terça-feira, 26 de março de 2013

Inglês visitou todos - ou quase todos - os países do mundo sem carro particular nem viagens de avião!


PASSAPORTE DA ALEGRIA
O britânico Graham Hughes entra para a História como o primeiro homem a pisar em todos os países do mundo sem tomar avião ou dirigir seu próprio carro

Por BRUNO LAZARETTI
Revista GO OUTSIDE

Exatos 1.461 dias após cruzar o rio da Prata da Argentina para o Uruguai e iniciar a viagem de sua vida ( subtraindo de cara dois países da lista de 201 do mundo todo ), o britânico Graham Hughes estava de volta a Liverpool, sua cidade natal. As últimas semanas haviam  sido especialmente difíceis : Graham teve que sair do Sudão do sul, último país de sua lista, pela fronteira com Uganda, depois passar para a Etiópia, em seguida Egito, Turquia, Grécia, Itália, França e, por fim, Inglaterra. Essa última aventura de postos de fronteira, ônibus africanos e hotéis meia-boca foi auto-imposta, como conta o próprio Graham, para manter o "espírito de aventura" - o Sudão do Sul havia sido o 201º. país em que colocou os pés, então ele poderia muito bem voltar para Liverpool de avião. Mas o ruivo viajante tem um ceto senso de humor masoquista e, afinal, o que eram mais sete países para quem passou os últimos quatro anos na estrada?
No dia 22 de dezembro passado, Graham estava em casa de novo, entre pints de cerveja, amigos e festas. Ele se tornou a primeira pessoa do mundo a conhecer todos os países do planeta sem tomar um só avião, sem usar transporte particular e com um orçamento de apenas 100 libras ( cerca de R$ 310 ) por semana.
Mas talvez o mais espantoso de sua viagem tenha sido o transbordadte senso de humor do inglês, que perdurou mesmo quando sua canoa quebrada começou a afundar no caminho para Cabo Verde, ou quando um policial ameaçou prendê-lo em Kampala, capital de Uganda, porque ele estava sentado no corredor do ônibus, ou aquela vez em que foi de fato preso no Congo por entediados policiais da fronteira.
Essas e muitas outras histórias estão registradas no site da expedição ( theodysseyexpedition.com ) em hilário inglês britânico e riqueza de detalhes. Ainda assim, quando Graham enviou um email ao Guiness Book of Recordes no dia 8 de janeiro de 2013 pedindo o reconhecimento de seu feito, recebeu um espantoso "não" como resposta. Ele havia cruzado a fronteira para a Russia ilegalmente - atravessando o Rio Narva, na Estônia, e evitando os postos de fronteira "soviéticos" -, portanto o Livro dos Recordes não emitiria seu certificado. Diante da frustração, Graham fez o que qualquer um faria: remodelou toscamente o site da expedição, rabiscando com o Paintbrush a mensagem "I did it" [ eu consegui ] na página inicial e espalhando piadinhas em seus mais recentes posts. Em seguida, respirou fundo, arrumou a mochila outra vez e enviou um pedido de visto à embaixada da Rússia. O inglês teimoso respondeu às perguntas da Go Outside após uma cansativa troca de e-mails e sumiços sem fim.

GO OUTSIDE: Você começou a expedição quatro anos atrás, portanto mais jovem que hoje. Como se sente agora?
GRAHAM HUGHES: Mais jovem ainda.

Em algum momento da expedição o seu "eu" mais velho olhou para trás e disse: "Esta idéia toda é idiota"?
Claro, todos os dias eu me perguntava: "O que diabos estou fazendo aqui?". Mas sou uma pessoa muito determinada. Todos nós temos fantasias de voltar no tempo e enfiar um tapa na nossa própria cara, mas tenho que admitir que a expedição foi uma boa pedida. Bom trabalho, "eu" mais novo!

Arrependimentos?
Se você tivesse feito essa pergunta antes de eu terminar a jornada, eu conseguiria te descrever uma longa lista, mas no fim tudo deu certo. Então, sem arrependimentos: o fim justificou os meios!

Você cruzou com alguma cultura ou estilo de vida que mudou o seu jeito de enxergar o mundo?
Não. Sempre amei este nosso planeta maluco - agora eu só amo um pouco mais.

Qual é o tamanho do mundo?
É um pontinho de vida incrivelmente pequeno em meio a um oceano de morte fria e escura. Precisamos parar de ver nosso planeta como algo grande demais para afetarmos, vasto demais para arruinarmos e complexo demais para salvarmos.

Qual foi o mais recente aprendizado que teve em sua viagem?
Não existe prêmio para o segundo lugar.

Complete a frase: "Sempre, sempre carregue um...".
Chapéu! Especialmente se você for ruivo.

Como foi sua passagem pelo Brasil?
Antes de começar a aventura, voei até o Rio de Janeiro, depois São Paulo. Já durante a expedição, dei um pulo em Boa Vista, em Roraima, no meu trajeto entre a Venezuela e a Guiana. Mas antes disso tudo eu já tinha ido ao rio de Janeiro dez anos atrás, quando a seleção brasileira ganhou a Copa do Mundo pela quinta vez. Foi a melhor festa de todos os tempos!

Piores ônibus do mundo: Bolivia, Índia, Etiópia ou nenhum dos anteriores?
Os ônibus Greyhound, nos EUA [ trata-se de uma companhia norte-americana, tipo uma Cometa de lá ]. Sério, eu subiria feliz da vida nos ônibus desses outros três países outra vez, pelo menos ali ninguém me tratava como alguma coisa que eles rasparam da sola do sapato.

Existem no mundo lugares inapelavelmente podres, ou a beleza está nos olhos de quem vê?
Não é justo falar que um país inteiro é podre - nem uma cidade. Uma cidade feia pode estar cheia de gente linda, e uma cidade linda pode estar cheia de canalhas. Agora, se existem cidades horríveis cheias de canalhas, eu ( graças a Deus! ) não encontrei em minha viagem.

Que países você revisitaria com certeza?
Todos! No topo da lista: Seychelles, Palau, Madagascar, Etiópia e Irã. Palau é um dos últimos paraísos tropicais intactos do mundo, imperdível. A Etiópia é uma maravilha - a comida, o clima, a história, o povo. Agora, se quiser ver animais como em nenhum lugar do mundo, recomendo Madagascar. E, se você está atrás de aventura, a Bolívia.

Você não se sentiu mal de sair correndo de país em país em vez de aproveitar seu tempo em cada lugar? não foi uma viagem um pouco superficial?
Não! Em alguns países eu passei semanas ( se não meses ). Seja como for, nenhum desses países vai desaparecer. Bom, talvez com exceção das ilhas de Tuvalu [ na Polinésia ], que estão afundando por causa do aquecimento global. Ainda assim, eu voltarei lá!

Em que lugar as pessoas são mais felizes?
Onde a distância entre os ricos e pobres é menor.

Existem países onde as pessoas são simplesmente infelizes?
Talvez não "simplesmente", mas podemos dizer "surpreendentemente" infelizes. Alguns países europeus, incluindo o Reino Unido, têm tuso a seu favor: prosperidade, liberdade, infraestrutura, eleições livres e justas, imprensa livre, educação pública, saúde pública - e, contudo, as pessoas ainda resmungam. Não tenho dúvida de que essas pessoas seriam mais felizes se vissem um pouquinho do resto do mundo.

Depois de rodar o planeta, encarar burocratas e encarar as várias facetas da humanidade, como  você se sente a respeito do nosso futuro?
Muito positivo. Eu não acredito que os problemas do mundo sejam intratáveis.

Você foi mal recebido em algum lugar?
Não quero soar repetitivo, mas de novo, nos ônibus Greyhound nos EUA! Fui destratado e humilhado. Juro que me senti mais bem-vindo em Cabo Verde, e olha que eles me jogaram numa cadeia por seis dias!

Depois de visitar lugares como o Vaticano, Mônaco e San Marino, como você se sente sobre o conceito de estados soberanos? É uma bobagem?
Pelo contrário. Acho que, se as pessoas querem se autodeterminar como um Estado, é motivo o suficiente para que elas sigam seus desejos. Por outro lado, acredito que a idéia da "independência" é bobagem - nenhum Estado é realmente independente. Estamos todos juntos nesta vida.

Você alguma vez sentiu que iria morrer e nunca iriam encontrar seu corpo?
Sim, quando tentei entrar em Cabo Verde em uma canoa furada!

Onde presenciou a globalização em toda sua glória?
Cara, você pode andar por uma estradinha de terra por dois dias no meio da África Central, que vai encontrar uma barraquinha vendendo Coca-Cola. E o vendedor provavelmente estará vestido com uma camisa do Liverpool. Não vejo isso como um problema, contanto que não rebaixe ou vandalize a cultura local - da maneira que, por exemplo, a arquitetura moderna faz.

Há um entendimento de que a maioria dos países que faz fronteira com outros tem algo em comum, seja a paisagem, a cultura ou o povo. Você lembra de algum lugar que contrariou completamente essa noção?
A mudança cultural mais chocante de que me lembro foi quando peguei um barco de Sulawesi, na Indonésia, para Papua, que também faz parte da Indonésia. A paisagem, a cultura, as pessoas... Sério, não tinha como ser mais diferente, e isso porque estamos falando de um mesmo país. Eu sei lá como o governo de Jakarta [ capital da Indonésia ] consegue manter satisfeitos tanto os muçulmanos ultraconservadores do norte de Sumatra quanto os indígenas que vestem cabaças sobre o pênis na Papua, os chamados penis coats.

Por que você acha que sua empreitada é vista por alguns como loucura? O mundo é assim tão perigoso?
Nós temos medo porque o medo vende - vende jornais, candidatos políticos, vende armas e guerra. A maioria das notícias é infeliz, o que é até compreensível. "Nada horrível aconteceu hoje no Butão" não é uma manchete vendável. Mas, na minha experiência, o mundo não é tão perigoso. Eu não fui atacado, ferido, assaltado ou roubado em nenhum dos países do mundo. A grande maioria das pessoas que conheci, na verdade, tentavam ajudar. Não sou paranóico, não tenho medo. Sou capaz, determinado e esperto - na minha cabeça, loucura é desperdiçar seus talentos natos e não fazer nada que você curta de fato.

Qualquer um pode fazer o que você fez?
Teoricamente, sim, mas acho que , para isso, é preciso ter uma certa personalidade.

Você conheceu zilhões de pessoas em sua jornada. Que personagens ficarão para sempre na sua memória?
Tantos! Mehrdad, um cara que me hospedou na República Dominicana, era um sushiman iraniano. E teve o Eric, um francês maluco no Cairo que batia os punhos na mesa e gritava: "Eles são peeixes! Eles não têm poesia!" ( Zey are feishhh! Zey ave no poetry! ) quando discutíamos a habilidade dos golfinhos em se comunicar. E Tatayo, o único chefe tribal branco do Gabão, que me levou para a floresta e me deu casca de árvore alucinógena. Atheer, o único palestino ateu que vi na vida. E o cara no bar em Hong Kong que, depois de considerar por um largo tempo em silêncio o meu dilema de haver visitado 197 países e ter outros quatro para terminar, mandou sua ponderada solução aos meus problemas navais: "Cara, e por que você não voa simplesmente?"

Na África, as crianças realmente correm atrás do seu carro sorrindo e gargalhando toda vez que você passa, que nem nos filmes?
Sim. Às vezes eles jogam pedras também.

Onde você fez a melhor refeição?
Jayapura, em Papua, na Indonésia. Lula recém-pescada em um molho agridoce. Derretia na boca.

Qual foi o melhor trago na viagem?
O rum Takamaka, nas Seychelles. Tem gosto de marshmallow alcoólico.

Qual foi o momento mais poético da expedição?
Em uma balsa noturna de Wewak a Madang, na Papua Nova Guiné [ país independente ao lado da Papua indonésia ]. Sentei-me na ponta do convés, e uma tempestade de trovões explodia silenciosamente na boca do rio Sepik à minha direita, enquanto o vulcão da ilha Manam à minha esquerda emitia um vago brilho vermelho no seu pico. No meio, o céu mais estrelado que vi na minha vida. Foi mágico.

Bom, acabou. E agora?
Hollywood!

domingo, 24 de março de 2013

"Está cada vez mais caro pagar os serviços de uma doméstica? Bem-vindos ao Primeiro Mundo!"


A EMPREGADA DO ASSENTO 5C
ESTÁ CLARO QUE AS DIFERENÇAS SOCIAIS VÊM DIMINUINDO NO BRASIL

Por Carlo Carrenho
 
Na última semanda de 2012, em mais uma de minhas viagens entre o Rio de Janeiro e São Paulo, encontrei o Santos Dumont lotado. Eu nunca tinha visto o aeroporto assim naquele horário - 6 da manhã -, mas logo entendi o motivo: centenas de famílias estavam aproveitando as folgas de Natal e ano novo para reencontrar seus parentes em todos os cantos do Brasil. Dava para perceber que não eram famílias abastadas; tratava-se de gente simples, nordestinos em sua maioria, felizes pela oportunidade de poder rever entes queridos sem depender das longas e exaustivas viagens de ônibus. Era emocionante.
As estatísticas do transporte aéreo brasileiro não deixam dúvidas: em 2012, foram quase 155 milhões de embarques e desembarques nos aeroportos nacionais, um aumento de mais de 50% em relação aos anos anteriores. O crescimento se explica pelo crescimento econômico, preços mais atrativos das passagens, facilidades de crédito e investimentos das companhias aéreas pelo aumento na oferta de voos. A verdade é que quem está voando são pessoas que até muito pouco tempo atrás nem sonhavam em entrar em uma aeronave. E basta andar um pouco de avião país afora para aferir essa realidade com os próprios olhos.
Segundo a excelente pesquisa A nova classe média, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, a classe C cresceu de 42,36% da população brasileira em 2003 para 55,8% em 2011. Ainda mais impressionante é a queda vertiginosa da classe E, a mais baixa no estrato social brasileiro, que caiu de 30% para 15% no mesmo período. Até a classe D está diminuindo, perdendo mais gente para a C do que ganhando da E. Na parte de cima da pirâmide, as classes A e B pularam de 11% para 17% da população.
Está claro que  as diferenças sociais vêm diminuindo no Brasil e que cada vez mais pessoas terão acesso a serviços e bens antes considerados de luxo. Sim, os pobres agora andam de avião, têm carro e vão ao restaurante - e isso é muito gostoso, empolgante de se ver, até porque é a materialização do conceito cristão das duas túnicas. Se, antes, tínhamos uma sociedade em que poucos tinham muitas túnicas e muitos, nenhuma, avançamos pelo caminho da mudança. Agora as túnicas estão melhor distribuídas.
Paradoxalmente, se os antigos pobres ganham acessos, a classe média alta de outrora perderá seus privilégios. Atualmente, o Brasil ainda é o país com maior número de empregados domésticos no mundo, segundo a Organização Internacional do Trabalho: são 7,2 milhões de trabalhadores do lar, a maioria absoluta do sexo feminino. Mas este é um bom exemplo de que algo vai mudar. Muitas domésticas já estão indo trabalhar em empresas que oferecem salários iguais ou até melhores que as patroas donas de casa, mas com carga horária e benefícios mais interessantes. As leis trabalhistas estão sendo alteradas, garantindo mais direitos àquelas trabalhadoras. Resultado: você tem que ser cada vez mais rico para ser capaz de pagar uma profissional da categoria. Pois sejam bem-vindo ao Primeiro Mundo! Nos países desenvolvidos, uma empregada doméstica e uma babá em tempo integral são privilégio de poucos muito abastados.
Apesar de eu tender a ser um eterno pessimista, é impossível não ser otimista diante do cenário recente. Meu sonho é ainda ver as classes D e E eliminadas. Para isso, além do desafio econômico e social, existe um paradigma histórico e cultural a ser quebrado. Sem classes inferiores, afinal, não há classes superiores - seriam superiores a quem? Portanto, para chegarmos a esse ponto, os mais ricos terão de abrir mão do seu elitismo e os mais pobres, de sua subserviência. E tais mudanças de comportamento não acontecem de um dia para outro. Mas o sonho do Brasil do futuro, de ver um país melhor para a totalidade da sociedade e não apenas para alguns poucos, é bastante compativel com os ensinamentos de Jesus.
A presença de migrantes nordestinos nas filas de check-in dos aeroportos e a obtenção de melhores condições pelas empregadas domésticas constituem um grande começo em direção a uma nação mais igualitária e cristã. Resta saber se os privilegiados de hoje vão aprender a limpar banheiro, lavar roupa e encarar com naturalidade a ex-empregada sentada ao lado no avião. Se conseguirem, a sociedade forjada na casa grande e na senzala estará, finalmente, ameaçada.
 
PUBLICADO NA REVISTA CRISTIANISMO HOJE | Edição 33 | Fevereiro / Março 2013
 
E mais:
 
Exemplo de jornalismo filhadaputístico
A notícia a seguir saiu na Folha, em 23 de Março. Antes de qualquer incursão mais aprofundada pelo texto - que não é meu objetivo, pois não tenho saco - adianto que o título do texto fala que o Dieese disse coisas que o Dieese não disse. Basta saber isso e se quiser nem precisa prosseguir na leitura.
A informação que realmente importa é: "A hora extra vai pesar porque ( ... ) há abuso da jornada para muito além das 44 horas semanais".
ABUSO. Disponibilidade total. Ponto final.
Algumas patroas "magnânimas" parecem preocupadas com o destino de suas ex-mucamas, mas não há motivo para tanto, como reconhece a matéria da Folha: "Como as mulheres têm encontrado outras oportunidades de trabalho, a mão de obra está ficando escassa no setor de serviços domésticos."
Na verdade, é o contrário: a escassez se dá JUSTAMENTE porque existem mais oportunidades de trabalho fora do trabalho de doméstica. O texto é muito claro. A manchete é que é bem filhadaputa: a hora extra não amplia escassez de nada. Olhando mais de perto, o título do texto não diz a que veio, pro bem ou pro mal. Em resumo, a "escassez" já vem se desenhando há anos [ décadas, diz a matéria ]. Informação escondida, enviesada ou sonegada: já não precisa ser doméstica pelo resto da vida.
"A expectativa é que o país se aproxime do perfil dos países desenvolvidos, onde não existe empregado doméstico, mas prestação de serviços pagos por hora e atividade." Essa é praqueles que se queixam de que o Primeiro Mundo é bem melhor que nosso Bananal. Taí seu Primeiro Mundo! Quem diria, agora teremos patroas e patrões de Primeiro Mundo. Evoluíram, heim? Bom, nem todos, segundo Frank Santos: alguns seguirão se aferrando no atual papel de exploradores e manterão suas "colaboradoras" na informalidade. Elas aceitarão passivamente?
Trocando em miúdos, a Folha disse que o Dieese disse o que o Dieese não disse. Talvez haja uma demissão ou outra, ou até várias. Mas quem for demitido hoje em dia tem alguma chance de descolar um trampo melhor.
 
Hora extra para domésticas vai ampliar escassez, prevê DieeseO direito à hora extra, cujo custo é 50% superior ao da normal, deve encolher o número de empregadas domésticas mensalistas com registro em carteira, avalia o Dieese ( Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos ).
O pagamento por hora adicional é um dos direitos que devem ser aprovados pelo Senado na próxima semana.
"A hora extra vai pesar porque, muitas vezes, há abuso da jornada para muito além das 44 horas semanais", afirma Lúcia Garcia, do departamento de pesquisa de emprego e desemprego do Dieese.
Uma cozinheira, por exemplo, relatou à reportagem que dorme no trabalho, levanta às 6h e termina o serviço às 23h, ficando à disposição dos patrões cerca de 17h por dia.
Para o Dieese, porém, a fuga à nova legislação vai apenas ampliar o ritmo de uma mudança que já ocorre há décadas. Como as mulheres têm encontrado outras oportunidades de trabalho, a mão de obra está ficando escassa no setor de serviços domésticos.
E, já que as famílias estão cada vez menores, não há mais a necessidade de empregados com jornada diária.
Além da hora extra, a nova lei concede direitos como adicional noturno, jornada máxima e fundo de garantia. Este último é, segundo especialistas, um dos fatores que mais pesará para os empregadores, principalmente por causa da multa em caso de demissão sem justa causa.
Além do recolhimento obrigatório de 8% ao mês, o empregador terá que arcar com multa de 40% sobre o valor do fundo no caso de demissão sem justa causa.
"Muitas pessoas manterão empregados na informalidade. Qualquer impacto financeiro altera a avaliação da família", afirma Frank Santos, sócio do M&M Advogados.
Para outros advogados, porém, o mercado vai se acomodar à nova legislação.
FISCALIZAÇÃO
A nova legislação também traz à baila a questão da fiscalização das horas trabalhadas. Cabe aos empregadores o controle sobre o expediente.
Advogados recomendam que seja mantido um caderno em que constem os horários de entrada e saída, assinado pelo funcionário.
Mas, para o Dieese, a expectativa é que o país se aproxime do perfil dos países desenvolvidos, onde não existe empregado doméstico, mas prestação de serviços pagos por hora e atividade.



"Sou viciada em sangue humano"


Mulher confessa na TV que é “viciada em sangue humano”
Uma californiana de 29 anos, disse em um programa de televisão americano que embora não seja uma vampira, é “viciada em sangue humano“. No entanto, bebe também “sangue de porco e de outros tipos de animais” disse ela.
Diante da plateia do programa “My Strange Addiction” ( Meu vicio estranho ), um esquisito programa de televisão do canal TLC que transmite as manias mais degeneradas dos americanos, Michele, afirmou ser “viciada em sangue humano“.
Ela disse que bebe sete litros por semana e que já ingeriu cerca de 3.700 litros desde que começou seu vicio em 2003. Aficionada em auto agredir-se, um dia provou seu próprio sangue e ficou ‘encantada’ com o seu sabor.
Segundo ela, normalmente compra sangue de porco e outros tipos de animais em supermercados, mas prefere o humano. “Bebo tanto quanto puder“, disse ela.
A qualquer momento do dia geralmente toma “um copo”, mas prefere o sangue “a morro”, ou seja, diretamente do corpo de alguns de seus “amigos” que segundo ela, fazem cortes em seus braços para ajuda-la com seu vicio.
Embora alguns a classificam como vampira, ela nega declarando que “eu sempre tento evitar o pescoço“. “Não quero rotular-me como vampira, mas como alguém que gosta muito de sangue“, acrescentou.
Michele, disse ainda que ao longo de seus 10 anos de vicio, sabe que “cada um tem seu próprio sabor e há diferenças entre homens e mulheres“, e como método de prevenção para não contrair enfermidades como hepatite ou HIV, Michele só bebe “sangue de pessoas próximas“.

Portal Padom

Tecnologia: americano diz que é possível ressuscitar pessoas


“O Efeito Lázaro”, é o manual que promete ressuscitar mortos através da tecnologia
Especialista americano, diz que a ressurreição é possível através de uma metodologia que deve ser espalhada em todo o mundo para salvar mais pessoas. Por isso ele escreveu um novo livro que contém conselhos e análises de experiência mundial desta prática.
Sam Parnia , que é diretor de pesquisa de ressurreição da Universidade Estatal de Nova York e diretor do Projeto de Consciência Humana do Hospital de Southampton, reuniu todas as metodologias em seu livro “O Efeito Lázaro”.
Segundo Parnia, o mais eficaz é esfriar o corpo (com gel, com cateteres) para reduzir a atividade metabólica das células e conecta-lo a uma maquina especifica, um oxigenador de membrana, que ativa a circulação e oxigenação do sangue. Essas máquinas já estão em uso no Japão e Coreia do Sul.
Ele explica que esta tecnologia permite ressuscitar as pessoas até sete horas depois que seu coração parar de bater. Já que as células do cérebro são ‘viáveis’ e podem ser cultivadas em laboratório até quatro horas após a morte da pessoa, já as células da gordura vivem durante 13 horas, as da pele 24 horas e as células dos ossos quatro dias.
Parnia acredita que todos os hospitais inclusive as ambulâncias em todo o mundo deveriam implantar essa tecnologia, ele diz que o processo é complicado, demorado e nada barato, mas é possível ressuscitar uma pessoa.
No ano passado os médicos conseguiram ressuscitar o meio-campista do Bolton, Fabrice Muamba, que caiu nos 14 minutos após o inicio da partida entre Tottenham e Bolton pela Copa da Inglaterra. Graças a um desfibrilador, Muamba obteve uma segunda vida depois de uma parada cardíaca fulminante e mais de uma hora em respirar. Em junho o jogador será pai pela segunda vez.


sexta-feira, 22 de março de 2013

NASA aconselha orar em caso de ameaça de queda de asteroide


Segundo o diretor da NASA, Charles Bolden, são unicamente as orações que no contexto atual podem evitar uma catástrofe em caso de ameaça de queda de um asteoide na Terra.
Semelhantes declarações vêm surgindo na sequência da explosão de um meteorito ocorrida no último mês de fevereiro nos arredores de Chelyabinsk, Rússia, que deixou mais de 1.500 feridos.
A NASA descobriu que cerca de 95% dos grandes asteroides ameaçam potencialmente a vida na Terra. ( VOZ DA RUSSIA )

As cotas para negros: por que mudei de opinião, Por William Douglas, juiz federal


Roberto Lyra, Promotor de Justiça, um dos autores do Código Penal de 1940, ao lado de Alcântara Machado e Nelson Hungria, recomendava aos colegas de Ministério Público que "antes de se pedir a prisão de alguém deveria se passar um dia na cadeia". Gênio, visionário e à frente de seu tempo, Lyra informava que apenas a experiência viva permite compreender bem uma situação.
Quem procurar meus artigos, verá que no início era contra as cotas para negros, defendendo - com boas razões, eu creio - que seria mais razoável e menos complicado reservá-las apenas para os oriundos de escolas públicas. Escrevo hoje para dizer que não penso mais assim. As cotas para negros também devem existir. E digo mais: a urgência de sua consolidação e aperfeiçoamento é extraordinária.
Embora juiz federal, não me valerei de argumentos jurídicos. A Constituição da República é pródiga em planos de igualdade, de correção de injustiças, de construção de uma sociedade mais justa. Quem quiser, nela encontrará todos os fundamentos que precisa. A Constituição de 1988 pode ser usada como se queira, mas me parece evidente que a sua intenção é, de fato, tornar esse país melhor e mais decente. Desde sempre as leis reservaram privilégios para os abastados, não sendo de se exasperarem as classes dominantes se, umas poucas vezes ao menos, sesmarias, capitanias hereditárias, cartórios e financiamentos se dirigirem aos mais necessitados.
Não me valerei de argumentos técnicos nem jurídicos dado que ambos os lados os têm em boa monta, e o valor pessoal e a competência dos contendores desse assunto comprovam que há gente de bem, capaz, bem intencionada, honesta e com bons fundamentos dos dois lados da cerca: os que querem as cotas para negros, e os que a rejeitam, todos com bons argumentos.
Por isso, em texto simples, quero deixar clara minha posição como homem, cristão, cidadão, juiz, professor, "guru dos concursos" e qualquer outro adjetivo a que me proponha: as cotas para negros devem ser mantidas e aperfeiçoadas. E meu melhor argumento para isso é o aquele que me convenceu a trocar de lado: "passar um dia na cadeia". Professor de técnicas de estudo, há nove anos venho fazendo palestras gratuitas sobre como passar no vestibular para a EDUCAFRO, pré-vestibular para negros e carentes.
Mesmo sendo, por ideologia, contra um pré-vestibular "para negros", aceitei convite para aulas como voluntário naquela ONG por entender que isso seria uma contribuição que poderia ajudar, ou seja, aulas, doação de livros, incentivo. Sempre foi complicado chegar lá e dizer minha antiga opinião contra cotas para negros, mas fazia minha parte com as aulas e livros. E nessa convivência fui descobrindo que se ser pobre é um problema, ser pobre e negro é um problema maior ainda.
Meu pai foi lavrador até seus 19 anos, minha mãe operária de "chão de fábrica", fui pobre quando menino, remediado quando adolescente. Nada foi fácil, e não cheguei a juiz federal, a 350.000 livros vendidos e a fazer palestras para mais de 750.000 pessoas por um caminho curto, nem fácil. Sei o que é não ter dinheiro, nem portas, nem espaço. Mas tive heróis que me abriram a picada nesse matagal onde passei. E conheço outros heróis, negros, que chegaram longe, como Benedito Gonçalves, Ministro do STJ, Angelina Siqueira, juíza federal. Conheço vários heróis, negros, do Supremo à portaria de meu prédio.
Apenas não acho que temos que exigir heroísmo de cada menino pobre e negro desse país. Minha filha, loura e de olhos claros, estuda há três anos num colégio onde não há um aluno negro sequer, onde há brinquedos, professores bem remunerados, aulas de tudo; sua similar negra, filha de minha empregada, e com a mesma idade, entrou na escola esse ano, escola sem professores, sem carteiras, com banheiro quebrado. Minha filha tem psicóloga para ajudar a lidar com a separação dos pais, foi à Disney, tem aulas de Ballet. A outra, nada, tem um quintal de barro, viagens mais curtas. A filha da empregada, que ajudo quanto posso, visitou minha casa e saiu com o sonho de ter seu próprio quarto, coisa que lhe passou na cabeça quando viu o quarto de minha filha, lindo, decorado, com armário inundado de roupas de princesa. Toda menina é uma princesa, mas há poucas das princesas negras com vestidos compatíveis, e armários, e escolas compatíveis, nesse país imenso. A princesa negra disse para sua mãe que iria orar para Deus pedindo um quarto só para ela, e eu me incomodei por lembrar que Deus ainda insiste em que usemos nossas mãos humanas para fazer Sua Justiça. Sei que Deus espera que eu, seu filho, ajude nesse assunto. E se não cresse em Deus como creio, saberia que com ou sem um ser divino nessa história, esse assunto não está bem resolvido. O assunto demanda de todos nós uma posição consistente, uma que não se prenda apenas à teorias e comece a resolver logo os fatos do cotidiano: faltam quartos e escolas boas para as princesas negras, e também para os príncipes dessa cor de pele.
Não que tenha nada contra o bem estar da minha menina: os avós e os pais dela deram ( e dão ) muito duro para ela ter isso. Apenas não acho justo nem honesto que lá na frente, daqui a uma década de desigualdade, ambas sejam exigidas da mesma forma. Eu direi para minha filha que a sua similar mais pobre deve ter alguma contrapartida para entrar na faculdade. Não seria igualdade nem honesto tratar as duas da mesma forma só ao completarem quinze anos, mas sim uma desmesurada e cruel maldade, para não escolher palavras mais adequadas.
Não se diga que possamos deixar isso para ser resolvido só no ensino fundamental e médio. É quase como não fazer nada e dizer que tudo se resolverá um dia, aos poucos. Já estamos com duzentos anos de espera por dias mais igualitários. Os pobres sempre foram tratados à margem. O caso é urgente: vamos enfrentar o problema no ensino fundamental, médio, cotas, universidade, distribuição de renda, tributação mais justa e assim por diante. Não podemos adiar nada, nem aguardar nem um pouco.
Foi vendo meninos e meninas negros, e negros e pobres, tentando uma chance, sofrendo, brilhando nos olhos uma esperança incômoda diante de tantas agruras, que fui mudando minha opinião. Não foram argumentos jurídicos, embora eu os conheça, foi passar não um, mas vários "dias na cadeia". Na cadeia deles, os pobres, lugar de onde vieram meus pais, de um lugar que experimentei um pouco só quando mais moço. De onde eles vêm, as cotas fazem todo sentido.
Se alguém discorda das cotas, me perdoe, mas não devem faze-lo olhando os livros e teses, ou seus temores. Livros, teses, doutrinas e leis servem a qualquer coisa, até ao nazismo. Temores apenas toldam a visão serena. Para quem é contra, com respeito, recomendo um dia "na cadeia". Um dia de palestra para quatro mil pobres, brancos e negros, onde se vê a esperança tomar forma e precisar de ajuda. Convido todos que são contra as cotas a passar conosco, brancos e negros, uma tarde num cursinho pré-vestibular para quem não tem pão, passagem, escola, psicólogo, cursinho de inglês, ballet, nem coisa parecida, inclusive professores de todas as matérias no ensino médio.
Se você é contra as cotas para negros, eu o respeito. Aliás, também fui contra por muito tempo. Mas peço uma reflexão nessa semana: na escola, no bairro, no restaurante, nos lugares que freqüenta, repare quantos negros existem ao seu lado, em condições de igualdade ( não vale porteiro, motorista, servente ou coisa parecida ). Se há poucos negros ao seu redor, me perdoe, mas você precisa "passar um dia na cadeia" antes de firmar uma posição coerente não com as teorias ( elas servem pra tudo ), mas com a realidade desse país. Com nossa realidade urgente. Nada me convenceu, amigos, senão a realidade, senão os meninos e meninas querendo estudar ao invés de qualquer outra coisa, querendo vencer, querendo uma chance.
Ah, sim, "os negros vão atrapalhar a universidade, baixar seu nível", conheço esse argumento e ele sempre me preocupou, confesso. Mas os cotistas já mostraram que sua média de notas é maior, e menor a média de faltas do que as de quem nunca precisou das cotas. Curiosamente, negros ricos e não cotistas faltam mais às aulas do que negros pobres que precisaram das cotas. A explicação é simples: apesar de tudo a menos por tanto tempo, e talvez por isso, eles se agarram com tanta fé e garra ao pouco que lhe dão, que suas notas são melhores do que a média de quem não teve tanta dificuldade para pavimentar seu chão. Somos todos humanos, e todos frágeis e toscos: apenas precisamos dar chance para todos.
Precisamos confirmar as cotas para negros e para os oriundos da escola pública. Temos que podemos considerar não apenas os deficientes físicos ( o que todo mundo aceita ), mas também os econômicos, e dar a eles uma oportunidade de igualdade, uma contrapartida para caminharem com seus co-irmãos de raça (humana) e seus concidadãos, de um país que se quer solidário, igualitário, plural e democrático. Não podemos ter tanta paciência para resolver a discriminação racial que existe na prática: vamos dar saltos ao invés de rastejar em direção a políticas afirmativas de uma nova realidade.
Se você não concorda, respeito, mas só se você passar um dia conosco "na cadeia". Vendo e sentindo o que você verá e sentirá naquele meio, ou você sairá concordando conosco, ou ao menos sem tanta convicção contra o que estamos querendo: igualdade de oportunidades, ou ao menos uma chance. Não para minha filha, ou a sua, elas não precisarão ser heroínas e nós já conseguimos para elas uma estrada. Queremos um caminho para passar quem não está tendo chance alguma, ao menos chance honesta. Daqui a alguns poucos anos, se vierem as cotas, a realidade será outra. Uma melhor. E queremos você conosco nessa história.
Não creio que esse mundo seja seguro para minha filha, que tem tudo, se ele não for ao menos um pouco mais justo para com os filhos dos outros, que talvez não tenham tido minha sorte. Talvez seus filhos tenham tudo, mas tudo não basta se os filhos dos outros não tiverem alguma coisa. Seja como for, por ideal, egoísmo ( de proteger o mundo onde vão morar nossos filhos ), ou por passar alguns dias por ano "na cadeia" com meninos pobres, negros, amarelos, pardos, brancos, é que aposto meus olhos azuis dizendo que precisamos das cotas, agora.
E, claro, financiar os meninos pobres, negros, pardos, amarelos e brancos, para que estudem e pelo conhecimento mudem sua história, e a do nosso país comum pois, afinal de contas, moraremos todos naquilo que estamos construindo.
Então, como diria Roberto Lyra, em uma de suas falas, "O sol nascerá para todos. Todos dirão - nós - e não - eu. E amarão ao próximo por amor próprio. Cada um repetirá: possuo o que dei. Curvemo-nos ante a aurora da verdade dita pela beleza, da justiça expressa pelo amor."
Justiça expressa pelo amor e pela experiência, não pelas teses. As cotas são justas, honestas, solidárias, necessárias. E, mais que tudo, urgentes. Ou fique a favor, ou pelo menos visite a cadeia.
William Douglas, juiz federal (RJ), mestre em Direito (UGF), especialista em Políticas Públicas e Governo (EPPG/UFRJ), professor e escritor, caucasiano e de olhos azuis.

( PUBLICADO NO SITE PCI CONCURSOS )

terça-feira, 19 de março de 2013

Jaz São Paulo: 'Ingenuidade', mas quem se ferra é o pedestre!


Fazia tempo que eu não escrevia algo aqui, com exceção de meus "contos". Realmente meu cérebro parou de vez. Hoje ele deu um "pega no tranco", então vou aproveitar o lampejo.
Colega de trabalho, que sempre tem alguma notícia "ruim' na ponta da língua para se queixar, desta vez lamuriou-se disto:
A palavra "ciclistas" é que o irritou, já que vive falando deles.
( Não que eu dê atenção ou leve a sério, mas aprendi na porrada a não ficar com discussões inúteis e infrutíferas, sobretudo no trabalho. Bom comerciante eu sou. Se um sujeito - cliente, por exemplo, esta categoria de pessoas que não aceita discordâncias - disser que a Terra é quadrada, eu vou até o fim dar um jeito de NÃO DISCORDAR, pois opiniões pessoais não pagam contas )
Voltando ao dito-cujo - que outro dia até tentou me convencer da culpa do rapaz que perdeu o braço arrancado num "acidente", por estar na contramão ou sei lá o quê -, já percebi que, com ele, os "direitos dos ciclistas" só existem para prejudicar os motoristas, e que aqui "não tem cultura de ciclovia" e o escambau.
Conversa edificante no meu dia a dia, percebem? Tudo pelo convívio.
Eu não discuto "direitos de ciclistas", por um simples motivo: eles não precisam que eu os represente. E, na verdade, eu me importo mesmo é com os direitos - ou sei lá que nome se queira dar - do pedestre. É com isso que me importo. A ameaça que vem das altas velocidades, entre outras coisas. Um carro bem dirigido, bem manobrado, digamos assim, já representa perigo. Mal empregado, então, não tem o que comentar.
Depois disso, aí sim, eu posso dar atenção aos problemas dos ciclistas.
Como isto: outro dia, escutava a voz tonitruante do fascistão da Rádio Bandeirantes AM, o apresentador do noticiário, reclamando algo como "ciclovias são pra uma minoria" etc. Coisa desse tipo, a essência acho que era essa. Jogar a "maioria lesada" contra a "minoria folgada".
Pois bem. Ainda que eu não seja muito culto, tenho a ( quase, vai ) certeza de que, no início, os automóveis também eram para uma minoria sair pelas ruas ( existiam? ) se pavoneando. Como era artigo de elite, razoável constatar que muitos ali se pavoneavam era do roubo que aplicavam aos trabalhadores. O carro era a cereja do bolo, o troféu conferido à competência empresarial. Ou ao berço de condes e condessas. Décadas depois, carros se tornaram acessíveis e o resto todo mundo sabe. De qualquer forma, defendo essa da velocidade menor. Pra que pressa se ninguém consegue chegar? Chega mais rápido ao semáforo, ao gargalo, ao congestionamento. A proteção aos pedestres - digo, aos humanos - é que deve ser a poítica dos administradores. Se eu pudesse fazer um filme, refilmaria "Tempos Modernos" do Chaplin, substituíndo a correria nas fábricas pela correria nas ruas. Nosso ritmo foi acelerado pelo automóvel.
Mas não é de carro que quero falar, nem de bicicleta. É de calçadas. Serei breve.
Ontem, 18 de Março, peguei um jornalzinho fuleiro de noventa centavos chamado +MAIS. Em sua página 05, a seção "Sua Comunidade". Ali, o queixume de certa comunidade, por causa de buracos numa via no bairro ( periférico, creio ) Jd. Damasceno, na região da Vila Brasilândia, Zona Norte da Capital bandeirante. Buracaria gourmet no asfalto das vias a causar acidentes e perdas. Evidentemente, o texto vem acompanhado de iBagens. Duas, na verdade. A maior, no topo e ocupando metade da página. E uma menor, ao que parece, enviada pelo leitor E.S. ( o nome do autor aparece inteiro, mas não sei se devo/posso mostrar ) que encaminhou a recramação ao jornal.
O jornal colocou a foto, com título e legenda:
 
"ARMADILHAS NA RUA
A subida da rua Gregório Pomar, no Jardim Damasceno, está cheia de buracos com pedras. Motorista sofre ( UI! ) com armadilhas!"
 
Pois bem. além do buraco, sabe qual outra informação a foto traz?
SEIS CARROS ESTACIONADOS SOBRE AS CALÇADAS!!
A "comunidade" está infeliz por causa dos buracos na rua, mas não falam nada sobre carros na calçada. Por quê não chamam a CET? Esse serviço da Prefeitura eles não querem, óbvio! Quanta hipocrisia! Deve ser ( e é ) tão natural ( e cultural ) estacionar carros sobre calçadas na tal comunidade, que o sujeito fotografou e mandou prum jornal, de uma forma inacreditavelmente ingênua, as provas de que ali pedestre não tem vez.
E não é só lá. Outro dia uns "comunitários" do bairro onde moro se queixaram ao jornal da região de caminhões circulando em rua onde isso é proibido. Sempre com aquela "indignação" hipócrita reclamona que tem vicejado no Brasil de uns ( sei lá ) dez anos pra cá.
Pois eu fui lá no site e acabei com a alegria deles, questionando o porquê deles "exigirem" ( UI! ) a CET no pedaço, se eles costuma (va) m deixar o carro na calçada o tempo todo, numa via de duas mãos altamente movimentada e que é uma verdadeira tripa. Causando, claro, riscos ao pedestre. Ainda fui amigão e alertei: "Cuidado com o que desejam, pois os autuados serão vocês!"
Pergunta se algum troll retrucou. O cacete!
MAIS "INGENUIDADE"
Essa aqui eu peguei no Caderno Imóveis 1 do Estadão de 17 de Fevereiro. Bem na capa do caderno, a matéria: "Um espigão na paisagem". Sobre a verticalização em bairros ditos "periféricos" ( Porra, parece que só existe "Centro" e "Periferia" e, no meio, um mar habitado por demoníacas criaturas horrendas, como serpentes de duas cabeças ).
Em segundo plano, na foto que acompanha a matéria, um prédio. O tema da reportagem. E, no primeiro plano, uma série dessas casas todas iguais todas coladas umas às outras. Tipo, a construtora compra uns 3 ou 4 terrenos vizinhos, derruba tudo e constrói sobrados em série.
Amigo, você tem que ver a calçada na frente desses imóveis. A rua é uma descida não muito íngreme. Em frente a cada imóvel, uma rampa. Evidentemente, feita para automóveis. Forma-se, ao longo do trecho de passeio, uma perigosa e ilegal ( acho eu que é ) escadaria. Sempre, repito, em prejuízo do pedestre. E observa-se que são imóveis novos. Provavelmente construídos após o ex-prefeito Kassab radicalizar ( na teoria, pelo menos ) a lei de calçadas ( * ). Para a construção do imóvel precisa do aval da Prefeitura, que eu saiba. Não sei se vai fiscal antes, durante ou depois da obra, ou se em todas as etapas. Tenho certeza de que um fiscal não teria permitido essas calçadas a que me refiro aqui. Aí fica forçoso imaginar que:
a) não houve fiscalização na questão das calçadas;
b) fiscais receberam propina;
c) os fiscais vistoriaram tudo e não se incomodaram com o estado das calçadas, ou
d) os fiscais nunca ouviram falar de que calçadas têm que ser construídas sob certas regras.
A reportagem do jornal, também, nem parece ter percebido o Mal ali diante deles. Devem estar ingênua e naturalmente acostumados a isso, algo tão comum como respirar, que se faz sem pensar. Tropeçar em calçadas e aceitar isso passivamente. Ou não ver problemas nisso. Calçadas desse tipo são a maldita regra em São Paulo.
Esse tipo de "naturalidade" e "ingenuidade" ajuda a tornar Sampa, ainda mais, um lugar difícil de viver. E, para mim, fica cada vez mais difícil enxergar, no paulistano, alguém com quem se deva conviver e em em quem se CONFIAR.
Gente muito ingênua, sabe?

( * ) Sobre isso, lembro que no citado jornal de bairro onde moro, também se chiou muito. Recramou-se adoidado que havia ( e há ) calçadas sob responsabilidade da Prefeitura em mau estado. Mostraram fotos de calçadas danificadas, piso zuado, raízes de árvores arregaçando tudo. Tipo "a Prefeitura não cuida do que é dela, quer multar a gente, pobres cidadãos de bem". Por acaso, esse povo não mostrou calçadas da Prefeitura com rampas, aclives, declives. Pois estes "acidentes topograficos" são feitos conscientemente. O dono da casa faz porque quer. Sabe o que está fazendo. Uma calçada da Prefeitura, rachada, pode ser fruto da incompetência ou da burocracia. As rampas que munícipes constroem em frente às suas casas são fruto do mau-caratismo. Construiu-se assim justamente contando com a incompetência da Prefeitura em fiscalizar ou vistoriar, mas esta não obrigou ninguém a fazê-lo de tal modo. Isso partiu da mente doentia do 'cidadão'. Em resumo, a Prefeitura não é incompetente por desejar fiscalizar as calçadas do município enquanto mantém as suas próprias em mau estado, mas sim, a Prefeitura tem se mostrado incompetente, ao longo de décadas, em seu papel de fiscalizar o cidadão, enquanto este aproveitou o que pôde dessa deficiência toda.
 
OBS: Infelizmente, este blogueiro, que mal conseguiu, finalmente, adquirir um notebook dos mais baratos, não possue scanner. Eu adoraria botar aqui as fotos em questão. Talvez um dia.

EUA: Maryland vota pela abolição da pena de morte


Ainda sobram 32 estados nos EUA que têm a pena capital na sua legislação
O Maryland tornou-se o 18º estado dos EUA a abolir a pena de morte, depois da Câmara de Representantes ter votado uma lei nesta sexta-feira que apaga a pena capital do seu arsenal legislativo.
A proposta de lei do governador democrata Martin O’Malley já tinha sido aprovada no início do mês pelo Senado estadual e a sua votação na câmara baixa não passou de uma mera formalidade, já que os democratas, favoráveis ao fim da pena de morte, estão ai largamente em maioria.
Os deputados da Câmara de Representantes votaram pela abolição por 88 votos contra 56, e agora só falta o governador assinar a lei para que passe a ser aplicada.
A pena de morte estava em vigor no Maryland (costa leste) desde 1638, quando aquele território ainda era uma colónia britânica. Segundo o Centro de informação sobre a pena capital (DPIC, em inglês), a máxima punição não era aplicada naquele estado desde 2005
Importa sublinhar que a nova lei só será aplicada a decisões futuras da justiça e que ainda existem cinco prisioneiros condenados que se encontram no corredor da morte. O seu destino está nas mãos do governador O’Malley.
“Como é ele que está na origem da proposta de lei, o mais provável que que anule definitivamente a execução dos cinco condenados através de uma comutação da sua pena para prisão perpétua”, disse Richard Dieter, do DPIC, citado pela AFP.
A agência noticiosa francesa recorda uma sondagem recente do Washington Post onde 60% dos habitantes do Maryland se dizem a favor da pena de morte, contra apenas 38% que são favoráveis à sua abolição.
O governador O’Malley já tinha tentado avançar em 2009 com uma proposta legislativa para abolir a pena de morte que ele considera “intrinsecamente injusta”, mas falhou.
O ano passado, o Connecticut (nordeste) tornou-se no 17º estado americano (em 50) a abolir a pena capital. ( PUBLICO )
 

quinta-feira, 14 de março de 2013

Legal: absorvente de petróleo a partir de papel reciclado


Na Eslovénia os cientistas estão a testar um novo material capaz de absorver mais de 99% do petróleo que seja derramado na água. O material, feito a partir de desperdícios da pasta de papel, é amigo do ambiente e muito eficiente.

Este composto orgânico é um produto residual produzido aquando da reciclagem de papel, desta forma existe em grande quantidade. Todos os anos a União Europeia produz mais de seis milhões de toneladas de lodo nas fábricas de papel, mas, até agora, a maior parte não era aproveitada.

Os investigadores estão determinados a dar uso ao material que pode absorver cerca de quatro vezes o seu próprio peso, o que é aproximadamente o mesmo que outros absorventes existentes. Mas a diferença é que é muito mais barato e também pode ser útil nas estações de serviço.

Franz Cernec, técnico do Centro Ambiental e Logístico de Koper: “Pode ser usado para limpar derramamentos de todos os tipos de fluidos, com propriedades químicas diferentes. Em estações de serviço ou em qualquer outro lugar onde os derrames são prováveis de acontecer. É de uma eficiência impressionante em comparação com outros produtos, podemos usar menores quantidades e conseguir o mesmo efeito.”

Os cientistas esperaram que até um quarto do desperdício das fábricas de papel seja reciclado, para produzir este absorvente de petróleo. ( EURONEWS )


sábado, 9 de março de 2013

Conheça alguns líderes que foram embalsamados e saiba como funciona a técnica de embalsamento


Saiba quais os estadistas que foram embalsamados

Hugo Chávez vai ser mais um estadista a ser embalsamado de forma a perpetuar o culto à sua figura. Juan Domingo Perón e a sua mulher, Evita, o ex-presidente angolano Agostinho Neto, o ex-chefe do Estado russo Vladimir Lenin e o fundador da República Popular da China, Mao Tse-Tung [ foto acima ], são algumas das figuras cujos corpos foram mumificados.
"Quero dizer ao povo e ao mundo (...) que se decidiu preparar o corpo do comandante presidente, embalsamá-lo, para que fique exposto eternamente, para que o povo possa tê-lo ali", afirmou o vice-presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, numa declaração emitida pela televisão estatal.
"Assim como está Ho Chi Minh, como está Lenine, como está Mao Tsé-Tung, ficará o corpo do nosso comandante embalsamado no Museu da Revolução, de maneira especial para que possa estar numa urna de cristal e o nosso povo possa tê-lo para sempre", assinalou.
Figuras embalsamadas
Na América Latina, foram embalsamados os corpos do general Juan Domingo Perón (em 1974) e a sua mulher, Evita (em 1952). Ambos os corpos encontram-se sepultados em Buenos Aires.
Na Rússia, equipas de especialistas em embalsamento preservaram os corpos de Vladimir Lenine (1924), o estadista búlgaro Geórgi Dimitrov (1949), do checoslovaco Klement Gottwald (1953), e do angolano Agostinho Neto (1979).
O corpo de Lenine está exposto no "Mausoléu de Lenine", situado na Praça Vermelha de Moscovo, e é um dos locais mais visitados da capital russa. De igual forma, Joseph Stalin, sucessor de Lenine, foi embalsamado (1953).
O fundador da República Popular da China, Mao Tsé-Tung, teve também o seu corpo embalsamado (1976), sendo hoje um ponto de visita obrigatória a quem se desloca à Praça de Tiananmen, em Pequim.
Como se embalsama
A prática do embalsamento vem do antigo Egito, em que se utilizavam substâncias químicas ou resinas para evitar a putrefação do cadáver.
Na atualidade, para embalsamar um corpo é necessário lavá-lo com germicidas - substâncias que destroem os gérmenes - e limpar os orifícios corporais, como o nariz e a boca. De igual forma, é colocado algodão nas cavidades, evitando, assim, a saída de fluidos. A boca é suturada de forma a prevenir possíveis contaminações.
Posteriormente, o corpo é massajado para eliminar a rigidez e melhorar o aspeto da pele com cremes e óleos. Uma vez preparado o cadáver, procede-se à retirada do sangue e das vísceras. Por uma das artérias é introduzida uma solução de embalsamento, que geralmente é constituída por uma mistura de formol, água e produtos químicos, além de conservantes, fixadores, germicidas e corantes semelhantes à cor do sangue.
Esta foi a forma encontrada para que o corpo recupere um tom natural e não mantenha o aspeto que ganha após a morte.
Quando há órgãos danificados devido a determinadas doenças - como o cancro ou o diabetes - o líquido de embalsamento é injetado diretamente no órgão. Quando o corpo está inchado, devido à quimioterapia ou aos medicamentos, são empregues substâncias que facilitam a eliminação dos líquidos e o inchaço.
Depois de embalsamado, o corpo necessita de uma manutenção constante, e tem de ser colocado num local frio e pouco húmido.
"Duas vezes por semana, molhávamos a cara e as mãos com uma solução especial, e uma vez por ano fechávamos o recinto para submergir todo o corpo nessa solução", revelou à BBC Mundo Ilya Zbarsky, membro da equipa de manutenção do corpo de Lenine. ( JN )

quarta-feira, 6 de março de 2013

10 tentativas de usar magia ( e similares ) para vencer guerras



Se você pensa que, depois do Iluminismo, a ideia de recorrer a magia em conflitos ficou restrita a algumas seitas e a livros como Harry Potter, engana-se: líderes nazistas, a CIA ( serviço de inteligência americano ) e o M15 ( serviço de inteligência britânico ) já tentaram buscar ajuda no “sobrenatural” em suas guerras, como você lerá a seguir.

10. O (Soldado) Ilusionista
Na época da Guerra Fria, a CIA contratou o ilusionista John Mulholland para escrever um manual que seria usado para ensinar a soldados truques de prestidigitação (um conjunto de técnicas que faz uso de movimentos rápidos e precisos das mãos) que ele usava em suas apresentações.
O “The Official CIA Manual of Trickery and Deception,” ( algo como “Manual Oficial de Truques e Indução a Enganos” ) também ensinava a usar compartimentos secretos para proteger documentos importantes e sinais discretos (como uma maneira específica de amarrar os sapatos) para se comunicar com outros agentes durante missões em campo. É o tipo de coisa que o Agente 86 faria se fosse menos desastrado.

9. Magia Policial
Em sua luta contra o tráfico de drogas na fronteira entre México e Estados Unidos, policiais de Tijuana (México) usaram em 2010 rituais “mágicos” para ter alguma vantagem no conflito com traficantes – em um dos rituais, sacerdotes matavam galinhas durante um período de lua cheia e jogavam sangue sobre os policiais, como forma de “proteção”.
 
8. Houdini, o Espião
Embora não haja registros oficiais, acredita-se que o mágico Harry Houdini tenha trabalhado como espião para a Scotland Yard (quartel general da Polícia Metropolitana de Londres) e para o governo dos Estados Unidos. Em 2006, foi lançada a biografia “The Secret Life of Houdini” (“A Vida Secreta de Houdini”, sem edição no Brasil), em que o autor sustenta a ideia, alegando ter usado mais de 700 mil páginas de documentos coletadas ao longo de anos para chegar a essa conclusão.

7. Os falsos horóscopos britânicos
Aproveitando o fato de que Adolf Hitler e muitos de seus subordinados tinham uma certa obsessão pelo “sobrenatural”, o governo britânico contratou o astrólogo Louis de Wohl para criar previsões de horóscopo falsas (“todo horóscopo é falso”, pensou algum leitor – mas não entraremos nesse mérito) e prejudicar o desempenho nazista na guerra. No fim das contas, outras ações garantiram a vitória dos Aliados, e o M15 se arrependeu de ter se envolvido com de Wohl, aparentemente por perceber que ele era um charlatão – algo curioso, já que esse teria sido um dos motivos para pedir sua ajuda, para começo de conversa.

6. Defesa Paranormal
Em 2002, o Ministério da Defesa Britânico conduziu um estudo para avaliar se soldados poderiam ser treinados para se tornar paranormais, o que seria um “trunfo sobrenatural” na luta contra o terrorismo. Como parte desse esforço, o governo britânico convidou pessoas que se diziam “paranormais” para participar de testes, mas elas recusaram – e, em seu lugar, apareceram candidatos que não eram “do ramo”, mas que viram uma oportunidade de ganhar dinheiro fácil.

5. O Mago de Napoleão III
Em 1856, Napoleão III (sobrinho de Napoleão Bonaparte) chamou Jean Eugene Robert-Houdin (cujo nome serviu de inspiração para o nome artístico de Harry Houdini) para combater “magos” muçulmanos na Argélia (então dominada pela França). Eles usavam truques de ilusionismo para entreter a população e ganhar sua confiança, o que, para Napoleão III, podia acabar incentivando uma união de forças contra o domínio francês. Robert-Houdin, mais habilidoso, teria tirado a audiência de seus “concorrentes”.

4. Em Busca do Cálice Sagrado ( na vida real )
Parece exagero, algo que veríamos apenas em filmes como os de Indiana Jones, mas é fato: nazistas buscaram o Cálice Sagrado (supostamente usado por Jesus Cristo na Última Ceia) e outros artefatos religiosos. Parte das buscas foi liderada por Heinrich Himmler, um dos mais poderosos comandantes do exército nazista.

3. Psicocinese à Moda Russa
Na década de 1920, o governo soviético começou a se interessar por telepatia e psicocinese (capacidade de mover objetos com a mente), que seriam mais baratos do que aparelhos de comunicação e de defesa (imagine como seria “prático” e “econômico” desviar um míssil apenas com a força do pensamento). A psicocinese, inclusive, foi estudada no Institute for Brain Research at Leningrad State University (Instituto para Pesquisa Neurológica da Universidade Estadual de Leningrado).

2. Como esconder um canal
O mágico Jasper Maskelyne foi chamado pelos Aliados durante a guerra para uma iniciativa curiosa: o Projeto Camuflagem, que tinha como objetivo esconder (!) o Canal de Suez e, com isso, dificultar ataques das tropas nazistas. Como não poderia estender uma gigantesca capa de invisibilidade sobre o canal, Maskelyne desenvolveu holofotes giratórios que poderiam “cegar” temporariamente pilotos de caça que sobrevoassem o local.

1. O Projeto Stargate
Durante a Guerra Fria, o Pentágono investiu mais de 20 milhões de dólares (um valor especialmente alto para a época) no chamado Projeto Stargate, em que seria investigada a possibilidade de desenvolver algo conhecido como “visão remota” (a capacidade de enxergar a longas distâncias com a mente, sem uso de equipamentos). No fim das contas, decidiram que era melhor focar em radares e satélites mesmo. .[Listverse]

Extraído do site HYPERSCIENCE

Mulheres são engordadas à força, para que "ocupem mais espaço no coração dos maridos"!!


Mulheres engordadas à força na Mauritânia
São obrigadas a comer quantidades desumanas de comida. Acredita-se que assim as mulheres ocupam mais espaço no coração dos maridos
O retiro forçado acontece habitualmente durante as férias escolares ou na estação das chuvas, quando há mais alimentos. Todos os anos, milhares de raparigas das zonas rurais da Mauritânia são enviadas para campos de engorda onde as obrigam a ingerir quantidades exageradas de comida e bebida. Se se queixarem, são torturadas. Se vomitarem, têm de voltar a comer tudo outra vez.
Estes métodos fazem parte do leblouh, uma tradição ancestral que consiste na ingestão excessiva de alimentos para provocar um aumento significativo de peso. O costume teve início na era dos almorávidas, quando o território era habitado por tribos nómadas de mouros guerreiros para quem a gordura era sinónimo de riqueza.
As mulheres dos homens mais bem-sucedidos competiam entre si para ver quem era a mais obesa e exibiam as suas estrias como sinais de opulência.
Hoje, em algumas regiões da Mauritânia, ainda se acredita que, quanto mais pesada for uma mulher, mais espaço ocupa no coração do marido. Um estudo realizado pela Social Solidarity Association em 2007 mostra que 80% das mulheres com mais de 40 anos acreditam que o leblouh é fundamental para se conseguir um bom casamento na Mauritânia.
Assim, há cada vez mais pais a mandar as filhas para estas quintas o mais cedo possível. Algumas têm apenas 5 anos quando começam a ser submetidas ao processo. Se tudo correr bem, devem chegar aos 12 com 80 kg.
Graças a campanhas governamentais, o leblouh praticamente desapareceu das maiores cidades mauritanas no fim do século XX. Mas, depois do golpe de Estado que levou a junta militar ao poder em Agosto de 2008, a tradição parece estar a recuperar popularidade no interior do país, segundo activistas dos direitos das mulheres.
Enquanto estão nos campos, as raparigas podem consumir 16 mil calorias por dia, oito vezes mais do que a quantidade recomendada para um adulto. A ementa inclui dois quilos de milhete (espécie de milho mais pequeno) com duas canecas de manteiga e 20 litros de leite de camelo.
Apesar de muitas miúdas terem dificuldade em aguentar este ritmo, não lhes é permitido desistir. Quando reclamam, são sujeitas a métodos de tortura que as obrigam a continuar na quinta. Um deles consiste em entalar os dedos dos pés entre dois pequenos paus que são apertados para provocar uma dor intensa se elas pararem de comer.
O regresso do leblouh está a causar grande preocupação entre as organizações de defesa dos direitos humanos, que temem que haja um retrocesso nos níveis de escolaridade das raparigas e um aumento de problemas de saúde associados ao excesso de peso. Além disso, alertam, esta tradição está intimamente ligada à prática do casamento na infância, condenada pela comunidade internacional. ( SABADO )

terça-feira, 5 de março de 2013

ONU denuncia homicídios supersticiosos de albinos na Tanzânia


A Alta Comissária da ONU para os direitos humanos, Navi Pillay, condenou hoje o recrudescimento dos ataques contra os albinos na Tanzânia, ligados a cultos de feitiçaria.
«Condeno com a maior firmeza estes assassínios viciosos, cometidos em circunstâncias particularmente horríveis, com desmembramentos, incluindo crianças, enquanto as vítimas ainda estão vivas», declarou Pillay, num comunicado publicado em Genebra.



Desde o final de janeiro, foram registados quatro ataques, três dos quais contra crianças.
Uma criança de sete anos foi morta a 31 de janeiro, antes de ser desmembrada e o avó, que a defendia, também foi morto. A 05 de fevereiro, um bebé de sete meses foi agredido, mas escapou à morte ao ser protegido pelos aldeões.
A 11 de fevereiro, uma mulher de 39 anos foi atacada enquanto dormia por vários homens, incluindo o marido. Ficou sem o braço esquerdo. A 15 de fevereiro, uma criança albina de dez anos foi atacada a caminho da escola por dois homens que lhe cortaram o braço esquerdo, de acordo com o comunicado da ONU.
O alerta da ONU em 2009:


Estas agressões estão relacionadas com cultos de feitiçaria e os autores pensam que os alegados poderes atribuídos aos albinos aumentam se a vítima gritar durante o ataque, o que explica os desmembramentos com as vítimas ainda vivas.
Pillay lamentou que em 72 homicídios deste género, registados desde 2000, apenas cinco casos tenham resultado em processos judiciários.
A responsável da ONU pediu às autoridades da Tanzânia proteção para os albinos, punição para os assassinos e a «realização de campanhas de educação e sensabilização». ( TSF )

segunda-feira, 4 de março de 2013

Profecias do fim do mundo: três dizem que este será o último papa


Que têm em comum as profecias de São Malaquias, Nostradamus e do Livro do Apocalipse? Dizem que Bento XVI é o penúltimo Papa da História
Quando o assunto é tentar prever o final dos tempos, todos os caminhos vão dar, aparentemente, a Roma. Pelo menos a avaliar por uma série de profecias - e de interpretações de profecias - que relacionam o fim do mundo com a contagem dos Papas da Igreja Católica.
A mais popular de todas é a de São Malaquias e, a ser verdade, o fim pode estar próximo: o profeta irlandês do século XII terá tido uma visão dos 112 Papas que assumiriam o comando da Igreja até ao juízo final. Bento XVI, agora Papa emérito, foi o Papa número 111 da Igreja. Assim, o sumo pontífice que sair do próximo conclave será o último antes de o mundo chegar ao fim, tendo em conta a previsão de S. Malaquias. Desde que Bento XVI renunciou, uma outra teoria catastrófica ganhou terreno: Nostradamus terá previsto, nos seus escritos, que o penúltimo Papa da História abandonaria o cargo e caíram rochas e fogo dos céus. Tese que ganhou força com a recente queda de um meteorito na Rússia e o raio que se abateu na cúpula da basílica de São Pedro, horas após o anúncio de Bento XVI. Sobre o próximo Papa, São Malaquias diz que “na suprema desolação do mundo, reinará Pedro, o Romano, o último Papa do Deus verdadeiro”.
Sempre alvo de múltiplas interpretações e de outras tantas teorias, existe ainda o Livro do Apocalipse - que, segundo alguns estudiosos, também aponta para que o fim dos tempos esteja para breve. No capítulo 17 fala-se em oito reis de Roma (reinando o oitavo aquando do fim), mas há quem acredite que se tratam, afinal, de oito Papas. Porquê? Porque o Estado do Vaticano só foi reconhecido enquanto tal em 1929 - passando a ser “reinado” pelos Papas.
E desde 1929 até à actualidade já passaram pela cátedra de São Pedro sete sumo pontífices - Bento XVI foi o sétimo. Assim sendo, o próximo Papa será o derradeiro. E neste ponto as três teorias parecem coincidir.
São Malaquias.
Próximo e último Papa será “Pedro, o romano”
lll Conta-se que por volta de 1139, durante uma viagem a Roma, onde foi recebido pelo Papa Inocêncio II, São Malaquias terá tido uma visão dos 112 Papas que assumiriam o comando da Igreja até ao dia do juízo final. Bento XVI, agora Papa emérito, ocupa o 111.º lugar da lista. Contas feitas, o próximo Papa será o último antes de o mundo acabar. Malaquias, diz a lenda, terá visto os 112 papas e escreveu  para cada um deles frases em latim. O derradeiro comandante da Igreja é descrito como Petrus Romanus (Pedro, o Romano). E o texto acrescenta o seguinte, a propósito do dia do juízo final: “Na perseguição final à sagrada Igreja Romana reinará Pedro Romano, que alimentará o seu rebanho entre muitas turbulências, sendo então destruída a cidade das sete colinas [Roma], e o formidável juiz julgará o seu povo. Fim.” A estas palavras, o monge de Pádua terá acrescentado, já no século XVI: “Roma criminosa será destruída e o juiz tremendo julgará, triunfante, todos os povos. Fim.” Os seguidores da profecia acreditam, por isso, que o próximo Papa será italiano.
Nostradamus e a profecia dos últimos dois Papas antes do fim do mundo
lll Segundo as profecias de Nostradamus, o último Papa será “relativamente novo” e ficará vários anos à frente do Vaticano. “Será eleito um romano de boa idade/ este será acusado de enfraquecer a Santa Sé e viverá por um longo período/ tomando atitudes polémicas”, terá escrito o alquimista no século XVI.
As profecias de Nostradamus relacionadas com os Papas e o fim dos tempos ganharam maior popularidade nas últimas semanas, desde que Bento XVI renunciou à cátedra de São Pedro. Isto porque o profeta terá também escrito o seguinte: “O homem de Roma deixará o seu posto/a fé humana se cobrirá com um véu/a morte, então, revelará o seu rosto/enviando rochas e fogo do céu/o reino de czar sentirá o primeiro corte/e no mundo todo imperará a morte.” Para muitos, Nostradamus terá adivinhado, nestas quadras, não só a renúncia do Papa [”o homem de Roma deixará o seu posto], mas também a recente queda de um meteorito na Rússia  [o reino de czar], bem como o raio que caiu na cúpula da basílica de São Pedro [fogo do céu] horas após o anúncio da renúncia.
O Livro do Apocalipse, o oitavo rei e a destruição de Roma
lll João, discípulo de Jesus, conta que estava na ilha de Patmos quando foi arrebatado em espírito e teve uma visão que relatou no Livro do Apocalipse. O alvo de todas as interpretações, no que se refere aos Papas e ao fim dos tempos, é o capítulo 17. A partir do versículo 9 são referidos oito reis antes do juízo final, sendo que o sétimo “governará só por pouco tempo”. Algumas leituras sugerem que os reis referidos no Apocalipse são, afinal,  os Papas da Igreja Católica – isto porque o Estado do Vaticano existe enquanto tal desde a assinatura do Tratado de Latrão, em 1929. Desde esse ano, o Vaticano é soberano, sendo “reinado” pelo Papa. Ora desde 1929, já passaram pela Santa Sé sete Papas (desde Pio XI até Bento XVI, que foi o sétimo). Assim sendo, o próximo Papa será o oitavo e o derradeiro. Algumas interpretações vão mais longe e garantem que o oitavo Papa será a besta, o 666 – “um demónio do abismo”. E a besta governará durante três anos e seis meses. Ainda segundo o Apocalipse, a cidade das sete colinas  [Roma] será destruída, previsivelmente  por um maremoto. ( IONLINE )

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