sábado, 6 de abril de 2013

Papua Nova Guiné: seis mulheres, acusadas de bruxaria, são torturadas e queimadas como 'sacrifício de Páscoa'. Anistia Internacional pede providências.



Amnistia insta Papua Nova Guiné a agir contra feitiçaria, após novo 'sacrifício'
Sydney, Austrália, 05 abr (Lusa) - A Amnistia Internacional renovou hoje o apelo para o fim da violência relacionada com a feitiçaria na Papua Nova Guiné, na sequência de notícias de que seis mulheres foram torturadas com ferros quentes num 'sacrifício' da Páscoa.
A Amnistia Internacional disse que a polícia da Papua Nova Guiné estava a investigar o caso, mas a polícia em Port Moresby não confirmou a informação à agência AFP.
A notícia surge semanas depois de uma mulher, acusada de bruxaria, ter sido queimada viva por populares.
Uma notícia publicada pelo The National dava conta de que seis mulheres e um homem acusados de bruxaria foram torturados em "sacrifícios" da Páscoa numa aldeia do sul do país, a 28 de março.
O indivíduo, Komape Lap, 54 anos, disse ao jornal que lutou contra os seus atacantes, mas que não sabia o que aconteceu às mulheres, duas delas suas esposas.
Komape Lap contou que as mulheres estavam de mãos amarradas, despidas, e tinham ferros quentes introduzidos nos genitais durante o "sacrifício".
A Amnistia Internacional exortou as autoridades na Papua Nova Guiné a prevenirem e punirem este tipo de violência.
"A prioridade deve ser descobrir o que aconteceu a estas seis mulheres", disse a investigadora da Amnistia Internacional para a região do Pacífico.
"Os autores do crime devem igualmente ser levados à justiça por sequestro, crimes sexuais e outros, se confirmados", acrescentou.
O pedido segue-se a um caso da morte de uma jovem mãe, em fevereiro, que depois de despida e regada com petróleo, foi incendiada na rua principal de Mount Hagen, perante a assistência de centenas de pessoas. ( TIMOR LOROSAE NAÇÃO )

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