quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Campeonato Paulista 2014: quase acertaram



( Isso aqui é apenas um ligeiro rascunho, ou um esboço bastante grosseiro, não foi pensado a fundo e com a  seriedade devida. Isso fica para os experts no assunto. Em todo o caso, é uma sugestão que apresento, na humildade... )

Do Site TERRA, a notícia "FPF apresenta nova fórmula do Paulistão e define grupos para 2014", de onde destaco:

"(...) a nova fórmula de disputa da competição, com quatro grupos, foi desenvolvida para atender o calendário reduzido em virtude da realização da Copa do Mundo ( ... ) No sorteio, os quatro clubes grandes do estado foram selecionados como os cabeças de chave. São Paulo, Corinthians, Santos e Palmeiras, respectivamente, entraram nos Grupos de A a D.
O Tricolor terá pela frente Penapolense, Linense, Atlético Sorocaba e Comercial. O Timão, por sua vez, será acompanhado de Botafogo-SP, XV de Piracicaba, Ituano e Audax. O Peixe foi sorteado ao lado de Ponte Preta, São Bernardo, Paulista e Portuguesa. Por fim, o Palmeiras terá como rivais Mogi Mirim, Bragantino, Oeste e Rio Claro.
Cada time vai realizar 15 partidas na primeira fase. As equipes vão jogar contra todos os times dos outros grupos. Uma equipe que estiver no Grupo 1, por exemplo, só vai enfrentar os adversários dos Grupos 2, 3 e 4. Os quatro times que somarem menos pontos na primeira fase estarão rebaixados para a Série A2 de 2015. Os dois melhores de cada grupo se classificam e se enfrentam nas quartas de final em jogo único. A semifinal também será disputada em jogo único, enquanto a final será decidida na melhor de duas partidas (...)

GRUPOS:

Grupo A: São Paulo, Penapolense, Linense, Atlético Sorocaba e Comercial.

Grupo B: Corinthians, Botafogo-SP, XV de Piracicaba, Ituano e Audax.

Grupo C: Santos, Ponte Preta, São Bernardo, Paulista e Portuguesa.

Grupo D: Palmeiras, Mogi Mirim, Bragantino, Oeste e Rio Claro.


Pois bem, são 20 times, numa disputa com 4 chaves na primeira fase, parecida com a Copa do Mundo da Fifa que, a meu ver, deveria ser a fórmula a ser implantada, com adaptações, em todos os torneios estaduais. Mas a semelhança pára aí. Os membros de cada grupo NÃO competirão entre si.
Para que o campeonato concebido para 2014 pela FPF fosse REALMENTE CURTO, o ideal seria que os times de cada grupo se enfrentassem - entre si, óbvio - em jogos de ida e volta, em vez dessas 15 partidas que farão. Os cabeças de chave teriam o privilégio de fazer seu último jogo em casa. Talvez fosse este o único privilégio. Cada time faria 8 partidas no primeiro turno, portanto. Mas não quero falar do campeonato que teremos em 2014 e sim, daquele, IDEAL, que está na minha cabeça hahahaha

A meu ver, com um pouco de boa vontade, daria para se aplicar perfeitamente a fórmula da Copa do Mundo nos Estados, em sua série principal ( Série A ), com até 32 equipes participando de 8 chaves ( ou seja, extinguiriam-se divisões, se for o caso ) onde houvesse grande quantidade de times, como em SP. 
Só que, no caso dos estaduais, com jogos de ida e volta: na fase de grupos, cada equipe faria 6 partidas. Daria mesmo para adotar esta fórmula em cada divisão estadual, respeitando, claro, o número local de equipes capacitadas a jogar. Deve-se ter em mente que nem sempre a Copa do Mundo foi disputada por 32 seleções.  
Classificariam-se 2 equipes ( pode ser até um número maior, ou haver alguma repescagem ) para jogos eliminatórios, sempre em partidas de ida e volta. No final das contas, com 2 times classificados em cada chave, o campeão terá disputado poucas partidas e o torneio terá sido curto. O objetivo, declarado, deverá ser poupar as grandes equipes, que também travarão duras e mais valorizadas batalhas no Brasileiro, Copa do Brasil, Libertadores, etc.

EXEMPLO
Vamos fingir que há 32 equipes disputando o campeonato paulista, em 8 grupos compostos de 4 equipes ( para facilitar, peguem o grupo A e retirem o Comercial. Fica então: SPFC, Linense, Atlético de Sorocaba e Penapolense ). Cada time jogando ida e volta dentro da chave. O SPFC, assim, disputaria:
- o primeiro jogo em casa contra a Penapolense;
- o segundo jogo fora, contra a Linense;
- o terceiro jogo fora, contra o Atletico Sorocaba;
- o quarto jogo fora, contra a Penapolense;
- o quinto jogo, em casa contra a Linense e
- o sexto jogo, em casa, contra o Atlético Sorocaba.

Vamos dizer que o SPFC se classifique, junto com a Linense em segundo lugar. E assim por diante, em cada uma das 8 chaves. Restaram 16 equipes. Ou, se preferirem, 8 chaves com 2 equipes também jogos de ida e volta. Restarão 8 equipes que disputarão as oitavas de final, classificando-se 4 equipes para as semi-finais. Depois 2 equipes, que disputarão a final. Calculem quantos jogos o campeão terá disputado. Quando foi campeão em 2002, o Brasil jogou apenas 7 partidas, sendo 3 na primeira fase, quando nos classificamos em primeiro da chave, ficando a Turquia em segundo lugar. A diferença, aqui, é que teríamos jogos de ida e volta, e em todas as fases. Também pode-se adotar um sistema em que as 8 equipes melhor classificadas no torneio seriam as 8 cabeças-de-chave no ano seguinte, nem que fosse por formalidade. Se bem que, como mencionei acima, o cabeça de chave poderia ter a vantagem de disputar sua última partida na primeira fase em casa.  

De qualquer forma, se não fiz as contas errado, o campeão terá disputado 14 partidas durante todo o campeonato. 

A Copa do Mundo é disputada em apenas um mês. Na primeira fase, o Brasil jogou suas partidas a 03, 08 e 13 de Junho, ou seja, um jogo a cada 5 dias. Para que a nossa disputa aqui dure, no máximo, 2 meses, ou para que haja maior espaço de tempo entre as partidas, menos clubes disputariam o campeonato. Mas, para que a coisa seja levada a sério, a fórmula adotada pela primeira vez deverá ser respeitada nas próximas disputas. Ou seja, se em 2015 jogarem 32 equipes na série A, nos anos seguintes essa quantidade deverá ser a mesma. 

Os clubes menores, cuja torcida é majoritariamente moradora das cidades onde estão sediados, como por exemplo o Bragantino ou a Inter de Limeira teriam, em tese, poucas partidas a disputar ( partindo do princípio - incerto, é verdade - de que os times grandes e tradicionais monopolizarão as classificações por chave ). Por isso, essas torcidas terão obrigação de comparecer em massa aos jogos disputados em casa, pois haverá poucas chances de ver sua equipe jogar. A verdade é que alguns times disputarão apenas 6 partidas no campeonato inteiro. Mas essas partidas pelo menos não serão deficitárias. Até mesmo um jogo entre Linense e Penapolense poderá ter a casa cheia, nem que seja por "orgulho patriótico". As rivalidades regionais serão enriquecidas e fortalecidas.

O mesmo vale para os times grandes. Os jogos na primeira fase serão "semi-eliminatórios", então as torcidas dos grandes deverão comparecer do mesmo modo que os torcedores das pequenas equipes. Seria um verdadeiro vexame se um Santos ou Corinthans não se classificasse para a segunda-fase...
O preço dos ingressos, por sua vez, poderá ser um pouco mais caro, mas vale lembrar que cada partida será "especial", um evento "raro" e isso justifica o valor desembolsado. Pro resto do ano a FPF poderá pensar em algo que ocupe esses clubes.

Pois bem, esse foi minha sugestão inacabada de como poderia ser uma fórmula razoável de campeonato estadual. Não é pior do que as já adotadas, mas tem como objetivos tornar a disputa mais rápida e menos desgastante, sobretudo para os clubes grandes e, também, manter a existência desses certames considerados longos, extenuantes e sem valor, e que muitos extinguiriam se pudessem.

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