sexta-feira, 19 de abril de 2013

Psiquiatra inglês acha que consumo de cocaína por bacanas de Wall Street foi que jogou o mundo nos braços da cise econômica!!



E se tivesse sido a cocaína a precipitar a crise financeira?

Teoria defendida por cientista e ex-conselheiro do governo britânico no combate às drogas
Avançar com uma explicação linear para um fenómeno que mudou a face da economia mundial é uma excelente maneira de reforçar uma reputação. E que essa reputação oscile habitualmente entre o rótulo de sábio ou de provocador com gosto pelas frases de choque, não é novidade para David Nutt. É ele o homem que, em poucas palavras, definiu a crise financeira que condiciona a vida económica do ocidente desde 2008 como uma consequência direta do uso endémico de cocaína por parte dos altos quadros de Wall Street, ponto de partida para o problema global.
A teoria é simples, talvez excessivamente simples para a complexidade do fenómeno que procura explicar. Mas desde que foi formulada com todas as letras, no passado domingo, numa entrevista publicada no «Sunday Times», não para de ocupar espaço nos «media» internacionais. 
Nutt, que completou 62 anos nesta semana, é um respeitado - mas polémico - psiquiatra e professor de neurofarmacologia, que se especializou no estudo do consumo de drogas e seus efeitos. Em sua opinião, os mecanismos que estiveram na origem do descalabro financeiro coincidem, ponto por ponto com os comportamentos de dependentes de cocaína. «O uso de cocaína por banqueiros de topo meteu-nos nesta confusão», afirmou, desenvolvendo a ideia a seguir: «É uma droga que tende a dar um excesso de confiança a quem a usa, que assim se sente capaz de assumir mais riscos. Leva as pessoas a querer sempre mais, o que encaixa na perfeição na cultura de excitação e ganância, típica da indústria financeira», diz.
O fundamento científico para as ideias de Nutt é simples: um dos efeitos do uso de cocaína é a acumulação de dopamina no cérebro, um neurotransmissor que estimula a sensação de bem-estar e de autoconfiança. Nos casos de uso intensivo, os períodos de satisfação são cada vez mais curtos, sendo substituídos pela necessidade de estímulos mais fortes e mais complexos ¿ e este processo tem muitos pontos em comum com o comportamento de viciados no jogo, ou em apostas, e estende-se a vários ramos de investimento na finança.
Embora nunca tivesse sido formulada desta forma por um especialista científico, a teoria de Nutt dá corpo a algumas ideias defendidas ao longo do tempo por outros comentadores. Entre eles, o insuspeito governador do banco de Inglaterra, Mervyn King, que em 2010, em pleno diagnóstico da dimensão da crise, definiu as funções de um banco central como «aquele que leva embora o jarro das bebidas quando as pessoas se entusiasmam demais numa festa», algo que não aconteceu antes de 2008. 
A metáfora da bebida foi também usada pelo então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que definiu o eclodir da crise com uma fórmula igualmente linear: «Wall Street ficou bêbeda», afirmou então, enquanto o chefe da Reserva Federal, Alan Greenspan, definia a bolha do crédito como um clima de «exuberância irracional». Exactamente a mesma frase usada pelo irlandês Chris Luke, diretor clinico do Hospital Universitário de Cork, que em 2010 antecipou as ideias de Nutt, lembrando que «o uso generalizado de cocaína nos centros de decisão financeira levou a uma megalomania que originou comportamentos de exuberância irracional», sintetizou.
Resta acrescentar que esta está muito longe de ser a primeira polémica a envolver David Nutt. Em 2009, o cientista e investigador foi afastado da presidência do ACMD, um órgão de aconselhamento do ministério da Saúde britânico para as políticas relacionadas com o combate à droga. A sua permanência no cargo durou pouco mais de um ano, por efeito da oposição declarada à política governamental de combate à cannabis. No entender de Nutt, que escreveu vários textos sobre o assunto, esta é uma substância muito menos prejudicial para o indivíduo e a sociedade do que o álcool ou o tabaco. A gota de água foi um artigo científico que comparava favoravelmente a dependência do ecstasy com a participação em corridas de cavalos no que se refere a riscos para a saúde. ( IOL )

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