quarta-feira, 6 de março de 2013

Mulheres são engordadas à força, para que "ocupem mais espaço no coração dos maridos"!!


Mulheres engordadas à força na Mauritânia
São obrigadas a comer quantidades desumanas de comida. Acredita-se que assim as mulheres ocupam mais espaço no coração dos maridos
O retiro forçado acontece habitualmente durante as férias escolares ou na estação das chuvas, quando há mais alimentos. Todos os anos, milhares de raparigas das zonas rurais da Mauritânia são enviadas para campos de engorda onde as obrigam a ingerir quantidades exageradas de comida e bebida. Se se queixarem, são torturadas. Se vomitarem, têm de voltar a comer tudo outra vez.
Estes métodos fazem parte do leblouh, uma tradição ancestral que consiste na ingestão excessiva de alimentos para provocar um aumento significativo de peso. O costume teve início na era dos almorávidas, quando o território era habitado por tribos nómadas de mouros guerreiros para quem a gordura era sinónimo de riqueza.
As mulheres dos homens mais bem-sucedidos competiam entre si para ver quem era a mais obesa e exibiam as suas estrias como sinais de opulência.
Hoje, em algumas regiões da Mauritânia, ainda se acredita que, quanto mais pesada for uma mulher, mais espaço ocupa no coração do marido. Um estudo realizado pela Social Solidarity Association em 2007 mostra que 80% das mulheres com mais de 40 anos acreditam que o leblouh é fundamental para se conseguir um bom casamento na Mauritânia.
Assim, há cada vez mais pais a mandar as filhas para estas quintas o mais cedo possível. Algumas têm apenas 5 anos quando começam a ser submetidas ao processo. Se tudo correr bem, devem chegar aos 12 com 80 kg.
Graças a campanhas governamentais, o leblouh praticamente desapareceu das maiores cidades mauritanas no fim do século XX. Mas, depois do golpe de Estado que levou a junta militar ao poder em Agosto de 2008, a tradição parece estar a recuperar popularidade no interior do país, segundo activistas dos direitos das mulheres.
Enquanto estão nos campos, as raparigas podem consumir 16 mil calorias por dia, oito vezes mais do que a quantidade recomendada para um adulto. A ementa inclui dois quilos de milhete (espécie de milho mais pequeno) com duas canecas de manteiga e 20 litros de leite de camelo.
Apesar de muitas miúdas terem dificuldade em aguentar este ritmo, não lhes é permitido desistir. Quando reclamam, são sujeitas a métodos de tortura que as obrigam a continuar na quinta. Um deles consiste em entalar os dedos dos pés entre dois pequenos paus que são apertados para provocar uma dor intensa se elas pararem de comer.
O regresso do leblouh está a causar grande preocupação entre as organizações de defesa dos direitos humanos, que temem que haja um retrocesso nos níveis de escolaridade das raparigas e um aumento de problemas de saúde associados ao excesso de peso. Além disso, alertam, esta tradição está intimamente ligada à prática do casamento na infância, condenada pela comunidade internacional. ( SABADO )

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