quinta-feira, 30 de maio de 2013

E quem é que liga pro teu carro, ô filhaduma( piiiii! )


Um jornal de bairro - e seu portal - publica matéria sobre acidentes que ocorrem em deteminada via paulistana em bairro de classe média / média remediada. Como sempre, falaram aquilo que a "opinião pública" materialista e "wannabe" quer que seja dito. Esta chama a CET mas não aguenta o tranco.
O cidadão de bem reclama, mas seu telhado de vidro já não aguenta nem cocô de pombo - as exceções de praxe evidentemente concordam comigo.
Esses tais problemas de "trânsito" ( isso envolve "automóveis", que é um mundo à parte dos pedestres, que são as únicas e verdadeiras vítimas ), mobilizam atenções e energia, mas sempre sob determinado viés. Ao ler a tal reportagem, fui fazer o que se deve, e corri para fazer meu comentário sobre a hipocrisia de certos moradores da via - mas subentenda-se que falei dos paulistanos em geral, e as exceções de praxe concordarão comigo, etc, etc. Uma das leitoras "comentou meu comentário' e, como sói ocorrer, tratou de encaixar, totalmente fora do contexto, o problema que teve com seu carro na citada via. Eu quero mais é que se danem ela, seu [ dela ] carro e o carro de todos. Mas, como ando meio sem criatividade ultimamente, vou aproveitar a deixa a mim concedida para menosprezar ela e seu problema insignificante. Menosprezo que, subentenda-se, estende-se a todas as demais pessoas com "problemas" parecidos. Pois o que importa, em primeiro lugar, é o pedestre.
Para proteger a mim, à minha identidade e integridade ( eu sou bocudo mesmo ), nomes de ruas e pessoas serão alterados ou coisa parecida:


Moradores assustados com o alto número de acidentes na Rua Big Bay
A reclamação já é antiga no JORNAL. Desde o recapeamento da rua Big Bay, na Vila Linda, há três anos, os moradores da via, assim como os pedestres e os motoristas, cobram a instalação de um semáforo ou de uma lombada eletrônica ao longo da rua, que liga a Rua das Flores até a Avenida do País. Enquanto a autoridade de trânsito não toma uma providência, o local acumula acidentes automobilísticos.
“Moro aqui há 37 anos e não aguento mais ver mortes e batidas. Em um prazo de 45 dias, aproximadamente, ocorreram oito acidentes. É caminhão que entala entre poste e parede, ônibus que descem a rua em alta velocidade e arrancam retrovisores, caminhão que arranca poste e fios e carros que descem em alta velocidade ultrapassando pela contramão”, relata indignada a moradora CDF.
Quem também reclama da situação é o comerciante MKD. “Desde que recapearam a rua os motoristas não respeitam mais o limite de velocidade ( 40km/h ). Aliás, as placas com a velocidade máxima permitida sumiram. O pior é que como a via tem curvas, quem vem das ruas paralelas imbica o carro e acaba sendo atingindo por outro veículo. A situação se repete semanalmente. Fora os casos de colisões simples, onde nem o boletim de ocorrência é feito”, ressalta D.
Para o morador JSS, somente uma lombada eletrônica resolveria a questão. “Do jeito que está não dá. Eu acredito que um semáforo não resolva, a não ser que tenha radar. A rua tem faixas de pedestres, mas, as mesmas não são respeitadas pelos motoristas. Não há fiscalização. Com o farol seria a mesma coisa. Tem que ser como na rua Costa Gavras, que é aqui perto: uma lombada eletrônica bem no meio da via. Ai sim, para não serem multados, os motoristas respeitariam a velocidade permitida”, completa S..
Questionado, o 21º Batalhão de Polícia Militar/Metropolitano, informou que de 1º de janeiro a 24 de abril foram registradas nove ocorrências de trânsito na via em questão.
A reportagem indaga há cerca de um mês a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) sobre a possibilidade de instalação de equipamentos inibidores de velocidade na Big Bay, mas, até o fechamento desta edição o órgão não se pronunciou.
Colisão mata motociclista
Os constantes acidentes da Rua Big Bay geraram uma vítima fatal recentemente. No dia 9 de maio, por volta das 18h30, o guarda civil metropolitano, AAS, de 22 anos, morreu após colidir sua motocicleta em um carro na esquina da via com a Rua das Médiuns e ser arremessado em cima de outro automóvel.
O guarda civil chegou a ser socorrido e levado ao hospital estadual de Vila das Montanhas, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.


Acima, o texto do jornal; a seguir, meu comentário ( integral e sem as necessárias correções ), elencando a canalhice que se observa na citada via:

"Ainda que os casos acima tratem-se de tragédias, é imperativo mencionar que ilegalidades se observam a rodo na via em questão. Mesmo na qualidade de pedestre que passa muito ocasionalmente por ela, não ignorar que cerca de uns 60% ( daí pra cima ) das calçadas são completamente inseguras e inviáveis para quem anda por elas. Apresentam todo tipo de rampa, aclive, declive, toda a famosa apoderação do espaço público por particulares que, como bem citou o presidente da Abraspe, resolvem as deformações de seus terrenos e imóveis apropriando-se da calçada. Além disso, como se não bastassem as calçadas ilegais - e que se apresentam assim como o ululante conhecimento e anuência dos que ali moram - também temos que observar e enfrentar o estacionamento sobre elas, também de conhecimento e anuência dos moradores. Esse caso me lembra outro, reportado pelo JORNAL, em que os moradores da Rua das Trepadeiras, também "indignados" com a circulação - ilegal - de caminhões pela via exigiam fisclização da CET, como se os próprios moradores não corressem o risco de serem multados, pois muitos - bastante mesmo - também estacionam seus veículos sobre as - várias delas ilegais, como descrevi acima - calçadas da via. Hipocrisia grassa aqui na região, valha-me Deus!"

Uma cidadã de bem contornou supimpamente a minha crítica. Ou realmente não entendeu nada:


"Pior de tudo Sr. Humberto, e as calçadas que realmente esta um caos, imaginem os idosos, carrinhos de bebes, e cadeirantes, impossivel de transitar nelas, principalmente pessoas sem noçao e sem respeito pelo proximo q estacionam carros em cima das calçadas.
Mais so veremos resultados quando estiver chegando a epoca de eleiçoes......" [ Nota deste blog: Sim, ela apelou pro lugar-comum preguiçoso e questionável "época de eleições" ]


E ela completou, sem ruborizar ( ARRRGHHH! ):

"O pior e que entre esses acidentes, ate o meu carro foi prejudicado, um carro ao ultrapassar outro na descida, bateu de frente no meu q estava parado na rua."

Bom, só me resta dizer: FODA-SE e lamentar que não tenha sido pior. Por São Jorge!



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