quarta-feira, 31 de julho de 2013

Pensamento negativo é “contagioso”






Convívio com pessoas menos positivas gerou pessimismo em participantes de estudo


Um estudo feito com jovens que vivem em repúblicas de estudantes revela que uma característica comumente relacionada à depressão – a tendência a interpretar informações e situações de perspectiva negativa – pode ser contagiosa. Baseados em trabalhos que mostram que pessoas com determinados padrões de pensamento ( como acreditar que não podem mudar situações ruins ) são mais vulneráveis a desenvolver o transtorno, psicólogos da Universidade de Notre Dame, em Indiana, acompanharam 103 pares de universitários, escolhidos aleatoriamente, que dividiam um quarto durante seus primeiros meses na faculdade. Os calouros foram escolhidos porque o começo da vida universitária é um importante período de transição para a maioria das soas. “Marcada por muitas mudanças, essa fase é um bom ‘laboratório’ para observar a capacidade de adaptação”, diz um dos autores, Gerald Haeffel. Todos os jovens responderam, antes e depois do experimento, a um questionário on-line que avaliou sua habilidade de lidar com estresse e se tinham sintomas depressivos.

Os resultados revelaram que jovens que moravam com um colega com altos níveis de “vulnerabilidade cognitiva” ( grosso modo, uma baixa capacidade de reagir positivamente ao estresse ) “contraíram” a tendência de ver o mundo de uma perspectiva, diga-se, mais cinzenta. “Isso sugere que conviver com pessoas que têm padrões cognitivos mais ‘adaptativos’ pode, por outro lado, ajudar a combater a depressão”, diz Haeffel. ( MENTE & CÉREBRO )


.

Violão deixa homens mais atraentes, diz pesquisa. E nem precisa saber tocar...


Para cientistas, instrumento está inconscientemente associado a atributos físicos e intelectuais desejáveis

Nem precisa saber tocar – ser visto com o instrumento musical já é suficiente para despertar interesse sexual. Pelo menos é o que revela um estudo da Universidade Paris-Sud, na França, que analisou a reação de 300 mulheres entre 20 e 22 anos quando abordadas na rua por um homem da mesma faixa etária. Ele se aproximou de cada uma delas, se apresentou, disse achá-las bonitas e pediu seu telefone. Em um terço das abordagens, ele carregava uma caixa de violão; nas outras, ele levava uma bolsa de academia ou não tinha nada nas mãos. Sua taxa de sucesso foi, respectivamente, de 31%, 8% e 14%.

Os resultados, publicados no Psychology of Music, reforçam o de outro estudo, feito em Israel, que mostrou que homens que colocam uma foto tocando violão para ilustrar seu perfil no Facebook têm mais chances de serem “aceitos” como amigos virtuais por desconhecidas. Uma hipótese é que o instrumento é inconscientemente relacionado a habilidades físicas e intelectuais desejáveis em um parceiro. ( MENTE & CÉREBRO, Julho de 2013 )

LEIA TAMBÉM:

terça-feira, 30 de julho de 2013

CIA prossegue suas investigações sobre a manipulação do clima


Academia de Ciências dos Estados Unidos realizará durante 21 meses um programa de estudos sobre a « Engenharia do clima : avaliação de técnicas e discussão de impactos » [1]. Trata-se de uma informação em que ninguém teria reparado se a publicação bimestral Mother Jones não tivesse revelado que o financiamento do dito programa provem da CIA [2].

Até ao ano passado, a CIA teve o seu próprio laboratório de investigação sobre o clima. Mas, a agência acabou por ver-se obrigada a fechá-lo, porque o Congresso considerou que o real objetivo da CIA deve ser o de perseguir « terroristas em cavernas, e não ursos polares em icebergues », segundo a expressão do senador republicano John Barrasso, do Estado do Wyoming. O anunciado programa da Academia de Ciências dos Estados Unidos é, na realidade, uma maneira de conservar um programa de interesse para a CIA inserindo-o numa instituição externa, aparentemente não vinculada à espionagem americana.

Oficialmente, o estudo em questão não passa de uma avaliação das técnicas actuais. O facto é, sem dúvida, que os Estados Unidos têm já um largo passado em matéria de manipulação do clima.


No termo da Segunda Guerra Mundial, a Marinha de Guerra dos Estados Unidos desenvolveu o programa Cirrus, cujo objetivo era modificar os furacões mediante o bombardeio de nuvens com iodeto de prata. O Cirrus foi reactivado posteriormente – de 1963 a 1971– sob a denominação Stormfury. Mas os resultados não foram concludentes.

Ao mesmo tempo, durante a guerra americana contra o Vietname, a US Air Force ( Força Aérea Americana, NdT ) empreendeu a operação Popeye, cujo objetivo era provocar chuvas torrenciais para impedir o fluxo de armas através da pista de Ho Chi Minh [3]De 1967 a 1972, as chuvas provocadas foram tão intensas que os Estados Unidos e a União Soviética concluíram em 1977 uma Convenção Internacional que proíbe a guerra climática.

Apesar dos riscos que a modificação das condições climáticas apresenta, as grandes potências nunca renunciaram aos seus estudos nesse sentido, que continuam a ser legais. Por exemplo, a US Navy (Marinha dos E.U., NdT ) e a US Air Force financiam, hoje em dia, o projecto HAARP para a modificação do clima, através do uso de ondas de alta frequência.

Peritos consideram possível que várias tempestades, inteiramente atípicas registadas nos últimos anos, essencialmente na Europa e na China, terão sido intensificadas artificialmente.

Com um financiamento ascendente a 630.000 dólares, o estudo da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos permitirá identificar as hipóteses de trabalho e as técnicas mais prometedoras. ( VOLTAIRENET )

TRADUÇÃO

[1] « Geoengineering Climate : Technical Evaluation and Discussion of Impacts », National Academy of Sciences. (em Inglês, Geo-engenharia Climática : Avaliação Técnica e Discussão dos Impactos, NdT).

[2] « CIA Backs $630,000 Scientific Study on Controlling Global Climate », por Dana Liebelson e Chris Mooney, Mother Jones, 17 de Julho de 2013. ( em Inglês, Cia financia $630 mil para Estudo Científico de Controlo Climático Global, NdT ).

[3Operation PopEye, conhecida também como Operation Intermediary ou Operation Compatriot (com 2.602 vôos de aviões de tipo C-130 entre 20 de Março de 1967 e 5 de Julho de 1972). 
Ver : « Rainmaking Is Used As Weapon by U.S. ; Cloud- Seeding in Indochina Is Said to Be Aimed at Hindering Troop Movements and Suppressing Antiaircraft Fire Rainmaking Used for Military Purposes by the U.S. in Indochina Since ’63 », por Seymour Hersh,The New York Times, 3 de Julho de 1972. Spacecast 2020 : Into the Future. The U. S. Air Force Vision of Their Future, Possibilities, Capabilities, Technologies in the Pursuit of National Security objectives, US Department of Defense, Air University, 1994. 
Na realidade, o Pentágono tinha uma unidade de investigação em matéria de guerra meio-ambiental, designada como Defense Environmental Services e criada por Cyrus Vance em 1966.



.
..

Bohemian Club: polémico acampamento secreto reúne poderosos nos EUA


Como em todos os meses de Julho há mais de um século, alguns dos homens mais ricos e influentes dos Estados Unidos estão reunidos no acampamento Bohemian Grove, perto da cidade de Monte Rio, no norte da Califórnia.

O encontro, que é fechado à imprensa, dura duas semanas e é o ponto alto do ano para os membros do Bohemian Club, uma instituição privada para homens fundada em São Francisco, em 1872.

Entre os elementos há intelectuais, vários ex-presidentes dos Estados Unidos e influentes senadores, deputados, académicos e altos executivos das maiores empresas e instituições financeiras do país.

Acredita-se que o Projecto Manhattan, que levou à criação da bomba atómica, tomou forma no Bohemian Grove, durante uma reunião em 1942.

De acordo com o porta-voz do clube, Alex Singer, o evento é apenas uma reunião em que os sócios e os seus convidados - entre os quais, como em todos os anos, figuras de destaque internacional - desfrutam da natureza e de uma série de actividades culturais que incluem concertos, peças de teatro, recitais e palestras sobre assuntos da actualidade.

Mas o forte esquema de segurança e sigilo têm tornado o encontro alvo de protestos de muitos grupos de activistas, que questionam a legitimidade do Bohemian Grove por reunir funcionários do governo e representantes do mundo corporativo a portas fechadas.

O acampamento também tem gerado uma série de teorias da conspiração (algumas mais prováveis do que as outras) que asseguram que os «bohos», como são chamados os sócios do clube, trabalham para estabelecer uma nova ordem mundial e celebram rituais pagãos com conotações satânicas.

Peter Phillips, professor de sociologia política da Universidade de Sonoma, na Califórnia, pesquisa as actividades do Bohemian Club há mais de 20 anos. Para a sua tese de doutoramento entrevistou muitos dos seus membros, e acabou por ser convidado a a passar vários dias no acampamento de Verão do grupo.

Ele explica que a confraria tem entre 2.500 e 3 mil sócios (embora o número exacto e os nomes dos integrantes do clube nunca tenham sido divulgados). A lista de espera pode durar entre 15 e 20 anos, e não é de surpreender que tornar-se um «boho» tenha o seu preço: entrar no selecto grupo custa nada mais nada menos do que 25 mil dólares.

Fundado por um grupo de jornalistas, artistas e músicos, o Bohemian Club começou a aceitar empresários e homens de negócios com o passar do tempo para financiar as suas actividades culturais.

O especialista diz que actualmente o clube conta com os 200 maiores doadores do Partido Republicano e directores das 100 maiores empresas americanas.

Figuras de destaque já passaram pela confraria, entre eles os escritores Mark Twain e Jack London, os multimilionários William Randolph Hearst e David Rockefeller e políticos conservadores de reputação nacional, como Dwight Eisenhower, Ronald Reagan, Henry Kissinger, George Bush e seu filho George W. Bush, Dick Cheney e Donald Rumsfeld.

Este ano, a lista inclui nomes como o ex-general do Exército americano Stanley McChristal, o famoso comediante Conan O'Brien, o presidente da Universidade de Stanford, John Hennessey, o ex-presidente da Intel, Paul Otellini, e o ex-presidente boliviano Jorge Quiroga.

Phillips diz que os participantes dividem-se em cerca de 120 acampamentos, que vão desde chalés com bastante conforto até alojamentos mais simples, com casas de banho e chuveiros partilhados.

Na floresta, as instalações contam ainda com três teatros ao ar livre, um restaurante, um pequeno museu de história natural e mais de 100 pianos.

O clima é de festa e há muita bebida, conta o estudioso, relembrando outro aspecto essencial do evento: a preferência dos seus sócios por urinar ao ar livre, nas árvores, constantemente. 

E MAIS:

Assista >>  Episódio do programa DECIFRANDO CÓDIGOS, do History Channel, dedicado ao Bohemian Grove





.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

GALERIA DE HERÓIS DO BLOG: Jornaleiro cobra R$ 8 para dar informações sobre ruas de SP




Está todo mundo comentando na Água Branca. O seu Palmeirense resolveu, no mês passado, aumentar o preço da informação. Agora, quem quiser arrancar do jornaleiro um endereço ou a localização de um prédio no bairro da zona oeste de São Paulo precisa pagar R$ 8.

"Onde fica o posto da previdência social?", pergunta a advogada Patrícia Rocha, 23, colocando um papel com o nome da rua em cima do balcão do seu Palmeirense. "Custa R$ 8 a informação", diz ele, mostrando um cartaz colado num vidro da banca

"Como assim? Não vou pagar", reclama Patrícia."Então não sei", responde o jornaleiro, que tem a banca no bairro há 16 anos -três deles na avenida Francisco Matarazzo, em frente ao parque da Água Branca.

A advogada, então, vira, olha para cima e vê uma placa indicando o edifício que procurava. "Ah, é ali!"

O seu Palmeirense não quis revelar o nome. Nos últimos três meses, ele tem provocado revolta e risos em quem passa pela banca. Comerciantes da região até pensam em imitar a cobrança.

Cansados de serem interrompidos com perguntas, o jornaleiro e a sua mulher decidiram começar a cobrar R$ 2 por resposta. Há um mês, aumentaram para R$ 8. "Não trabalho de graça", diz ele.

"O senhor sabe onde fica a avenida Adolfo Pinto?", pergunta a dona de casa Mércia da Silva, 55. "Não sei", responde seu Palmeirense. "É claro que sabe, onde já se viu? O senhor vai morrer sozinho" [ grifo nosso ], diz Mércia, nervosa.

Em cerca de 20 minutos, enquanto a reportagem conversava com o casal, cinco pessoas pediram informação. Ninguém comprou nada nem pagou os R$ 8.

"É um vício das pessoas pedir informação a jornaleiro", disse a dona da banca, que também não revelou o nome. A banca fica a cinco metros de uma viela que liga a avenida Francisco Matarazzo à rua Tagipuru, próxima à estação Barra Funda do metrô.

Quem sobe a viela não encontra nenhuma placa informando que, ali na esquina, já é a avenida. Não dá para saber, por exemplo, para que lado fica o número 1.000.
A primeira coisa que se vê é a banca de jornal.

Em março de 2011, o casal pediu à Subprefeitura da Lapa que uma placa fosse colocada na esquina. Ligou outras cinco vezes, mas o pedido foi indeferido porque a viela não tem nome. A subprefeitura diz que só pode colocar a placa se um vereador sugerir um nome e o pedido for aprovado na Câmara.

Além da estação do metrô e do parque, a região abriga um posto da previdência, hospitais, shoppings e o Palmeiras. A banca do seu Palmeirense é a única num raio de mais de um quilômetro.

Ao lado, funcionários de um estacionamento também sofrem com as perguntas. "Trabalho mais falando onde fica a previdência do que cobrando os motoristas", diz Diego Bino, 25.
"Ninguém nunca pagou nem vai pagar, a gente sabe disso. A cobrança é uma ironia", diz a dona da banca.

"A senhora sabe onde tem um ponto de ônibus aqui?", pergunta uma mulher. "Não sei", diz a jornaleira. O ponto fica bem em frente, no canteiro central da avenida. "Ah, é ali", diz a mulher, atravessando a rua. 
( FSP )

COMENTÁRIO DO BLOG: Eu ia fazer uma longa série de considerações a respeito, mas deixa quieto. Mas não podem ficar de fora duas ou três coisas:

1 - Só quem é - ou foi - jornaleiro sabe como é [ se bem que eu conheço alguns que ficam felizes em ajudar ]. Com a agravante de que, de uns 10 anos para cá, as pessoas passaram não mais a pedir informações, mas A EXIGIR. Sim, você está lendo certo. As pessoas exigem a informação e exigem que você saiba. Dependendo do lugar, se existir possibilidade de alguém parar de carro em frente a sua banca para pedir informação, pode contar que boa parte - uma grande parte, certamente - das pessoas estacionará e ficará buzinando, querendo que VOCÊ se desloque de onde está para ir até Sua Majestade. E palavras e expressões como "por favor" e "obrigado" se tornaram arcadismos ou línguas mortas. Algumas só agradecem quando recebem a informação que desejam. Isto é, quando você dá uma informação ou não, o que você está concedendo, na verdade, é sua atenção. Mas deixa estar: nos dias de hoje as pessoas não agradecem nem a atenção dispensada e muito menos a informação conseguida. Essa cidade tá um lixo mesmo;

2 - Uma vez me disseram, brincando: "Poxa, se você colocar uma placa cobrando cinquenta centavos por informação, ficará rico!!!". No que eu retrucava: "Eu vou botar uma placa cobrando dez reais, isso sim!". Aí me respondiam: "Mas aí ninguém vai perguntar nada...". E eu: "É exatamente ESSE o objetivo!"

3 - Não sei de onde se criou essa cultura de se perguntar coisas a jornaleiros. Banca de jornal é um comércio igual a qualquer outro, como açougues e lojas de bijuterias. Mas tenho uma impressão: certa vez um sujeito foi querer saber onde ficava determinada rua e, como eu desconhecia - sim, obviamente eu já dei informações às pessoas mas, graças a Deus, custou mas deixei esse hábito nocivo pra trás - ele simplesmente tascou: "Não tem um guia aberto pra gente [ sic ] dar uma olhada?" 
De onde ele teria inventado a idéia de que talvez, por via das dúvidas, pela graça do Espírito Santo, casualmente existiria ali um guia de ruas aberto à disposição gratuita para consulta? Talvez - eu disse "talvez" - tenha havido um tempo em que jornaleiros abnegados disponibilizavam guias de ruas pros nobres concidadãos, graciosamente.


4 - Até hoje eu não dou informação a quem me pede [ sic ] na rua. Quando era jornaleiro - até 2010 - a partir de 2008 eu parei de dar informação. Agradeçam aos vermes que escutavam a dita música popular num celular dentro do busão. Depois desse episódio - no qual até briga saiu - eu passei a me recusar a fazer favores, já que nem o obrigatório se faz mais. Também levei em conta a irritação que comecei a ter com carros sobre calçadas e estas merdas de calçadas ilegais que a maioria dos paulistanos mantém. Pensem o que quiserem, tanto faz. Parabéns ao jornaleiro mostrado na reportagem.

.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Cientistas: extraterrestres vieram há milhões de anos


Há milhões de anos, civilizações que possuíam altas tecnologias lançaram sondas espaciais para estudar o Sistema Solar, asseguram cientistas escoceses.

Eles tiraram tal conclusão ao calcular a possibilidade matemática de construção de aparelhos automáticos capazes de realizar viagens interestelares.

Os cientistas de Edimburgo estão convencidos de que existe uma gigantesca diferença entre os níveis tecnológicos dos terrestres e extraterrestres. Ela é tão grande que homem não é capaz de observar no Sistema Solar a presença de corpos espaciais estranhos.

Há milhões de anos, civilizações que possuíam altas tecnologias lançaram sondas espaciais para estudar o Sistema Solar, asseguram cientistas escoceses.

Norueguesa estuprada e condenada por "sexo fora do casamento" [ sic! ] em Dubai foi "perdoada"



Marte Dalelv tinha sido sentenciada a 16 meses de prisão depois de ter denunciado que foi vítima de violação

Marte Deborah Dalelv, a norueguesa condenada no Dubai a uma pena de prisão por sexo fora do casamento depois de ter sido alegadamente violada por um colega de trabalho, foi perdoada e autorizada a deixar o país.

Marte Dalelv, uma decoradora de interiores de 24 anos, denunciou a violação por um colega durante uma viagem de trabalho no Dubai junto das autoridades em Março último. Segundo a norueguesa, a polícia confiscou-lhe o passaporte e manteve-a detida durante quatro dias após a denúncia. Refugiou-se depois numa igreja norueguesa no Dubai.

Um tribunal nos Emirados Árabes Unidos condenou-a a 16 meses de prisão por manter relações sexuais fora do casamento, consumo de álcool sem licença e falsas declarações.

O alegado violador foi condenado a 13 meses de prisão sob as mesmas acusações. A legislação do emirado apenas permite que a condenação por violação aconteça quando o acusado confessa a autoria do crime ou quando quatro homens testemunham a favor da vítima.

Marte Dalelv recorreu da sentença com o apoio judicial do Governo da Noruega, que conseguiu a sua liberdade condicional até ao desfecho do processo. Nesta segunda-feira a norueguesa anunciou que foi indultada e que lhe foi devolvido o passaporte, estando autorizada a deixar o país. A jovem pretende regressar à Noruega nos próximos dias, segundo disse aos jornalistas após a audiência onde foi informada de que tinha sido perdoada.

O ministro dos Negócios Estrangeiros norueguês, Espen Barth Eide, anunciou a decisão do tribunal no Twitter. “Marte foi libertada! Obrigada a todos os que assinaram para a ajudar”, escreveu o chefe de diplomacia. Espen Barth Eide referia-se às pessoas que nos últimos dias assinaram petições apelando à libertação da jovem e que partilharam o caso nas redes sociais.

No emirado, a embaixada da Noruega, citada pela AFP, confirmou a autorização para Marte Dalelv abandonar o país. Ragnhild Imerslund, porta-voz da representação diplomática, acrescentou que a norueguesa poderá permanecer no Dubai se assim o desejar e regressar quando quiser.


NOTA DESTE BLOG: Se essa condenação estúpida tivesse ocorrido no Irã, nossos jornais e revistas não falariam noutra coisa.


.

domingo, 21 de julho de 2013

First World News em: As coisas não têm ido muito bem no Império



Tent-cities: a favelização no coração do capitalismo

Quem pensa que favela, cortiço, barraco de lona e papelão é uma realidade específica dos países da periferia do capitalismo como o Brasil pode começar a rever seus conceitos. Esta chegou ao Estados Unidos, tem o nome de tent-city (cidade-acampamento), as cores vibrantes do nylon das barracas e os mesmos problemas de sua equivalente no Brasil. A favelização americana é o resultado cada vez mais visível da precarização das condições de vida e trabalho nos Estados Unidos e seu surgimento se deu em várias partes do país, especialmente a partir de 2005. São cidades-acampamento que funcionam como abrigo para moradores de rua e trabalhadores desempregados especialmente em regiões metropolitanas, mas também em áreas rurais e florestais das grandes cidades.

Interessante notar que essa não é a primeira vez em que os norte-americanos enfrentam a favelização. As tent-cities possuem como referência histórica as “Hoovervilles” (nome dado em referência ao então Presidente Herbert Hoover), acampamentos criados espontaneamente e por iniciativa da administração pública nos difíceis anos 1930. Uma das cidades-acampamento surgidas na época, “Weedpatch Camp”, situada na Califórnia, aparece retratada pelo romancista John Steinbeck na famosa obra As vinhas da ira, de 1939, que narra a história de uma família de agricultores arrendatários que é expulsa do campo durante a Grande Depressão e, sem ter onde morar, acaba por se juntar a este acampamento.

Estima-se que existam hoje por volta de 30 cidades-acampamentos em todo o país, reunindo centenas de pessoas, mas esse número não é estável, já que muitas são fechadas pela polícia enquanto outras surgem todos os anos. Em um documentário realizado em 2012 para retratar a história de “Camp Take Notice”, cidade-acampamento situada em uma área de auto-estrada de Ann Harbor (no estado de Michigan), o jornalista e professor da Universidade de Michigan, Anthony Collings, se deparou com a situação da maioria dos acampados: abandono pelo poder público, efêmera e demagógica visibilidade de seus problemas pelas empresas midiáticas e luta cotidiana contra a degradação humana.

O acampamento Take Notice (em português, “Olhe para nós”) surgiu em 2008 composto por entre 20 e 70 pessoas, a depender da estação do ano, majoritariamente desempregados da classe trabalhadora ou classe média empobrecida após a crise e alguns veteranos do exército norte-americano. Em seu documentário, “Take Notice: um acampamento para desabrigados”, Collings buscou retratar a trajetória de homens e mulheres que procuravam a cidade-acampamento como uma forma de sair das ruas, procurar emprego ou ainda conseguir voltar a pagar aluguel para morar.

De acordo com estudo realizado em 2008 para a Conferência de Prefeitos do Estados Unidos, as três maiores causas da existência de desabrigados no país são a falta de moradia à preços acessíveis, a pobreza e o desemprego. Dados do Departamento de Habitação estimaram, em 2010, a existência de quase 700 mil pessoas desabrigadas no país, valor 20% maior do que em 2007. Nesta estimativa, é significativa a presença de homens negros e jovens e, no caso de famílias desabrigadas, de jovens negras mães solteiras. Além disso, se for considerada a parcela da população que depende diretamente dos subsídios do governo, o cenário de pobreza no centro do capitalismo se torna bem mais complexo. De acordo com o Departamento de Agricultura, em 2012, 46 milhões de pessoas usufruíram de algum tipo de subsídio alimentar mensal (os chamados foodstamps), crescimento espantoso se comparado aos 17 milhões contabilizados em 2001 e aos dois milhões em 1969. Os dados apontam, ainda, que entre os 41 milhões de cidadãos americanos que alugam sua moradia, mais de 10% participam de algum programa de assistência à moradia, somados à mais de 2 milhões de família que usam vouchers oferecidos pelo governo para custear moradia e aos 4,4 milhões de americanos favorecidos por algum tipo de auxílio desse tipo em áreas metropolitanas.

O acampamento de Ann Harbor foi fechado pela polícia em junho de 2012, com a remoção de todos os seu moradores e o cercamento da área à beira da estrada. De acordo com Collings, “alguns dos maiores problema enfrentados pelos moradores de Take Notice eram o alcoolismo e a rejeição da comunidade ao redor do acampamento”. Tampouco os dois principais partidos políticos dos Estados Unidos, Republicano e Democrata, manifestaram qualquer tipo de apoio aos acampados que, após a remoção, retornaram para as ruas e abrigos temporários. Além disso, sinaliza Collings, apesar de surgir como clara consequência da crise econômica e do desemprego que assola o país, os acampamentos “ainda são vistos pela opinião pública como agrupamentos de ‘desocupados’ e criminosos”.

Assim como nas favelas e ruas brasileiras, o papel do trabalho filantrópico de igrejas e Organizações Não Governamentais aparece como forma imediata de intermediar certos auxílios públicos, a inserção nos abrigos locais e todas as formas de ajuda comunitária. Porém, este trabalho é incapaz de orientar a conquista de moradia digna e trabalho, realidade que não parece incomum aos brasileiros. Da mesma forma como no Brasil, a solidariedade é uma marca da vida nas tent-cities, nascida da luta contra à repressão policial e da experiência do coletivismo.

De cidade-arsenal à cidade fantasma
Em 1941, durante a II Guerra Mundial, quando o sucesso dos Estados Unidos no conflito não era um fato, circulava nas altas rodas dos dirigentes políticos e grandes capitalistas norte-americanos a expressão: “Nós temos Detroit”. Com isso, faziam referência à vantagem que o país poderia adquirir no conflito dado o enorme complexo industrial e a força de trabalho ali concentrada, bem como a possibilidade de converter rapidamente a produção metalúrgica, especialmente automobilística, em produção de armamentos e tanques de guerra. A força da capital do estado de Michigan era a força da indústria, e esta era o centro da potencia em que se convertiam os Estados Unidos. A recuperação econômica da crise que estourara em 1929 coincidia com o tempo de guerra, e Detroit era considerada a esperança produtiva e tecnológica dos Estados Unidos, em um ciclo de crescimento que perduraria até meados dos anos 1970 e a crise do petróleo.

Em 2013, Detroit não é senão a sombra do seu passado. Aliás, quase uma espécie de assombração nacional. A profunda e progressiva desindustrialização pela qual os Estados Unidos passou a partir dos anos 1980 e seu caráter crônico depois da crise financeira de 2007, atacou a cidade-automóvel em cheio. Dados do Bureau of Labor Statistcs mostram que na região de Detroit, a taxa de desemprego, atualizada em maio de 2013, é de 9,3% da força de trabalho, bem superior ao índice nacional. Além da destruição do parque industrial, a profunda crise fiscal local e a recente crise imobiliária levaram à migração da força de trabalho para outros estados, desertificando partes inteiras da cidade.

Entre 2005 e 2009 os fotógrafos franceses Yves Marchand e Romain Meffre percorreram Detroit semanalmente, fotografando prédios, hotéis, delegacias de polícias, igrejas, bibliotecas e teatros completamente vazios e destruídos. As imagens impressionantes de uma grande cidade fantasma deram origem ao livro “Detroit em ruínas”. Este, nas palavras dos fotógrafos, revela fotos de “uma cidade abandonada para morrer”. Em nada se parece com a cidade na qual, em 1913, Henry Ford montou sua primeira planta para produção do modelo Ford T e para a qual contratou 90 mil operários. Hoje em dia, a mesma companhia contrata pouco mais da metade deste número e é a principal empregadora da região.

O povo do abismo
Há cem anos atrás, em 1913, o romancista e jornalista norte americano Jack London publicou pela primeira vez o livro reportagem “O povo do Abismo” sobre os dias em que viveu ao lado de moradores de rua e frequentadores de abrigos em Londres, capital da maior potência econômica da época. Neste, anunciou o que percebera como uma realidade perfeitamente harmoniosa ao centro do capitalismo: “eu encontrei uma condição crônica de miséria que nunca é resolvida, mesmo nos períodos de grande prosperidade”.

Passados mais de cem anos, é notável perceber que a vida miserável continuou parte constitutiva do centro e da periferia do mundo capitalista, bem como sua ampliação nestes tempos de crise. No período mais recente, em especial depois da crise econômica internacional iniciada em 2007, é perceptível o crescimento no coração dos Estados Unidos, país mais rico e poderoso do planeta desde a II Guerra Mundial, do mesmo “povo do abismo” com o qual London conviveu nas praças inglesas do início do século passado.

De acordo com o último Censo (2011), 14,3% da população norte americana vive abaixo da linha da pobreza (pessoas que vivem com menos de um dólar por dia), o que equivale a 40,9 milhões de pessoas. Outro fator importante é a diferenciação geográfica e racial da vida pobre nesse país. Os dados oficiais mostram que a população negra, equivalente à 12,3% dos habitantes país, é maioria relativa entre os mais pobres, 36%. A população branca, ao contrário, equivalente à 74,2% do total de norte-americanos é apenas 41% da população mais pobre.

Esses dados sinalizam, guardadas as devidas proporções, que é possível estabelecer marcos de comparação razoáveis entre a economia norte-americana e o desenvolvimento desigual das economias periféricas do mundo. Além da pobreza, a economia norte-americana enfrenta hoje o fantasma do desemprego e do subemprego, que pressiona paulatinamente a qualidade de vida e estabilidade da população. Segundo o Bureau of Labour Statistics, com uma população de 308 milhões de habitantes, entre os quais apenas 241 milhões compõem a força de trabalho, os Estados Unidos enfrentou um crescimento paulatino da taxa de desemprego nos últimos anos. Esta chegou a atingir 10% em 2009, bem superior aos números da década anterior, quando oscilou entre 4 e 6%.

Apesar de uma pequena recuperação no último ano, os índices de desemprego não caíram abaixo dos 7,3% desde o início da crise. Mesmo entre os economistas reunidos no Fórum Econômico Mundial em Davos está clara a divisão de opiniões nos últimos anos a respeito de uma possível retomada da situação de emprego anterior e da liderança internacional para saída da crise. Ao que tudo indica, a favelização do Império e a ampliação de seu abismo social veio para ficar.


E MAIS:

O espelho incômodo
Por três décadas, o jornalista Oale Maharidge e o fotógrafo Michael S. Williamson viajaram pelos Estados Unidos em busca de um retrato da classe trabalhadora. Encontraram uma América faminta e desesperançada
CARTA CAPITAL (*) , mas extraído do Blog ATENDIMITI

DALE MAHARIDGE está assombrado com a facilidade de encontrar motivos para desespero na América atual. “E só ir à rua e prestar atenção” escreve em Someplace Like America: Tales From the New Great Depression, livro-reportagem sobre o empobrecimento da classe trabalhadora nos últimos 30 anos. Para Maharidge, os Estados Unidos não entraram numa recessão em 2008. O país estaria mergulhado em uma crise socioeconômica constante desde o início dos anos 1980, quando o presidente Ronald Reagan proclamou uma frase emblemática: “O governo não é a solução para o nosso problema, o governo é o problema”.

Acompanhado pelo fotógrafo Michael S. Williamson, Maharidge viajou mais de 800 mil quilômetros nas últimas três décadas. Ao longo do trajeto, dormiu ao lado de andarilhos em trens de carga, entrou em casas arruinadas onde agonizaram viciados em drogas, conversou com moradores de tent cities, habitações precárias à beira de rios. Ele percebeu em diferentes histórias uma luta comum pela preservação da dignidade em meio à extinção de empregos e ao encolhimento dos salários.

O compositor Bruce Springsteen escreveu a introdução da edição em brochura de Someplace Like America (University of California Press). Youngstown e The New Timer, duas músicas do CD The Ghost of Tom Joad (1995), foram compostas por Springsteen depois de ler Journey to Nowhere: The Saga of The New Underclass (1985), o primeiro dos seis livros da parceria entre Maharidge e Williamson, ambos ganhadores do Pulitzer. Para Springsteen, o trabalho da dupla revela “o custo em sangue, patrimônio e espírito que a desindustrialização dos Estados Unidos impôs a seus cidadãos mais leais e esquecidos”.

Logo no início de suas viagens pelos EUA, Maharidge e Williamson lançaram And Their Children after Them: The Legacy ofLet Us Now Praise Famous Men: James Agee, Walker Evans, and the Rise and Fall of Cotton in the South (1989). Esse livro-reportagem investigou o destino de três famílias de meeiros no Alabama, cujo desamparo o repórter James Agee (1909- 1955) e o fotógrafo Walker Evans (1903- 1975) registraram, 50 anos antes, durante a Grande Depressão, em Elogiemos os Homens Ilustres. A tragédia dos trabalhadores americanos é mais reveladora do que os resultados de institutos de pesquisa ou os relatórios de economistas de bancos. “Devíamos parar de nos fiar nas palavras de supostos especialistas e escutar as vozes de pessoas comuns, essas, sim, as verdadeiras experts: A seguir, trechos da entrevista de Maharidge a CartaCapital.

CartaCapital: O jornalista George Packer, em resenha publicada pela revista The New Yorker, apontou para a raridade do tipo de reportagem apresentado em Someplace Like America, “Há algo de teimosamente heroico nesse compromisso com um tipo de Jornalismo menos glamouroso, com um tema ingrato” Por que a mídia evita abordar os problemas dos trabalhadores e dos pobres?
Dale Maharidge: É devastador pensar no que ocorre na América. As coisas estão piores hoje se comparadas à Grande Depressão dos anos 1930. Naquela época, as pessoas nutriam a esperança de que as fábricas reabririam. Atualmente, as indústrias não são somente fechadas, são demolidas. O mato invade o terreno baldio que se forma. A retomada dessas terras pela natureza indica que não é possível sentir esperança. Muitos jornalistas estão interessados nos plutocratas, que têm mais glamour. Livros focados nesse segmento vão ser vendidos para a elite. Quanto aos pobres, as massas não parecem dispostas a receber livros sobre os trabalhadores. Um espelho é algo difícil de mirar. Mas esse é um trabalho que precisa ser feito. Eu e Williamson preferimos avançar por caminhos ignorados pela maioria dos jornalistas. Nosso livro pode oferecer esperança. As histórias dessas pessoas que lutam para sobreviver têm um lado edificante, embora não tenhamos percebido há 30 anos nem tenha sido esse nosso objetivo inicial.

CC: É inevitável comparar Someplace Like America a Elogiemos os Homens Ilustres (1941) Em And Their Children after Them, o senhor e Williamson foram atrás dos descendentes das famílias com as quais Agee e Evans conviveram Além das singularidades de cada período histórico, quais as diferenças entre seu livro e Elogiemos?
DM: Amaneira de fazer o nosso trabalho é diferente. Evans não passou tanto tempo no Alabama quanto Agee, que ficou próximo das famílias. Williamson esteve do meu lado o tempo todo. Em termos históricos, a pobreza hoje tem uma face diferente. A imagem de uma criança na frente de uma casa de subúrbio não desperta a mesma comoção que uma criança na frente de um barraco. Ainda assim, ao longo dos últimos 30 anos, com frequência encontramos geladeiras vazias e crianças com fome em casas de subúrbio. A fome na América se espalhou. Tal como na época de Elogiemos os Homens Ilustres, as pessoas estão paralisadas. Há semelhanças. Muitos do 1,4 milhão de americanos que trabalham para o Walmart recebem 9 ou 10 dólares por hora. Na maioria das cidades, seus salários mal pagam o aluguel. Trabalham em dois ou três empregos. Ainda assim chegam ao fim do mês sem comida. É escravidão assalariada.

CC: Para escrever Someplace Like America, o senhor reencontrou as pessoas que conheceu 30 anos antes Por que foi importante falar de novo com esses entrevistados?
DM: Com frequência, nós, jornalistas, surgimos de repente e entrevistamos as pessoas para criar um sumário de suas vidas. E seguimos em frente. Quando retorna a uma história já publicada, o repórter cria não só um resumo, mas um retrato em mutação das pessoas. Ao concebermos esse tipo de representação, podemos ver as mudanças pelas quais os EUA passaram nos últimos 30 anos. É uma forma mais satisfatória de contar uma história.

CC: Enquanto reporta, o senhor não tem receio de expor as limitações do seu trabalho e impressões Por que insere essas informações no texto?
DM: Leitores de obras como Someplace Like America exigem um contexto. Não é suficiente apresentar os fatos. Na era da internet, fomos inundados por fatos. Daí a necessidade de uma explicação apresentada por um narrador confiável. Minha maior inspiração é a ficção de John Steinbeck, em especial As Vinhas da Ira (1939), em que ele oferece um significado e um encadeamento às circunstâncias.

CC: O senhor se sentiu desamparado durante as viagens?
DM: Muitas vezes. O pior período foi quando andamos nos trens de carga nos anos 1980. Passávamos por casas e víamos através das janelas famílias sentadas à mesa para o jantar. Sentíamos como se estivéssemos testemunhando de outro lugar a ilusão do sonho americano. Até hoje tenho esse sentimento de deslocamento. Quando visitei as áreas do Meio-Oeste dos EUA me senti como um jornalista estrangeiro. Este não é mais o país onde nasci.

( * ) AQUI, AQUI e AQUI


.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Britânica tinha larvas a comer-lhe o cérebro


Mulher decidiu ir ao médico depois de dias a ouvir barulhos dentro do cérebro e ter acordado com uma mancha na almofada

Uma britânica, Rochelle Harris, foi surpreendida quando o médico lhe disse que estava a produzir larvas tipicamente encontradas na carne dentro do ouvido.

Depois de umas férias no Peru, a inglesa de 27 anos começou a ter dores de cabeça e a ouvir barulhos dentro da cabeça. De acordo com a Reuters, a mulher afirma lembrar-se de ter entrado uma mosca no ouvido, mas não pensou mais no assunto.

Paralelamente às dores, o facto de ter acordado com uma mancha líquida na almofada, Harris decidiu consultar um médico. Depois de oservada, foi-lhe dito que estava a produzir larvas dentro do ouvido.

«Estava muito assustada. Estavam dentro do meu cérebro», questionou Harris durante um documentário emitido pelo «Discovery Channel».

Após a tentativa de retirar as larvas com azeite, foi mesmo necessária uma intervenção cirúrgica onde foi descoberta um «família de larvas».

Os exames concluiram que a mosca deixou ovos de larva dentro da orelha da mulher. 
( TVI24 )


.

Mulher violada é condenada no Dubai por ter sexo fora do casamento





Marte Deborah Dalelv, de 24 anos, terá de cumprir uma pena de 16 meses

Em Março, a norueguesa Marte Deborah Dalelv, de 24 anos, apresentou queixa no Dubai [ NOTA DESTE BLOG: Não, Dubai não fica no Irã... ] por ter sido violada. Agora, um tribunal do Emirado condenou-a por ter mantido relações sexuais fora do casamento e por consumo de álcool.

A jovem, que se deslocou ao Dubai numa viagem de negócios, apresentou uma denúncia na polícia depois de ter sido violada. Já não saiu do local porque foi detida.

Marte passou vários dias numa cela sem que pudesse entrar em contacto com os seus familiares e as autoridades norueguesas, relata o jornal 'El Mundo'.

Só libertada por acção do consulado, Marte esperou pela decisão do tribunal numa instituição religiosa. 

Esta semana soube que foi condenada a 16 meses de prisão por ter mantido relações sexuais fora do casamento, por beber álcool e atentar contra a decência.

O governo norueguês já avançou que vai contestar judicialmente a decisão.

"A sentença no Dubai contra uma norueguesa que denunciou uma violação contraria o nosso sentido de justiça. Daremos o apoio necessário para apelar contra a decisão", reagiu o ministro norueguês dos Negócios Estrangeiros, Espen Barth Eide, através da sua conta de Twitter.

Para o mesmo responsável, este caso revela "o estatuto legal que a mulher tem em muitos países". 



.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

"ETs abduziram meu carro com meu cachorro dentro!"




Britânico diz que 15 ETs abduziram seu carro e seu cachorro

Fato teria acontecido durante um acampamento com os amigos

Keith Robins, 37 anos, disse ter vivido uma situação fora do comum durante um acampamento.

Robins conta que estava acampando com um grupo de amigos em Cardiff, no País de Gales, Reino Unido, quando um grupo de 15 ETs abduziu seu carro.

O britânico afirma que o incidente aconteceu quando ele tinha 17 anos.

Segundo relatório enviado por ele para o Ministério de Defesa, Robins e os amigos estacionaram o veículo e ficaram longe por apenas três minutos. Quando voltaram, o veículo havia sumido. 

Em seguida, luzes laranja apareceram no local em que o carro estava e cerca de 15 aliens apareceram por alguns segundos.

Além do veículo, Robins perdeu seu cachorro de estimação que estava no automóvel.

O Ministério da Defesa liberou os documentos do caso em 2009, quando o departamento de UFOs foi fechado.

Porém, a história só teve repercussão essa semana. ( R7 )

.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Ossadas de supostos vampiros da Idade Média descobertas na Polónia


Quatros esqueletos foram descobertos durante as escavações para as fundações de um prédio em Gliwice. Todos tinham a cabeça decapitada e colocada entre as pernas.

Segundo os arqueólogos destacados para examinar o achado, as ossadas descobertas hoje durante o processo de escavação para as fundações de um prédio na cidade polaca de Gliwice, estavam enterradas num local onde, nos séculos XVI ou XVII, foram enterrados os supostos 'vampiros'.

Estes foram assim classificados porque se acreditava, em plena época medieval, que a única maneira de os vampiros permanecerem mortos era decapitá-los colocando a cabeça entre as pernas, para que, dessa forma, não voltassem a erguer-se da campa.

As quatro ossadas encontradas foram todas enterradas da mesma forma e vão agora continuar a ser investigadas.

ESTE TEXTO COM AS IMAGENS AQUI

.

domingo, 14 de julho de 2013

Vilões de HQ verossímeis e invencíveis ( V ): Quase um combate



Comecei a falar sobre os vilões inspirados na vida real mas esqueci de botá-los no campo de batalha. Sem confronto Bem X Mal os gibis não vão vender e a editora vai falir. Aliás, faz tempo que eu não escrevo nada sobre isto. O povo até já deve ter esquecido de nossos personagens, sejam vilões ou heróis. Quem lembra, por exemplo, do grupo de superseres do bem, denominado "LIGA DOS BONS". Ou de um de seus membros, o CAPITÃO GAGAU?

Para ser sincero, nem mesmo eu lembro dos personagens...

( O autor dá uma pausa e vai consultar os posts nos quais foram apresentados os personagens. O leitor boceja. Finalmente, o autor retorna, com a memória refrescada )

Ah, sim! Como eu pude esquecer de meus estimados vilões "LAMÚRIA" e "RESMUNGO"? Foram os primeiros personagens e devo tudo a eles. E eu os vejo todo santo dia... Acho que estou ficando craque em ignorá-los.

BATALHA
Toca o telefone na LIGA DOS BONS. A secretária, Dona Delécia atende colocando o fone entre a orelha e o ombro, enquanto fica digitando e consultando qualquer coisa no celular:
- Siiimmm?
- Aqui é o Chefe Barrete, da Chefatura de Polícia. Tem algum herói aí? É urgente!! Rápido!
"Voou veerr", diz, miando, Dona Delécia ( esteticamente inspirada na Dona Tetê, do Recruta Zero ). Em vez de ir pessoalmente à sala dos heróis, dada a urgência da hora, ela manda uma comunicação impessoal  por celular. E volta a digitar qualquer coisa no aparelho. Baixa uma foto dela de bikini, no Facebook. Em segundos, consegue 328 "Curti".
Cinco minutos depois, quase cochilando, o Chefe Barrete, desperta da leseira que lhe foi imposta pela espera ao telefone e berra:
- E ENTÃO, PORRA!!? Tem herói aí ou não?
"Putz, que cara chato", pensa Dona Delécia, respondendo:
- Ninguém respondeeeu... Vou lá verrrr...
- Dá prá ser agora?
- Ahhhtááááhhhbommmm...

Dois minutos depois, alguém atende o Chefe Barrete:
- Pois não! Aqui é o Tenente Brasil ( versão verde-amarelo do Capitão América ) quem fala! Qual o problema?
- Tenente! Aqueles vilões do Mal, LAMÚRIA e RESMUNGO, invadiram um banco para roubar um cofre, explodiram tudo ( dinheiro inclusive ) , se deram mal e agora, cercados pela PM, fizeram reféns! Vocês têm que fazer alguma coisa!
- OK, Chefe! Vou reunir os outros heróis imediatamente para traçarmos uma estratégia e...
- URGENTE, PELO AMOR DE DEUS! Com essa bagunça toda, o trânsito começou a parar na região e daqui a pouco é horário de pico! Ninguém vai chegar em casa hoje por causa do trânsito!
- ISSO É MUITO MAU! Já vou providenciar ajuda!
- DEUS LHE ABENÇOE! Tá na hora dos humanos direitos tomarem as rédeas da situação nesse país!
- Sem dúvida, Chefe! Até logo!
( Clic! )

Imediatemente, o Tenente Brasil, um dos líderes do grupo, convoca os demais heróis. Ainda meio baleado, devido a sua frágil situação física causada e agravada pela falta de seu GAGAU ESTELAR - a fonte de seus poderes - o CAPITÃO GAGAU é o primeiro a aparecer, mas é dispensado.
Em seguida chegam o MOTOBOY ASSUSTADOR  ( versão brazuca do Motoqueiro Fantasma ); O DOUTOR FALTÁSTICO ( que, quando não está em missão pela LIGA DOS BONS, chama-se Higino e atende - bem, isso é modo de dizer - como médico em hospital público ); COMBUSTÃO, o herói piromaníaco que atua, na vida real, no mercado imobiliário paulistano; e PROFETA, outro líder dos BONS. Profeta é o cérebro informal da equipe. Contumaz leitor de jornais e revistas, Profeta debate, estuda, filosofa, fala, discursa e convence. É também o Relações Públicas da LIGA DOS BONS. Um chefe nato e muito bem-informado a respeito das coisas do mundo, ele é quem define - mediante acordo tácito entre os demais, que lhe concederam tais poderes de decisão - quais serão as diretrizes a serem seguidas pelo grupo. Usa de sua capacidade retórica para convencer os mais recalcitrantes da validade de suas teses e afirmações. Justiça seja feita, ele não convence ninguém, mas é tão chato e intrujão que as pessoas concordam com ele só prá que ele cale a boca.

Acreditem ou não, esses são os heróis. Alguns deles. Faltam vários, além das heroínas. Outra hora eu falo deles.

- A situação é grave, diz o TENENTE BRASIL. Esses vilões estão dominando o Brasil e nossos esforços não estão sendo suficientes. 
- Falta verba, falta pessoal, retruca MOTOBOY ASSUSTADOR.
- Falta nada, replica PROFETA. Uma equipe enxuta e profissionais estimulados são fundamentais. Cada um  sendo recompensado por sua produtividade e...
- Lorota, responde MOTOBOY. Só os líderes e acionistas é que faturam com essa política de "bônus ao mérito". Os pequenos ralam de trabalhar. Nós perdemos mais membros desse grupo de heróis para a síndrome de BURN-OUT que em batalhas contra os vilões.
- Pffff! Indolência e preguiça, isso sim!, treplica o PROFETA.
"Senhores, por favor"!, interrompe o DOUTOR FALTÁSTICO que só apareceu na reunião pra poder dar o cano no posto de saúde. "Temos um assalto com reféns em andamento!"
- OK!, responde o MOTOBOY
- Deveras, responde PROFETA.
- Quem são os vilões em ação?, indaga COMBUSTÃO.
- LAMÚRIA!...
Ahhhhhnãããããoooooooo!, resmungam em uníssono.
- ... e RESMUNGO!
Ahhhhhhhnããããããaão....!!!!!
- Putz, esses caras são chatos demais!, diz MOTOBOY ASSUSTADOR. Noutra ocasião, esse RESMUNGO ficou reclamando de eu andar na contramão. Onde já se viu?
- Em minha identidade secreta - diz o DOUTOR FALTÁSTICO - eu atendi o LAMÚRIA no posto de saúde onde às vezes dou ponto. A minha vontade era de colar sua boca com esparadrapo. Só não fiz isso porque estava em falta no posto.
- Tudo bem, heróis. Não devemos temê-los. Temos de enfrentá-los agora! Quem está comigo?
- Eu não!
- Nem eu! Me arruma outra coisa pra fazer!
- Banco tem seguro!
- Deixa quieto! A polícia resolve! Tô vendo aqui no Datena!
- Putz merda! Olha a bala de borracha prá todo lado!
TENENTE BRASIL tenta animar os heróis a cumprirem seu dever mas, nesse momento, Dona Delécia passa pelo corredor, digitando algo ao celular, e todos ficam secando sua bunda. 


.










sexta-feira, 12 de julho de 2013

Padre diz que já mandou “mais de 160 mil demônios de volta para o inferno”


O padre Gabriel Amorth tem 88 anos. Ele é o “chefe dos exorcistas” no Vaticano há mais de 25 anos. Também é o presidente honorário da Associação Internacional dos Exorcistas, fundada por ele e outros líderes católicos em 1990.

Em diversas ocasiões suas fortes declarações chamaram atenção da mídia. Já  alegou que os escândalos de abuso sexual envolvendo a Igreja Católica em vários países são prova de que o Anticristo está travando uma guerra contra a Santa Sé e vencendo. Também denunciou que afirmando que o demônio está instalado dentro do próprio Vaticano.

Na recente entrevista que concedeu ao jornal inglês Sunday Times, pareceu decidido a chocar mais uma vez a opinião pública. Declarou já ter mandado “mais de 160 mil demônios de volta para o inferno”, chegando as vezes a fazer mais de 20 sessões por dia, mas por causa da idade hoje não consegue realizar mais de 3 ou 4. Disse estar preocupado com o aumento na demanda de padres especialistas em exorcismo e por isso apelou ao Papa. Ele deseja que Francisco conceda a todos os sacerdotes os poderes necessários para praticarem o exorcismo.

Amorth lembra que os sacerdotes católicos necessitam de uma permissão especial do Vaticano para realizar exorcismos. O assunto é considerado tabu e por isso,  raramente tais pedidos são aceitos.
“Vou pedir que o Papa conceda a todos os sacerdotes o poder de realizar exorcismos, e garantia que os sacerdotes sejam devidamente treinados para isso nos seminários. Hoje há uma enorme demanda por isso”, disse ao Sunday Times

Ainda não há uma resposta oficial do papa, mas entre os lideres católicos o assunto tomou um grande vulto desde que um vídeo começou a circular na internet mostrando Francisco fazendo um exorcismo em plena Praça de São Pedro, no Vaticano. Segundo foi divulgado, o papa impôs as mãos sobre um homem mexicano que estava doente. Contudo, Amorth revela que essa pessoa estava na verdade “possuída por quatro demônios” e foi liberta.

O porta-voz do Vaticano, bispo Federico Lombardi, não negou abertamente o ocorrido, mas esclareceu que o papa não tinha a “intenção” de realizar um exorcismo, mas que a imposição de mãos e a fé de quem reza por outros é muito importante. Com informações USA Today e Huffington Post.


.

EUA: mulheres são submetidas a esterilização ilegal em prisões


148 mulheres foram ilegalmente esterilizadas em prisões da Califórnia, revelou o site “Huffington Post”, conforme estudo do Centro para Reportagem Investigativa (CIR, na sigla em inglês). Elas sofreram coerção para se submeterem a operações de ligação de trompas, o que ocorreu entre 2006 e 20010 na Instituição da Califórnia para Mulheres de Corona e na Prisão Estadual de Valley em Chowchilla, que é agora uma prisão para homens.

Segundo o que o CIR apurou, os alvos foram prisioneiras grávidas sobre as quais os médicos que pressionavam pelas esterilizações alegavam que “seria provável que retornassem à prisão no futuro”. Um dos médicos responsáveis, o Dr. James Heinrich, defendeu a prática, dizendo que havia feito “um importante serviço a mulheres pobres que teriam riscos de saúde em caso de gravidez no futuro”.

Escrevendo para Politicususa.com, Jason Easley disse que o relatório oferece prova de que “esterilizações forçadas ou sob coerção não são algo que apenas acontecem nos outros países. Estão acontecendo nos Estados Unidos da América”.


.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Males de nosso tempo: estamos comprando demais?



Antes de iniciar a leitura, saiba que este texto foi extraído de uma publicação das Testemunhas de Jeová e editado por este blog. Eu procurei manter a fidelidade ao tema abordado - o consumismo - que é o que interessa aqui. Com certeza você já deve ter lido textos parecidos. Quem quiser ler o original, que aborda o tema à luz da crença das TJ pode ser lido aqui. Eu não apenas indico a leitura do original, como insisto nisso, já que não vejo problema em consultar uma publicação religiosa que apresente textos interessantes e, no meu modo de ver, práticos. Você não irá se tornar Testemunha de Jeová apenas por fazer uma visita a um site mantido por eles. Sinceramente, eu tenho mais medo do consumismo que das TJ. Vá sem medo!

Por que compramos?
Num estudo realizado no mundo todo em 2012, metade dos entrevistados admitiu que compra coisas que na verdade não precisa. Dois terços acham que os consumidores estão comprando demais. Essa preocupação faz sentido, visto que muitos consumidores estão se afundando cada vez mais em dívidas. Segundo pesquisas, altos níveis de consumo resultam em mais estresse e infelicidade, não em mais satisfação. Então, por que estamos comprando tanto?
Como consumidores, somos alvo de uma contínua enxurrada de propagandas. Qual é o objetivo dos publicitários? Transformar desejos em necessidades. Eles sabem que a maioria dos consumidores se deixa levar pela empolgação. É por isso que as propagandas e cada aspecto do mundo das compras são projetados para estimular ao máximo essa empolgação nos consumidores.
O livro Why People Buy Things They Don’t Need ( Por Que as Pessoas Compram Coisas Que Não Precisam ) diz: “Ao planejar uma compra, um consumidor geralmente cria fantasias detalhadas e se imagina procurando, encontrando e levando um produto para casa.” Alguns especialistas suspeitam que as pessoas ficam tão eufóricas ao fazer compras que seu corpo chega a liberar mais adrenalina. Jim Pooler, especialista em marketing, explica: “Se um lojista percebe esse estado emocional, ele pode explorar a empolgação e a vulnerabilidade do cliente.”
Como você pode evitar cair nas armadilhas de uma publicidade bem elaborada? Compare friamente o que as propagandas prometem com a realidade.

PROMESSA: “Melhore sua qualidade de vida
É normal querer uma vida melhor. Os publicitários nos bombardeiam com mensagens de que, se comprarmos as coisas certas, todos os nossos desejos — saúde melhor, segurança, alívio do estresse e relacionamentos mais próximos — poderão ser realizados.
REALIDADE: A grande quantidade de bens materiais adquiridos pode na verdade diminuir a qualidade de vida. Quanto mais bens materiais a pessoa tem, mais tempo e dinheiro são necessários para cuidar deles. A preocupação com as dívidas aumenta o estresse, e acaba sobrando menos tempo para a família e amigos.

PROMESSA: “Ganhe status e prestígio
Poucas pessoas admitiriam que compram para impressionar os outros. Mas Jim Pooler comenta: “Uma das razões principais de as pessoas comprarem é competir com amigos, vizinhos, colegas de trabalho e parentes.” É por isso que as propagandas costumam mostrar seus produtos sendo usados por pessoas bem-sucedidas e ricas. A mensagem transmitida para os consumidores é: “Você também pode ser assim!”
REALIDADE: Definir nosso valor por meio de comparações cria um ciclo interminável de insatisfação. Em outras palavras, uma pessoa mal consegue o que deseja e já passa a querer algo melhor.

PROMESSA: “Defina sua identidade
O livro Shiny Objects (Objetos Reluzentes) explica: “Um jeito comum de dizermos às pessoas quem somos (ou quem gostaríamos de ser) é usar e exibir bens materiais.” Os publicitários sabem disso e procuram relacionar marcas — principalmente marcas de luxo — a certos valores e estilos de vida.
Como você se vê e como quer que os outros o vejam? Elegante? Atlético? Não importa como quer ser visto, as propagandas prometem que você pode adotar a imagem da marca só por comprar um dos seus produtos.
REALIDADE: Nenhum produto pode mudar quem realmente somos ou nos dar qualidades como honestidade e integridade.

A grande quantidade de bens materiais adquiridos pode na verdade diminuir a qualidade de vida

Um conceito equilibrado dos bens materiais
O que as propagandas prometem quase nunca se torna realidade.

Estratégias do marketing moderno
Além da TV, livros, revistas e internet, os publicitários hoje usam um número crescente de estratégias sofisticadas.
COLOCAÇÃO DE PRODUTO: Produtos e marcas famosas são sutilmente incluídos em programas de TV, filmes e videogames.
MARKETING INVISÍVEL: Agentes pagos para representar empresas usam e elogiam produtos em situações do dia a dia sem parecer que foram contratados para fazer isso.
PROPAGANDA BOCA A BOCA: Agentes publicitários são estimulados a fazer comentários sobre certos produtos a seus amigos ou por meio de redes sociais. Esses agentes podem receber amostras do produto ou outras formas de recompensa como incentivo.

Como controlar seus gastos
Além da pressão externa feita pelas propagandas, podemos acabar gastando demais por causa de nossos próprios sentimentos e hábitos. Veja seis sugestões que podem ajudar você a controlar seus gastos.
1. Evite comprar por impulso. Você gosta da euforia de ir às compras e encontrar uma boa oferta? Então, você talvez tenha a tendência de comprar por impulso. Para resistir, acalme-se e pense friamente no que está envolvido em comprar o que deseja, como o dinheiro e o tempo gastos para adquirir, usar e cuidar do produto. Tente se lembrar de ocasiões em que comprou por impulso e se arrependeu. Espere passar a euforia antes de tomar sua decisão.
2. Evite comprar para melhorar seu humor. Comprar pode até dar uma sensação de bem-estar temporária. Mas depois, quando os sentimentos negativos voltam, você pode sentir uma necessidade ainda maior de buscar alívio nas compras. Em vez de comprar para se sentir melhor, procure o apoio de bons amigos ou faça alguma atividade física, como sair para caminhar.
3. Não compre para se divertir. Shopping centers luxuosos transformaram o ato de comprar em diversão. Mesmo que você só vá ao shopping para passear ou navegue na internet para passar o tempo, muitas coisas que verá foram criadas para estimular seu desejo de comprar. Assim, compre apenas quando tiver um produto específico em mente e não compre nada além disso.
4. Escolha bem seus amigos. O estilo de vida e as conversas dos amigos influenciam muito seus desejos. Se você está gastando demais para competir com seus amigos, então procure a companhia de pessoas que não dão tanta importância para o dinheiro e bens materiais.
5. Tenha bom senso ao usar cartões de crédito. Com os cartões de crédito, é fácil comprar sem pensar nas consequências. Tente pagar o valor total da fatura todo mês. Conheça as taxas de juros e outras taxas de seu cartão e compare as ofertas de crédito para encontrar os cartões mais em conta. Tome cuidado com cartões classificados como premium que cobram taxas de juros mais altas e oferecem benefícios que você não precisa. Ao comprar produtos mais caros, economize para pagar à vista em vez de comprar a crédito.
6. Esteja a par de sua situação financeira. É mais fácil exagerar nos gastos quando você não sabe ao certo como está sua situação financeira. Mantenha registros atualizados e tenha uma visão geral de quanto você ganha e gasta. Faça um orçamento realista do que pretende gastar todo mês com base em sua renda e despesas anteriores. Daí, acompanhe seus gastos e veja se estão dentro do orçamento. Procure um amigo de confiança que possa ajudá-lo a entender assuntos financeiros que você acha difíceis.

Como proteger as crianças do consumismo
As crianças são um alvo especial das propagandas, e é fácil entender o porquê. O público jovem está comprando e gastando mais do que nunca. Nos Estados Unidos, os adolescentes compõem uma fatia do mercado que movimenta muitos bilhões de dólares por ano!
No entanto, a pesquisadora Juliet Schor observou que crianças muito consumistas têm mais chances de ficar deprimidas e ansiosas e costumam ter dificuldades no relacionamento com os pais. Como você pode proteger seus filhos? Veja o que alguns pais fizeram.
ENSINE: “Não dá para proteger totalmente os filhos da propaganda porque ela está em todo lugar. Então nós explicamos às nossas filhas que o trabalho dos publicitários é convencer as pessoas a comprar e que as empresas que os contratam estão atrás de dinheiro. Eles não estão interessados no que é melhor para nós.” — James e Jessica.
NÃO CEDA À PRESSÃO: “Os filhos pressionam os pais a comprar e fazem de tudo até conseguir o que querem. Mas é importante não ceder. Com o tempo, eles aprendem que nem sempre vão conseguir tudo que desejam. Nós dois conversamos muito sobre como manter o equilíbrio e que limites deveríamos definir ao criar nossa filha.” — Scott e Kelli.
LIMITE A INFLUÊNCIA: “Nossa família quase não vê televisão. Ela não faz falta na nossa rotina, porque preenchemos esse tempo com outras atividades. Nós cozinhamos e comemos juntos, e os meninos amam ler.” — John e Jennifer

.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

Golpe