domingo, 29 de setembro de 2013

Obsolescência planejada: armadilha silenciosa na sociedade de consumo



PRODUÇÃO DA DESTRUIÇÃO
O crescimento pelo crescimento é irracional. Precisamos descolonizar nossos pensamentos construídos com base nessa irracionalidade para abrirmos a mente e sairmos do torpor que nos impede de agir

por Valquíria Padilha, Renata Cristina A. Bonifácio

"É comum um telefone celular ir ao lixo com menos de oito meses de uso ou uma impressora nova durar apenas um ano. Em 2005, mais de 100 milhões de telefones celulares foram descartados nos Estados Unidos. Uma CPU de computador, que nos anos 1990 durava até sete anos, hoje dura dois anos. Telefones celulares, computadores, aparelhos de televisão, câmeras fotográficas caem em desuso e são descartados com uma velocidade assustadora. Bem-vindo ao mundo da obsolescência planejada!

Na sociedade de consumo, as estratégias publicitárias e a obsolescência planejada mantêm os consumidores presos em uma espécie de armadilha silenciosa, num modelo de crescimento econômico pautado na aceleração do ciclo de acumulação do capital (produção-consumo-mais produção). Mészáros (1989, p.88) diz que vivemos na sociedade descartável que se baseia na “taxa de uso decrescente dos bens e serviços produzidos”, ou seja, o capitalismo não quer a produção de bens duráveis e reutilizáveis. A publicidade é o instrumento central na sociedade de consumo e um grande motivador de nossas escolhas, pois é por meio dela que geralmente nos são apresentados os produtos de que passamos a sentir necessidade. A função da publicidade é persuadir visando a um consumo dirigido. Para aquecer as vendas, trabalha arduamente para convencer o consumidor da necessidade de produtos supérfluos. É o que Bauman (2008) chama de “economia do engano”. Para Latouche (2009, p.18), “a publicidade nos faz desejar o que não temos e desprezar aquilo que já desfrutamos. Ela cria e recria a insatisfação e a tensão do desejo frustrado”.

A obsolescência planejada

Para mover esta sociedade de consumo precisamos consumir o tempo todo e desejar novos produtos para substituir os que já temos – seja por falha, por acharmos que surgiu outro exemplar mais desenvolvido tecnologicamente ou simplesmente porque saíram de moda. Serge Latouche, no documentário A história secreta da obsolescência planejada,1 diz que nossa necessidade de consumir é alimentada a todo momento por um trio infalível: publicidade, crédito e obsolescência.

Planejar quando um produto vai falhar ou se tornar velho, programando seu fim antes mesmo da ação da natureza e do tempo de uso é a obsolescência planejada. Trata-se da estratégia de estabelecer uma data de morte de um produto, seja por meio de mau funcionamento ou envelhecimento perante as tecnologias mais recentes. Essa estratégia foi discutida como solução para a crise de 1929. O conceito teve início por volta de 1920, quando fabricantes começaram a reduzir de propósito a vida de seus produtos para aumentar venda e lucro. A primeira vítima foi a lâmpada elétrica, com a criação do primeiro cartel mundial (Phoebus) para controlar a produção. Seus membros perceberam que lâmpadas que duravam muito não eram vantajosas. A primeira lâmpada inventada tinha durabilidade de 1.500 horas. Em 1924, as lâmpadas duravam 2.500 horas. Em 1940, o cartel atingiu seu objetivo: a vida-padrão das lâmpadas era de 1.000 horas. Para que esse objetivo fosse atingido, foi preciso fabricar uma lâmpada mais frágil.

Em 1928, o lema era: “Aquilo que não se desgasta não é bom para os negócios”. Como solução para a crise, Bernard London propôs, num panfleto de 1932, que fosse obrigatória a obsolescência planejada, aparecendo assim pela primeira vez o termo por escrito. London pregava que os produtos deveriam ter uma data para expirar, acreditando que, com a obsolescência planejada, as fábricas continuariam produzindo, as pessoas consumindo e, portanto, haveria trabalho para todos, que trabalhando poderiam consumir e assim fazer o ciclo de acumulação de capital se manter. Nos anos 1930, a durabilidade começou a ser propagada como antiquada e não correspondente às necessidades da época. Nos anos 1950, a obsolescência planejada ressurgiu com o enfoque de criar um consumidor insatisfeito, fazendo assim que ele sempre desejasse algo novo. Ainda no pós-guerra assentaram-se as bases da sociedade de consumo atual, por meio do estilo de vida norte-americano (American way of life), baseado na liberdade, na felicidade e na ideia de abundância em substituição à ideia do suficiente.

Os tipos de obsolescência

Podemos considerar três tipos de obsolescência: obsolescência de função, de qualidade e de desejabilidade. “Pode haver obsolescência de função. Nessa situação, um produto existente torna-se antiquado quando é introduzido um produto que executa melhor a função. Obsolescência de qualidade. Nesse caso, quando planejado, um produto quebra-se ou se gasta em determinado tempo, geralmente não muito longo. Obsolescência de desejabilidade. Nessa situação, um produto que ainda está sólido, em termos de qualidade ou performance, torna-se gasto em nossa mente porque um aprimoramento de estilo ou outra modificação faz que fique menos desejável” (Packard, 1965, p.51).

Slade (2006) chama a “obsolescência de função” de “obsolescência tecnológica”, que é o tipo de obsolescência mais antiga e permanente desde a Revolução Industrial até hoje, em razão da inovação tecnológica. Assim, a obsolescência tecnológica, ou de função, sempre esteve atrelada a determinada concepção de progresso visto como sinônimo de avanços tecnológicos infinitos. Os telefones celulares e os notebooks são o melhor exemplo disso. A “obsolescência de qualidade” é quando a empresa vende um produto com probabilidade de vida bem mais curta, sabendo que poderia estar oferecendo ao consumidor um produto com vida útil mais longa. Na década de 1930, faziam-se constantes apelos aos consumidores para trocarem suas mercadorias por novas em nome de se tornarem bons e verdadeiros cidadãos norte-americanos. O último e mais complexo tipo de obsolescência é o da desejabilidade, ou “obsolescência psicológica”, que é quando se adotam mecanismos para mudar o estilo dos produtos como maneira de manipular os consumidores para irem repetidamente às compras. Trata-se, na verdade, de gastar o produto na mente das pessoas. Nesse sentido, os consumidores são levados a associar o novo com o melhor e o velho com o pior. O estilo e a aparência das coisas tornam-se importantes como iscas ao consumidor, que passa a desejar o novo. É o design que dá a ilusão de mudança por meio da criação de um estilo. Essa obsolescência pode ser também conhecida como “obsolescência percebida”, que faz o consumidor se sentir desconfortável ao utilizar um produto que se tornou ultrapassado por causa do novo estilo dos novos modelos.

A lógica da sociedade capitalista precisa criar ou renovar estratégias que favoreçam a acumulação do capital (por meio não só da expropriação da mais-valia na produção, mas também pelo lucro obtido na venda dos produtos). Mészáros (1989) nos mostra que a taxa de uso decrescente no capitalismo é um mecanismo inevitável da produção destrutiva do capital. O autor considera esse fenômeno intrínseco ao modo de produção capitalista, o qual precisa estimular a sociedade descartável para perdurar enquanto sistema econômico hegemônico. Ele diz: “É, pois, extremamente problemático o fato de que [...] a ‘sociedade descartável’ encontre o equilíbrio entre produção e consumo necessário para a sua contínua reprodução, somente se ela puder artificialmente consumirem grande velocidade (isto é, descartar prematuramente) grandes quantidades de mercadorias, que anteriormente pertenciam à categoria de bens relativamente duráveis. Desse modo, ela se mantém como sistema produtivo manipulando até mesmo a aquisição dos chamados ‘bens de consumo duráveis’, de tal sorte que estes necessariamente tenham que ser lançados ao lixo (ou enviados a gigantescos ‘cemitérios de automóveis’ como ferro-velho etc.) muito antes de esgotada sua vida útil” (Mészáros, 1989, p.16).

A sociedade do consumo visa atender às necessidades de acumulação do capital mais do que às necessidades básicas de seus membros. Se a satisfação de todos fosse realmente a finalidade do sistema produtivo, os bens seriam reutilizáveis. Mas, como o capitalismo “tende a impor à humanidade o mais perverso tipo de existência imediata” (Mészáros, 1989, p.20), toda a sociedade fica submetida à lógica de acumulação do capital segundo a qual a não aceleração do ciclo produção-consumo se torna um obstáculo. Assim, a obsolescência planejada passa a ser uma estratégia fundamental para satisfazer as exigências expansionistas do modo de produção capitalista. “[...] quanto menos uma dada mercadoria é realmente usada e reusada (em vez de rapidamente consumida, o que é perfeitamente aceitável para o sistema), [...] melhor é do ponto de vista do capital: com isso, tal subutilização produz a vendabilidade de outra peça de mercadoria” (Mészáros, 1989, p.24).

Tudo acaba virando lixo

A obsolescência planejada é uma tecnologia a serviço do capital. Para aumentar a acumulação de riquezas privadas, o capital devasta, destrói, esgota a natureza. O aumento da riqueza do capital é proporcional ao aumento da destruição da natureza. Na sociedade da obsolescência induzida, tudo acaba em lixo. Quanto mais rápida e passageira for a vida dos produtos, maior será o descarte. A publicidade é o motor que faz toda essa dinâmica funcionar. Esse modelo de sociedade baseada na estratégia da obsolescência planejada está sendo determinante no esgotamento dos recursos naturais (que ocorre na etapa da produção) e no excesso de resíduos (que ocorre na etapa do consumo e do descarte). Magera (2012) salienta que a humanidade, que existe no planeta há milhares de anos, conseguiu alcançar a maioria de todos os avanços tecnológicos e informacionais apenas nos últimos duzentos anos. Mas essa sociedade do consumo, que, em nome do progresso, aumenta o volume e a velocidade das coisas produzidas industrialmente, eleva também o volume de lixo. Ao mesmo tempo, os consumidores não são estimulados a se conscientizar sobre a geração de resíduos. O lixo é algo do qual as pessoas querem se desfazer o mais rápido possível e, de preferência, que seja levado para bem longe.

Leonard (2011) apresenta inúmeros dados relacionados à extração de recursos naturais e à produção e geração de resíduos no final do ciclo. Alguns exemplos: para produzir uma tonelada de papel, são usadas 98 toneladas de vários outros materiais; 50 mil espécies de árvores são extintas todos os anos; os norte-americanos possuem cerca de 200 milhões de computadores, 200 milhões de televisores e 200 milhões de celulares; nos Estados Unidos são consumidos cerca de 100 bilhões de latinhas de alumínio anualmente. A autora mostra que todo o nosso sistema produtivo-consumista, potencializado pelas estratégias de obsolescência, produz uma destruição assustadora dos recursos naturais ao mesmo tempo que aumenta consideravelmente a geração de lixo. Com a taxa decrescente do valor de uso dos produtos, tudo o que o sistema consegue é aumentar a acumulação do capital enquanto aumenta a destruição do planeta.

Produção de tecnologias verdes ou programas de reciclagem não resolvem essa gama de problemas. É urgente rever o modelo de crescimento econômico que se sustenta nos pilares da obsolescência planejada.

Decrescimento econômico

Podemos afirmar que a espinha dorsal desta sociedade de consumo atual é a aceleração do ciclo produção-consumo-mais produção-mais consumo, gerando descarte e resíduos. O consumo é visto como o motor responsável pelo crescimento econômico – entendido como algo sempre bom e necessário – com base em um paradigma produtivista-consumista. A publicidade continua uma aliada fundamental para manter acesa a chama do consumo e da taxa decrescente do valor de uso das mercadorias, fazendo dos consumidores vítimas de uma armadilha invisível.

Rever os princípios que norteiam esse modelo de crescimento econômico é necessário. Inspiramo-nos no movimento recente do decrescimento econômico, que tem o economista francês Serge Latouche como um dos principais expoentes. O PIB não pode mais continuar sendo visto como uma taxa que deve sempre crescer. Não é razoável pensar num crescimento infinito quando o planeta é finito. O movimento pelo decrescimento econômico parece-nos uma saída para muitos dos problemas que apontamos aqui. Não se trata de voltar ao tempo das cavernas, mas sim de parar imediatamente com esse modelo de crescimento, de progresso e de felicidade ancorado na sociedade de consumo. O crescimento pelo crescimento é irracional. Precisamos descolonizar nossos pensamentos construídos com base nessa irracionalidade para abrirmos a mente e sairmos do torpor que nos impede de agir. Latouche diz: “A palavra de ordem decrescimento tem como principal meta enfatizar fortemente o abandono do objetivo do crescimento ilimitado, objetivo cujo motor não é outro senão a busca do lucro por parte dos detentores do capital, com consequências desastrosas para o meio ambiente e, portanto, para a humanidade” (2009, p.4). A nova lógica que deverá ser construída é a de que podemos ser felizes trabalhando e consumindo menos. Nesse projeto, não faz sentido falar em desenvolvimento sustentável – mais um slogan da moda que os capitalistas inventaram. Falar em ecoeficiência é continuar na “diplomacia verbal”.

O assunto não se esgota aqui, obviamente, mas é fundamental desvelar o princípio da obsolescência planejada para que possamos renovar nossas utopias de um mundo onde a natureza seja preservada, onde haja mais presença e menos presente, mais laços humanos e menos bens de consumo.

Valquíria Padilha
Professora de Sociologia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP/USP) e autora de Shopping center: a catedral das mercadorias (Boitempo, 2006).

Renata Cristina A. Bonifácio
Graduada em Administração de Empresas pela FEA-RP/USP.

1 Disponível em: .

Referências bibliográficas
BAUMAN, Z. Vida para consumo. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.
HAUG, W. F. Crítica da estética da mercadoria. São Paulo: Editora Unesp, 1997.
LATOUCHE, S. Pequeno tratado do decrescimento sereno. São Paulo: Martins Fontes, 2009.
LEONARD, A. A história das coisas. Da natureza ao lixo, o que acontece com tudo que consumimos. Rio de Janeiro: Zahar, 2011.
MAGERA, M. Os caminhos do lixo. Campinas (SP): Átomo, 2012.
MÉSZÁROS, I. Produção destrutiva e o estado capitalista. São Paulo: Ensaio, 1989.
PACKARD, V. Estratégia do desperdício. São Paulo: Ibrasa, 1965.
SLADE, G. Made to break: technology and obsolescence in America [Feito para quebrar: tecnologia e obsolescência nos Estados Unidos]. Harvard University Press, 2006


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sábado, 28 de setembro de 2013

"A Indústria da Multa não Existe" em: "Remoção" e "Reforço". A CET faz de tudo para não te multar



( Baseado em fatos reais. Alguns fatos, no entanto, foram omitidos, por serem absurdos demais )

- CET, boa tarde!
- Boa tarde! Aqui é Fulano e gostaria de solicitar fiscalização por motivo de veículo estacionado sobre calçada.
- Um momento, por favor... Ah, agora sim! Qual o endereço?
E Fulano passa o serviço ( "Rua Pires Gumercindo, veículos estacionados na calçada em toda a extensão da rua, lado par; número de referência é o 532..." ). O atendente da CET, gentil e atencioso como sempre, agiliza os trâmites, dá um número de protocolo e diz pro munícipe que a "viatura já foi acionada" etc.
- Oquei, responde Fulano.
- Boa tarde!
- Igualmente, obrigado!

No dia seguinte, munido do protocolo do dia anterior, nosso herói ( Fulano ) liga para a CET, querendo saber o que foi feito de sua solicitação. O atendente faz a busca e explica:
- A viatura não compareceu. O senhor fez "reforço"?
- O quê? "Reforço"? Como assim? Que que é isso?
- O senhor ontem ligou eram umas 15:30hs, correto?
- Sim, e daí?
- Quando for assim, e o senhor perceber que o pedido não foi atendido, volte a ligar ( uma hora depois, mais ou menos ), para "reforçar" a solicitação e...
- UAI! Mas eu telefono pra CET faz mais de 10 anos ( desde 99 mais ou menos ), já consegui até guinchar carros - Que saudade, aliás! - e nunca me falaram disso aí de "reforço"!!
- É...pois é...
- Tá, tudo bem então. Então anota aí: carros sobre calçada, rua Pires Gumercindo...

Sim. Mesmo endereço do dia anterior. O local em questão é uma espécie de calçada-estacionamento e "ponto viciado", onde todos os dias da semana e ao longo do dia inteiro as calçadas são ocupadas por carros, sem dó nem piedade. Comerciantes, moradores, todos se locupletando do espaço do pedestre. 
Como Fulano tem passado por ali quase diariamente nos últimos três anos, e vivenciado in loco o problema, não admira sua revolta ao ver que suas "súplicas", feitas em ritmo febil nesse tempo todo junto ao órgão de trânsito, não surtiram nenhum tipo de efeito. E tendo que escutar vagabundos reclamando duma tal "Indústria da Multa" que existiria em São Paulo. Mas fácil existir o Monstro de Loch Ness.

Pois bem. Novamente Fulano passa o endereço onde o crime acontece sem tréguas. 
Uma hora depois, volta a ligar. O tal do "reforço".

No dia seguinte, o mesmo script. Liga pra CET, passa o número de protocolo para consultar:
- E aí?
- O agente compareceu ao lugar e fez duas "remoções".
Fulano sabe o que é essa tal "remoção". Ele ironiza:
- É quando, depois de deixar as pessoas estacionarem em locais proibidos o dia inteiro, a fiscalização simplesmente pede que o dono do carro, por favor, retire o veículo do local., certo?
- Sim, senhor.
- É um prêmio, na verdade...
- Como, senhor?
- Nada, nada... Bom, pelo menos hoje alguém foi lá. Muito obrigado.
- A CET agradece a sua ligação.

No outro dia, tudo se repete. Não sei por que Fulano insiste nisso. A época em que a CET atuava decentemente já passou. O efetivo é cerca de três vezes menor que o necessário. Se um Prefeito ousar aumentar o número de agentes, a população joga piche e penas nele. O povo é mimado.
Pois bem, nosso herói vai com fé:
- Boa tarde, meu nome é Fulano, tem carro sobre a calçada em toda a Rua Pires Gumercindo etc etc etc
- Pois não, senhor. Numero de protocolo etc etc etc

Uma hora depois, nova ligação e o "reforço"...

No dia seguinte:
- Consultar número de protocolo etc etc etc
- Pois não, senhor. Só um momento.
- Tá bom...
- Olha, o agente foi no local e disse que a denúncia "não procede"...
- COMÉQUIÉ?
- "Não procede."
- Mas, olha, amigo... Eu telefonei praticamente a semana toda, por causa desse local aí. Eu ainda estou de posse dos números onde ontem tinha carro estacionado na calçada. Ontem eu contei 14, hoje tinha bem mais. Ontem eles estavam - anota aí! - no 138, 142, 156, 178, 304, 428, 448, 458, 522, 532, 774, 928. Hoje estavam nos mesmos lugares, eu re-anotei tudo. Hoje só não tinha no 304, mas no 308 e 356 tinha.
- Então, senhor, eu estou olhando no GugolSatelite, e estou vendo que a calçada ali é bastante larga...
- Oras, que seja. A da Avenida Paulista também é e, até onde sei, não é permitido estacionar naquelas calçadas. Lá e em lugar nenhum. O pedestre tem que ser punido pelo fato de ser "favorecido" por calçadas largas?
- Não, mas é que... Olha, eu estou vendo que tem vários "recuos" e...
- Olha só... Eu não dirijo, não sei muito bem como são as leis de trânsito. Eu SEI que ali existem recuos, mas o que tem mais é que o comerciante pinta umas faixa amarelas em plena calçada e toma a vaga pra ele. Isso não é recuo, até eu sei disso. Eu sei dos recuos existentes ali e sei quais são e quais não são.
- Sim, senhor...
- E tem outra coisa!
- O que?
- Ontem eu tinha ligado pra vocês, como relatei alguns minutos atrás...
- Sim...
- Os locais que indiquei foram praticamente os mesmos de hoje, e dei o mesmo número de referência...
- Correto...
- Ontem eu telefonei lá pelas 16:00hs. O sujeito só apareceu depois das 19:30hs. Quase todo mundo já tinha se evadido. Ainda assim ele efetuou duas "remoções", três horas depois do primeiro chamado. 
Então, se existe lá esse monte de "recuos" e "não procedes", dentro de um cenário idêntico ao de hoje, como é que o agente procedeu essas duas "remoções"? Ele verificou que REALMENTE os carros estavam nos locais e ainda deu uma "mãozinha" pros motoristas, certo?
- Certo... 
- Mas aí, hoje é diferente, hoje tem "recuo"? Todos os mais de uma dezena de carros que eu flagrei estavam estacionados em "recuo"? Como é que pode?
- Olha, senhor, eu não sei. Por quê o senhor não entra no site da CET e cadastra o local para uma inspeção regular?
- Eu já fiz isso, e ainda assim continuo telefonando quase diariamente para vocês. Parece até que é proibido multar essa gente, que troço estranho!
- Bom senhor, se o senhor tiver mais alguma solicitação, alguma dúvida...
- Tsk! Não, não, tudo bem, deixa quieto por hoje. Tenha um bom trabalho e obrigado pela atenção.
- A CET agradece a sua ligação.


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Xeque saudita diz que mulheres que guiam automóveis dão à luz bebês com anomalias


Xeque saudita: mulheres que conduzem dão à luz bebês com anomalias

O xeque saudita Salah al-Luhaydan declarou na televisão estatal que a condução automóvel tem um efeito negativo sobre a fertilidade feminina, relata a mídia local.

Segundo ele, os filhos de mulheres que conduzem carros "nascem com anomalias e distúrbios".

O xeque acredita que as mulheres sauditas devem estar gratas ao governo por apoiar a proibição da condução.
Recentemente, a polícia da Arábia Saudita multou seis mulheres no valor de $1.400 por conduzirem sem autorização. ( VR)


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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

EUA têm tecnologias para influenciar clima da Rússia




Garantias americanas de o projeto HAARP ter o objetivo de estudar a aurora boreal não correspondem à realidade. Esta opinião foi emitida pelo presidente da Academia de Problemas Geopolíticos, coronel-general aposentado Leonid Ivashov.

"Eu sei a ciência certa que os americanos criaram um sistema poderoso e exercem influência sobre o clima. Eles ensaiavam e têm conseguido muito. Nós tivemos as unidades que o estavam monitorando, mas depois elas foram eliminadas," disse ele.

Além disso, Ivashov acrescentou que o HAARP não pode ser um projeto pacífico. ( VOZ DA RUSSIA )

MAIS SOBRE O HAARP: 




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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Candidato compra vaga em concurso da Polícia Militar, não é aprovado e tenta reaver dinheiro investido



Sílvia Mendonça – Do CorreioWeb

O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) decidiu extinguir uma ação ajuizada por um candidato do concurso da Polícia Militar de Goiás (PMGO), que queria receber de volta o dinheiro investido na “compra” mal sucedida de uma vaga para o cargo de soldado da corporação.

De acordo com o autor do processo, ele teria sido enganado por dois sujeitos que prometeram conseguir uma vaga no concurso pelo valor de R$ 8 mil. Desta forma, foi combinado que o candidato pagaria R$ 4 mil antes do processo seletivo e o restante quando fosse aprovado. No entanto, neste meio tempo, o esquema dos dois suspeitos foi descoberto e eles condenados por estelionato por tentar fraudar concurso.

Se sentindo injustiçado, o candidato entrou com um pedido para reaver a quantia previamente investida. Com isso, uma decisão liminar estabeleceu a penhora da renda do aluguel da propriedade de um dos dois envolvidos no crime, que decidiu recorrer à sentença.

A relatora do ação, desembargadora Beatriz Figueiredo Franco, decidiu que o caso se refere a negócio jurídico ilícito “a merecer reprovação não só no juízo criminal, mas também no cível”. Segundo a magistrada, os artigos 166 e 883 do Código Civil preveem a nulidade desse tipo de negócio. Beatriz destacou, ainda, que embora o autor da ação afirme ter sido induzido em erro, ficou clara sua intenção de fraudar o concurso. “Não teria sido enganado se também não tivesse a intenção de fraudar a administração pública com a 'compra' da vaga”, ressaltou.


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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A força da opinião pública ( ficção )


Jesualdo trabalhava há uns bons pares de anos naquela banca de jornais em São Paulo. O estabelecimento se localizava na Zona Oeste de São Paulo num bairro de classe-média pretensamente ilustrada, e possuía uma boa clientela. E, por extensão, um bom faturamento.

Certa vez apareceu lá um sujeito, doravante denominado CRAPPC, ou "Consumidor Respeitável Apenas Pela Posição de Consumidor" até que eu mude de idéia:
- Tem a XXXX ( nome da publicação ) desta semana?
- Tem. Aqui., respondeu Jesualdo

O CRAPPC olhou a capa, deu uma folheada na revista e já foi comentando, sem que tenha sido solicitado:
- E esse escândalo, heim?

Safo e macaco velho que era, Jesualdo, funcionário da banca, nem se fez de rogado. Fingiu que não escutou. Apenas respondeu:
- São dez reais e noventa.

O CRAPPC encarou Jesualdo, tirou a grana do bolso, pagou, pegou a revista e foi embora. 

No sábado seguinte, a cena meio que se repete. O "escândalo" na capa da revista, o comentário "amistoso" ( e não solicitado ), a encarada, etc.

No sábado posterior, o mesmo filme. Só que, em vez de aceitar a "ignorada" de Jesualdo, o CRAPPC resolveu demonstrar sua insatisfação. Foi lá dedurar pro chefe de Jesualdo, quando este último saiu pro horário do café:
- Bom dia...
- Bom dia!
- O senhor é o proprietário do estabelecimento? 
- Sim, sou. Em que posso ajudá-lo?
- Esse seu funcionário...
- O Jesualdo? Que que tem?
- Ele não atende o cliente bem.
- Como assim? O que ele fez? Maltratou o senhor?
- Bem... Não. Quer dizer, a gente fala com ele e ele não responde.
- Mas como assim?

Então o cliente e cidadão de bem, que foi lá fazer a caveira do funcionário sub-remunerado, queixou-se de ter sido "ignorado". Justo ele, um cliente de prestígio, uma referência no bairro, um pilar de nossa sociedade, uma bússola moral da Nação...

- Mmmm. Então o senhor fez um comentário sobre a matéria da revista e o Jesualdo não respondeu? Isso é muito sério...
- Não é? Pense bem. As empresas fazendo das tripas coração para crescer no mercado. Você tem que cativar o cliente. Tratá-lo muito bem. Tem que dar atenção irrestrita. Conversar e ser todo ouvidos. PRINCIPALMENTE ser todo ouvidos...

( Em resumo: bajular essa gente )

O patrão entendeu o recado:
- Pode deixar, senhor...
- ... DOUTOR Rebouças!
- Sim, certo, doutor Rebouças! Eu vou falar com ele! Da próxima vez não haverá próxima vez! Cliente a gente tem que tratar como rei.
- Isso mesmo! É isso que eu quero ouvir. Tenha um bom dia!

Jesualdo volta do café e o patrão dá-lhe a reprimenda. Os clientes [ sic ] estão reclamando do comportamento de Jesualdo [ sic, sic ]. Tem que dar atenção irrestrita. Conversar e ser todo ouvidos.
Jesualdo questiona:
- Foi aquele velho chato, que veio me encher com aquela capa da revista? 
- Sim - respondeu o patrão -, quer dizer, não! Foram umas pessoas aí...
- Mmmm, sei. Olha, "essas pessoas aí" vão me desculpar, mas eu não quero saber de conversa. Tô nessa profissão há anos e eu sei muito bem que discutir com freguês não dá certo. Você fala "x", ele fala "y", cada um defende seu lado, e fica maior troço chato. Não dá certo. E você sabe que eu nem gosto muito de papo. Só serve pra atrasar o serviço.
- Ó, Jesualdo, tem que conversar e dar atenção pro freguês, digo, pro cliente.
- Mas eu já não faço isso, não dou atenção? Minha conduta é exemplar. Até a Dona Virgulina, casca-de-ferida total, já me elogiou.
- É, que seja. Mas estão reclamando e eu quero ver você melhorar seu comportamento. Os tempos estão difíceis e...
- Tá, já sei, já sei.
- Não vem com rebeldia! Ele é um senhor muito distinto. Se ele falar mal da gente por aí, vai queimar o filme da banca. Esses caras têm um poder de convencimento muito forte.

No outro sábado, doutor Rebouças aparece logo cedo e pega a sua XXXX. Olha a capa, que fala do novo escândalo e comenta na maior cara-de-pau pro Jesualdo:
- Essa turma não tem jeito, heim? Tão aí, ó, só roubando.
Dessa vez, Jesualdo responde.
- Tem razão!
- Não é verdade?
- Tem toda razão!
- Só cadeia pra eles, heim?
- Nunca vi nem ouvi tanta razão vinda de uma só pessoa.

Sim. Jesualdo estava concordando caricatamente com tudo o que Rebouças, digo, doutor Rebouças dizia. Se este elogiasse Hitler o jornaleiro assentiria sem pestanejar. 
E doutor Rebouças não demorou para "pescar" isto. E, como bom dedo-duro, voltou a se queixar ao patrão de Jesualdo. Aquilo não podia continuar assim. Doutor Rebouças adorava um palanque. Adorava ser o centro das atenções. Adorava debater e, assim, pavonear-se de seus conhecimentos. De preferência com alguém que ele, dr. Rebouças, julgasse aquém de suas capacidades intelectuais. Não entrava no jogo para perder. 

E o patrão de Jesualdo foi lá falar com o funcionário. Pôxa, a freguesia, digo, a clientela está bastante aborrecida com este comportamento rebelde do Jesualdo. 
- Vê lá, heim? - advertiu o patrão do Jesualdo.
- Tá bom, tá bom!

Veio outro sábado. E doutor Rebouças veio todo serelepe. Escutou a propaganda de sua revista predileta no rádio. A edição desta semana estava bombástica. Agora o governo dos ladrões cai, sem apelação.
- Você não acha?, pergunta a Jesualdo.

Com um olhar piedoso, Jesualdo fita o cliente. Suspira. Faz um "Tsk!". Olha pro chão, depois pra gaveta do caixa. Depois pro cliente e, em seguida, pro pote de doce de banana. Suspira novamente. Respira fundo e...
- Não, não acho.
- C-como é?, assustou-se o freguês. Como ousa?

E Jesualdo passou a desfiar um rosário de argumentos que demoliam cada vírgula da argumentação de doutor Rebouças. A cada "Ah" que doutor Rebouças emitia sofregamente, recebia uma saraivada de argumentos contrários, sólidos e demolidores. Irresistíveis e irrefutáveis. Jesualdo parecia, tipo, o Mike Tyson no auge. Mal dava tempo do doutor Rebouças se recuperar de um golpe, recebia dois ou três mais potentes na sequência.
"Surra" é uma palavra polida pro que ocorreu. Uma chacina. Que não teria ocorrido, se doutor Rebouças tivesse deixado Jesualdo quieto em seu lugar.

Como não poderia ser de outra forma, doutor Rebouças tornou a se queixar com o patrão de Jesualdo, reclamando que seu funcionário gostava de ficar discutindo com os clientes, e isso não era bom pros negócios.

- Pode deixar que eu vou falar com ele!
- Tem que falar, e logo. Senão o senhor vai acabar perdendo toda sua freguesia.
- É...

Doutor Rebouças continuou comprando naquela banca, só que fora do horário de Jesualdo. Este, por sua vez, pouquíssimo tempo depois dos fatos narrados acima, pegou suas economias, comprou uma banca na rua de cima e, com o passar do tempo, roubou toda a freguesia do antigo patrão. Só o doutor Rebouças continuou fiel ao ex-patrão de Jesualdo.

Os negócios de Jesualdo vão muito bem, e a clientela já sabe:
- Aqui eu só converso amenidades. Se quer, quer, se não quer, tem a banca de baixo.

E o ex-patrão de Jesualdo tem que ficar aguentando a conversa cacete do doutor Rebouças. Um sujeito que ninguém no bairro gosta, aliás.


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Sinais do Apocalipse: Israel pode substituir todo dinheiro do país por transações com chip.


O governo cria uma comissão para estudar como eliminar dinheiro e mudar a economia israelense.

Duas semanas atrás, o governo de Israel anunciou a criação de uma comissão que irá estudar formas de eliminar o dinheiro circulando no país. Segundo foi anunciado, seria a melhor maneira de impedir os cidadãos de sonegar impostos. O comitê será presidido por Harel Locker, diretor do Escritório do Primeiro-Ministro.

O dinheiro de papel seria substituído por transações eletrônicas, feitas com cartões de chip. Com as novas tecnologias, os bancos podem controlar quanto as pessoas tem em suas contas e quanto podem retirar. As empresas de cartão atuais registram quanto as pessoas gastam mas o governo não tem controle.

Os membros do grupo de estudo incluem a Polícia Federal de Israel, a Autoridade Tributária, a  Autoridade Governamental de Lavagem de Dinheiro e Terror, o Banco Federal de Israel e funcionários da Procuradoria do Estado, entre outros.

O consenso é que o dinheiro como é atualmente usado permite que as pessoas usem subterfúgios para fugir dos impostos. Não há como rastrear muitas das transações feitas em cash e utilizando “laranjas”. Em uma economia sem dinheiro, todos os registros são eletrônicos, e os impostos seriam cobrados em tempo real. Para a economia do país é uma questão muito mais confiável, já que taxas administrativas sobre as transações eletrônicas são comuns em Israel.

Funcionários no gabinete do primeiro-ministro justificam: “em todo o mundo, sabe-se que o dinheiro é um elemento-chave da economia ilegal e da lavagem de dinheiro. Ele permite a existência de uma grande diferença entre os rendimentos relatados e real… Ao eliminar o dinheiro vivo, será possível ampliar a base de tributação e prevenir a lavagem de dinheiro”.

O comitê não estabeleceu um prazo para a decisão final, mas o tamanho do país pode colaborar para que seja rapidamente implantado. Cédulas e moedas representam menos de 10% da economia dos países da zona do Euro e de 7% nos EUA, segundo o Banco de Compensações Internacionais, organização que reúne os bancos centrais do mundo.

Ano passado, a Suécia anunciou que estava criando um sistema de economia totalmente digital, baseado em chips especiais para smartphones. Eles seriam acessados pelas impressões digitais, como o que já está presente na nova geração de iPhones.

Oscar Swartz, fundador do maior provedor de Internet da Suécia, diz que um dos problemas é justamente deixar um “rastro” das transações.  “A pessoa deve ser capaz de gastar seu dinheiro sem ser rastreado o tempo todo”, diz ele, levantando a questão da privacidade.

Mas esse exatamente é um dos argumentos dos governos para abdicar do papel-moeda, a capacidade de identificar de onde o dinheiro está saindo e para onde vai.

A Inglaterra já tem um sistema em fase de testes, que funciona tanto em lojas quanto para pagamento de ônibus.  Na Ásia, o sistema “payWave” já é popular e acabou com o tempo de espera para pagamento em lanchonetes, postos de gasolina e cinemas, por exemplo. 
Basta passar com seu cartão com chip perto do caixa eletrônico e clicar um botão concordando com o desconto do valor em sua conta.

A dificuldade, por enquanto, é unificar pagamentos via internet, cartões de crédito e dinheiro vivo. Uma unificação do sistema parece ser o único caminho, mas a questão central é quem controlará a emissão desse dinheiro virtual, elemento básico da economia de um país.

Os especialistas em profecias há muito indicam que o cumprimento de Apocalipse 13:16 viria pela substituição do dinheiro por algum sistema eletrônico e biométrico, entendido assim: “A todos, os pequenos e os grandes e os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte (testa), para que ninguém possa comprar ou vender, se não aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome”. Com informações Israel National News, Inquirer e Independent. ( GOSPEL PRIME )

PS: Ou não...


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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Enquanto isso, uma doce velhinha procura algo para presentear sua neta e... ( ficção )


Uma doce e bondosa velhinha vasculha uma aprazível lojinha de presentes, em busca de algo aprazível para presentear sua doce e bondosa netinha. Um mimo de criança. Ou "kid", como se diz hoje em dia no Brasil. Ao fundo, uma doce e aprazível melodia alegrinha.

Nossa doce e bondosa velhinha dá de cara com um lindo e aprazível boneco "FILHO DO BEBÊ DIABO". Um encanto de brinquedo. "É esse mesmo!", pensa a simpática e idosa consumidora. Pega o brinquedo e se dirige ao caixa.

Chegando no caixa, inicia uma conversa:

- Minha netinha adora bonecas e...

A velha fica quase 10 minutos falando da vida à pobre moça do caixa. Fala de tudo. Desde o lumbago e o bico-de-papagaio até a quantidade de filhos que casaram, passando pelas mudanças no bairro desde que ela foi morar ali ( "Só tinha terra e grilo!" ). Depois de longos e torturantes minutos, finalmente nossa doce e bondosa velhinha consumidora volta ao assunto "boneco":

- Ah, sim...! Então, minha netinha adora bonecos e com certeza vai amar este aqui!

Amarela de fraqueza, provocada pelo papo-vampírico da doce e bondosa velhinha, a caixa olha pro boneco diante de si. 

De repente, o bichão começa a se mexer e dá uma baita e satânica encarada na pobre e esforçada comerciária sub-remunerada. E faz 'GRRRAAARRRR!"

A pobre e amarelada funcionária recobra a cor pelo susto. Tremendo, ela olha pra velhinha, que procura na carteira o dinheiro para pagar pelo doce e inocente brinquedo. E diz:

- Posso te falar uma coisa?

A doce velhinha responde:

- Claro que sim, minha querida!

Antes que pudesse avisar a idosa do Mal que a espreitava, a pobre e sub-remunerada funcionária sente um cutucão na canela.

Era o patrão, que acompanhava o desenrolar da negociação. Antes que a moça estragasse tudo, o lojista ( para não fugir à regra ) morto-de-fome e mercenário resolveu intervir. Em vez de avisar a cliente do perigo, preferiu efetivar logo a venda e auferir algum lucrinho. Pra intervir quando a velhota estava alugando os ouvidos da funcionária com aquela conversa cacete, necas!

Acuada, a moça do caixa engole em seco e diz:

- Que tal se a senhora pagar no cartão de crédito QUIZA?

- Boa idéia, minha filha. Boa idéia.

( *** )

Uma semana depois, manchete no jornal popular sanguinolento:
"FAMÍLIA INTEIRA TRUCIDADA NA ZONA SUL. EXORCISTA DIZ QUE BONECO SATÂNICO É O CULPADO"

Folheando o jornal, o patrão morto-de-fome mostra a notícia pra funcionária esforçada e sub-remunerada e diz:

- Da próxima vez, melhor pedir pro freguês pagar no débito. Esse a gente não recebe mais e vamo ficá no prejú.


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A polêmica da vida após a morte, por Xênia Bier


A novela Joia Rara, que ainda nem estreou  [ N do Blog: o texto já tem alguns dias de publicação e a essa altura a novela já está no ar ], promete causar polêmica. Li no jornal Folha de São Paulo uma matéria com religiosos discordando que o tema reencarnação deva ser apresentado em uma novela com milhares de telespectadores. Acredita um deles que esse assunto deve ser abordado com muito cuidado e mais profundamente. E já, já a Igreja Católica também vai dar seu pitaco. É curioso como esse tema desperta polêmica.

As religiões que não aceitam sentem-se ameaçadas diante da possibilidade de realmente existir a reencarnação. Entende-se, porque assim dispensa-se um intermediário para falar com Deus. A reencarnação remete a pessoa direto para a aceitação de sua provação ou carma. A pessoa sabe que está pagando uma dívida contraída em vidas passadas e que ninguém pode ajudá-la. Terá que trabalhar internamente e encontrar forças para vencer.

Não sei você, cara leitora, mas me parece a forma mais justa para saldar os nossos erros. Não dá mais para crer em céu e inferno. Estamos passando no mundo por uma crise de credibilidade, decência e honradez em todas as religiões. E a humanidade, infelizmente, precisa de um limite que bem ou mal as religiões ditavam. Agora essa humanidade está soltando a fera que existe dentro dela. Se antes havia um temor a Deus, com a derrocada das religiões, parece que Ele morreu. Mas não abusem, pois se a justiça dos homens falha, a justiça divina não falha nunca e a reencarnação é a sentença mais justa na minha opinião. Você faz, você paga. É o carnê cósmico pago vida a vida. [ ANAMARIA ]

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domingo, 22 de setembro de 2013

Por acidente, EUA quase jogaram bomba nuclear sobre si mesmos, mostra documento


ED PILKINGTON

DO "GUARDIAN", EM NOVA YORK

Um documento secreto inédito, que o "Guardian" publica depois que sua classificação de confidencialidade foi alterada, revela que a Força Aérea dos EUA chegou dramaticamente perto de detonar uma bomba atômica sobre a Carolina do Norte cuja potência teria sido 260 vezes maior que a da arma usada para devastar Hiroshima.

Obtido nos termos da Lei de Liberdade de Informação americana pelo repórter investigativo Eric Schlosser, o documento traz a primeira prova de que os EUA escaparam por muito pouco de um desastre de proporções monumentais quando duas bombas de hidrogênio do modelo Mark 39 foram lançadas acidentalmente sobre Goldsboro, Carolina do Norte, em 23 de janeiro de 1961.

As bombas caíram após um bombardeiro B-52 se desfazer em voo, e uma das armas se comportou do exato modo como uma arma nuclear foi projetada para funcionar em guerra: o paraquedas de arrasto se abriu, os mecanismos de detonação foram ativados e só um comutador de baixa voltagem impediu uma carnificina inimaginável.

Cada bomba tinha potência explosiva de quatro megatons --o equivalente a 4 milhões de toneladas de TNT. Se a arma tivesse explodido, uma onda fatal de radiação se espalharia sobre Washington, Baltimore e Filadélfia e chegaria a Nova York --pondo milhões de vidas em risco.

Ainda que tenham surgido especulações persistentes quanto à margem ínfima de escape do acidente em Goldsboro, o governo americano negou repetidamente em público que seu arsenal nuclear tenha colocado em risco as vidas de cidadãos do país devido a falhas de segurança.

Mas, em documento recentemente publicado, o engenheiro Parker F. Jones, dos laboratórios Sandia (ligados ao Departamento de Energia dos EUA), avaliou que as bombas que caíram sobre a Carolina do Norte três dias depois do discurso de posse do presidente John Kennedy eram inadequadas em seus controles de segurança e que o comutador final que impediu a detonação poderia facilmente ter sofrido um curto-circuito, o que causaria uma detonação nuclear. "Teria sido uma péssima notícia, a pior possível", ele escreveu.

Jones deu ao seu relatório sigiloso, escrito oito anos após o acidente, o sarcástico título "Goldsboro, ou como eu aprendi a desconfiar da bomba-H" --uma referência a "Dr. Fantástico", filme que Stanley Kubrick lançou em 1964 e trazia o subtítulo "como aprendi a não me preocupar e amar a bomba".

O acidente aconteceu quando um bombardeiro B-52 enfrentou problemas depois de decolar da base Seymour Johnson da Força Aérea para um voo de rotina sobre a Costa Leste norte-americana.

O avião entrou em parafuso, e as duas bombas de hidrogênio que ele transportava se soltaram. Uma delas caiu num campo perto de Faro, na Carolina do Norte, com o paraquedas preso aos galhos de uma árvore; a outra mergulhou em um riacho perto da Big Daddy's Road.

Jones constatou que, dos quatro mecanismos de segurança da bomba que caiu em Faro, cujo objetivo era impedir a detonação acidental, três foram desativados pela queda ou não funcionaram como planejado.

Quando a bomba atingiu o solo, um sinal de detonação foi enviado ao núcleo atômico da arma, e apenas o comutador, altamente vulnerável, impediu uma calamidade. "A bomba Mark 39 modelo 2 não conta com segurança adequada para o papel de alerta aéreo exercido pelo B-52", concluiu o engenheiro.

O documento foi localizado como parte da pesquisa para um novo livro de Schlosser sobre a corrida nuclear, "Command and Control" (comando e controle).

Schlosser descobriu que pelo menos 700 acidentes e incidentes "significativos" envolvendo 1.250 armas nucleares foram registrados de 1950 a 1968.

"O governo norte-americano vem consistentemente tentando ocultar informações do povo do país a fim de impedir que perguntas sejam feitas sobre nossa política de armas nucleares", diz ele.

"Fomos informados de que não havia possibilidade de essas armas detonarem acidentalmente, mas em pelo menos um caso a detonação quase aconteceu."

Tradução de PAULO MIGLIACCI



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sábado, 14 de setembro de 2013

Garotas exorcistas querem salvar Reino Unido dos feitiços de Harry Potter


Jovens norte-americanas viajam até ao Reino Unido com objetivo de 'salvar' os ingleses que estão sob os feitiços de Harry Potter.

Savannah Scherkenback, de 21 anos, Tess Scherkenback e Brynne Larson, ambas de 19 anos, são três jovens norte-americanas, do estado do Arizona, que fazem exorcismos. As raparigas estão no Reino Unido para gravar um documentário para a BBC e para ‘salvar' os ingleses dos feitiços de Harry Potter.

O trio chegou recentemente Londres, onde mais de 100 pessoas irão participar num exorcismo conjunto na igreja Mile End's Amazing Grace. "Há uma sensação horrível demoníaca" no Reino Unido, afirmam as jovens.

Savannah, Tess e Brynne acreditam que o país foi corrompido devido a Harry Potter, cujos feitiços, segundo as exorcistas, são reais. O grupo vem para "dar cabo dos demónios". Savannah avisa: "Os ingleses estão debaixo de um forte ataque do inimigo".
Emma, de 31 anos, percorreu mais de 160 quilómetros só para assistir ao exorcismo coletivo, pois está convencida que comeu uma tarte envenenada. "Eu tinha uma dor ardente nas pernas e nas costas, ouvia vozes aos gritos dentro da cabeça e sentia o cheiro a carne podre, como se estivesse a morrer", disse ao jornal ‘The Mirror'. Mas, ao que parece, a viagem não compensou. Emma está irritada com as jovens norte-americanas, pois afirma que não lhe quebraram a maldição como devia ser.

DOCUMENTÁRIO NA BBC

Outro dos objetivos da viagem a Londres prende-se com a realização de um documentário que irá ser transmitido pela BBC Three, na próxima semana. O realizador, Dan Murdoch, embora seja um cético em relação à arte do exorcismo, tem a certeza que "independentemente do que fazem resulte a longo prazo, elas acreditam genuinamente que conseguem ajudar as pessoas".
Inglaterra é apenas a primeira paragem para as adolescentes exorcistas. As três jovens querem continuar a libertar o mundo dos demónios. Rússia, Arménia e Ucrânia são os próximos destinos, locais onde o alcoolismo é frequente - os vícios, segundo as jovens, podem ser curados através dos exorcismos.

Além de exorcistas, as três jovens são cinturões negros de karaté, o que, segundo as próprias, as ajuda a ganhar forças contra a escuridão. "Nós conseguimos defender-nos e lutar as batalhas", disse Savannah ao ‘The Mirror'. Cada exorcismo custa cerca de 200 libras (aproximadamente 238 euros) e a pessoa tem de preencher um inquérito, de 12 páginas, para comprovar que não está ‘apenas' mentalmente doente.

Bryanne explicou ao jornal britânico que o exorcismo é real e que fez o primeiro quando tinha 13 anos: "Eu não faço isto para as câmaras. Isto é vida ou morte. Satanás odeia-nos e odeia Deus, mas eu procuro o triunfo do bem". Ao que Tess acrescenta: "Os demónios são maus, violentos e cruéis. Não há nada que os possa redimir".

As raparigas são orientadas por Bob, um reverendo evangelista e pai de Brynne, que retira demónios do corpo das pessoas num programa de televisão. O reverendo já fez e filmou um exorcismo de ‘um demónio homossexual' num homem. Está ainda disponível um website com produtos e serviços de merchandising, como por exemplo, ‘testes para saber se se está possuído pelo diabo ou por algum dos seus escravos'. ( CM )



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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Viver com menos


Alguns nadam conta a corrente do consumismo e pregam que a vida com poucos bens materiais é bem mais satisfatória.



De quantos objetos você precisa para ter uma vida tranquila? Certamente o kit essencial inclui peças de roupas, celular, cartões de crédito, móveis e eletrodomésticos como cama, geladeira, fogão, computador, e uma casa para guardar tudo isso. Talvez você também tenha um carro e acredite que para levar uma vida plena só precisa de mais aquela casa na praia. Se dinheiro não for um empecilho, a lista pode aumentar. Não é preciso ir muito longe para perceber que vivemos cercados por uma enorme quantidade de objetos e acabamos gastando boa parte do tempo cuidando de sua manutenção: um carro que quebra, o smartphone sem sinal, a tevê que ficou muda e – graças a Deus – ainda não saiu da garantia. E lá vamos atrás da assistência técnica ou de uma loja.

O objetivo pode ser tornar a vida mais fácil e confortável, mas muitas vezes acabamos reféns de nossos próprios objetos de desejo. “Um dos lugares que ostentam as consequências do consumo excessivo são os engarrafamentos. Diante do sonho do carro próprio, as pessoas preferem ficar presas num engarrafamento do que andar de transporte público”, exemplifica Estanislau Maria, assessor técnico de conteúdo do Instituto Akatu, entidade que trabalha pelo consumo consciente. Estanislau não tem dúvidas de que nosso papel de consumidor precisa ser repensado. “Vivemos na sociedade do excesso e do desperdício. É o modelo de vida norte-americano do pós-guerra, que herdamos no Brasil”, afirma.

Mas de quantas dessas coisas de fato precisamos e quantas não são apenas desperdícios de espaço, de dinheiro e de tempo? Algumas pessoas levaram esse questionamento a sério e decididam repensar seus hábitos de consumo. Elas apostam numa teoria simples: quanto menos coisas possuímos, mais descomplicada e feliz será a vida. A psicóloga Marina Paula está nessa turma. “Sempre procurei questionar essa ideia que ouvimos o tempo todo, de que temos que ter um determinado produto”, explica a jovem de 28 anos, moradora de Curitiba. Depois de refletir sobre o que lia em blogs pela internet, ela decidiu que estava pronta para colocar em prática um desafio pessoal: ficar um ano sem comprar. É claro que algumas exceções estavam contempladas, como alimentos, remédios e produtos de limpeza. Mas os itens que ela estava acostumada a adquirir todo mês, como livros, revistas, DVDs, roupas, produtos de beleza e utensílios domésticos, foram sumariamente cortados.

No fim de maio de 2012, o teste foi concluído. Olhando para trás, Marina recorda que o mais difícil não foi resistir à tentação de lojas e promoções, mas adquirir novos hábitos. “Surpreendentemente, o mais difícil foi preencher o tempo que eu gastava comprando. De repente me vi com todo esse tempo livre, que antes gastava em passeios no shopping e em outras lojas”, relembra. Aos poucos, os minutos que ela ganhou foram sendo direcionados para atividades que lhe traziam bem-estar, como curtir os amigos. De certa maneira, a psicóloga acha que trocou a aquisição de novos bens materiais por um pouco mais de felicidade. “Essa proposta mudou meus hábitos de consumo. Hoje eu chego às lojas com uma visão diferente”, conta.

Simplicidade

Como cidadã do século XXI, Marina contou a sua experiência no blog Um ano sem compras ( umanosemcompras.blogspot.com.br ) e acabou inspirando Luciana Monte, funcionária pública de 34 anos que mora em Brasília. Ela decidiu passar o ano de 2012 também em dieta de consumo. “Nunca fui tremendamente consumista, mas eu realmente comprava muito mais do que precisava. Meu guarda-roupa estava lotado, várias peças ainda tinham etiqueta e outras acabavam sendo doadas depois de pouquíssimo uso. Também tinha vários DVDs e livros ainda lacrados. Eu comprava muito mais do que precisava, as coisas iam se acumulando e eu não as aproveitava – e continuava comprando”, conta.

Por que compramos coisas que sabemos que não iremos usar? Para Mário René, coordenador da pós-graduação em ciência do consumo na Escola Superior de Propaganda e Marketing ( ESPM ), a diferença entre o que precisamos e o que desejamos acaba se confundindo na cabeça do consumidor em meio à enxurrada de publicidade que recebemos todos os dias. “Os objetos que compramos geralmente se encaixam em três categorias: a das necessidades, a dos desejos e outra que eu gosto de chamar de ‘necejos’, os objetos de desejo que, por imposição da publicidade, acabam se tornando uma necessidade”, define Mário.?

Tão necessários que, no início, Luciana Monte teve que lutar contra a corrente do marketing. “Eu estava acostumada a passear uma ou duas vezes por semana no shopping, e quase sempre voltava com alguma coisinha. Parei de frequentar esses ambientes nos primeiros meses do desafio, pra não cair em tentação. Também retirei o meu e-mail de vários cadastros de lojas online que oferecem promoções tentadoras e fazem você pensar que precisa aproveitá-las”, relembra. Apesar do esforço, no final do desafio, o balanço – não só financeiro – foi positivo. “Foi proveitoso para desfazer hábitos de consumo e reavaliar onde quero gastar meu dinheiro. Será que preciso de mais um vestido ou é melhor fazer uma poupança para a próxima viagem?”, explica.

Marina e Luciana são, mesmo que inadvertidamente, representantes do minimalismo, um movimento que não é novo, mas tem ganhado força com dezenas de blogs sobre o assunto.

Como toda corrente de pensamento, o minimalismo – também conhecido como “consumo mínimo” ou “simplicidade voluntária” – não é uniforme, mas flexível e sem manual. Alguns, por exemplo, acreditam que é preciso ir além do período sabático.

Nada além do essencial

O americano Dave Bruno, professor de história na Universidade Nazarena de Point Loma, em San Diego ( Califórnia ), é um deles. Em 2008, ele decidiu assumir o desafio de viver um ano com apenas 100 itens, incluindo roupas, livros, aparelhos eletrônicos, lembranças de família e objetos pessoais. Bruno abriu exceções para os bens que também eram usados pela mulher e os filhos, como móveis e eletrodomésticos, mas ainda assim o esforço foi enorme. Apesar de sua atitude ter sido considerada radical por muitos, ele acabou conquistando seguidores ao redor do mundo, ganhou a atenção da mídia e publicou o livro The 100 things challenge ( O Desafio das 100 Coisas, em tradução livre ).

Outros procuram ir ainda mais fundo, vivendo sem casa e com apenas 50 itens. Há quem pregue o desafio de ficar um ano sem comprar nada, vivendo na base de trocas e doações. Mas também há quem pergunte se a obsessão pelo consumo deve ser substituída pela obsessão do não consumo.

Alguns alertam que o minimalismo não trata apenas da quantidade ou do valor dos itens que se encontram em nossas casas. “Minimalismo é viver com o essencial, e cada pessoa decide o que é essencial para si. Então, por definição, o minimalismo sempre será algo subjetivo e individual”, diz o escritor carioca Alex Castro.

Ele sabe do que fala. Depois de se livrar de todos os itens que acreditava não acrescentar valor em sua vida, Castro se mudou de um apartamento amplo em Jacarepaguá para um conjugado no Arpoador, bairro nobre da zona sul do Rio de Janeiro. Nesse ponto, começou a ser interpelado por seus leitores: “Puxa, é muito fácil ser minimalista no Arpoador”, ouvia.

A resposta de Alex é simples: “Todo mundo que mora numa casa ou apartamento grande em uma área mais barata da cidade poderia, pelo mesmo valor, morar em um cubículo mais bem localizado. Essa é uma revolução minimalista. Para mim, na prática, só foi possível ser minimalista no Arpoador. Só assim me forcei a ter menos tralha e mais experiências”, completa. ( PLANETA )


A celebração do consumo

O Fetichismo da mercadoria na obra de Karl Marx


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