terça-feira, 5 de março de 2013

ONU denuncia homicídios supersticiosos de albinos na Tanzânia


A Alta Comissária da ONU para os direitos humanos, Navi Pillay, condenou hoje o recrudescimento dos ataques contra os albinos na Tanzânia, ligados a cultos de feitiçaria.
«Condeno com a maior firmeza estes assassínios viciosos, cometidos em circunstâncias particularmente horríveis, com desmembramentos, incluindo crianças, enquanto as vítimas ainda estão vivas», declarou Pillay, num comunicado publicado em Genebra.



Desde o final de janeiro, foram registados quatro ataques, três dos quais contra crianças.
Uma criança de sete anos foi morta a 31 de janeiro, antes de ser desmembrada e o avó, que a defendia, também foi morto. A 05 de fevereiro, um bebé de sete meses foi agredido, mas escapou à morte ao ser protegido pelos aldeões.
A 11 de fevereiro, uma mulher de 39 anos foi atacada enquanto dormia por vários homens, incluindo o marido. Ficou sem o braço esquerdo. A 15 de fevereiro, uma criança albina de dez anos foi atacada a caminho da escola por dois homens que lhe cortaram o braço esquerdo, de acordo com o comunicado da ONU.
O alerta da ONU em 2009:


Estas agressões estão relacionadas com cultos de feitiçaria e os autores pensam que os alegados poderes atribuídos aos albinos aumentam se a vítima gritar durante o ataque, o que explica os desmembramentos com as vítimas ainda vivas.
Pillay lamentou que em 72 homicídios deste género, registados desde 2000, apenas cinco casos tenham resultado em processos judiciários.
A responsável da ONU pediu às autoridades da Tanzânia proteção para os albinos, punição para os assassinos e a «realização de campanhas de educação e sensabilização». ( TSF )

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