terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Criança morre em ritual para "libertação de espíritos" que a atormentavam


Ritual para “libertarem” criança de espíritos
Queimaram menino de nove anos até morrer
Um menino de nove anos foi regado com gasolina e incendiado na ilha do Marajó, no estado brasileiro do Pará, num ritual em que participaram até o pai e a avó dele e que tinha como intento supostamente libertar a criança de espíritos que o atormentavam. O crime, de que resultou a morte da criança, ocorreu no dia 12 de Julho de 2012 mas só agora teve repercussão depois de quatro dos cinco envolvidos terem sido presos.
Segundo o inspector Arilson Caetano, o menino morreu no final de uma longa e terrível agonia de oito horas, durante as quais todos os envolvidos assistiram ao seu indescritível sofrimento sem fazerem nada alegando que era esse padecer que o libertaria. A vítima foi incendiada cerca das 15 horas e só morreu depois das 23, ficando essas oito horas gritando com as dores provocadas pelas queimaduras, que lhe cobriram 90% do corpo.
Foi a própria avó, Maria Auxiliadora dos Santos, uma das pessoas agora presas, que levou o menino a casa de Edileusa Mamede Felipe, uma mulher que dizia curar pessoas dominadas por espíritos. Maurício Augusto Santos Silva, pai da criança, também preso, chegou quando o filho já ardia e gritava desesperadamente por socorro, mas ficou indiferente aos apelos e só quando o óbito ocorreu, no final da noite, levou o menino para casa, para ser velado.
A intenção da família, de acordo com o inspector, era sepultar o menino sem comunicar a causa da morte ás autoridades, mas uma denúncia fez a polícia ir até ao velório e, ao constatar o estado da criança, levá-la para exames. O menino vivia apenas com o pai desde que a mãe se separou do marido e saiu de casa.
Após longos meses de investigação, em que os envolvidos se encobriram reciprocamente, a polícia conseguiu esclarecer o caso e obteve da justiça local a decretação das prisões. Segundo o que foi apurado, o menino dizia ouvir vozes e a avó, aconselhada por Edileusa, a única acusada ainda a monte, decidiu submetê-lo ao ritual. O crime foi tão brutal e a insensibilidade dos familiares ao sofrimento da criança foi tão grande que chocou até os agentes que participaram na investigação e que ainda se emocionam ao narrar o caso. ( CM )

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