa de governo e não para a reeleição. O que acontecia anteriormente, era a distribuição de cestas-básicas às vésperas das eleições apenas para angariar votos. Quem é bem informado e tem memória sabe muito bem que o que eu estou falando é a mais pura verdade! Pode ser até que Dom Geraldo tenha dito algo parecido com o Que está descrito, mas COM TODA CERTEZA, não foi só isso que ele falou. Tirar uma frase de um texto pode distorcer completamente o sentido. Possivelmente Dom Geraldo gostaria de resultados mais rápidos, mas com certeza, entre os resultados tucanos-pefelistas e os de hoje, prefere os atuais. Mas ainda assim, existem dados que demonstram que o Bolsa-Família não é um programa assistencialista. Seus resultados podem ser sentidos: Jornal O Globo, em 18/05/2006: "Bolsa-família reduz desigualdade, diz estudo"

Banco Mundial: "O Brasil tem o mais amplo e bem focalizado programa de transferência de renda da América Latina"
Jornal O Globo, em 25/06/2006: "Desigualdade recua nos últimos anos". O índice GINI (mede a concentração de riqueza no país e quanto mais próximo de 1, pior a distribuição, portanto, quanto menor o índice, melhor a distribuição, num país campeão mundial em concentração de renda)
Em 2002 - FHC: 0,553; em 2004 (2º ano de governo) - Lula: 0,535.
Hoje já deve estar menor ainda...
Jornal O Globo, em 09/07/2006: "Sete milhões de pessoas sobem Para a classe-média - com a reação de emprego e salário, consumo cresce R$ 31 bilhões"
Jornal O Globo, em 10/03/2006: "Trabalhador teve em 2005 a Melhor negociação salarial em 10 anos"
'Bolsa Família não é assistencialista' Reproduzido do PrimaPagina – Itália (21/08/06)
O Bolsa Família, principal programa de transferência de renda do governo federal, tem uma estrutura que "vai em direção contrária" ao assistencialismo, avalia a pesquisadora italiana Francesca Bastagli, da London School of Economics, que estuda ações de diversos países direcionadas à transferência de renda para os pobres. Ao exigir dos beneficiários que os filhos freqüentem a escola e tenham a vacinação em dia, o programa "garante condições mínimas de saúde e educação e estimula a demanda por esses serviços, que deve ser atendida pelos municípios".

o que se espalha 20
PENSA QUE É O MAIOR ESTADISTA DO MUNDO, VIVE PASSEANDO NO BRINQUEDINHO AEROLULLA
o fato
A imprensa fez um estardalhaço e divulgou uma montanha de acusações pela compra do avião, deixando toda a população indignada. Mas omitiu alguns detalhes relevantes:
1 - O avião não é para o Lula, mas para transportar a maior autoridade do país, e quando foi entregue Lula já havia cumprido a metade do seu mandato.
2 - Desde JK em 1956, é prática a existência de avião exclusivo para o transporte do presidente. JK comprou 2 Viscount da Inglaterra, o que havia de mais moderno em termos de aviação comercial na época, e a imprensa meteu o malho, notadamente o jornal O Globo, que hoje o homenageia como um estadista.
3 - O avião da presidência já havia sido desativado desde a era FHC (o Boeing 737-200 - apelidado de sucatão), que usava em suas viagens aviões de carreira, com altos custos pelo transporte de grandes comitivas e causando transtornos aos demais passageiros.
4 - Criticaram o fato do avião não ser da Embraer, mas omitiram que a própria Embraer afirmou que não fabricava esse tipo de aeronave, declinando do convite.
5 - Acusaram de dispensa de licitação, mas não informaram que é legal, havendo já jurisprudência firmada, pela própria natureza da operação e não foi o Lula que fez a escolha, mas a FAB.
6 - Falaram do suposto "luxo" da aeronave, mas a única diferença do Airbus comprado por Lula e os aviões presidenciais predecessores é a tecnologia. O Sarney se declarou decepcionado, quando viajou com Lula para a Itália, quando da morte de João Paulo II, tamanha expectativa causada pela imprensa. Circulou na Internet fotos atribuídas ao citado avião, mas eram falsas, tanto quanto a suposta casa do Ronaldinho Gaúcho e tantas outras mentiras do gênero, dentre as quais, essa!!!!
7 - Apregoaram o preço de US$ 56 milhões, mas omitiram o fato de que o preço foi US$ 5 milhões menor do que o similar da Boeing, e que o Airbus consome 20% menos combustível do que o sucatão.
8 - Esqueceram também de informar que o negócio foi fechado sob a condição de que todo o dinheiro do pagamento ficaria aqui, ou seja, seria investido no Brasil.

o que se espalha 21
NÃO SABE NADA DO QUE ESTÁ ACONTECENDO NO SEU GOVERNO. NEM MESMO NO PT!!
o fato
Ele sabe muito bem o que está acontecendo no governo, não sabe o que está acontecendo no PT, e não tem obrigação de saber mesmo, já que está afastado do partido para governar para todos os brasileiros, de todos os partidos. Já o FHC não sabia da compra de votos para a sua reeleição; não sabia que seu governo não investia em energia, resultando no já citado apagão; não sabia que seu secretário Júlio César G. dos Santos estava traficando influência, comprovado através de escutas telefônicas, para favorecer a Raytheon, empresa escolhida sem concorrência para executar o projeto SIVAM; não sabia que durante os 3 primeiros anos do seu governo, houve um desvio de pelo menos 75 bilhões de dólares para paraísos fiscais (esse sim, o mais grave escândalo de corrupção do país). Dentre os envolvidos, o Banco Araucária, de propriedade de familiares de Jorge Bornhausen, o José Serra, o Ricardo Sergio de Oliveira, o Paulo Maluf, sem contar a conta TUCANO. Vou parar por aqui, senão não acabo nunca...

o que se espalha 22
FECHA OS OLHOS PARA AS INVASÕES BRUTAIS DO MST
o fato
A distribuição de terras no Brasil é uma excrescência. Sou favorável à defesa da propriedade, desde que tenha sido comprada com dinheiro honesto, porém, a maioria dos grandes latifúndios foi ganha com dinheiro mal havido, ou pela falsificação de registros de propriedade. As invasões do MST são brutais, mas não é brutal criança morrendo de fome, fazendeiros usando trabalho-escravo, fazendeiros mandando matar trabalhadores, chacinas... Os noticiários demonstram que, enquanto o MST invade fazendas, os fazendeiros mandam matar seus líderes. Chico Mendes, cuja importância é reconhecida internacionalmente, foi assassinado por um fazendeiro.

o que se espalha 23
FARSA DA QUITAÇÃO DA DÍVIDA COM O FMI - O BRASIL ELIMINOU EMPRÉSTIMOS EM DÓLARES, A JUROS BARATOS de 6 a 7 % a.a. E TROCOU POR OUTROS EM REAIS, COM JUROS EXORBITANTES DE 18% a.a.
o fato
A importância da quitação da dívida com o FMI é recuperar a soberania. Como citado anteriormente, o repórter investigativo Greg Palast também mostrou como o secretário de tesouro norte-americano foi quem governou de fato o Brasil, no 2º mandato do FHC. Está publicado no livro dele, citado anteriormente. É a velha máxima de "quem dá o pão, dá a instrução". O governo Lula pagou a dívida contraída pelo seu antecessor. A despeito de ter privatizado 76% do patrimônio público, de ter aumentado impostos e ter aumentado assustadoramente a dívida interna, FHC ainda faliu o país por 3 vezes, tendo que recorrer ao FMI. Vale a pergunta: o que fez FHC com o nosso dinheiro???????

o que se espalha 24
A CORREÇÃO DAS APOSENTADORIAS SERÁ DE 3%.
o fato
Mais uma vez, senta-se no próprio rabo para falar do alheio: O índice foi de 5,01%. Nos 8 anos do governo anterior foi 0%. Então não dá para negar que os aposentados estão melhor no governo Lula!

o que se espalha 25
O FILHO DO PRESIDENTE, LULINHA, DE BIÓLOGO PASSOU A  GRANDE EMPRESÁRIO GANHANDO 5 MILHÕES DE PRESENTE DA TELEMAR. O MAIOR "CASE" DE SUCESSO EMPRESARIAL JÁ VISTO NO MUNDO
o fato
Quanto aos milhões do filho de Lula, trata-se de mais uma calúnia. A Carta Capital investigou e informou o que tem de fato de verdade. Ele e um amigo, que são fanáticos por computador e têm grande habilidade, montaram uma empresa para produzir joguinhos. Tiveram sucesso, e foram chamados pela TV Bandeirantes, para fazer um programa num horário cuja audiência era (traço). Em pouco tempo foram para um horário melhor, uma vez que estavam fazendo mais sucesso do que um programa semelhante na MTV. Então eles conseguiram um contato com uma empresa americana de joguinhos, para terem a representação dela no Brasil, com exclusividade. Desta forma, precisavam de capital para investir e despertaram a atenção de capitalistas, que viam o negócio como altamente lucrativo. Tiveram inúmeras ofertas, e escolheram a Telemar, cujos donos são a família do Tasso Jereissati, do PSDB (por sinal, comprada pela privatização criminosa ocorrida na gestão PSDB-PFL e com graves denúncias de favorecimento, propinas, etc).A Carta Capital conta ainda que o Lula, preocupado, pediu ao Antoninho Marmo Trevisan (dono da maior e mais conceituada empresa de auditoria do Brasil) que avaliasse o negócio, que achou viável e então foi sacramentado. Não houve favorecimento, mas a Carta Capital fez uma análise do comportamento da imprensa comparando 2 situações: a do filho do Lula, e a de Paulo Henrique Cardoso, que viveu por 8 anos às custas do governo, com muito pouco ou nenhum destaque da imprensa. Lembro-me de ver noticiado apenas o episódio do pavilhão na EXPO 2000, em Hanover, onde foram gastos na época a bagatela de US$ 14 milhões, sob administração de Paulo Henrique Cardoso, mas seus negócios não ficaram por aí. Ele fez uma revista que foi sustentada por anúncios do alto empresariado de São Paulo, e faliu quando FHC deixou de ser presidente. Vale também lembrar que o filho do Lula não tem nem 10% da referida empresa, e que Paulo Henrique Cardoso é hoje milionário, casado com uma socialite. Antes, era empregado da TV Manchete, com salário modesto.

Falando em privatização...
o que se passa
Informe JB em 19/03/95 - Ronaldo Brasiliense e Anabela Paiva "No momento em que o governo agiliza o processo de privatização da Companhia Vale do Rio Doce, que renderia até US$ 15 bilhões aos cofres da União, o trabalho O desenvolvimento da Amazônia através de pólos minerais serve de alerta aos mais açodados.As jazidas minerais que a Vale tem na Amazônia valem mais de US$ 350 bilhões, segundo avaliação dos geólogos João Orestes Schneider e Silvio Rilker, da Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais. Somente o potencial mineral da Serra dos Carajás, seria suficiente para pagar três vezes o valor da dívida externa brasileira. A mina de 18 bilhões de toneladas de ferro de Carajás, com 500 anos de vida útil é avaliada em US$ 315 bilhões, enquanto as jazidas de cobre da Serra do Salobo valeriam US$ 22,3 bilhões. O trabalho da CPRM não estima o valor das minas de ouro e nem as jazidas de titânio descobertas pela Vale em Monte Alegre, no Oeste do Pará. O valor das jazidas minerais descobertas na Amazônia até hoje, segundo os geólogos da CPRM, chega a US$ 1,7 trilhões."
***CVRD - A polêmica subavaliação - Privatização sub judice
Fonte: Congresso EmFoco

Possível subavaliação das reservas (que confirma o que os Técnicos da CPRM afirmaram 10 anos antes) é um dos principais questionamentos discutidos na Justiça contra venda da Vale. A mais polêmica privatização da era Fernando Henrique volta a sacudir os tribunais... Os principais argumentos usados nesses processos estão relacionados com a avaliação do patrimônio da empresa, que teria subestimado, sobretudo, as reservas minerais em poder da Vale. O TRF fundamenta-se, particularmente, nos dados levantados Pelo relatório técnico da Coordenação de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ). O laudo dos engenheiros da Coppe aponta diferenças a menor entre os valores informados pela própria CVRD acerca de suas reservas e aqueles indicados pela companhia contratada para avaliar a ex-estatal. A Coppe também concluiu que a empresa avaliadora, Merril Lynch, era sócia de uma potencial compradora da Vale, a Anglo American, o que teria comprometido a lisura do processo de avaliação. Números apontados por esse laudo sugerem que, considerando o volume de suas reservas, a Vale foi vendida por um valor inexpressivo. Comprovada a acusação, ao menos em tese, não se poderia descartar nem mesmo a possibilidade de tornar nula a venda, quase uma década após a sua consumação, em leilão realizado no mês de maio de 1997

Subavaliação das reservas
O controle da CVRD foi arrematado no leilão de privatização, realizado na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, por R$ 3,338 bilhões (cerca de US$ 3 bilhões à época). Passados nove anos, a empresa vale no mercado de ações 25 vezes mais, R$ 84,4 bilhões. Mesmo levando em conta o montante em dólar (US$ 40 bilhões), o valor de mercado da empresa está mais de 13 vezes acima do preço pago pela aquisição do seu controle. Na semana passada, a Vale divulgou que bateu pelo terceiro ano consecutivo recorde de rentabilidade. Foram R$ 10,4 bilhões de lucro líquido em 2005, 61,7% a mais que o de 2004 e o maior já registrado por uma empresa não estatal de capital aberto na América Latina. (também com essa "galinha morta", até eu)
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