segunda-feira, 8 de julho de 2013

Males de nosso tempo: estamos comprando demais?



Antes de iniciar a leitura, saiba que este texto foi extraído de uma publicação das Testemunhas de Jeová e editado por este blog. Eu procurei manter a fidelidade ao tema abordado - o consumismo - que é o que interessa aqui. Com certeza você já deve ter lido textos parecidos. Quem quiser ler o original, que aborda o tema à luz da crença das TJ pode ser lido aqui. Eu não apenas indico a leitura do original, como insisto nisso, já que não vejo problema em consultar uma publicação religiosa que apresente textos interessantes e, no meu modo de ver, práticos. Você não irá se tornar Testemunha de Jeová apenas por fazer uma visita a um site mantido por eles. Sinceramente, eu tenho mais medo do consumismo que das TJ. Vá sem medo!

Por que compramos?
Num estudo realizado no mundo todo em 2012, metade dos entrevistados admitiu que compra coisas que na verdade não precisa. Dois terços acham que os consumidores estão comprando demais. Essa preocupação faz sentido, visto que muitos consumidores estão se afundando cada vez mais em dívidas. Segundo pesquisas, altos níveis de consumo resultam em mais estresse e infelicidade, não em mais satisfação. Então, por que estamos comprando tanto?
Como consumidores, somos alvo de uma contínua enxurrada de propagandas. Qual é o objetivo dos publicitários? Transformar desejos em necessidades. Eles sabem que a maioria dos consumidores se deixa levar pela empolgação. É por isso que as propagandas e cada aspecto do mundo das compras são projetados para estimular ao máximo essa empolgação nos consumidores.
O livro Why People Buy Things They Don’t Need ( Por Que as Pessoas Compram Coisas Que Não Precisam ) diz: “Ao planejar uma compra, um consumidor geralmente cria fantasias detalhadas e se imagina procurando, encontrando e levando um produto para casa.” Alguns especialistas suspeitam que as pessoas ficam tão eufóricas ao fazer compras que seu corpo chega a liberar mais adrenalina. Jim Pooler, especialista em marketing, explica: “Se um lojista percebe esse estado emocional, ele pode explorar a empolgação e a vulnerabilidade do cliente.”
Como você pode evitar cair nas armadilhas de uma publicidade bem elaborada? Compare friamente o que as propagandas prometem com a realidade.

PROMESSA: “Melhore sua qualidade de vida
É normal querer uma vida melhor. Os publicitários nos bombardeiam com mensagens de que, se comprarmos as coisas certas, todos os nossos desejos — saúde melhor, segurança, alívio do estresse e relacionamentos mais próximos — poderão ser realizados.
REALIDADE: A grande quantidade de bens materiais adquiridos pode na verdade diminuir a qualidade de vida. Quanto mais bens materiais a pessoa tem, mais tempo e dinheiro são necessários para cuidar deles. A preocupação com as dívidas aumenta o estresse, e acaba sobrando menos tempo para a família e amigos.

PROMESSA: “Ganhe status e prestígio
Poucas pessoas admitiriam que compram para impressionar os outros. Mas Jim Pooler comenta: “Uma das razões principais de as pessoas comprarem é competir com amigos, vizinhos, colegas de trabalho e parentes.” É por isso que as propagandas costumam mostrar seus produtos sendo usados por pessoas bem-sucedidas e ricas. A mensagem transmitida para os consumidores é: “Você também pode ser assim!”
REALIDADE: Definir nosso valor por meio de comparações cria um ciclo interminável de insatisfação. Em outras palavras, uma pessoa mal consegue o que deseja e já passa a querer algo melhor.

PROMESSA: “Defina sua identidade
O livro Shiny Objects (Objetos Reluzentes) explica: “Um jeito comum de dizermos às pessoas quem somos (ou quem gostaríamos de ser) é usar e exibir bens materiais.” Os publicitários sabem disso e procuram relacionar marcas — principalmente marcas de luxo — a certos valores e estilos de vida.
Como você se vê e como quer que os outros o vejam? Elegante? Atlético? Não importa como quer ser visto, as propagandas prometem que você pode adotar a imagem da marca só por comprar um dos seus produtos.
REALIDADE: Nenhum produto pode mudar quem realmente somos ou nos dar qualidades como honestidade e integridade.

A grande quantidade de bens materiais adquiridos pode na verdade diminuir a qualidade de vida

Um conceito equilibrado dos bens materiais
O que as propagandas prometem quase nunca se torna realidade.

Estratégias do marketing moderno
Além da TV, livros, revistas e internet, os publicitários hoje usam um número crescente de estratégias sofisticadas.
COLOCAÇÃO DE PRODUTO: Produtos e marcas famosas são sutilmente incluídos em programas de TV, filmes e videogames.
MARKETING INVISÍVEL: Agentes pagos para representar empresas usam e elogiam produtos em situações do dia a dia sem parecer que foram contratados para fazer isso.
PROPAGANDA BOCA A BOCA: Agentes publicitários são estimulados a fazer comentários sobre certos produtos a seus amigos ou por meio de redes sociais. Esses agentes podem receber amostras do produto ou outras formas de recompensa como incentivo.

Como controlar seus gastos
Além da pressão externa feita pelas propagandas, podemos acabar gastando demais por causa de nossos próprios sentimentos e hábitos. Veja seis sugestões que podem ajudar você a controlar seus gastos.
1. Evite comprar por impulso. Você gosta da euforia de ir às compras e encontrar uma boa oferta? Então, você talvez tenha a tendência de comprar por impulso. Para resistir, acalme-se e pense friamente no que está envolvido em comprar o que deseja, como o dinheiro e o tempo gastos para adquirir, usar e cuidar do produto. Tente se lembrar de ocasiões em que comprou por impulso e se arrependeu. Espere passar a euforia antes de tomar sua decisão.
2. Evite comprar para melhorar seu humor. Comprar pode até dar uma sensação de bem-estar temporária. Mas depois, quando os sentimentos negativos voltam, você pode sentir uma necessidade ainda maior de buscar alívio nas compras. Em vez de comprar para se sentir melhor, procure o apoio de bons amigos ou faça alguma atividade física, como sair para caminhar.
3. Não compre para se divertir. Shopping centers luxuosos transformaram o ato de comprar em diversão. Mesmo que você só vá ao shopping para passear ou navegue na internet para passar o tempo, muitas coisas que verá foram criadas para estimular seu desejo de comprar. Assim, compre apenas quando tiver um produto específico em mente e não compre nada além disso.
4. Escolha bem seus amigos. O estilo de vida e as conversas dos amigos influenciam muito seus desejos. Se você está gastando demais para competir com seus amigos, então procure a companhia de pessoas que não dão tanta importância para o dinheiro e bens materiais.
5. Tenha bom senso ao usar cartões de crédito. Com os cartões de crédito, é fácil comprar sem pensar nas consequências. Tente pagar o valor total da fatura todo mês. Conheça as taxas de juros e outras taxas de seu cartão e compare as ofertas de crédito para encontrar os cartões mais em conta. Tome cuidado com cartões classificados como premium que cobram taxas de juros mais altas e oferecem benefícios que você não precisa. Ao comprar produtos mais caros, economize para pagar à vista em vez de comprar a crédito.
6. Esteja a par de sua situação financeira. É mais fácil exagerar nos gastos quando você não sabe ao certo como está sua situação financeira. Mantenha registros atualizados e tenha uma visão geral de quanto você ganha e gasta. Faça um orçamento realista do que pretende gastar todo mês com base em sua renda e despesas anteriores. Daí, acompanhe seus gastos e veja se estão dentro do orçamento. Procure um amigo de confiança que possa ajudá-lo a entender assuntos financeiros que você acha difíceis.

Como proteger as crianças do consumismo
As crianças são um alvo especial das propagandas, e é fácil entender o porquê. O público jovem está comprando e gastando mais do que nunca. Nos Estados Unidos, os adolescentes compõem uma fatia do mercado que movimenta muitos bilhões de dólares por ano!
No entanto, a pesquisadora Juliet Schor observou que crianças muito consumistas têm mais chances de ficar deprimidas e ansiosas e costumam ter dificuldades no relacionamento com os pais. Como você pode proteger seus filhos? Veja o que alguns pais fizeram.
ENSINE: “Não dá para proteger totalmente os filhos da propaganda porque ela está em todo lugar. Então nós explicamos às nossas filhas que o trabalho dos publicitários é convencer as pessoas a comprar e que as empresas que os contratam estão atrás de dinheiro. Eles não estão interessados no que é melhor para nós.” — James e Jessica.
NÃO CEDA À PRESSÃO: “Os filhos pressionam os pais a comprar e fazem de tudo até conseguir o que querem. Mas é importante não ceder. Com o tempo, eles aprendem que nem sempre vão conseguir tudo que desejam. Nós dois conversamos muito sobre como manter o equilíbrio e que limites deveríamos definir ao criar nossa filha.” — Scott e Kelli.
LIMITE A INFLUÊNCIA: “Nossa família quase não vê televisão. Ela não faz falta na nossa rotina, porque preenchemos esse tempo com outras atividades. Nós cozinhamos e comemos juntos, e os meninos amam ler.” — John e Jennifer

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