terça-feira, 2 de julho de 2013

Vamos salvar a Democracia brasileira! Avanti popolo!



Uma das melhores maneiras de depurar a política no Brasil é adotando esta revolucionária proposta: proibir que quem tenha multas de trânsito se candidate a algum cargo eletivo ou concurso público. E cassar o título de eleitor de quem tiver multas de trânsito.

Se um vagabundo estaciona seu carro descaradamente sobre a calçada, por exemplo, com certeza votará num vagabundo do mesmo naipe. E, se o tal vagabundo descola um cargo público, ou é eleito pra alguma coisa, com certeza não saberá zelar pelo patrimônio público e sequer será de confiança para cuidar do erário.

Para o saneamento ser completo, o mesmo tipo de proibições e cassações poderia ser imposto a esses vagabundos e tranqueiras que constroem calçadas com rampas, aclives, declives e todo tipo de obstáculo para pedestres, cadeirantes, ciclistas, idosos etc.

Assim, tomando como exemplo a cidade de São Paulo, a CET ( responsável pelas infrações de trânsito ) e as Subprefeituras ( no caso local, responsáveis pela fiscalização das calçadas ) se tornariam tão ou mais importantes que o TRE ou o TSE. Para garantir o sucesso de nossa proposta, no que tange à parte do trânsito, a Prefeitura paulistana deverá acordar de seu tradicional sonambulismo e reforçar o atualmente  insignificante efetivo de fiscais de trânsito - os famosos "marronzinhos" - que, de acordo com um especialista entrevistado por uma rádio anos atrás, era três vezes menor que o necessário ( 1 ) . E não mudou nada. A Prefeitura tem que contratar e botar na rua trabalhando e autuando. Trabalho é que não falta nessa cidade!

Pensem nisso e repassem. Vamos salvar a Nação! Vamos salvar a Democracia! Vamos depurar o país!


A INDÚSTRIA DA MULTA NÃO EXISTE!



( 1 ) Falta de investimento prejudica trabalho da CET 
Problemas atingem 40% da frota da companhia, que conta com número irrisório de amarelinhos

A falta de investimentos da Prefeitura de São Paulo está fazendo com que a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) fique sucateada, apontam especialistas. O trânsito está entre as principais preocupações dos cidadãos, mas as autoridades insistem em jogar a responsabilidade na frota de veículos. Por outro lado, investir na empresa para minimizar o caos não parece prioridade para a Prefeitura da maior cidade do país. 

A CET está com as mãos atadas, já que não há aplicação de recursos na manutenção de equipamentos nem na aquisição de novos, e o número de amarelinhos ( ou fiscais de trânsito ) chega a ser ridículo na comparação com outras grandes metrópoles do mundo. São Paulo tem 17 mil quilômetros de ruas, mais de 60 mil cruzamentos e seis mil semáforos.
Porém, com a falta de pessoal, os amarelinhos da CET atuam apenas no centro expandido de São Paulo. Além disso, os rádios comunicadores não funcionam de forma aceitável, e as viaturas têm condições de sair às ruas. A falta de manutenção dos semáforos é outro problema, pois basta garoar para os equipamentos ficarem embandeirados.

O presidente da Associação Nacional dos Transportes Públicos, Aílton Brasiliense, enfatizou a necessidade de investimentos. Menos de cinco mil profissionais atuam no trânsito, que já é comparado pelos especialistas ao de Nova Delhi, na Índia. Na Cidade do México, o número de agentes chega a 15 mil e, apenas na ilha de Manhattan, em Nova York, são 7 mil.

A quantidade de viaturas quebradas chega a 240, ou 40% por cento da frota de 600 automóveis. Ciro Vidal, presidente da Comissão de Trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil, seção São Paulo, foi outro a comentar o sucateamento. A CET foi inaugurada há 34 anos, em 1976, com 350 funcionários e hoje conta com 4.200, para uma frota seis vezes maior.

O ex secretário dos Transportes, Getúlio Hanashiro, foi um dos fundadores da CET, na época em que os carros não chegavam a um milhão. Além disso, os amarelinhos de São Paulo há muito tempo deixaram de receber cursos de reciclagem e aperfeiçoamento, mas seguem nas ruas, tentando minimizar os problemas dos paulistanos, sem contar com mínimas condições de trabalho.

Na prática das ruas, os marronzinhos são obrigados a enfrentar os diversos problemas causados pelo sucateamento, conforme a reportagem da Rádio Jovem Pan apurou junto aos próprios agentes de trânsito da CET. Luis Antonio Queiroz, presidente do Sindviários, sindicato da categoria, afirmou que a CET não acompanhou a evolução do trânsito de São Paulo, ligando ainda o número desproporcional de recursos humanos à realidade da frota.

Nas ruas de São Paulo, o que mais se vê são os paulistanos reclamando da ausência de fiscais de trânsito. Se um carro quebra, um enorme congestionamento se forma porque não há amarelinho que atue com rapidez, principalmente fora do centro expandido. O trânsito de São Paulo gera multas que resultam em recordes de arrecadação constantemente batidos, mas mesmo assim não há investimentos.

Aproximadamente 87% do orçamento da Companhia de Engenharia de Tráfego vem do dinheiro das infrações e, em pequeno número, os amarelinhos são responsáveis por apenas 36% dos flagrantes de irregularidades. Já os radares representam a aplicação de 50% das multas em toda a cidade de São Paulo. ( RÁDIO JOVEM PAN, 08.04.2010 )


LEIA TAMBÉM ESTES DOIS A SEGUIR:




- Frota dobra e número de agentes cai 18%
Em 1992, CET tinha nas ruas 2,2 mil marronzinhos; hoje, há 1,8 mil
Daniel Gonzales | ESTADÃO | 13.03.2008

Há 15 anos, quando circulava pela capital pouco mais da metade da frota atual de 6 milhões de veículos, o número de agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego ( CET ) nas ruas era 18% maior. Segundo dados do Sindicato dos Agentes de Trânsito ( Sindiviários ), o número de marronzinhos chegou a 2,2 mil em 1992. Hoje são 1,8 mil fiscais e, na divisão pela frota , cada um tem de cuidar de mais que o dobro da proporção de 20 ( !? ) anos atrás.

Em Curitiba, por exemplo, onde há um milhão de veículos, há hoje 500 agentes, um para cada 2 mil veículos. Há dez anos, a CET chegou a ter 1,4 mil marronzinhos. Mas a frota tinha 1,6 milhão de carros a menos. A empresa foi questionada, mas não comentou o assunto.

Os marronzinhos são os principais responsáveis por garantir a fluidez do tráfego. Ontem, apesar da chuva, a cidade tinha 105 km de congestionamento às 19h. Às 8:h30, foram 130 km de lentidão ante 186 km da véspera.

A distribuição dos 500 fiscais também é desigual. Hoje, 90% deles atuam no centro expandido, que tem cerca de 800 km de vias. Segundo o Sindiviários, os principais corredores e pontos de fiscalização estão nessa área. Mas quase todo o restante da capital tem pouca fiscalização: 200 profissionais cuidam de 16.200 km de vias. Para especialistas, o efetivo precisaria dobrar. A reportagem percorreu 30 km em grandes vias periféricas e não viu fiscais.

IMPROBIDADE
Os vereadores Paulo Fiorillo e Antonio Donato, ambos do PT, vão entrar hoje com representação no Ministério Público contra o presidente da CET, Roberto Scaringella, por improbidade administrativa. Eles criticam o fato de Scaringella ser sócio da Connection Tecnologia, empresa que oferece cursos, consultoria e estudos de trânsito. Ontem, a CET e a Prefeitura informaram que Scaringella, desde 2005, não presta consultoria a órgão público federal, estadual ou municipal nem para entidade que envolva interesses de São Paulo.

A INDÚSTRIA DA MULTA NÃO EXISTE!

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