segunda-feira, 8 de julho de 2013

Ritual de circuncisão mata 30 na África do Sul



Trinta jovens morreram e cerca de 300 tiveram de ser hospitalizados na sequência de circuncisões mal feitas durante os tradicionais rituais de iniciação comunitária na África do Sul.

As trinta vítimas mortais foram registadas na província rural do Cabo Oriental, a região natal do antigo Presidente sul-africano Nelson Mandela, onde as circuncisões masculinas fazem parte dos ritos tradicionais de iniciação à idade adulta.

Outros dez jovens foram este domingo hospitalizados depois de terem sido resgatados de uma floresta, informou o porta-voz do departamento provincial de saúde, Sizwe Kupelo, em comunicado.

"As partes íntimas dos dez iniciados 'estão podres'. Estão muito danificados. A sua condição é assustadora", refere o responsável no documento, citado pela agência noticiosa francesa AFP.

Outros 293 jovens tiveram de ser submetidos a tratamento hospitalar devido a ferimentos, desidratação, gangrena e feridas infetadas, acrescenta a mesma fonte.

Adolescentes de etnia Xhosa, Sotho e dos grupos étnicos Ndebele passam cerca de uma mês na mata ou noutras zonas isoladas para as sessõs de iniciação à idade adulta, que também incluem aulas de coragem masculina e disciplina.

As circuncisões masculinas são realizadas por cirurgiões tradicionais, às vezes com instrumentos não esterilizados ou falta de técnica.

Existem duas estações de circuncisão - no inverno, durante os meses de maio a julho, e no verão, entre novembro e dezembro.

As circuncisões mal feitas podem levar a amputações de pénis ou a mortes dos jovens, na maioria dos casos devido a hemorragias e infeções.

Em maio foram registadas 34 mortes depois de circuncisões em duas outras províncias sul-africanas. ( JN )

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