quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Tecnologias sensacionais de nosso tempo: roupa de porco-espinho contra zumbis

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Você já deve ter visto um zumbi. Já deve até mesmo ter "tombado" com algum por aí. Na verdade, o zumbi é que deve ter trombado com você, na rua.
O quê? Não acredita na existência de zumbis nem de vampiros e lobisomens? Sinto informar-lhe, mas zumbis existem, sim senhor.
Bem, uma coisa que você tem que ter em mente é: o zumbi não se parece em nada com a imagem que a cultura hollywoodiana nos vendeu. Os verdadeiros zumbis não estão mortos; nem tampouco são podres e vestem andrajos. E muito menos atacam as pessoas para comer-lhes seus cérebros. Nada a ver também com feiticeiros vodu haitianos.
Não. O verdadeiro zumbi está vivinho da silva e se veste tão bem quanto eu e você. Melhor que eu, eu tenho certeza, já que vaidade não é meu forte.

IDENTIFICANDO O ZUMBI
Estas pequenas indicações servirão pro leigo que queira reconhecer um zumbi em meio às multidões. Na verdade, é a maior moleza. Preste atenção à sua volta. Observe. 
Vou dar uma mãozinha, para facilitar. Observe uma moça de vestido azul passando ao lado daquela banca de jornal, logo ali perto do hidrante, à sua esquerda. Viu? Notou algo que se destaca, além da formosura física da moça? Vai acompanhando ela, com o olhar.
Então. Notou que ela não parou um segundo de digitar qualquer coisa no celular dela? Percebeu que ela esbarrou em umas duas ou três pessoas, sem levantar o olhar para ver por onde ia, qual caminho tomava? Sem pedir desculpas às pessoas em quem ela esbarrou?
Percebeu?
Então, amigo, meus parabéns: VOCÊ IDENTIFICOU SEU PRIMEIRO ZUMBI! ( Clap! Clap! )

Sacou? E agora responda: quantas vezes você já viu cenas parecidas com esta? Seja sincero!
Eu sei: muitas vezes. Concordo.
Acho que é um fenômeno moderno propiciado por essas tecnologias e coisa e tal. O celular ou - sei lá, não conheço muito dessas engenhocas - smartphones parecem ter transformado muitas pessoas em seres isolados no interior de suas próprias mentes, ou algo do tipo. Evidentemente, não custa lembrar, o objeto em si não tem nada de mais.
Sair na rua deve ser uma tormenta para elas, imagino. Esse mundo tão imperfeito, tão chato. Um dia eu li uma crônica dum sujeito no jornal. Ele passava num barzinho de balada; um amigo, acompanhado de umas garotas, reconheceu o sujeito e chamou-o para unir-se ao grupo. Não lembro em detalhes, mas o cronista narrou seu "encontro": as garotas não conversavam, nem entre elas. Ficavam o tempo todo tirando fotos com o celular, teclando e postando coisas. Nosso amigo, não demorou muito, logo deu no pé. Não sei se a história era ficcional ou não. Mas...
Pessoalmente, um caso que presenciei e memorizei, e que se tornou exemplar para mim, foi duma garota que andava pela avenida digitando qualquer coisa, não percebeu que a calçada tinha terminado, e tomou o maior capote no meio da rua ( hahaha! ). Se levantou, pegou os objetos que se espalharam pelo chão - celular inclusive - estufou o peito, ajeitou o cabelo com as mãos e retomou seu rumo. SEM PARAR DE MEXER NA PORRA DO CELULAR!
Ah, tem outro! Hoje eu vi uma mulher que vinha falando ao celular e, obviamente sem perceber o que ocorria na vida real, entrou no sentido errado da escada rolante. Essa foi boa hahaha!

Eu poderia ficar tomando o meu e o seu tempo gastando linhas e linhas sobre o assunto, mas não vou fazer isso. Já demos o pontapé inicial. Você mesmo reconheceu o problema, sem muito esforço. Com certeza lembra de casos diários de gente com quem "trombou" e que estavam alheias a tudo. Estavam lá mas, ao mesmo tempo, não estavam. O santo destas pessoas, tal como o que protege os bêbados, deve ser muito forte, pois não se escuta falar com frequência de casos de pessoas que cairam em bueiros, ou que foram parar debaixo de motoniveladoras por causa da desatenção provocada pelo alheamento alimentado por celulares e smartphones.

PROTEJA-SE, CIDADÃO!
Bem, já estabelecemos que somos pessoas que não trancam suas mentes dentro de aparelhos e não gostamos de ficar alheios ao que acontece ao nosso redor. Mas não temos obrigação de ficar desviando dos outros que vêm em nossa direção sem olhar, entretidos pelas porras dos aparelhos eletrônicos hipnóticos. Não, nada disso. A única obrigação que temos é para com nossa integridade física! 
Evidentemente não podemos prestar atenção em tudo que nos cerca e, portanto, uma hora ou outra podemos ser surpreendidos por um esbarrão, provocado por um zumbi, sem termos tempo de desviar. Se não tomarmos cuidado, nós seremos vítimas destas criaturas e poderemos nos machucar sériamente!
O que mostra a importância de estarmos bem protegidos. Para isso, nada melhor do que a sensacional e modernésima ROUPA DE PORCO-ESPINHO CONTRA ZUMBIS! ( foto acima )
À primeira vista, a peça até parece uma jaqueta jeans charmosa. Não se iluda! Ela possue espinhos retráteis de aço e conta com um sensor de zumbis que detecta a ação destas criaturas decrépitas. O sensor calcula o espaço-vital de quem a veste e o sinal digital de celulares em volta. Quando um zumbi, munido de um aparelhinho de Satã, ultrapassa os limites do espaço-vital, o sensor automaticamente arma os espinhos de aço pontiagudos. Os testes mostram que SEMPRE o zumbi leva a pior. O equipamento funciona muitíssimo bem e não há o perigo de desregulagem. Portanto, o usuário não precisa ficar se preocupando com a possibilidade dos espinhos de armarem indevidamente, machucando inocentes não-zumbis. Nada disso. O equipamento é tão excepcional que, mesmo um zumbi poderá sair ileso de uma trombada casual. Pois os sensores levam em conta os fatores combinados "zumbi" e "celular" juntos. Um zumbi que caminha pela rua sem estar falando ou digitando em celular, e tromba em alguém sem querer, por desatenção ( acontece com todo mundo, oras ) não corre o risco de ser indevidamente identificado como "ameaça" pelo sensor. Nada disso. O sistema é perfeito, repito. É como a senha do banco que só funciona com o código-chave. Um sem o outro são inúteis.

Infelizmente, a fabulosa ROUPA DE PORCO-ESPINHO CONTRA ZUMBIS ainda se encontra em fase final de testes, e a chegada ao mercado ainda não está prevista. Aguardamos ansiosamente.


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