sexta-feira, 31 de maio de 2013

Família pode influenciar no consumo de álcool na adolescência



Positiva ou negativamente, adolescentes são influenciados por seus familiares, dentro de suas próprias casas, em relação ao abuso do álcool. Essa é a conclusão de recente pesquisa desenvolvida pela enfermeira Betânia da Mata Ribeiro Gomes, em seu trabalho de pós-graduação apresentado à Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP.


A pesquisadora observou e entrevistou em seus domicílios, 22 membros de dez famílias, entre eles, 11 adolescentes de ambos os sexos, entre 14 e 19 anos, que consumiam álcool. O estudo aconteceu na Unidade de Saúde da Família EmocyKrause, localizada em Recife (Pernambuco), entre julho de 2010 e agosto de 2011.

Foram alvo do estudo apenas os familiares que moravam com o adolescente e tinham um laço mais próximo, como, pais, irmãos, tios. Em cada família, o convite se estendeu aos familiares que estavam presentes no primeiro encontro, realizado pelo estudo. “E no decorrer da pesquisa, a interação e os discursos indicaram a necessidade ou não de incluir outros familiares”, comenta Betânia, que se ateve a temas como: estrutura, desenvolvimento e funcionamento das famílias; crenças que podem influenciar o consumo de álcool; as interações familiares que protegem ou que expõem os adolescentes ao consumo ou abuso de álcool; e o sentido da religião.

A maioria dos entrevistados possuía renda menor que um salário mínimo. Alguns recebiam ajuda do governo e não tinham completado seus estudos, além de presenciar, em suas próprias casas, a prática do uso do álcool. Muitos adolescentes ainda presenciaram separações de seus pais ou morte de algum deles devido ao consumo de bebida alcoólica. Quanto ao relacionamento em família, Betânia verificou que a maioria sofria com desentendimentos, desafetos, problemas de comunicação, agressão, conflitos, violência e falta de interação.


Prazer e prejuízos


Para a pesquisadora, a decisão pelo consumo de bebida alcoólica foi associada ao prazer e diversão, principalmente relacionada às músicas, as quais, segundo ela, estão no contexto de vida desses adolescentes, incentivando o consumo. “É uma válvula de escape para as dificuldades e problemas familiares do cotidiano”.

Betânia percebeu que, mesmo com sentimentos de alívio, relaxamento, distração e dos momentos de lazer, os adolescentes não ignoravam os prejuízos do uso abusivo da bebida alcoólica, principalmente porque presenciaram os problemas que a bebida causou em seus próprios domicílios.

As famílias, apesar de não se relacionarem adequadamente com os adolescentes, apoiaram seus membros e mantiveram esperança por meio de motivação ou da religião, pensando em um futuro melhor. “A religião pode favorecer o sentimento de esperança e, com ela, o gosto pela vida”, afirma. Ela notou ainda que os adolescentes se preocupavam em manter viva a motivação para uma vida melhor, para a conquista de trabalho qualificado e da casa própria, além de tentar realizar os sonhos que não foram possíveis para seus pais.

Betânia concluiu que os familiares influenciam os adolescentes de forma positiva e negativa quanto ao uso e abuso do álcool. “A estrutura e composição da família, o padrão de interação familiar, a comunicação entre seus membros, a religião e a esperança são componentes que se articulam diretamente com a prática do consumo de álcool pelos adolescentes”.

A tese A influência da família no consumo de álcool na adolescência foi orientada pela professora Lucila Castanheira Nascimento e defendida em setembro de 2012, na EERP. ( USP )

First World News: "Meio milhão de britânicos estão na fila do sopão, diz BBC"





Sob arrocho de Cameron fome dobra na Inglaterra em um ano

500 mil ingleses dependem da caridade para comer. “Os cortes nas redes de segurança social foram longe demais, levando à destituição, pobreza e fome em grande escala”, diz Oxfam

Sob os cortes nos direitos e programas sociais desencadeados pelo governo Cameron, mais de meio milhão de ingleses dependem da caridade – os “food Banks” (bancos de alimentos) - para escapar da fome, registrou a BBC, citando denúncia das organizações religiosas Oxfam e Church Action on Poverty (Ação da Igreja sobre a Pobreza). O número de usuários praticamente dobrou em relação ao ano anterior.

“A chocante realidade é que centenas de milhares de pessoas no Reino Unido estão se voltando para a ajuda alimentar”, afirmou Mark Goldring, executivo-chefe da Oxfam. “Os cortes nas redes de segurança social foram longe demais, levando à destituição, pobreza e fome em grande escala. É inaceitável que isto esteja ocorrendo na sétima nação mais rica do planeta”.

BANCO DE ALIMENTOS

Os bancos de alimentos são centros de distribuição de mantimentos coletados pela caridade, com a ajuda de voluntários, havendo, ainda, sopões. O relatório das duas organizações, também apoiado pelo Trussel Trust, o maior provedor no país aos bancos de alimentos, responsabilizou pela crescente pressão sobre os bancos de alimentos as profundas mudanças no sistema de benefícios, bem como o desemprego, crescente subemprego, baixos salários e preços em alta de alimentos e combustível.

O relatório pediu ao parlamento que faça um inquérito para discutir a “fome oculta” no país. A escalada na demanda por comida tem levado muitos bancos de alimentos à beira da exaustão. No banco de alimentos de Durham, segundo sua administradora, Naomi Stevens, “nós estamos conseguindo quatro toneladas de comida por mês e distribuindo quase seis. Nesse descompasso, temos de entrar nas nossas reservas”.

Segundo o “Guardian”, “a espetacular expansão dos bancos de alimentos através do Reino Unido nos últimos dois anos é um poderoso indicador da crescente pobreza” e da dedicação dos voluntários. Em South Yorkshire, a entidade Food Aware abriu cinco bancos de alimentos e dirige outros projetos, alimentando cerca de 1.500 pessoas por semana em Doncaster, Rotherham e Sheffield. Esses bancos de alimentos abrem por um período de duas horas, mas frequentemente em uma hora os suprimentos acabam. Em março, recebeu pedidos para abrir 12 novos bancos de alimentos.

“EROSÃO”

Para Niall Cooper, o executivo-chefe da Church Action on Poverty, “a rede de seguridade que havia para proteger o povo está sendo erodida em tal extensão que estamos vendo um aumento na fome. Bancos de alimentos não estão projetados, nem deveriam, para substituir a rede normal de seguridade provida pelo estado na forma de suporte de bem estar”. Os bancos de alimentos estão planejados como um mecanismo de emergência, e não como uma solução de longo prazo. A maioria deles funciona com a distribuição de vales, em que o solicitante tem direito a retirar alimentos nas próximas três semanas. Imran Hussain, de outra entidade, a Child Poverty Action Group, considerou a situação “um escândalo nacional”.

Para o “Guardian”, “filas, racionamento e apelos desesperados por doações de comida conforme a demanda supera o fornecimento são uma questão para vários bancos de alimentos, e voluntários estão começando a se perguntar se é certo – ou se eles têm a capacidade – para assumir um fardo crescente que até recentemente era considerado um dever do estado”. Em abril, depois que doações de alimentos colapsaram, o banco de alimentos de Stoke-on-Trent começou a mandar gente de volta. Conforme os estoques se esvaziaram, famílias com crianças e aqueles com mais de 65 anos receberam prioridade, enquanto adultos jovens eram redirecionados para sopões.

A situação é tal que uma entidade de caridade, a “Real Aid”, que havia sido criada para ajudar os pobres na África, redirecionou seus esforços para dentro da própria Inglaterra, como revelou programa da BBC que foi ao ar no dia 22.

ANTONIO PIMENTA - HORA DO POVO

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Enquanto isso, no guichê de atestado de "Cidadão de Bem"... ( ficção )


- Próximooo!

Paulo Estânio se aproxima do guichê. Até que enfim chegou sua vez. Essa burocracia...

- Bom dia! Eu quero um atestado de "Cidadão de Bem" para dar entrada no diploma de "Cidadão de Bem"...

"Um minutinho", responde o atendente.

"Um minutinho?", pensa Paulo Estânio, "Aposto que esse 'minutinho' vai demorar uns dez minutos, tenho certeza disso..."

Trinta segundos depois, o atendente retorna e solicita:

- Foto 3 x 4, formulário completo em 3 vias, testemunhas, atestado de bons antecedentes...

- Mas eu não trouxe nada disso!!!, responde Paulo Estânio.

"Então", responde o atendente, "só posso atendê-lo quando o senhor cumprir estes requisitos...."

Ficando completamente irado e transtornado, Paulo Estânio sobe nas tamancas e passa um sabão no atendente. Eleva a voz e começa um chatérrimo discurso em voz alta sobre "a burocracia que atravanca o desenvolvimento e atrasa o progresso da Nação", pontuado por irritantes observações sobre o mastodontismo estatal.
Aquelas palavras inspiradoras foram a gota d'água para muita gente que mofava há horas naquela fila: a maioria resolveu voltar para casa. Amargar fila é uma coisa. Agora, encarar discurso...

Ao ver que seu discurso libertário não surtiu o efeito desejado - o efeito agregador de massas - Paulo Estânio decidiu que o lado dele ele ia resolver. Ele estava lá pra isso, afinal de contas:

- Olha, meu chapa - disse Paulo Estânio ao atendente - a questão é a seguinte...

- Pois não, senhor...

- Se EU SOU UM CIDADÃO DE BEM - e SOU EU quem está dizendo e atestando isso - você e essa merda de departamento têm mais é que acatar...

- Oras, mas meu senhor...

- "Oras", nada - prosseguiu Paulo Estânio - pois a questão é a seguinte: a palavra de um CIDADÃO DE BEM é lei e, se um CIDADÃO DE BEM testemunha em favor de algo ou alguém, esse alguém tem tudo a seu favor, sua conduta se torna irrepreensível. Ou seja: meu testemunho, na qualidade de CIDADÃO DE BEM, é inquestionável!!! Se um indivíduo CIDADÃO DE BEM diz que outro indivíduo é um CIDADÃO DE BEM também, isso não deve ser objeto de questionamentos!! Eu sou minha testemunha, um CIDADÃO DE BEM como testemunha da conduta de um CIDADÃO DE BEM. Onde está o problema, afinal? Você não aceita a minha palavra? Até quando? Acorda, Brasil...

- Senhor, isso parece meio que um sofisma, ou coisa parecida e...

- "Sofismas", "falácias"... Essas palavras não significam nada mais que a sujeição da realidade concreta ao discurso abstrato e subjetivo e...

- Olha, senhor, eu desisto!!!!! Sei lá o que vem a ser "discurso abstrato e subjetivo"... Tá aqui a via carimbada e o senhor está dispensado dos trâmites exigidos! Tenha um bom dia!!!

No carro, conversando - enquanto dirige - com um amigo pelo celular a respeito dos acontecimentos daquela manhã, Paulo Estânio confidencia:

- Eu tava quase cedendo... Mais um pouco eu puxava "cenzão" pro cara, pra ver se ele agilizava logo a parada pra mim...

E quem é que liga pro teu carro, ô filhaduma( piiiii! )


Um jornal de bairro - e seu portal - publica matéria sobre acidentes que ocorrem em deteminada via paulistana em bairro de classe média / média remediada. Como sempre, falaram aquilo que a "opinião pública" materialista e "wannabe" quer que seja dito. Esta chama a CET mas não aguenta o tranco.
O cidadão de bem reclama, mas seu telhado de vidro já não aguenta nem cocô de pombo - as exceções de praxe evidentemente concordam comigo.
Esses tais problemas de "trânsito" ( isso envolve "automóveis", que é um mundo à parte dos pedestres, que são as únicas e verdadeiras vítimas ), mobilizam atenções e energia, mas sempre sob determinado viés. Ao ler a tal reportagem, fui fazer o que se deve, e corri para fazer meu comentário sobre a hipocrisia de certos moradores da via - mas subentenda-se que falei dos paulistanos em geral, e as exceções de praxe concordarão comigo, etc, etc. Uma das leitoras "comentou meu comentário' e, como sói ocorrer, tratou de encaixar, totalmente fora do contexto, o problema que teve com seu carro na citada via. Eu quero mais é que se danem ela, seu [ dela ] carro e o carro de todos. Mas, como ando meio sem criatividade ultimamente, vou aproveitar a deixa a mim concedida para menosprezar ela e seu problema insignificante. Menosprezo que, subentenda-se, estende-se a todas as demais pessoas com "problemas" parecidos. Pois o que importa, em primeiro lugar, é o pedestre.
Para proteger a mim, à minha identidade e integridade ( eu sou bocudo mesmo ), nomes de ruas e pessoas serão alterados ou coisa parecida:


Moradores assustados com o alto número de acidentes na Rua Big Bay
A reclamação já é antiga no JORNAL. Desde o recapeamento da rua Big Bay, na Vila Linda, há três anos, os moradores da via, assim como os pedestres e os motoristas, cobram a instalação de um semáforo ou de uma lombada eletrônica ao longo da rua, que liga a Rua das Flores até a Avenida do País. Enquanto a autoridade de trânsito não toma uma providência, o local acumula acidentes automobilísticos.
“Moro aqui há 37 anos e não aguento mais ver mortes e batidas. Em um prazo de 45 dias, aproximadamente, ocorreram oito acidentes. É caminhão que entala entre poste e parede, ônibus que descem a rua em alta velocidade e arrancam retrovisores, caminhão que arranca poste e fios e carros que descem em alta velocidade ultrapassando pela contramão”, relata indignada a moradora CDF.
Quem também reclama da situação é o comerciante MKD. “Desde que recapearam a rua os motoristas não respeitam mais o limite de velocidade ( 40km/h ). Aliás, as placas com a velocidade máxima permitida sumiram. O pior é que como a via tem curvas, quem vem das ruas paralelas imbica o carro e acaba sendo atingindo por outro veículo. A situação se repete semanalmente. Fora os casos de colisões simples, onde nem o boletim de ocorrência é feito”, ressalta D.
Para o morador JSS, somente uma lombada eletrônica resolveria a questão. “Do jeito que está não dá. Eu acredito que um semáforo não resolva, a não ser que tenha radar. A rua tem faixas de pedestres, mas, as mesmas não são respeitadas pelos motoristas. Não há fiscalização. Com o farol seria a mesma coisa. Tem que ser como na rua Costa Gavras, que é aqui perto: uma lombada eletrônica bem no meio da via. Ai sim, para não serem multados, os motoristas respeitariam a velocidade permitida”, completa S..
Questionado, o 21º Batalhão de Polícia Militar/Metropolitano, informou que de 1º de janeiro a 24 de abril foram registradas nove ocorrências de trânsito na via em questão.
A reportagem indaga há cerca de um mês a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) sobre a possibilidade de instalação de equipamentos inibidores de velocidade na Big Bay, mas, até o fechamento desta edição o órgão não se pronunciou.
Colisão mata motociclista
Os constantes acidentes da Rua Big Bay geraram uma vítima fatal recentemente. No dia 9 de maio, por volta das 18h30, o guarda civil metropolitano, AAS, de 22 anos, morreu após colidir sua motocicleta em um carro na esquina da via com a Rua das Médiuns e ser arremessado em cima de outro automóvel.
O guarda civil chegou a ser socorrido e levado ao hospital estadual de Vila das Montanhas, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.


Acima, o texto do jornal; a seguir, meu comentário ( integral e sem as necessárias correções ), elencando a canalhice que se observa na citada via:

"Ainda que os casos acima tratem-se de tragédias, é imperativo mencionar que ilegalidades se observam a rodo na via em questão. Mesmo na qualidade de pedestre que passa muito ocasionalmente por ela, não ignorar que cerca de uns 60% ( daí pra cima ) das calçadas são completamente inseguras e inviáveis para quem anda por elas. Apresentam todo tipo de rampa, aclive, declive, toda a famosa apoderação do espaço público por particulares que, como bem citou o presidente da Abraspe, resolvem as deformações de seus terrenos e imóveis apropriando-se da calçada. Além disso, como se não bastassem as calçadas ilegais - e que se apresentam assim como o ululante conhecimento e anuência dos que ali moram - também temos que observar e enfrentar o estacionamento sobre elas, também de conhecimento e anuência dos moradores. Esse caso me lembra outro, reportado pelo JORNAL, em que os moradores da Rua das Trepadeiras, também "indignados" com a circulação - ilegal - de caminhões pela via exigiam fisclização da CET, como se os próprios moradores não corressem o risco de serem multados, pois muitos - bastante mesmo - também estacionam seus veículos sobre as - várias delas ilegais, como descrevi acima - calçadas da via. Hipocrisia grassa aqui na região, valha-me Deus!"

Uma cidadã de bem contornou supimpamente a minha crítica. Ou realmente não entendeu nada:


"Pior de tudo Sr. Humberto, e as calçadas que realmente esta um caos, imaginem os idosos, carrinhos de bebes, e cadeirantes, impossivel de transitar nelas, principalmente pessoas sem noçao e sem respeito pelo proximo q estacionam carros em cima das calçadas.
Mais so veremos resultados quando estiver chegando a epoca de eleiçoes......" [ Nota deste blog: Sim, ela apelou pro lugar-comum preguiçoso e questionável "época de eleições" ]


E ela completou, sem ruborizar ( ARRRGHHH! ):

"O pior e que entre esses acidentes, ate o meu carro foi prejudicado, um carro ao ultrapassar outro na descida, bateu de frente no meu q estava parado na rua."

Bom, só me resta dizer: FODA-SE e lamentar que não tenha sido pior. Por São Jorge!



quarta-feira, 29 de maio de 2013

Al-Qaeda despediu terrorista que nunca atendia o telefone


A história pode parecer piada, mas a autenticidade da carta em que os líderes Al-Qaeda dispensam os serviços de um dos mais destacados terroristas africanos, devido à sua rebeldia, foi confirmada dos três especialistas em contra-terrorismo.

Moktar Belmoktar, um dos mais destacados terroristas africanos, conhecido como o sr. Marlboro, foi dispensado pela Al-Qaeda após durante anos os seus superiores terem tentado sem sucesso conter a sua rebeldia, segundo uma carta da organização terrorista encontrada pela agência Associated Press.

Nunca atendia o telefone, falhava em entregar relatórios de despesas, ignorava reuniões e desrespeitava ordens repetidamente, referem os líderes norte-africanos da Al Qaeda, na carta cuja autenticidade foi confirmada por três especialistas, um dos quais o antigo responsável do Pentágono pelo contra-terrorismo em África, Rudolph Atallah.

Atentados na Argélia e no Niger
A carta de 10 páginas, datada de 3 de outubro, descoberta dentro de um edifício anteriormente ocupado por elementos da Al Qaeda no Mali, ajudará mesmo a compreender os recentes ataques terroristas ocorridos na Argélia e no Niger, que causaram a morte de 101 pessoas e dos quais o sr. Marlboro reivindicou autoria em fóruns jihadistas, refere Atallah.

Antes da reivindiação dos atentados, haviam surgido rumores que indicavam que teria sido eliminado.

Diversos dados apontavam também para que o sr. Marlboro já tivesse sido expulso da Al Qaeda anteriormente, mas segundo a carta encontrada no Mali terá permanecido fiel à organização terrorista até ao ano passado, tendo posteriormente criado o seu próprio grupo terrorista.


“Marcha Contra Monsanto” em 436 cidades de 52 países repudia veneno disseminado pelo monopólio



A "Marcha Contra a Monsanto" reuniu dezenas de milhares de pessoas nas principais cidades do mundo em protesto contra a multinacional norte-americana, neste sábado. Foram atos de repúdio contra o domínio da multinacional sobre a produção agrícola com base nos grãos transgênicos que monopoliza. A norte-americana, Tami Canal, organizadora do evento exigiu diferenciação nos rótulos para os transgênicos, "seguiremos nossa mobilização até que a Monsanto respeite os desejos por alimentos sadios por parte do consumidor, eles estão envenenando as nossas crianças e o nosso planeta", afirmou.

Outro dos organizadores, Nick Bernabe, criticou as leis apoiadas no Congresso dos EUA e na Suprema Corte em defesa do monopólio. "Os defensores dos transgênicos da Monsanto votam com os dólares da multinacional", denunciou Nick.

Em Buenos Aires, a manifestação foi em frente ao escritório da Monsanto, também houve grande mobilização em Santiago do Chile. Nos EUA houve atos em 48 Estados. Os principais foram nas cidades de Seattle, Las Vegas, Washington, Sacramento, Savannah e Columbus.

Na Europa aconteceram atos na Alemanha, Holanda, Inglaterra, Irlanda, França, Áustria, Hungria e outros. Na Rússia os manifestantes tomaram as ruas com cartazes, "Rússia sem transgênicos". Próximo à Torre Eifel, denunciaram que a "Monsanto saqueia e mata os agricultores e o Planeta". Houve atos também no Japão, Austrália, África do Sul.

O jornalista James Brumley, afirmou que "o Departamento de Agricultura supervisionou e aprovou os testes das sementes geneticamente modificadas, enquanto os tribunais federais mantiveram sua autoridade para paralisar os testes ou a venda dessas plantas caso acreditassem que a saúde publica fosse ser prejudicada. Agora, com o ‘Ato de Proteção da Monsanto’ (lei HR 933 aprovada nos EUA), o sistema judicial não tem mais o direito de intervir e proteger o consumidor". ( HORA DO POVO )

VEJA O VÍDEO:



LEITURA COMPLEMENTAR:


Governo dos EUA age como marqueteiro da Monsanto 

TOM PHILPOTT*

Quase duas décadas depois de sua estreia nos campos estadunidenses nos anos 90, as sementes transgênicas estão cada vez menos promissoras. Os produtos da indústria aumentam o lucro das colheitas?

A Union of Concerned Scientists (União dos Cientistas Preocupados) pesquisou a questão detalhadamente em um estudo de 2009. Indo direto ao ponto: aumentam marginalmente, se é que aumentam. As sementes transgênicas levam à redução do uso de pesticidas? Não; na verdade, acontece o oposto.

E por que elas reduziriam, se as três ou quatro companhias que dominam as sementes transgênicas (Monsanto, DuPont, Syngenta, Dow) estão também entre as maiores produtoras globais de pesticidas?

As sementes Roundup Ready, da Monsanto, deram início a uma onda de super sementes resistentes a herbicidas e a uma enxurrada de herbicidas, já que os insetos estão se mostrando resistentes às culturas que contêm pesticidas biotecnológicos e fazendo com que os agricultores aumentem o uso de inseticidas.

E as plantações maravilhosas que iriam ser fabricadas geneticamente para resistir à seca e que requerem menos fertilizantes nitrogenados? Até agora elas não apareceram – e há pouca evidência de que um dia o farão.

Ainda assim, mesmo apesar desses problemas, o Departamento de Estado dos EUA tem agido essencialmente como um braço do marketing da indústria agrícola de biotecnologia, completado com figuras de tão alto escalão como a antiga Secretária de Estado Hillary Clinton, declamando pontos de discussão da indústria como se fossem um evangelho, conforme descobriu uma nova análise de documentos internos feita pela organização FWW (Food & Water Watch ou Observatório dos Alimentos & Água, na sigla em inglês).

O relatório do FWW é baseado na análise de telegramas diplomáticos, escritos entre 2005 e 2009 e lançados no grande vazamento de documentos do Wikileaks em 2010. O FWW conclui: “Uma estratégia conjunta para promover a biotecnologia agrícola no exterior força os países a importarem culturas e alimentos biotecnológicos que eles não querem, e faz lobby para que os governos estrangeiros – especialmente nos países em desenvolvimento – adotem políticas para abrir caminho para cultivar plantações biotecnológicas”.

O relatório transborda de exemplos do governo estadunidense promovendo a indústria biotecnológica no exterior. Aqui estão alguns:

O Departamento de Estado encorajou as embaixadas a trazerem visitantes – especialmente repórteres – aos Estados Unidos, já que isso “provou ser uma maneira eficiente de dissipar preocupações sobre [as plantações] biotecnológicas”.

O Departamento de Estado organizou e patrocinou 28 entrevistas de 17 países entre 2005 e 2009. Em 2008, quando a embaixada dos Estados Unidos estava tentando impedir a Polônia de promover uma proibição de rações biotecnológicas para animais, o Departamento de Estado trouxe uma delegação de oficiais de agrícolas de alto nível do governo polonês para se encontrar com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, em Washington, fazer um tour plena Universidade Estadual de Michigan e visitar o Chicago Board of Trade.

O Departamento de Agricultura patrocinou uma viagem para que o Ministro de Agricultura e Pecuária de El Salvador visitasse as instalações da Pioneer Hi-Bred, em Iowa, e para que ele se encontrasse com o secretário do Departamento de Agricultura, Tom Vilsack, que deveria “pagar ricos dividendos ajudando [o Ministro] a claramente defender posições políticas sobre os nossos interesses bilaterais mútuos.”

Outro exemplo: este telegrama de 2009, ao qual o relatório do FWW se refere, mostra uma funcionária do Departamento de Estado casualmente solicitando fundos dos contribuintes estadunidenses para combater o esforço popular que exigia a identificação por etiquetas dos alimentos transgênicos em Hong Kong – e vangloriando-se de haver feito isso com sucesso no passado.

Por que se concentrar na política de transgênicos de uma cidade quase independente? A rejeição de uma política de obrigação de etiquetagem “poderia ter influências colaterais na região, incluindo Taiwan, a China e o sudoeste da Ásia”, escreve a funcionária, acrescentando que o seu consulado tinha “intencionalmente projetado programas [contra a etiquetagem] que outras embaixadas e consulados” podiam usar.

O relatório também mostra como o Departamento de Estado forçou os transgênicos em nações africanas de baixa renda – na cara da oposição popular. Em um telegrama de 2009, mostra o FWW, a embaixada norte-americana na Nigéria gabou-se “do apoio do governo estadunidense na redação de uma legislação [pró-biotecnologia], assim como a sensibilização das peças-chave através de um programa de alcance público” tinha ajudado a passar uma lei amigável à indústria.

Trabalhando com a Usaid (Agência dos Estados Unidos Para o Desenvolvimento Internacional, na sigla em inglês), o Departamento de Estado forçou ações similares no Quênia e em Gana, como mostra o FWW.

Ainda assim, como aponta o FWW, ao tão agressivamente forçar as soluções biotecnológicas no exterior, o Departamento de Estado está contrariando o consenso de especialistas em desenvolvimento agrícola expressado na IAASTD (Avaliação Internacional sobre Ciência e Tecnologia Agrícola para o Desenvolvimento, na sigla em inglês), de 2009, um projeto de três anos, convocado pelo Banco Mundial e pelas Nações Unidas e completado em 2008, para aferir quais formas de agricultura seriam melhores para as necessidades mundiais em tempos de rápidas mudanças climáticas.
A IAASTD teve uma visão tão cética da biotecnologia desregulada como uma cura para os desafios dos alimentos no mundo, que a Croplife America, um dos grupos de lobby principais da indústria, achou pertinente denunciá-la.

O governo estadunidense apoiou o lobby da biotecnologia neste caso – apenas 3 dos 61 governos participantes se recusaram a assinar a IASSTD: os Estados Unidos sob comando de Bush filho, o Canadá e a Austrália.

Então por que nossos corpos diplomáticos estão se comportando como se eles respondessem aos acionistas da Monsanto em se tratando de políticas agrícolas? Meu palpite é que a tecnologia de sementes transgênicas, dominada pela Monsanto, bem como nossas elevadas colheitas de soja e milho (que são neste ponto quase completamente feitas de sementes transgênicas), são duas das poucas áreas do comércio global nas quais os Estados Unidos ainda geram um superávit comercial.

O site da Divisão de Políticas de Comércio Têxtil e de Biotecnologia explica assim: “Em 2013, os Estados Unidos preveem exportar US$ 145 bilhões em produtos agrícolas, US$ 9,2 bilhões acima das exportações de 2012, e ter um superávit comercial de US$ 30 bilhões no nosso setor agrícola.”

Meu palpite é que os presidentes dos Estados Unidos, tanto democráticos quanto republicanos, estão se debruçando em preservar e expandir esse superávit. O presidente Obama alterou bastante a política exterior dos Estados Unidos quando assumiu a presidência depois de Bush, em 2009, mas não parece ter mudado nada em relação a forçar a biotecnologia mundialmente.

E esse impulso não está confinado ao Departamento de Estado. Em 2009, quando Obama precisava apontar alguém para liderar as negociações agrícolas na Secretaria de Comércio dos Estados Unidos, ele foi diretamente à indústria de biotecnologia, chamar o vice-presidente de ciências e assuntos regulatórios na CropLife America, Islam A. Siddiqui, que continua no posto até hoje.

Enquanto isso, o Departamento de Estado opera uma Divisão de Políticas de Comércio Têxtil e de Biotecnologia, que existe em parte para “manter mercados abertos para os produtos estadunidenses derivados da moderna biotecnologia” e para “promover aceitabilidade dessa tecnologia promissora”.

A página de biotecnologia do departamento está entremeada de uma linguagem que parece feita de clichês de materiais promocionais da Monsanto.

“A biotecnologia agrícola ajuda os agricultores a aumentar seus lucros, permitindo que eles produzam mais alimentos por acre enquanto reduz as necessidades de químicos, pesticidas, água e cultivo. Isso traz benefícios para o meio ambiente assim como para a saúde e subsistência dos agricultores.”

*Tom Philpott é o blogueiro de alimentos e agricultura do site norte-americano Mother Jones. Seu artigo foi publicado no blog OperaMundi com o título “Governo ajuda Monsanto a vender transgênicos no exterior”.


( Publicado em duas partes no HORA DO POVO )

terça-feira, 21 de maio de 2013

WikiLeaks revela lobby do Departamento de Estado dos EUA pelo monopólio Monsanto dos transgênicos



Relatório da Food & Water Watch, organização norte-americana de defesa do consumidor, sem fins lucrativos, publicado na terça-feira (14), mostra o lobby do Departamento de Estado norte-americano em defesa do monopólio da Monsanto, e outras corporações similares, por todo o mundo. O documento analisa cerca de 900 correspondências diplomáticas do Departamento de Estado norte-americano filtradas pelo WikiLeaks, entre 2005 e 2009, e demonstra como Washington negocia a favor das corporações em “países alvo”, principalmente na América Latina e África.

A estratégia do Departamento de Estado norte-americano se baseia em promover os interesses comerciais dessas corporações, flexibilizar a regulamentação existente nos países e pressionar para aumentar a exportação de seus transgênicos.

O relatório detalha como funcionavam as campanhas anuais dos EUA para “encorajar o uso de biotecnologia agrícola”, direcionando as embaixadas americanas a “realizar uma agenda ativa para os transgênicos”. Por exemplo, encorajando as embaixadas a pressionar os países por redução de barreiras comerciais em benefício das corporações, além de estimular e promover campanhas “divulgando os transgênicos como uma ferramenta de desenvolvimento”.

Frente a reação mundial contra os transgênicos, o documento afirma que houve uma campanha global para “promover a compreensão e aceitação”, bem como “ampliar o apoio ao comércio com os EUA e também ao desenvolvimento de posições políticas favoráveis aos alimentos geneticamente modificados”. Nos países onde a oposição era muito alta, as embaixadas eram mais cautelosas, e o governo norte-americano recorria a novas organizações não governamentais favoráveis aos transgênicos, como no Peru e Uruguai.

Em alguns paises as embaixadas realizavam cobertura jornalística favorável diretamente ao publico. Em Hong Kong chegaram a distribuir DVD’s em todas as escolas defendendo os transgênicos.

Em 2005 a embaixada norte-americana no Brasil afirmou que sua “intensa campanha foi um importante catalisador” para lei que legalizou o cultivo de transgênicos.

Atualmente, para a diretora executiva da Food & Water Wach, Wenonah Hauter, “o governo dos EUA esta negociando acordos secretos de comércio com a Europa e países da costa do pacífico para forçar os países céticos e indispostos a aceitar os transgênicos, e assim, comercializá-los sem que sejam rotulados como transgênicos”.   

domingo, 19 de maio de 2013

"Nova York e Londres são as maiores lavanderias de capitais do mundo. Bancos se salvaram da crise econômica reciclando bilhões de dólares do narcotráfico", revela autor italiano especialista em máfias



QUEM LEVA A MELHOR NESTE ENREDO
Em seu novo livro, Roberto Saviano desnuda o fracasso da "guerra às drogas" e mostra como os bancos se beneficiam dos narcodólares em tempos de crise

CARTA CAPITAL - Edição 748

Uma apreensão recorde de cocaína no Porto de Hamburgo surpreendeu as autoridades alemãs em outubro de 2003. A bordo do cargueiro, vindo de Manaus, havia 255 quilos de cocaína. O espanto, na verdade, deu-se por conta da quantidade e da pureza da droga, uma vez que um informante havia dado todas as pistas para a polícia européia sobre o carregamento ilícito: uma encomenda feita pela 'Ndrangheta, a máfia calabresa, a traficantes colombianos. Era sabido que o Brasil era apenas uma escala. A cocaína percorreu centenas de quilômetros pela Floresta Amazônica com a escolta de paramilitares da Autodefesas Unidas da Colômbia, grupo de extrema-direita empenhado em combater os guerrilheiros das Farcs. E exímios narcotraficantes.

O infiltrado era o italiano Bruno Fuduli, dono de uma marmoraria que se viu obrigado a prestar serviços para a 'Ndrangheta após assumir dívidas com a mafiosa família Mancuso. Homem de escrúpulos, prontificou-se a delatar as atividades criminosas da máfia calabresa à polícia. Tornou-se um agente duplo. Quando o carregamento foi apreendido em Hamburgo, ele estava na Colômbia a mando da máfia. Diante da recusa da 'Ndrangheta de pagar pela cocaína confiscada pelas autoridades européias, Fuduli passou quase três meses em um cativeiro das AUC, mantido apenas com água. Após ser abandonado pelos sequestradores, doente e 10 quilos mais magro, conseguiu contatar a polícia italiana e regressar ao seu país.
Tempos mais tarde, Fuduli rebelou-se contra a Justiça italiana. Acabou preso durante uma marcha antimáfia que percorria as ruas de Vibo Valentia, na região da Calábria, em maio de 2007. Intimidou os manifestantes aos berros: "Onde estão os meus 5 mil quilos de cocaína?"
Passou, enão, a se queixar abertamente à mídia. Em uma de suas entrevistas, revelou detalhes sobre a extensão do tráfico comandado pela 'Ndrangheta, com ramificações em dezenas de países. "Mandei para a cadeia 140 criminosos. Facilitei a apreensão de 5 toneladas de cocaína. Dei à polícia todas as pistas do tráfico entre a Colômbia e a Calábria. Agora os mando ( as autoridades italianas ) tomar no c..."

Essa e outras histórias estarrecedoras são esmuiçadas no novo livro de Roberto Saviano, Zero, Zero, Zero, ainda sem tradução ao português e lançado na Europa pela Editora Feltrinelli. O escritor italiano ganhou notoriedade após se infiltrar na Camorra, a máfia napolitana, para coletar informações para seu livro de estréia, Gamorra. Um best seller com mais de 10 milhões de cópias vendidas pelo mundo, traduzido para 50 idiomas e que inspirou o filme homônimo, vencedor do Grand Prix de Cannes em 2008. Hoje com 33 anos, Saviano dedicou a recente obra aos sete carabineri que completaram mais de 38 mil horas de escolta policial para protegê-lo. Zero, Zero, Zero, título que remete à farinha de trigo mais pura produzida na Itália , a "zero", e uma evidente alusão ao pó da cocaína, é resultado de uma pesquisa de sete anos, que revela os meandros do tráfico internacional de drogas.
Os narcóticos não garantem apenas o enriquecimento dos criminosos envolvidos diretamente no negócio. Após as recentes crises financeiras internacionais, vários bancos superaram seus problemas de liquidez com os recursos do tráfico, denuncia Saviano. Ao menos 352 bilhões de narcodólares foram absorvidos pelo sistema econômico legal em 2008, valor superior a um terço das perdas bancárias naquele ano, segundo o FMI. Um complexo sistema de lavagem de dinheiro, por meio da compra de ações, uma cadeia infindável de empréstimos interbancários e a emissão de títulos eletrônicos que percorriam vários países. Em pesquisa recente, dois economistas da Universidade de Bogotá, Alejandro Gaviria e Daniel Mejia revelam que 97,4% do dinheiro movimentado pelo narcotráfico colombiano é reciclado em bancos americanos e europeus. "Nova York e Londres são as maiores lavanderias do mundo, muito acima dos chamados paraísos fiscais", diz Saviano.
Para reforçar seu argumento, cita as declarações de Jennifer Shasky Calvery, responsável pela seção de lavagem de dinheiro do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, durante audiência no Congresso em fevereiro de 2012: "Os bancos americanos são usados para acolher grandes quantidades de capitais ilícitos, escondidos entre milhões de dólares transferidos diariamente de um banco a outro". Também se ancora nas denúncias feitas pelo inglês Martin Woods, especialista em crimes financeiros. Suas investigações comprovaram que o Wachovia Bank, entre 2004 e 2007, manejou fundos ilícitos nos EUA que somam 378,4 bilhões de dólares. A própria instituição financeira teve de admitir, em 2010, que operava com 22 casas de câmbio mexicanas ligadas aos cartéis da droga. Woods também acusou o Royal Bank of Scotland, um dos dez maiores bancos do mundo e o segundo do Reino Unido antes da crise de 2008, de evitar a sua bancarrota com a reciclagem de vultosas somas de narcodólares.
Um dos principais mentores do esquema de lavagem de dinheiro hoje usado pelo narcotráfico é o ucraniano Semion Mogilevic, apontado pelo FBI como "um dos mais perigosos mafiosos do mundo". Oriundo de uma família judaica, ele controla um banco israelense com filiais em Moscou e Chipre destinado a lavar dinheiro para a máfia russa. Mogilevic especializou-se na exploração de mulheres do Leste Europeu e as usava para distribuir drogas no varejo.

Tanto os russos quanto a máfia calabresa preferem negociar diretamente com os colombianos, em vez dos ambiciosos cartéis mexicanos. Logo no começo de seu livro de 446 páginas, Saviano relata como o Cartel de Medellín, chefiado por Pablo Escobar, perdeu o controle do mercado americano, apesar de dominar a produção de coca. Nos anos 1980, os colombianos pagavam para contrabandistas mexicanos cruzarem a fronteira dos Estados Unidos com cocaína por meio de "mulas", caminhões e túneis subterrâneos. Até se depararem com um policial federal do México tão corrupto que não demorou a assumir o contrabando fronteiriço.
Em vez de dinheiro, Miguel Angel Félix Gallardo, conhecido como El Padrino, passou a exigir o pagamento em droga. Aos poucos, estruturaria uma imensa rede de narcotráfico ao longo dos 3 mil quilômetros de fronteira com os EUA. Foi ele quem, em 1989, promoveu uma reunião com os narcomexicanos para uma divisão territorial do tráfico em plazas, cada uma com o seu chefe local. Essas plazas dariam início aos principais cartéis mexicanos, como o de Sinaloa, que garante pleno emprego da população local em suas imensas plantações de maconha e papoula.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

"Araceli, Meu Amor" volta às livrarias: livro expôs podres de mandarins do Espírito Santo envolvidos com tráfico de drogas, tortura e assassinato foi banido pela ditadura



ASSASSINATO E CENSURA 
Entrevista - Vetado pela ditadura, o livro do repórter José Louzeiro sobre um crime bárbaro é relançado

A Cecília Luedemann 
| Carta Capital - Edição 748 |

Em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Crespo, de 8 anos, foi estuprada e assassinada a dentadas por jovens ricos de Vitória, em uma festa regada a bebidas alcoólicas, cocaína e sadismo. Passados 40 anos, José Louzeiro, autor do romance reportagem Araceli, Meu Amor, censurado pela ditadura em 1976 e relançado neste ano, relembra a história de um crime bárbaro e ainda impune.

Carta Capital: Como o senhor chegou à história de Araceli?
José Louzeiro: Quando me envolvi no caso Araceli, trabalhava no Última Hora, aqui do Rio de Janeiro, e tinha um grande amigo, o repórter Jorge Elias, que me falou de um crime grave em Vitória. Graças à minha mulher na época, Ednalva Tavares, pesquisadora e fotógrafa, resolvemos arriscar a vida para chegar aos criminosos. Passei dois anos na coleta de material, devo ter ido umas 50 vezes escondido a Vitória. Chegamos em 1974, acompanhei a CPI, em 1975, e o livro ficou pronto em 1976. Clério Falcão, então deputado do MDB, organizou a CPI e arriscou a vida para denunciar os matadores de Araceli.

CC: Dante Michelini, pais de um dos assassinos, tinha poder para alterar as investigações?
JL: Quem colocava e tirava o chefe de polícia era Michelini. Era o dono da cidade e o Constanteen Helal, pai do outro assassino, Paulinho, era dono de todo o campo. O Espírito Santo pertencia às duas famílias. Dona Lola, mãe de Araceli, era contrabandista de drogas. Ela mandou a filha levar um envelope ao "tio" Helal ( Jorge Helal ), Paulinho Helal e Dantinho Michelini. A menina não sabia que o envelope estava cheio de cocaína. Quando ela chegou, os caras abriram o envelope, a agarraram e começou a orgia. Ela foi morta, inicialmente, a dentadas. Os caras estavam muito loucos. Pegaram a menina, arrebentaram. Quando viram que estava morta, esperaram anoitecer e o corpo foi enrolado em um plástico. Tarde da noite, foram a uma casa noturna de um parente, na avenida principal, e meteram o corpo no freezer. Gabriel, pai de Araceli, eletricista naval que vivia em viagem, quando voltou e não encontrou a filha, ficou desesperado, começou a procurar, foi em todos os lugares. Por fim, seguiu para o Instituto Médico Legal. Ele conversava com um funcionário quando Radar, o cachorro da Araceli que o acompanhava, começou a arranhar uma gaveta. Ele pediu para o funcionário abrir a gaveta. Era ela, o resto dela... Toda esfacelada, tudo preto, rosto queimado de gelo, e um pedaço tirado, um horror. Quando Gabriel chegou em casa, Lola havia se mandado. Ela era amante de Jorge Helal.

CC: Seu livro relata uma forte relação entre as elites, a polícia, os fornecedores de drogas, a Justiça, os militares...
JL: Na droga só pobre vai preso, rico não vai. E tem mais um canalha que eu não quero deixar de mencionar, chamado Armando Falcão, ministro da Justiça do governo Geisel, que mandou censurar meu livro Araceli, Meu Amor no dia que saiu, em 1976.

CC: Os filhos da elite aprenderam a torturar na convivência com os grupos de repressão e extermínio da ditadura militar?
JL: Ah, claro... O pai do Dantinho, Dante Michelini, era envolvido com a polícia, era dono da polícia. Essa era a verdade. O sadismo da tortura.

CC: O caso Araceli continua impune por envolver nomes comprometidos com o esquema de repressão da ditadura?
JL: Toda a elite policial estava envolvida e sabia das drogas, e tinha parceiros na droga, também. Se eu não tivesse feito esse livro sobre a Araceli, e republicado, ninguém teria se lembrado dela. Os ricos de Vitória adorariam. Para que lembrar de Araceli?

CC: Em Vitória, os cidadãos comuns tinham esse ódio contra os assassinos da menina?
JL: O rico não, o rico era indiferente. Mas o povão sim. quando cheguei ao hotel, em Vitória, depois de ter distribuído Araceli, Meu Amor, em 1976, clandestinamente, um cara disse: "Saia daqui, porque eles vão te esfaquear todo".

CC: Em sua opinião, o caso poderia ser reaberto?
JL: Gostaria que fosse. Eu seria boa testemunha. E até mandar descobrir por onde anda o pai da Araceli. A única coisa que ele sabe é a história do cachorro da menina, Radar, arranhando as gavetas do IML, em Vitória. Eu gostaria também de realizar, como última obra, um longa-metragem sobre o crime.

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LEIA TAMBÉM:

O CASO ARACELI

Araceli Cabrera Sanches Crespo nasceu em Vitória, no dia 2 de julho de 1964 e morreu na mesma cidade, em 18 de maio de 1973. Foi uma crança brasileira assassinada de maneira brutal no dia 18 de maio de 1973. O corpo só foi encontrado seis dias depois, totalmente desfigurado e com marcas de abuso sexual.

Vinte e sete anos depois, a data de sua morte se transformou no Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, pelo Congresso Nacional.

Araceli era a segunda filha de Gabriel Crespo e da boliviana radicada no Brasil, Lola Sanchez. O casal vivia numa casa simples, na rua São Paulo, atualmente Rua Araceli Cabrera Crespo, no bairro de Fátima, no município capixaba de Serra, perto de Vitória, capital do Estado.

O pai sentiu falta de Araceli, quando a menina não voltou para casa após o horário das aulas. Ela estudava no Colégio São Pedro, em Vitória. Isso foi no dia 18 de maio de 1973. Achando que a filha havia sido sequestrada, começou a distribuir fotografias dela a todos os jornais.
O corpo da menina Araceli apareceu 6 dias depois, na parte dos fundos do Hospital Infantil de Vitória.

Existem várias hipóteses sobre o que teria acontecido de fato. Uma delas era de que a menina tinha ido, por ordem da mãe, entregar um envelope a Jorge Michelini, tio de Dante, um dos suspeitos do crime. Quando chegou lá, os acusados teriam dado drogas à criança, estuprado-a e assassinado-a em um apartamento do Edifício Apolo, no centro de Vitória.

Mas, segundo a promotoria do caso ( e o depoimento de Marislei Fernandes Muniz ), no dia 18 de maio de 1973, Araceli aguardava o ônibus depois das aulas, e Paulo Helal, que estava em seu Mustang branco, pediu para Marislei dizer à menina que "o tio Paulinho estava chamando-a para levá-la em casa".

Ficou provado que a menina foi mantida em cárcere privado pelo período de 48 horas , no porão e terraço do Bar Franciscano, pertencente à família Michelini. Tudo era do conhecimento de Dante Michelini, pai de um dos condenados, o Dantinho.

Os rapazes, drogados, teriam lacerado, com os dentes, os seios, uma porção da barriga e a vagina da menina. Araceli chegou a ser levada agonizante para o Hospital Infantil  ( sic ), mas não resisitiu aos ferimentos. Os acusados ainda ficaram com o corpo, e o mantiveram refreigerado. Também, jogaram um ácido corrosivo a fim de dificultar a identificação do cadáver da menina. Os restos mortais da garota foram atirados em um terreno perto do Hospital Infantil.

Os suspeitos do crime eram pessoas que tinham ligação com duas famílias ricas do Espírito Santo. Os nomes dos envolvidos no caso eram os de Paulo Constanteen Helal, vulgo Paulinho, e Dante Michelini Júnior, vulgo Dantinho. 
Dante era filho do latifundiário Dante Michelini, influente na época do Regime Militar [ grifos deste blog ], ao passo que Paulinho era filho de Constanteen Helal, de família também poderosa. Eles eram famosos na cidade por serem usuários de drogas que abusavam sexualmente de meninas menores de idade. O bando teria sido responsável ainda pela morte de um guarda de trânsito, que havia lhes parado. Os dois foram citados nos artigos 235 e 249 do Código Penal.
Também foi dada como suspeita, no "Caso Araceli", a mãe da menina, Lola Sanchez, que teria usado a filha como "mula" ( pessoa que entrega drogas ) a Jorge Michelini. Lola seria um contato na rota Brasil-Bolívia do tráfico de cocaína. Ela sumiu de Vitória em 1981, morando atualmente na Bolívia. O pai de Araceli, Gabriel Crespo, morreu em 2004. [ Nota do blog: essa informação parece disparatada, uma vez que, no texto acima, José Louzeiro - autor de Araceli, Meu Amor - diz querer "descobrir por onde anda o pai de Araceli" ; se Gabriel estivesse morto seria improvável que Louzeiro desconhecesse o fato ]
Ainda que Paulo e Dante sejam os principais suspeitos e que haja várias testemunhas contra eles, os dois nunca foram condenados pela morte da Araceli, na época com a idade de 8 anos.

Segundo o relato de José Louzeiro,, autor do livro "Araceli, Meu Amor", o caso gerou 14 mortes, desde possíveis testemunhas a pessoas interessadas em desvendar o crime. Ele mesmo, quando estava investigando o crime em Vitória a fim de escrever seu livro-reportagem, teria sido alto de [ tentativa de? - N.do B. ] "queima de arquivo". Ele conta que um funcionário de hotel pertencente à família Helal teria lhe avisado de que estaria correndo risco de morte. A partir desse fato, Louzeiro começou a preencher ficha em um hotel e se hospedar em outro.

Araceli só foi sepultada 3 anos depois, no Cemitério Municipal de Serra-Sede, no túmulo de número 1213, na cidade de Serra.

O sargento José Homero Dias estava prestes a finalizar as investigações, mas foi morto com tiros nas costas. Assim, o caso foi deixado de lado por algum tempo. Clério Falcão, na época vereador [ N. do B: Na entrevista acima, José Louzeiro se refere a Clério como "deputado pelo MDB" ] que fora eleito com a promessa de levar o caso Araceli até o fim, conseguiu constituir uma CPI na Assembléia Capixaba. A CPI chegou à conclusão que houvera omissão da polícia local, interessada em manter distante das investigações os reais assassinos, figuras de prestígio e dotadas de poder.

Testemunha chave do caso, Marislei Fernandes Muniz, antiga amante de Paulo Helal, declarou que Araceli fora abusada sexualmente e dopada com uma grande dose de LSD, à qual não resistiu. O corpo da menina ficou no Instituto Médico Legal de Vitória até o mês de outubro de 1975 e depois foi enviado para autópsia no Rio de Janeiro, sendo sepultada só em 1976, em Vitória [ N do B: cliquem no link anterior; a própria frase onde se encontra o link fala em "na cidade de Serra" ].  O perito carioca Carlos Eboli afirmou que a causa mortis fora intoxicação exógena por barbitúricos, seguida de asfixia mecânica por compressão.

A partir de então, as famílias Helal e Michelini contrataram os doze melhores advogados de Vitória a fim de acabar com as provas do crime. No ano de 1980, Dante e Paulinho foram condenados pelo juiz Hilon Sily a 18 e 5 anos de reclusão, respectivamente. Mas a sentença acabou sendo anulada. Em um novo julgamento, que aconteceu em 1991, eles foram absolvidos. A partir daí, segundo o escritor José Louzeiro, "eles se tornaram pais de família católicos, senhores acima de qualquer suspeita".

"ARACELI, MEU AMOR" - UM DOS MAIORES MISTÉRIOS DA POLÍCIA BRASILEIRA, O CASO ARACELI CONTINUA SEM CONDENAR NINGUÉM PELA MORTE DA MENINA DE 8 ANOS EM 1973. NESTE LIVRO, JOSÉ LOUZEIRO TENTOU DEIXAR REGISTRADOS TODOS OS FATOS DA VERDEIRA COMÉDIA DE ERROS QUE FORAM AS INVESTIGAÇÕES. MUITOS JÁ TENTARAM LEVAR À JUSTIÇA OS VERDADEIROS CRIMINOSOS, MAS FORAM IMPEDIDOS. O PRÓPRIO AUTOR RELATA QUE QUANDO PESQUISAVA PARA SEU LIVRO FOI AMEAÇADO DE MORTE. POR TUDO ISSO, ARACELI, MEU AMOR, É UM LIVRO HOJE CONSIDERADO RARIDADE.

Fonte de consulta: MORTES E CASOS MISTERIOSOS DA HISTÓRIA, Edição 1, Editora Minuano, pág 38 a 40





quarta-feira, 15 de maio de 2013

Quase 80 mil inscritos desejam se mudar para Marte



Solicitações para participar do programa de reassentamento em Marte foram enviadas por cidadãos de 120 países

Desde o último dia 22, data em que abriram as inscrições para o projeto elaborado pela organização holandesa sem fins lucrativos Mars One, foram recebidos 17.324 pedidos de norte-americanos, seguidos por chineses (10.241) e britânicos (3.581). Entre os dez países cujos cidadãos enviaram maior número de solicitações também estão Rússia, México, Brasil, Canadá, Colômbia, Argentina e Índia.

Segundo Bas Lansdorp, diretor-executivo e cofundador da Mars One, a empresa espera receber até 500 mil candidaturas até 31 de agosto, quando será encerrado o processo de inscrições.

Por meio desse programa, a Mars One pretende desembarcar quatro vencedores no planeta vermelho em 2023. A cada dois anos, os organizadores planejam enviar novos astronautas para aumentar a colônia em Marte.

Os custos da empresa para o reassentamento dos primeiros colonos são estimados em US$ 6 bilhões e, para cobrir as despesas posteriores, será desenvolvido um reality show sobre os primeiros anos de existência da colônia.

Os participantes devem ter, no mínimo, 18 anos de idade. Para se candidatar, é necessário enviar um vídeo de um minuto falando sobre o desejo de chegar a Marte, bem como pagar uma taxa de inscrição que varia de US$ 5 a US$ 75 ( dependendo do grau de prosperidade do país do candidato ).

segunda-feira, 13 de maio de 2013

ONU conclama esfomeados a comerem insetos



A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação apelou para aumentar o consumo de insetos a fim de combater surtos de fome nos países em desenvolvimento.
De acordo com a organização, cerca de 2 bilhões de pessoas comem, com diferentes graus de regularidade, os escaravelhos, gafanhotos e as formigas. De acordo com especialistas, os insetos são altamente nutritivos e reproduzem-se muito rápido, além disso, eles são adequados para a alimentação de peixes e animais.
Os autores do relatório da ONU observam que o preconceito por parte dos consumidores potenciais em países ocidentais continua a ser uma barreira para a ampla propagação dos pratos de insetos.
( VOZ DA RUSSIA )

==  VEJA OUTROS POSTS SOBRE INSETOS  ==

E MAIS!!

Insetos são alternativa promissora à carne
Ideia é defendida pela Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO)
A Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO) defende esta segunda-feira que os insetos, consumidos atualmente por 2.000 milhões de pessoas, são uma alternativa promissora à produção convencional de carne, com vantagens para a saúde e o ambiente.

«Os insetos como alimento para humanos e para animais emergem como um assunto especialmente relevante no século XXI devido ao custo crescente da proteína animal, à insegurança alimentar, às pressões ambientais, ao crescimento da população e à procura crescente de proteína animal por parte das classes médias», escreve a FAO num relatório hoje publicado.

Recordando a estimativa de que em 2030 o mundo terá 9.000 milhões de habitantes que precisam de ser alimentados, os autores do texto defendem que são urgentemente necessárias alternativas à produção animal e de rações e sugerem que a entomofagia, ou consumo de insetos, pode contribuir positivamente para o ambiente, a saúde e os modos de vida.

No documento, intitulado «Insetos Comestíveis: Perspetivas Futuras para a Segurança Alimentar», aquela agência das Nações Unidas recorda que os insetos sempre fizeram parte da alimentação humana e são atualmente consumidos por dois mil milhões de pessoas em todo o mundo, particularmente em partes da Ásia, África e América Latina, embora causem repulsa em muitos ocidentais.

Esta atitude levou a um esquecimento dos insetos na investigação agrícola e, apesar de algumas referências histórias sobre o uso de insetos como alimento, a entomofagia só recentemente começou a ser foco de atenção por parte dos media, investigadores, "chefs" e da indústria alimentar a nível global.

Segundo a FAO, há registo do consumo de mais de 1.900 espécies de insetos, os mais consumidos dos quais são escaravelhos (31%), lagartas (18%), abelhas, vespas e formigas (14%). Gafanhotos, cigarras, térmitas, libelinhas e moscas são outras espécies consumidas.

Agora, a organização sediada em Roma vem defender a criação de insetos como uma solução para a insegurança alimentar, já que são nutritivos, com altos níveis de proteínas, gordura e minerais, além de ser baixo o risco de transmitirem doenças de origem animal, como a gripe das aves ou a doença das vacas loucas.

Podem ser consumidos inteiros ou transformados em farinha ou pasta e incorporados em outros alimentos, escrevem os autores do texto.

Também podem ser utilizados como ingrediente para a alimentação animal, algo que está já a ser testado por empresas em várias partes do mundo, estimando a FAO que a utilização destas rações na aquacultura e na produção de aves se torne mais comum na próxima década.

Entre as vantagens ambientais da produção de insetos, a FAO recorda que os insetos são eficientes a converter alimentos em massa corporal - convertem dois quilos de alimentos em um quilo de massa corporal, enquanto o gado precisa de oito quilos de alimentos para produzir um quilo de carne.

Também consomem menos água, produzem menos gases com efeitos de estufa e podem alimentar-se de biorresíduos como lixo orgânico.

Por tudo isto, e porque «há muito trabalho a fazer» para concretizar o potencial dos insetos como alimento, a FAO defende que se aposte na investigação em áreas como as tecnologias para a produção em massa, a segurança alimentar (valor nutritivo dos insetos e possíveis alergias ou doenças), a legislação e a educação dos consumidores sobre os benefícios da entomofagia. ( TVI24 )

domingo, 12 de maio de 2013

Boston: um novo "inside job"


O atentado terrorista de Boston, como tudo indica, é uma reencenação em pequena escala do 11/Setembro/2011. Uma equipe de mercenários colaboradores do FBI estava presente no momento desse atentado criminoso. Como recorda Corbett, o FBI promove, financia e equipa terroristas americanos . E, naturalmente, descobre umas pobres vítimas para serem acusadas de crimes que não cometeram – muito convenientemente de religião islâmica. Também muito convenientemente, um deles já morreu e não pode desmentir. Os métodos que eles usam na Síria e em outras partes do mundo agora estão a ser aplicados nos prõprios EUA.
Atentados como o de Boston fazem parte de uma operação de mudança de regime , mas desta vez o dos Estados Unidos. O objectivo é intensificar a fascistização do país. Querem mais leis repressivas, mais corpos policiais, mais censura, mais devassa da vida privada dos cidadãos. Ao mesmo tempo, atiçam o ódio contra um inimigo inventado. O povo de Boston ovacionou com entusiasmo a lei marcial. A máquina mediática da desinformação faz com que muitos acreditem naquilo que eles dizem. ( resistir.info )

quarta-feira, 8 de maio de 2013

First World News: quadruplicam as taxas de suicídio nos EUA e Inglaterra!!!


Taxas de suicídio quadruplicaram de 2008 a 2009 nos EUA e no Reino Unido sob recessão e arrocho

Em uma carta para o jornal médico “The Lancet”, cientistas da Inglaterra, EUA e Hong Kong assinalaram, com base em dados do Centro para Controle e Prevenção de Doenças, que enquanto as taxas de suicídio aumentaram lentamente entre 1999 e 2007, a taxa mais que quadruplicou de 2008 a 2009, destacou a Reuters. “Há uma clara necessidade de implementar políticas para promover a resiliência da saúde mental durante a recessão em curso”, afirmou Aaron Reeves, da Universidade de Cambridge, que encabeçou a pesquisa e a submeteu à “Lancet”.

Por sua vez os professores David Stuckler, da Universidade de Oxford, e Sanjay Basu, da Universidade de Stanford, apontaram que as taxas de suicídio dos EUA e da Grã Bretanha subiram desde a crise econômica de 2008. Nos EUA, o número de casos pós-crise ficou em 4.750 acima da média registrada no período precedente, enquanto o aumento no Reino Unido foi de mil suicídios acima da média anterior.

Stuckler e Basu estão lançando o livro “The Body Economy: Why Austerity Kills” ( O Corpo Econômico: Por que a Austeridade Mata ), que afirma que o problema não é a recessão em si, mas a austeridade imposta à população. Os dois apontam que países que não fizeram cortes significativos nos programas sociais não sofreram aumento dos suicídios.

Também o “New York Time” dedicou matéria ao problema, que afirma que os EUA já registram mais mortes por suicídio do que em acidentes de automóveis, também segundo o Centro para Controle e Prevenção de Acidentes. Em 2010, as mortes no trânsito totalizaram 33.687, enquanto os suicídios foram 38.364. A vice-diretora da instituição, Ileana Arias, sublinhou que “o aumento coincide com a piora na situação financeira de muitas famílias nesse mesmo período”.

Tão chocantes quanto sejam os números atuais de suicídio, segundo a professora Julie Philips, da Rutgers University, “são amplamente sub-registrados”. “Sabemos que não estamos contando todos os suicídios”. ( HORA DO POVO )

terça-feira, 7 de maio de 2013

Rogério Ceni, os velhinhos do Rio e a "Indústria da Multa"


Acompanho futebol, mas mantendo certa distância dele. Não conheço direito a escalação do meu time, mas sei quem é Rogério Ceni. Chato e apitador de jogo pra uns, arrogante e coxinha pra outro tanto e são-paulino fanático pra outro punhado. E um bom - quiçá excelente - goleiro, no meu modo de ver.
Nesta semana, e todos que acompanham futebol sabem, Ceni tornou-se "chacota" nacional por uma atitude tomada na partida entre SPFC e SCCP ( não falo os nomes para não dar azar ) pelo Campeonato paulista.
O prélio terminou em zero a zero e a disputa foi pros penais, por se tratar de um mata-mata. O próprio Ceni bateu - muito bem - um penalti e converteu-o, ao contrario dos badalados companheiros de equipe Luiz Fabiano e Paulo Henrique Ganso.
Quando chegou a vez do jogador Pato, do SCCP, Rogério Ceni fez aquilo que tornou-o nacionalmente famoso e que muitas vezes garantiu-lhe sucesso em cobranças de pênaltis: adiantou-se.
Mas não foi uma adiantadinha não, como fez o goleiro adversário ( admitido pelo próprio ): Ceni adiantou-se demais, e defendeu a cobrança do oponente. Mas foi uma adiantada tão grosseiramente evidente, que a arbitragem não teve outra coisa a fazer a não ser mandar repetir a cobrança. Desta vez, Pato converteu-a. A chiação são-paulina foi total.
Mas, além da adiantada grotesca de Ceni ter virado motivo de troça, a recusa de Ceni em aceitar que adiantou demais apenas tornou o malfadado "passo à frente" algo muito mais apetitoso, na medida pro escárnio dos rivais.

Nessa parte, eu passo a lidar com o "ouvi falar". Como realmente não acompanho tanto o noticiário futebolístico, não tenho como dizer ao certo que o seguinte aconteceu, e que me foi contado por colegas de trabalho: Rogério Ceni não apenas não admite ter se adiantado, como faz isso meso sendo CONFRONTADO COM AS IMAGENS! Desconheço se ele foi em algum programa esportivo, alguma mesa-redonda , e tenham mostrado a ele cenas da cobrança, tipo "tira-teima", coisas assim. Do jeito que me contaram, ele teria visto as imagens e batido o pé: "Não, de jeito nenhum, pode ver que não adiantei".

( *** )

As mesmas pessoas que me falaram do Ceni também me contaram - e não sei se é verdade, mas também não vou me informar... - que a Prefeitura do Rio teria contratado idosos para ficarem em pontos de ônibus da cidade. Eles dariam o sinal para o veículo e ai do motorista que não parar, pois tratava-se de uma pequena "armadilha", preparada pela fiscalização do serviço de ônibus da cidade.
O colega de trabalho que me contou esse - suposto - caso teria visto isso em alguma reportagem de televisão. Como o conheço razoavelmente bem, imagino que tenha sido no Jornal Nacional, mas não perguntei. Segundo ele, parece que alguma equipe de tv teria acompanhado a missão dos velhinhos e gravado quando a fiscalização dos ônibus entrava em ação. Um dos casos que parece ter sido transmitido teria ocorrido desta maneira, ainda de acordo com meu colega:

( O fiscal ) : - Moço, o senhor está sendo multado por não ter parado no ponto anterior, ignorado o passageiro que deu o sinal de parada...
( O pusilânime ) : - Mas como?? Não tinha, er..., ninguém lá!
( O fiscal ) : - Queira, por favor, me dar o número de sua habilitação, que o senhor será penalizado em xxxx pontos na carteira e...
( O morfético ) : - MAS NÃO TINHA NINGUÉM ( sic! ) LÁÁÁ...!!!!

( *** )

Como se vê, são manifestações patéticas de pessoas se recusando a admitir algo patente e cristalino. Batom na cueca. Evidências esfregadas na fuça do malfeitor, e o sujeito se recusando a admitir. Negue tudo. Parece mote do "Arquivo X".
Chegam a ser motivo de risos, não chegam?

Acima mostrei casos em que os personagens não admitiram a existência de algo ou alguém ( "não existiu a adiantada", "não havia alguém no ponto" ) mesmo diante de provas ululantes.
Por outro lado, também há os que acreditam - ou dizem crer -, até a morte, na existência de algo que comprovadamente não existe.
Num post anterior, ofereci ( inutilmente ) para jornais um testemunho. Em seguida, registrei esse testemunho em meu blog. Testemunhei publicamente fatos e eventos que comprovam a não-existência de uma suposta "Indústria da Multa" paulistana. Ofereci provas palpáveis e evidências disso. Especulo que, se fatos como estes narrados ocorrem no bairro onde moro, também não ocorreriam nos demais bairros da cidade isoladamente e, portanto, no conjunto deles ( a saber: na cidade inteira )? Ou será possível que só ocorrem aqui? Se bem que, no que depender da opinião dos moradores deste bairro, nem aqui ocorrem estas coisas. Questão de interesses pessoais, conveniências. O de sempre.

E então, agora o distinto leitor desse blog tome estes milhões de pessoas que ficam batendo o pé feito criança e se recusando a admitir que não existe nenhuma "Indústria da Multa" em São Paulo. Os casos que essas pessoas contam são aterradores, como se estivessemos num imenso "1984" de Orwell, com pitadas de "Minority Report": dezenas de milhares de agentes de trânsito onipotentes e onipresentes multariam os paulistanos antes mesmo que os anjinhos cometessem o crime. Aliás, esses anjinhos nem cometem os crimes e mesmo assim sofrem os castigos excruciantes, as punições cruéis, as penas inenarravelmente desumanas.
Mas...
A triste verdade é que mesmo você chamando a CET - em vez de esperar passivamente pela remota visita voluntária de algum agente de trânsito - e lhes mostrando o caminho das pedras ( endereços, tipos de delitos - estacionamentos em calçadas, locais proibildos -, quantidade de veículos envolvidos, horários ), ainda assim você não verá resultado algum. Isso lá é comportamento de alguma "Indústria da Multa" que se preze, me responda? Pra cada caso de lamúria não possível de averiguação ( ou seja, apenas um conveniente testemunho oral de um indivíduo ), sobre uma suposta multa supostamente injusta recebida, eu enumero o triplo, o quadruplo ( até mais ) de casos em que a autuação não ocorre mesmo que as infrações sejam recorrentes e de facílima averiguação por parte dos descrentes e céticos.

Assim sendo, até que compreendo a postura de Rogério Ceni, que em nada difere da postura apresentada por milhões de "cidadãos de bem" paulistanos que teimam em "não enxergar" o óbvio.


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