quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Pastor diz que objetos de segunda mão podem estar possuídos por demônios e devem ser exorcizados


Pastor Pat Robertson afirma que demônios podem se apegar a bens materiais e aconselha exorcismo de produtos de segunda mão
O polêmico pastor Pat Robertson chamou novamente as atenções ao dizer que demônios podem se esconder em objetos, e disse que quando se compra roupas de segunda mão, é preciso orar exorcizando as peças por precaução.
O assunto surgiu quando uma telespectadora de seu programa 700 Club afirmou que havia comprado camisolas de segunda mão numa rede de lojas conhecida nos Estados Unidos, e sua mãe havia orientado que ela orasse para repreender possíveis demônios nas roupas.
De acordo com o Huffington Post, a telespectadora, identificada como Carrie, questionava o pastor se realmente era possível que demônios se apegassem a bens materiais.
Robertson contou uma história sobre um caso semelhante e afirmou que “certamente espíritos demoníacos podem juntar-se a objetos”. O pastor ainda ponderou que embora nem todos objetos de lojas de segunda mão venham possuídos, precaução nunca é demais: “Agora, isso significa que todas as roupas de segunda mão é uma embarcação do diabo? Não exatamente. Mas não vai doer nada repreender qualquer espírito que possa ter se apegado a essas roupas”.
O programa 700 Club, da Christian Broadcasting Network, uma rede de TV de propriedade do próprio Pat Robertson, tem servido de palco para que o idoso pastor dê suas opiniões a respeito de diversos temas, como o islamismo, que para ele é “um sistema econômico e político demoníaco com um aparência de religião”, sobre a política presidencial dos Estados Unidos, entre outros.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Ossos humanos usados para bruxaria são leiloados na internet


Polícia investiga a quem eles pertencem
A polícia de Los Angeles comprovou que alguns dos ossos e um crânio encontrado em uma residência são humanos. Durante uma perseguição a um suspeito, policiais entraram no pátio de uma casa onde encontraram uma espécie de altar.
O dono da casa foi chamado a depois e disse que sua irmã tinha encontrado os ossos à venda no site de leilões eBay. Identificado apenas por José, ele recusou-se a fornecer seu sobrenome, mas justifica que faziam uso dos ossos por motivos religiosos.
A irmã de Jose pratica Palo Mayombe, um ramo de bruxaria tipicamente latino. Contudo, quando consultado, R. Andrew Chesnut, Doutor em Estudos Religiosos da América Latina disse que as estátuas sobre o altar são do culto à Santa Muerte… algo que cresceu muito na última década tanto nos Estados Unidos quanto no México.
O especialista afirma que trata-se da fusão do catolicismo medieval com a religião popular nativa mexicana. “Na Santeria, a criação de altares pessoais é uma característica dos seus seguidores… Em alguns casos altares são decorados com ossos humanos e também de animais. A crença popular diz que os ossos possuem poderes especiais”, disse.
A polícia recolheu ossos, velas e incenso do quintal da casa, mas o tenente da polícia Ed Calatayud, explica que “O foco da investigação não é o aspecto religioso, mas sim a origem dos ossos”.
A rede NBC que noticiou o caso, fez uma pesquisa e encontrou crânios humanos à venda no eBay. O preço médio é de 700 dólares. Será feita uma investigação para apurar a origem dos ossos que as pessoas colocaram à venda. Com informações NBC Los Angeles.

Fonte: CANTARES.NET/Gospel Prime

Criança morre em ritual para "libertação de espíritos" que a atormentavam


Ritual para “libertarem” criança de espíritos
Queimaram menino de nove anos até morrer
Um menino de nove anos foi regado com gasolina e incendiado na ilha do Marajó, no estado brasileiro do Pará, num ritual em que participaram até o pai e a avó dele e que tinha como intento supostamente libertar a criança de espíritos que o atormentavam. O crime, de que resultou a morte da criança, ocorreu no dia 12 de Julho de 2012 mas só agora teve repercussão depois de quatro dos cinco envolvidos terem sido presos.
Segundo o inspector Arilson Caetano, o menino morreu no final de uma longa e terrível agonia de oito horas, durante as quais todos os envolvidos assistiram ao seu indescritível sofrimento sem fazerem nada alegando que era esse padecer que o libertaria. A vítima foi incendiada cerca das 15 horas e só morreu depois das 23, ficando essas oito horas gritando com as dores provocadas pelas queimaduras, que lhe cobriram 90% do corpo.
Foi a própria avó, Maria Auxiliadora dos Santos, uma das pessoas agora presas, que levou o menino a casa de Edileusa Mamede Felipe, uma mulher que dizia curar pessoas dominadas por espíritos. Maurício Augusto Santos Silva, pai da criança, também preso, chegou quando o filho já ardia e gritava desesperadamente por socorro, mas ficou indiferente aos apelos e só quando o óbito ocorreu, no final da noite, levou o menino para casa, para ser velado.
A intenção da família, de acordo com o inspector, era sepultar o menino sem comunicar a causa da morte ás autoridades, mas uma denúncia fez a polícia ir até ao velório e, ao constatar o estado da criança, levá-la para exames. O menino vivia apenas com o pai desde que a mãe se separou do marido e saiu de casa.
Após longos meses de investigação, em que os envolvidos se encobriram reciprocamente, a polícia conseguiu esclarecer o caso e obteve da justiça local a decretação das prisões. Segundo o que foi apurado, o menino dizia ouvir vozes e a avó, aconselhada por Edileusa, a única acusada ainda a monte, decidiu submetê-lo ao ritual. O crime foi tão brutal e a insensibilidade dos familiares ao sofrimento da criança foi tão grande que chocou até os agentes que participaram na investigação e que ainda se emocionam ao narrar o caso. ( CM )

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Batalha de Médiuns fascina russos



Embora às vezes gostássemos de correr precipitadamente para a primeira cigana que encontrarmos com um baralho de tarô em suas mãos, uma voz interior diz-nos que  seremos certamente aldrabados. E o que diria se lhe propusessem ver na televisão do que são capazes pessoas com poderes sobrenaturais?
Foi exatamente para os céticos que foi criada a "Batalha de Médiuns" – um programa do canal de televisão russo TNT. Nele, pessoas que se dizem com capacidades paranormais, tentam convencer milhões de telespectadores de que realmente têm esse dom especial. A primeira edição do programa foi lançada em 25 de fevereiro de 2007, e no início de 2013 terminou já a 13a temporada da série, que tem feito imenso sucesso na Rússia.
Os participantes eram selecionados em castings especiais: os candidatos tiveram que passar por uma série de testes. Nos primeiros testes de verificação é necessário adivinhar o que está escondido numa caixa ou por trás de um biombo. Por trás do biombo, os produtores do programa podem colocar um manequim simulando uma pessoa e os “candidatos a médiuns” falam de sua “vida” cheia de privações e terríveis sofrimentos. Ou podem colocar uma pessoa verdadeira, dizendo que é um “manequim”. Assim são eliminados falsos “videntes”. Na segunda fase, os médiuns têm de encontrar, em 30 carros, uma pessoa escondida num único porta-malas. Como resultado, apenas 8-10 médiuns participam nas “batalhas” finais (na última, 13ª temporada eles eram 13).
Mas por quê batalha? Porque a capacidade dos médiuns de fazer “milagres” e o impossível deve ser verificada pelos participantes do programa, os telespectadores que buscam ajuda dos médiuns nas situações mais improváveis. Por exemplo, precisam de encontrar uma pessoa, um objeto ou identificar a profissão ou ocupação de alguém. Se propõe aos médiuns de dizerem quem tomou drogas, teve um acidente, esteve preso, que tatuagens tem no corpo. A tarefa mais difícil são as trágicas histórias de quem pediu ajuda ao programa. Os participantes têm de lhes contar os detalhes da morte ou do desaparecimento de seus entes queridos.
Por exemplo, os três melhores amigos de um telespectador, durante um ano, morreram em acidentes de carro um após outro. Ele temia que o mesmo destino o aguardasse. Inicialmente, aos médiuns só eram mostradas fotos. Todos os médiuns não só determinaram quem nas fotografias estava morto e quem estava vivo, mas também contaram detalhes que o espectador tinha preferido esconder. Pouco antes do início da inexplicável série de mortes, todos os quatro tinham cometido um ato de vandalismo num cemitério. Então o que foi? Uma vingança divina ou uma trágica coincidência?
Em cada semana é eliminado um médium. Os nomes do pior e do melhor participantes da semana são apresentados por um júri, após discussão, em envelopes preto e branco. No final, devem ficar os três melhores. Os telespectadores depois escolhem por voto direto o melhor “mestre de ciências ocultas, vencedor da Batalha de Médiuns".
Vitali Gibert, o vencedor da 11ª temporada, diz que o show é uma grande oportunidade para testar as suas capacidades e se testar a si mesmo:
“Depois de ter vencido no show, a minha vida mudou muito. Eu comecei a viajar muito pelo mundo, visitei o Tibete. Agora, eu já não recebo clientes pessoalmente. Pelo contrário, eu ensino as pessoas que tudo está em suas mãos e que, para lidar com os problemas, não é necessário pagar a adivinhos e médiuns. Eu os ensino a modelarem seu futuro, rejeitando os medos e estereótipos. Nós próprios construímos obstáculos em nossos caminhos. Atraimos as pessoas erradas, as situações de vida erradas. Eu acho que para alimentar um faminto é preciso dar-lhe uma vara de pesca e não um peixe. Recentemente, foi publicado o meu livro “Modelando o Futuro”. Eu acredito que ele pode mudar a vida de muitas pessoas para melhor. Afinal de contas, somos só nós que criamos a nossa própria realidade e modelamos o nosso futuro.”
Cada um decide por si do que realmente são capazes os médiuns que participam no programa. No entanto, pessoas com poderes sobrenaturais existem e o mundo é muito mais interessante e versátil do que pensamos. ( VOZ DA RUSSIA )

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Ratos especialmente treinados podem substituir cães na detecção de explosivos e drogas na Rússia


O Departamento General de Reconhecimento do Estado-Maior General do Ministério da Defesa da Rússia marcou para esta primavera testes em situação real de ratos de laboratório especialmente treinados, escreve terça-feira o jornal Izvestia.
"Ratos devem substituir cães no descobrimento de materiais explosivos e munições, assim como de pessoas em locais e refúgios. O GRU ( Departamento General de Reconhecimento ) está interessado em condições de campo e o FSB ( Serviço Federal de Segurança ) – em condições urbanas. Ao mesmo tempo, será concluída a elaboração de metodologias de utilização de ratos por destacamentos especiais", – comunicou à edição uma fonte informada no Estado-Maior General.
A fonte ressaltou que os testes serão realizados no interesse de todos os serviços secretos da Rússia.
Ao mesmo tempo, o interlocutor do jornal não revelou o local concreto da realização dos testes.
Nas suas palavras, os ratos têm uma série de vantagens em comparação com os cães, não precisando, em particular, especial cuidado e, com uma pequena duração de vida ( dois – três anos ), o período de adestramento ocupa algumas semanas, enquanto as suas capacidades de olfato superam as dos cães.
Por outro lado, Anton Venediktov, representante do centro de investigação EVRAAS, que se dedica a experiências com ratos, declarou ao jornal Izvestia que os roedores podem ser treinados num mês para distinguir 150 cheiros.
"Os ratos são treinados para distinguir no ar cheiros de certas substâncias. Sentindo o olor, eles correm para um lugar determinado em contentores, agitam-se ou tomam poses determinadas. Os ratos podem aprender a sinalizar sobre o cheiro de armamentos, explosivos, drogas ou corpo humano", disse Venediktov.
O pesquisador adiantou que o conjunto Bio Explorer está sendo testado atualmente em vários aeroportos de Moscou. ( VOZ DA RUSSIA )

domingo, 17 de fevereiro de 2013

México proíbe culto em que mulheres faziam sexo com 'reencarnação de Cristo'



Grupo Defensores de Cristo é acusado de recrutar mulheres e explorá-las sexualmente; operação da Polícia Federal prendeu 14 estrangeiros, entre eles brasileiros
Autoridades mexicanas disseram ter acabado com um culto que supostamente administrava uma operação de escravidão sexual entre seus seguidores na fronteira com os Estados Unidos.
O grupo "Defensores de Cristo" supostamente recrutava mulheres para manterem relações sexuais com um espanhol que alegava ser a reencarnação de Cristo, de acordo com um funcionário de um grupo de defesa das vítimas, que falou sob condição de anonimato por não estar autorizado a falar publicamente sobre o caso.
Suas seguidoras foram submetidas a trabalho forçado ou serviços sexuais, incluindo prostituição, de acordo com o Instituto Nacional de Imigração que disse ter aberto um processo contra o culto há mais de um ano.
A Polícia Federal, agentes de Imigração Nacional do México e promotores do instituto invadiram uma casa perto de Nuevo Laredo no fim de janeiro e encontrou membros da seita, incluindo crianças, vivendo em péssimas condições, de acordo com uma autoridade do instituto.
Em um comunicado, o instituto disse que 14 estrangeiros foram detidos na operação e entregues ao Ministério Público, pendentes de possíveis acusações. Entre os detidos estavam seis espanhóis e brasileiros, bolivianos e venezuelanos. Uma argentino e um equatoriano também foram detidos.O Ministério das Relações Exteriores da Espanha confirmou que cidadãos espanhóis estavam entre os detidos.
Segundo o instituto, 10 mexicanos também foram encontrados na casa, principalmente mulheres, que estão, provavelmente, entre as vítimas do culto.
A Procuradoria Geral da República disse que a investigação ainda está decidindo o tipo de acusação que será formulada a partir do caso, se houver alguma. Dada a lealdade que foi construída ao longo dos anos, os promotores ainda estavam tentando descobrir quais dos detidos poderão ser considerados vítimas e quais seriam os responsáveis pelo abuso.
A declaração do instituto disse que os líderes da seita obrigavam os membros a pagarem o "dízimo", com dinheiro ou trabalho forçado. O instituto disse em um comunicado que os Defensores de Cristo eram liderados pelo cidadão venezuelano José Arenas Losanger Segovia.
Mas segundo o site da seita, o líder era o espanhol Ignacio Gonzalez de Arriba. Ele se estabeleceu no México há cerca de três anos, depois de ter vivido uma temporada no Brasil e em outras partes da América do Sul, segundo informou Myrna Garcia, ativista da Rede de Apoio às Vítimas de cultos que já trabalhou com vítimas dos Defensores de Cristo.
Ele começou a oferecer cursos de "bio-programação", uma prática esotérica que busca com que os praticantes "reprogramem" o cérebro para eliminar a dor, o sofrimento e ansiedade, segundo o Instituto.
Tanto Gonzalez de Arriba quanto Losanger Segovia não foram encontrados para comentar. Um número listado em uma propaganda para cursos de "bio-programação" foi desligado. Não ficou claro se eles estavam entre os detidos.
O culto prosperou em uma região do México, que é rigidamente controlada pelo cartel de drogas Zetas. O Departamento do Interior disse que os defensores do Cristo não haviam se registrado como um grupo religioso, conforme exigido pela lei mexicana. Garcia disse que células do culto ainda podem estar ativas no Peru e na Argentina. ( Último Segundo )

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Mundo inteiro sob vigilância total



Colocando na Internet suas fotos pessoais com comentários diversos, a maioria de utentes nem sequer adivinha que, involuntariamente, corre o risco de ficar sob o controle de muitas pessoas e entidades interessadas. Uma série de companhias especializadas em software está desenvolvendo aplicações para vigiar a atividade de pessoas por meio de dados disponíveis em redes sociais.
Para evitar discussões desnecessárias, tais trabalhos se efetuam em segredo. Jornalistas do jornal britânico The Guardian publicaram materiais dedicados ao novo programa RIOT (Rapid Information Overlay Technology), criado pela empresa militar Raytheon. Processando e conferindo as informações recolhidas nos sítios como Twitter, Facebook, Foursquare e outros tantos, o soft pode reproduzir em pleno o cotidiano dos vigiados. Um observador recebe um esquema pormenorizado das relações do indivíduo com seus colegas, companheiros e familiares. Como aditamento, segue um mapa de deslocações com os itinerários indicados. Em resumo, o programa RIOT é capaz de compor um retrato psicológico-moral da pessoa, incluindo seus hábitos, qualidades e características e atépontos fracos e motivações de comportamento.
Conforme os peritos da Raytheon, o respetivo know-how aindanão foi vendido. No entanto, de acordo com as normas de regulação das exportações, o programa RIOT entra na categoria "EAR99" que, na maioria dos casos, admite o fornecimento de produtos sem licenciamento prévio.
Em princípio, há já muito que todo o mundo se encontra vigiado ( 1 ) , assevera em entrevista à Voz da Rússia o perito médico Anton Korobkov-Zemlianski.
"Os dados disponíveis na Internet e aos quais temos acesso livre podem ser recolhidos com ajuda de sistemas de pesquisa sem falar de software específico. Por isso, a questão que se coloca é quem é que pode estar interessado nisso".
Os órgãos de segurança e os serviços especiais podem, mediante as redes sociais, seguir de perto a vida das pessoas, exercendo o controle sobre a sua atividade, frisou o diretor-geral da Agência de Tecnologias de Informação R-Tehno (Р-Техно,sigla russa), Roman Romachev. Claro que se trata de um vigia total, adiantou entrevistado pela emissora Voz da Rússia.
"Se você coloca qualquer informação sobre si mesmo em redes sociais, tem que estar pronto para os cenários em que esta informação poderá vir a ser utilizada contra você. Por exemplo, não se recomenda disponibilizar informações sobre a família, publicar fotos familiares e dos locais que você costuma visitar, bem como dados referentes aos bens imóveis e aos meios de transporte".Em opinião de Romachev, a criação de tais programas como RIOT não passa de uma mera etapa na evolução da chamada Teia Mundial.
De qualquer maneira, está perto a altura em que a vigilância será praticamente total, isto é, seremos vigiados tanto no espaço real, como virtual. Hoje em dia, nas maiores cidades e centros industriais foram instalados, em cada esquina, webcams diversas. Nos EUA a companhia DARPA se empenha na projeção de um complexo cibernético, capaz de identificar potenciais criminosos no meio de grandes concentrações de pessoas. Num banco de dados eletrônico, serão inseridos padrões de comportamento normal e suspeito. Não se exclui a hipótese de gradual realização do enredo do filme utópico de Steven Spielberg Minority Reportno qual uma simples intenção ou ideia de cometer um crime pode servir de pretexto para a detenção ou a neutralização do possível transgressor da lei.
Todavia, se acreditarmos em previsões de peritos, nessa etapa, os cidadãos comuns não devem ter motivos para receios desde que não tenham problemas com a justiça e não ostentem o seu luxo. Se se comportarem bem, estarão fora do alcance de serviços secretos, ladrões internacionais, criminosos e terroristas. ( VOZ DA RUSSIA )

LEITURA COMPLEMENTAR:

( 1 )"O verdadeiro Big Brother", 
NEWTON CARLOS, copyright Boletim AEPET
13/05/04

"O volume global de comunicações em 2003 andou por volta dos 180 milhões de minutos. É a soma de telefonemas de todos nós, correios eletrônicos, faxes e etc. Os serviços de inteligência, sobretudo o enorme aparato dos Estados Unidos, à sua cabeça a National Security Agency, tratam de grampear cada impulso dessa movimentação supostamente privada, envolvendo trocas de informações. O argumento é a guerra contra o terrorismo, que será longa, vão logo dizendo, talvez uma nova guerra dos trinta anos. Ou mais NSA, CIA, FBI e outras agências do gênero do governo americano consomem 30 bilhões de dólares por ano. É uma tropa de choque de 30 mil pessoas, com a tarefa de bisbilhotar em operações que alcançam os quatro cantos do universo. Seus agentes trabalham com 115 línguas e dialetos diferentes. Não há forma de expressão que não seja entendida ou distância que escape de instrumentos de escuta e gravação que parecem rivalizar-se com a idéia de infinito. A intimidade eletrônica se torna coisa de um passado remoto, mesmo em seus níveis de mais baixa intensidade.
E o direito à privacidade, sagrado em democracias que se prezam?A escuta judiciária é autorizada por todas as partes. Mas é fenômeno recente. Na França, por exemplo, é regulamentada por uma lei de 1991. O grampo agora reivindica passe livre no campo de ‘segurança’, cuja abrangência, antes decidida em porões e não em tribunais, se alarga por meio de concessões legais. Alemanha e Dinamarca já o aceitam por motivos ‘estratégicos’. Canadá e Luxemburgo abriram as torneiras. O Conselho da Europa adotou soluções facilitando as escutas. Ainda discute condições.
O golpe mais profundo é nos Estados Unidos de Bush, com o chamado ‘Patriot Act’, aprovado depois dos ataques terroristas de setembro de 2001. O FBI ganhou poderes quase absolutos de quebra de privacidade. Pode até exigir acesso a arquivos de bibliotecas e livrarias, para saber o que ‘suspeitos’ lêem. O retrocesso é tão radical que mesmo os parlamentares republicanos, gente de Bush, hesitam em renovar a vigência do ‘act’ no ano que vem. É o plano interno. No externo, a NSA americana comanda o ‘controvertido’ sistema Echelon, com seis postos de captação da Europa e Pacífico, ampla rede de espionagem eletrônica, denunciada pelo parlamento europeu.
Diz-se que nada, por mais recôndito ou diminutivo que seja, escapa do Echelon. É o tema (e o título) de um livro por enquanto só disponível na Nova Zelândia, de autoria de Nicky Hager, um neolandês de 35 anos. O trabalho investigativo de Hager partiu do papel do Gesb (serviço secreto da Nova Zelândia) na rede cujo quartel-general está em Washington. Seus agentes, segundo Hager, passam os dias lendo correios eletrônicos, faxes e transcrições de conversas telefônicas de governantes, políticos e empresários de toda a área do Pacífico. Feita a triagem, o que é considerado ‘relevante’ vai para a NSA.
O Gesb, que forneceu as primeiras pistas, é pequena porção de gigantesca engrenagem. Fazem parte o ‘Defence Secutiy Department’ (DSD) da Austrália, o ‘Communication Secutiy Establishment’ (CES) do Canadá, o Government Communications Headquarter (GCHQ) da Inglaterra e o Gesb. Todo o universo fica na alça-de-mira desse quinteto, que dispõe do mais amplo e mais sofisticado sistema de satélites do mundo. A área latino-americana é controlada pelo Canadá. O Pacífico pela Austrália e Nova Zelândia. A Europa pela Inglaterra. O big brother, no comando geral, é a NSA americana."

VER MAIS:

ECHELON em http://www2.gwu.edu/~nsarchiv/NSAEBB/NSAEBB24/nsa16.pdf

ECHELONhttp://ocorreiodaelite.blogspot.com.br/p/use-dinheiro-sempre-que-possivel.html

Mensagens sobre Bush desaparecem 
Dioclécio Luz, de Brasília (DF), para o Brasil de Fato 
Edição Nº 6 - 27/05 a 02/06/04 

Há quatro anos foi dado o alerta: os Estados Unidos montaram um sistema capaz de rastrear informações que circulam pela internet. O sistema, batizado como Echelon, poderia identificar as mensagens e os mensageiros que utilizam termos “suspeitos”, como “Bin Laden”, CIA”, “comunismo”, “revolução”. Reconhecendo mensagens e páginas na internet, o sistema chegaria aos autores e os manteria sob controle. O assunto, motivo de debate no Parlamento Europeu, na época, até hoje não foi bem esclarecido. Se o Echelon existe e continua em operação, é um mistério. Mas é cada vez maior a suspeita de que programas como esse, e programas mantidos por militares, estão em plena atividade. 

A denúncia mais recente surgida no Brasil foi feita por Gustavo Barreto, editor da revista eletrônica Consciência.Net – www.consciencia.net. Segundo ele, um sistema de monitoramento de informações, operando dos Estados Unidos excluiu 40 mensagens que poderiam ser consideradas ofensivas à política estadunidense dos arquivos do portal, por meio de uma ferramenta anti-spam.

O anti-spam é um sistema necessário nos dias de hoje porque elimina as mensagens inconvenientes: o programa intercepta a mensagem, verifica se há alguma expressão típica de mensagem-lixo (por exemplo, “viagra”) e, em caso positivo, a elimina automaticamente. 

De acordo com Barreto, é perfeitamente possível que, sem o usuário saber, um anti-spam seja programado para excluir mensagens que contenham expressões usadas para condenar a política estadunidense ou apoiar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, por exemplo. Gustavo comprovou: “Foram para
o lixo, graças ao sistema anti-spam, 40 mensagens tratando da relação entre a família George W. Bush e Osama Bin Laden, enviadas a mim por uma amiga”. 

O editor da Consciência.Net percebeu que o controle sobre suas mensagens se estendia aos grupos de debates na internet. Em maio, ele notou que, inicialmente, o sistema on line “Grupos.com.br” não aceitava suas mensagens.
Depois, sem justificativa técnica plausível, as mensagens apareciam nos grupos. Mais tarde, as mensagens não eram aceitas de forma alguma – mesmo quando o administrador informava: “Sua mensagem foi enviada corretamente”. 

VISITAS INDESEJÁVEIS 
Ainda não há evidências, mas é tecnicamente possível criar sistemas bem mais simples que o Echelon para monitorar ideologicamente a circulação de mensagens na internet. Barreto lembra que a Grupos.com.br pertence à empresa Grupos Internet S.A., que tem como um dos seus acionistas indiretos a Rede
Brasil Sul de Comunicação (RBS), da família Sirotski, inimiga declarada dos movimentos populares. “Como não tenho provas, não posso acusá-la de estar fazendo o controle sobre as mensagens”, afirma ele. 

O Consciência.net é um portal bastante conhecido por fazer críticas ao modelo neoliberal. Recebe uma média de 140 visitantes por dia. Barreto informa que a página tem um sistema de gerenciamento que identifica as visitas – se alguém, utilizando computador do governo, entra na página, aparece a indicação “.gov.br”. Desde 2000, quando Barreto criou a revista eletrônica, em parceria com Renato Kress, militares estadunidenses mostram um interesse especial pelo portal. “Temos o registro de vários “.mil” nos
visitando”, diz ele. 

O jornalista conta, ainda, que o domínio Consciência.net precisa ser renovado a cada dois anos, com o pagamento de uma taxa simbólica a um provedor estadunidense, o Register.com. Em 2003, Barreto foi alertado pelo menos quatro vezes da aproximação do dia da renovação. Em 2004, porém, não recebeu nenhum aviso. Atrasou a renovação em dois dias e, por pouco, sua marca não foi anulada. 
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Nem vaca, nem cavalo: comer inseto pode ser a salvação da lavoura!


Você comeria isto? 
Uma provável crise futura no mercado da carne e o mpacto ambiental da pecuária levam cientistas a tomar coragem e propor uma mudança de hábito alimentar: entomofagia
Caso se confirmem as projeções de crescimento da população mundial da ONU (Organização das Nações Unidas), seremos 9 bilhões no planeta em 2050. Tendo em vista esse cenário, uma das preocupações que mobilizam cientistas e agências multilaterais de desenvolvimento é a produção mundial de alimentos. Estima-se que com o forte aumento da demanda o mercado de carne animal entre em crise e fontes alternativas de proteínas e nutrientes sejam necessárias. Sugestão da ONU: comer insetos.
Nesse momento é bem provável que uma expressão de desgosto já tenha se desenhado no rosto do leitor. É justamente essa reação, comum à maioria das pessoas no Ocidente, o maior desafio para os adeptos da causa da entomofagia. Mas, tirando o fator nojo, o cultivo e o consumo de insetos apresenta muitas vantagens em relação ao da carne vermelha e branca, de acordo com especialistas. Além disso, tudo é relativo: a lesma do escargot não é um prato sofisticado e delicioso?
O custo ambiental e financeiro da pecuária é alto e está aumentando. A tendência é que os preços da carne alcancem valores exorbitantes com o aumento populacional. O cultivo de animais ocupa 70% dos terrenos agrícolas no mundo. Elevar a produção significaria, portanto, derrubar mais florestas e destruir outros recursos naturais, ou intensificar a produção confinada e industrial, cruel com os animais. Além disso, a atividade é responsável pela emissão de 18% de todos os gases causadores do efeito estufa, segundo a pesquisa Livestock Long Shadow, feita pela FAO, a Organização para a Alimentação e a Agricultura, da ONU.
A criação de insetos, em contrapartida, utiliza menos espaço e recursos e é mais eficiente. Um estudo da Universidade Wageningen, ainda não publicado, mas já aprovado, observou a produção pecuária e a de insetos para avaliar o impacto ambiental de ambos sob os aspectos de espaço utilizado, consumo de energia e emissão de gases. “Em todos, o rendimento da cultura de insetos foi 100 vezes melhor. Além do mais, para produzir um quilo de carne bovina é preciso 25 quilos de alimento. Para a mesma quantidade de carne de grilo, o consumo é de apenas 2 kg”, explica o entomologista Arnold van Huis, da Universidade Wageningen, na Holanda, um dos articuladores do grupo da ONU que defende a entomofagia.
OportunidadeEssa é a aposta da empresa brasileira Nutrinsecta, de Betim (MG). Especializados na criação de insetos para ração animal, os empresários Gilberto Schickler e Luiz Otávio Pôssas veem grande potencial no mercado para o consumo humano. “Para produzir 500 quilos de carne de boi é preciso dois hectares de pasto (na pecuária extensiva) e dois anos. Essa mesma quantidade de proteína de insetos pode ser criada em no máximo seis meses, em uma área de 100 metros quadrados, com muito menos água e alimento. Além disso, todo o resíduo deles é utilizado como fertilizante orgânico na criação de outros animais”, diz Schickler.
Destinar parte da produção para o consumo humano faz parte dos planos da Nutrinsecta, a longo prazo. O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) determina que, para produzir em escala comercial, os criadouros de insetos para alimentação animal não devem ser os mesmos para humanos. Para tanto, a empresa precisaria investir em outra unidade e em tecnologia para baratear o preço final do produto. O quilo de insetos produzidos pela Nutrinsecta gira em torno de R$ 200. Ainda não há demanda que justifique o aporte, mas Schickler é otimista: “A gente compara muito isso com o sushi. Há alguns anos atrás ninguém comia peixe cru. O interesse no país vai ser gradativo, na base da publicidade boca a boca”, diz.
Enquanto esse dia não chega, a empresa prepara para 2013 um quiosque na área da fábrica (ou em um parque ecológico vizinho, ainda não foi decidido) que servirá receitas como risoto com ervas finas e grilos e o yakissoba com mix de insetos (grilos e baratas). A ideia surgiu para atender à curiosidade das crianças de uma escola vizinha.
Do ponto de vista nutricional, a “carne” de insetos tem valor proteico equivalente ao da carne animal. Em alguns casos, como nos exemplares da espécie Atta cephalotes L, como a saúva e a tanajura, a proporção de proteínas é ainda maior. Em 100 gramas de peso seco da formiga há 42,59% de proteínas contra 23% no frango e 20% na carne bovina, na mesma quantidade. “Os insetos têm praticamente todas as proteínas encontradas em bois, porcos e frangos, inclusive aminoácidos, ferro, zinco, lipídeos e vitaminas como a vitamina A. E a gordura dos insetos é polinsaturada, não tem perigo de colesterol”, explica o entomologista brasileiro Eraldo Medeiros Costa Neto, da Universidade Federal de Feira de Santana.
Segurança Embora algumas espécies de insetos sejam venenosas, entomologistas afirmam que o consumo é seguro. Entre todas as espécies catalogadas, 0,5% apresenta riscos para os seres humanos, se ingeridos. “Porcos, aves e bois, geneticamente, estão mais próximos aos humanos, o que faz com que algumas doenças dessas espécies sejam mais perigosas para nós, ao contrário dos invertebrados que, se cultivados de forma higiênica, são mais seguros”, defende Van Huis.
Há estudos e cuidados ainda a ser desenvolvidos. Devido à larga utilização de agrotóxicos em jardins e plantações, coletar insetos na natureza pode ser arriscado. A chance de contaminação existe. Outro problema é a possibilidade de reações alérgicas. “Muitas pessoas são alérgicas a frutos do mar e outras comidas. É bem possível que algumas sejam alérgicas a insetos. É um risco e ainda não temos muitos estudos sobre o assunto. Diversos pesquisadores não acreditam muito nisso, mas precisamos provar”, pondera Van Huis.
Tabu Apesar da resistência de boa parte do mundo ocidental – principalmente no meio urbano –, os insetos são consumidos em mais de 120 países, a maior parte deles na Ásia e África, onde costumam ser iguaria cara. Estima-se que na Nigéria, por exemplo, 75% das pessoas incluem insetos nas dietas. Engana-se quem acredita que o hábito seja exclusividade oriental ou de países considerados exóticos. Formigas, gafanhotos, aracnídeos, larvas e até mesmo baratas fazem parte da cultura alimentícia de países americanos como México, Colômbia e, acreditem, Brasil.
“Aqui no Brasil, o consumo de insetos existe em pequenas comunidades e, principalmente, em comunidades indígenas. Ao todo são mais de 100 grupos no país que têm esse hábito”, afirma Eraldo Costa Neto. Nas cidades da parte paulista do Vale do Paraíba, de Taubaté até Silveiras, a época de chuvas, que começa nos primeiros dias de novembro, é também tempo da caça às içás: as fêmeas da formiga saúva.
A tradição dos povos indígenas da região foi mantida pelos tropeiros e permanece até hoje viva entre cidadãos como o senhor Ocílio Ferraz. Em sua fazenda nos arredores de Silveiras, Ocílio mantém um restaurante de comida típica, cuja especialidade são as içás. “Não invento receita com as formigas, sigo a tradição” (veja receita ao lado).
Nos Estados Unidos, o escritor científico David George Gordon aderiu à entomofagia por defender uma dieta menos danosa ao meio ambiente e virou militante da causa. Conhecido como The Bug-chef (Chef dos insetos, em tradução livre), é autor de um livro com 33 receitas chamado The Eat-a-Bug Cookbook, editado nos EUA. Em apresentações culinárias, Gordon procura cozinhar pratos elaborados com insetos para atrair o público, mas garante que o sabor natural de muitos deles é bom. “A larva da mariposa tem gosto de uvas brancas, com um sabor leve de amêndoas. Grilos lembram um pouco camarão; gafanhotos têm sabor de ervas e formigas pretas apresentam uma mistura complexa de sabores refrescantes”, afirma o chef.
A ideia dos cientistas, no entanto, não é induzir as pessoas a comer insetos em forma natural, mas como alimentos processados. Uma farinha feita a partir dos bichinhos poderia servir de base para pratos diversos – e como alternativa para combater a desnutrição. Em uma experiência recente na Holanda, Arnold van Huis preparou para um grupo duas receitas de almôndegas: uma de carne e a outra feita de larvas de besouro tenébrio. Em um teste cego, sem saber qual receita era de insetos, cerca de 90% dos presentes acabou preferindo justamente essa. “Se as pessoas não souberem que há insetos lá dentro, elas vão experimentar e acabar gostando mais”, acredita Van Huis.
Gostando ou não, a maior ironia é que boa parte da humanidade já consome insetos regularmente sem se dar conta. De acordo com cálculos da ONU, uma pessoa ingere em média 450 gramas de insetos por ano, misturados a outros alimentos como impurezas. Também são usados em bebidas, doces e laticínios como corantes. ( PLANETA )

LEIA TAMBÉM:

A solução é comer grilo, Brasil! - O Correio da Elite, 2008

domingo, 10 de fevereiro de 2013

França: gémeos acusados de violação é enigma para a justiça


Investigadores franceses estão confrontados a um enigma raríssimo para saber qual de dois gémeos, detidos por suspeita de violação em Marselha, é verdadeiramente culpado.
"É um caso muito raro, uma vez que os autores dos crimes são gémeos monozigóticos", ou seja, partilharam a mesma placenta, explicou à AFP o chefe da polícia de Marselha encarregue deste caso, Emmanuel Kiehl.
Ambos motoristas de carrinhas que faziam entregas ao domicílio, no desemprego, Elwin e Yohan negam os crimes de que são acusados mas o seu ADN comum foi encontrado no local de várias agressões sexuais cometidas entre setembro e janeiro, explicou a polícia.
As vítimas reconheceram o agressor nas imagens mostradas pela polícia, acrescentou Kiehl. Mas isso não ajuda a desmistificar qual dos gémeos "verdadeiros" foi o responsável.
"Resta estabelecer qual o papel de cada um", disse Kiehl, explicando que o método para diferenciar a impressão genética de gémeos monozigóticos é "cara" e "praticada por poucos laboratórios forenses em França". ( DN )

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Ministério da Defesa abre documentos confidenciais sobre óvnis



Brasília - A abertura de arquivos secretos das Forças Armadas, com relatos de militares que supostamente avistaram Objetos Voadores Não Identificados, será discutida hoje no Ministério da Defesa, em Brasília. A assessoria de imprensa do ministério confirmou que representantes da Marinha, Exército e Aeronáutica debaterão procedimentos administrativos para cumprir a Lei de Acesso à Informação. Devido ao grande número de pedidos para a divulgação de documentos sobre óvnis, o assunto será colocado em pauta.
“Isso é resultado da Carta de Foz do Iguaçu, assinada por cerca de 500 pessoas durante o 4º Fórum Mundial de Ufologia, em dezembro, solicitando a abertura de documentos confidenciais. Essa luta começou em 2004, mas até agora só a Força Aérea vem cooperando com divulgação de registros relativos a discos voadores”, afirmou o ufólogo Marco Antônio Petit, um dos mais conhecidos do Brasil.
A convocação para a reunião interna de hoje foi feita no dia 22 de janeiro, através de carta encaminhada pelo secretário de Coordenação e Organização Institucional do Ministério da Defesa, Ari Matos Cardoso. Na correspondência, ele menciona a “singularidade da matéria” e a criação de uma comissão de investigação mista — com ufólogos, cientistas e militares, “para exame das eventuais manifestações do fenômeno UFO (óvnis em inglês)”.
De acordo com Petit, a maior parte dos relatos colocados à disposição pela Aeronáutica é referente à rotina operacional do controle de tráfego aéreo. O DIA teve acesso a alguns desses relatórios. Dois deles são descritos por militares no Rio de Janeiro.
No dia 7 de novembro de 2000, conforme o documento 365/1472 do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Condabra), um militar garante ter avistado, de sua aeronave, às 23h, um objeto de luz branca em Santa Cruz, na Zona Oeste. Em outro relato, segundo documento 65 C, do mesmo órgão, dois militares dizem ter visto “várias luzes vermelhas caindo como gotas de um ponto branco” e em deslocamento, por volta de 0h50 do dia 2 de maio de 2001, em Jacarepaguá.
MUDANÇA DE COR E DE POSIÇÃO
Uma das transcrições intrigantes é a gravação feita pelo tenente do Centro de Tecnologia da Aeronáutica, Ari Flávio de Souza, de uma conversa entre pilotos de um voo da Varig com agentes da torre de controle de Curitiba, na noite de agosto de 2003. Um dos pilotos da aeronave, que seguia para São Paulo, relata, atônito, que estava avistando um objeto não identificado. “Não dá para saber o que é...Tá voando paralelo à gente...Agora, mais alto... Tá piscando...Agora tá parado... Na subida tava vermelho, agora está branco...”. “Tentamos todos os meios, mas não conseguimos identificar nenhuma aeronave”, respondeu funcionário da torre. ( O DIA )

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Documentário: Os Miseráveis, de Victor Hugo


Os Miseráveis é uma das principais obras do escritor francês Victor Hugo, publicada em 3 de abril de 1862.
A história se passa na França do século XIX entre duas grandes batalhas: a Batalha de Waterloo (1815) e os motins de junho de 1832. Daqui resulta, por cinco volumes, a vida de Jean Valjean, um condenado posto em liberdade, até sua morte. Em torno dele giram algumas pessoas que vão dar seus nomes para os diferentes volumes do romance, testemunhando a miséria deste século, a pobreza miserável de: Fantine, Cosette, Marius, mas também Thénardier (incluindo Éponine e Gavroche) e o inspetor Javert.

( Video e texto extraídos do YOU TUBE )

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Transava com égua para tentar gerar criatura "meio homem, meio cavalo"!



Apanhado em flagrante a fazer sexo com uma égua
Homem disse que estava a tentar gerar uma cria metade homem, metade cavalo
Um homem de 29 anos foi condenado a quatro meses de prisão no Estado do Texas, nos Estados Unidos, depois de ter sido apanhado em flagrante a fazer sexo com uma égua, segundo jornal «The Sun».
Quando foi detido, Andrew Mendonza disse à polícia que estava a tentar engravidar o animal, na tentativa de gerar uma cria metade homem, metade cavalo.
Depois de admitir o ato sexual com a égua, Mendonza foi considerado culpado por «indecência pública e maus tratos contra os animais». ( TVi24 )

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Criando personagens ( 3 ): Xandão e Wanda em: "Amor brutal"

Wanda era linda como ela só. Gata total. Fazia gay pensar em trocar de time.
Certa noite, Wanda estava num barzinho badalado, sozinha, coitada. No local,o clima era de azaração, de pegação. 
Estranhamente, ninguém abordara Wanda, que estava particularmente espetacular. Talvez pensassem que, por ela ser um mulherão, com certeza estaria acompanhada, e seu acompanhante estava atrasado. Só isso. Uma mina daquelas, sozinha, só se fosse por opção. Mas num lugar daqueles, tão convidativo?
Na verdade, em vez de estar ali, toda solícita e aguardando pela corte de algum rapaz ( nossa, que monte de expressões antigas! ), ELA é que estava na caça!
Mas não apareceu ninguém interessante. A maioria ou já estava acompanhada, ou estava se arrumando.
De repente, Wanda localiza Julinho, que havia chegado há uma hora e estava, desde então, sentado, desacompanhado, numa mesa meio escondida. Ele não estava lá pra paquerar, só queria beber alguma coisa e ver pessoas. Não estava na caça. 
Mas Julinho, tão descompromissado, provocou o interesse de Wanda. Que pegou seu drink e se aproximou da mesa de Julinho:
- Oi, colega! Você se incomoda se eu sentar aqui?
Antes que ele respondesse, ela continuou, estendendo a mão para Julinho:
- Sou a Wanda!
- O-oi, Wanda. eu sou o Julinho!
- Tudo bem? [ beijinho ] Tá sozinho aí? [ beijinho ]
- Er... [ beijinho ] Tô sim! [ beijinho ] Tô só olhando o pessoal, matando o tempo.
- Eu também, Ju.
Chamou Julinho de "Ju". Tornou-o íntimo.
E começaram a conversar.
( *** )
Conversaram poucos minutos sobre amenidades, gostos, desilusões. 
E Wanda apoiou a mão no antebraço de Julinho.
( *** )
De repente, tem início um tumulto: lá de fora vem uma série de berros, impropérios:
- Cadê ela? Vai me pagar! WANDA! WANDAAAAA!
Xandão, o namorado gigante de Wanda, entra no bar como um touro insano.
Como se fosse dotado de um sexto sentido, um sistema de radar, ou qualquer coisa do tipo, Xandão, o gigante e fortão namorado de Wanda vai diretinho na direção da mesa onde estavam Julinho e Wanda.
- Ai, caralho! É o Xandão, meu ex-namorado!
Sim, eu sei que escrevi acima que Xandão era o "namorado" dela.
Julinho se assusta. Até eu. Estava em paz quinze minutos antes e de repente tem um buldozer vindo na sua direção. E esse buldozer não parece ser do tipo que aprecia uma argumentação racional e ponderada.
E o buldozer, digo, Xandão, se aproxima da mesa, encarando Julinho:
- Então é você, filhadaputa, que tá comendo a Wanda? Eu segui você, sua vaca e a tua casa caiu!!!!
- Caiu nada, seu broxa! Eu e o Julinho estamos aqui numa boa, sem você pra atrapalhar! Volta pra tua mamãe, cuzão. O Julinho é que é HOMEM, não você! Eu é que sei!
Julinho olha surpreso. Surpreso, não. Estupefato. Que estaria ela insinuando? Parece até que ela confirmou pro namorado que ambos, Wanda e Julinho, estavam tendo um caso. "Mas acabei de conhecer essa menina!", pensou, completamente apavorado. 
- Que que é isso, Wanda? Que que você tá dizendo? Escuta aí, Xandão... eu acabei de conhecer essa Wanda, nunca vi antes!
Xandão levanta uma das mãos, como se fosse golpear alguém.
Wanda sai correndo em disparada, na direção da porta: 
- NÃÃÃOOOOOOO!
E foge, rua afora.
Julinho não tem a mesma sorte. Encurralado por Xandão. O público do bar assistindo a tudo. A turma do deixa-disso se manifesta:
- Que isso cara! Briga não resolve nada!
- Ô grandão, deixa o cara aí. Ele tava sozinho de boa e foi abordado pela mina. Ela que veio trocar idéia.
- PeloamordeDeus, briga não!
O dono do bar liga pra polícia, mas até ela chegar...
Xandão, roxo de ódio, quer briga, quer reparação.
( *** )
Julinho avalia suas chances. Xandão, forte como um rinoceronte, iria dizimá-lo. Muita gente em volta, tumulto, não parecia haver como escapar dali.
Ele tenta argumentar, ganhar tempo:
- Olha, ô Xandão... eu não tenho nada a ver como essa mulher. Eu estava aqui na minha, tomando minha cerveja. ELA é que se chegou. e...
Não completou a frase. Um murro o fez engolir as palavras. Voou longe, caindo sobre uma mesa. Voaram copos, canecas, garrafas e batatas fritas.
AHHHHH!!!
OHHHH!
OLHA A BRIGA!
SAI! SAI!
Começa um tumulto de verdade. Gente correndo, atropelando garçons, derrubando mesas. Gritos. 
Xandão pega Julinho e começa a bater sem parar.
AJUDEM O RAPAZ!
ÔÔ GRANDÃO, A GENTE CHAMOU A POLÍCIA! MELHOR PARAR COM ISSO!
DEIXA O RAPAZ AÍ, BOMBADÃO IGNORANTE!
( *** )
A surra dura alguns minutos. 
Xandão foge atopelando todo mundo. Ninguém vai atrás. Vão ajudar a vítima, que sangra.
Xandão corre até a rua de trás do bar, onde deixara o carro. 
Entra no carro, dá a partida, e foge dali. 
( *** )
Horas depois, no motel, Xandão está fumando. A seu lado, na cama, Wanda diz:
- Não falei que ia ser ótimo? Você foi espetacular!! Meu macho!
Xandão se sente culpado. Foi no embalo de Wanda e agora se arrepende:
- Pô, Wanda, coitado do cara!
- Ahhh, vai dizer que você não gostou? 
- Gostei do que a gente fez agora, mas não acho legal o que fizemos no bar. O carinha tava sossegado e a gente foi estragar o dia dele. Acho que o cara perdeu até uns dois dentes.
- Uhhh, vai chorar, bichona?
- Não é isso! 
- Você não me ama?
- Amo!
- Você não ama isso tudinho?, pergunta, apontando pra si, pro seu corpo, pros seios.
- Amo!
- Então a gente tem que fazer umas loucuras, pra manter a chama acesa, apimentar a relação...
- Mas tem que envolver os outros nessas suas fantasias?!
- Eu gosto de realismo, Xã! Se você não quiser mais, eu posso arrumar outro e...
- Não, não, não! A gente vai fazer como você quer.
- Bom menino!
( *** )
- Xandão, tá dormindo?
- Mumfff. Não, não tô! Quié?
- Sabe aquele barzinho que inaugurou na Vila Madalena...?

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O fim das prisões



Nos últimos anos temos todos testemunhado um clamor crescente da população pela adoção de medidas mais duras contra a criminalidade. Por conta disso, nunca se prendeu tanta gente no mundo.

Por PEDRO VALLS FEU ROSA

Vamos aos números: entre 1995 e 2005 a população brasileira aumentou 19,6% - já a população carcerária subiu incríveis 142,9%, ou 7,2 vezes mais. No mesmo período, a população norte-americana aumentou 12%, e o número de presos dos Estados Unidos 103,4%. No Japão, o número de habitantes subiu apenas 2,1% - já o número de presos aumentou 63,8%, ou 30 vezes mais.
E foi assim que os Estados Unidos chegaram à casa dos 2,8 milhões de detentos, algo inédito no planeta. Apurou-se que um em cada 37 norte-americanos está ou já esteve na cadeia. A pergunta que modestamente faço é a seguinte: resolveu? Não. Os índices de criminalidade dos Estados Unidos de hoje são praticamente os mesmos de 1973.
Os custos desta política são astronômicos: projeta-se para os próximos quatro anos um gasto de US$ 27,5 bilhões apenas com a construção e manutenção de prisões. A despesa está tão alta que diversos Estados norte-americanos estão reduzindo de 2.800 para 2.500 a quantidade de calorias da comida servida aos presos, para economizar. No Kentucky, o presídio estadual já começou a cobrar diárias dos presos para ajudar na despesa - e como nem isso adiantou, a solução foi soltar centenas de condenados por assalto, sequestro e tráfico de tóxicos. Outros Estados partiram para a exportação de presos, prática denunciada no ano passado pelo jornal The New York Times. Ou seja: o sistema está falido.
Do outro lado do Oceano Atlântico, a Inglaterra experimenta o fracasso da mesma política: em suas prisões lotadas registram-se 600 incidentes sérios a cada semana, incluindo mortes, agressões e fugas. Há presos dormindo em banheiros, e planeja-se prendê-los inclusive em salas de alguns Tribunais de Justiça. A falta de vagas nas cadeias é tamanha que já se sugeriu até a construção de prisões flutuantes, mais baratas. Em 2006, o jornal The Times noticiava o escândalo do pedófilo que foi libertado sob fiança devido à falta de vagas nas cadeias. Algumas prisões inglesas, buscando reduzir custos, estão fechando nos finais de semana e deixando os presos pelas ruas, conforme anunciou o governo britânico no ano passado.
Na França o quadro não é diferente: a taxa de ocupação dos presídios é de 124% - mas em alguns estabelecimentos chega a 200%. Vamos aos resultados disso, conforme reportagem do sério jornal Le Monde: "Com excesso de presos, as prisões francesas estão à beira de uma explosão". Apenas no ano passado 105 presos se suicidaram, e já se planeja a soltura antecipada de 10 mil condenados.
Na Suíça, denunciou-se no ano passado o caso da prisão de Genebra que, com 270 vagas, abrigava 450 detentos, sendo por isso palco de cenas de violência e até greves de fome. Na Venezuela, apenas em 2007, 398 presos morreram assassinados. Na Bulgária 3.300 criminosos foram libertados por falta de vagas nas cadeias. No Zimbabwe, conforme admitiu o próprio governo, 24.600 presos ocupam 16.600 vagas. Na Espanha, há pouco tempo o jornal El País noticiava o aumento de tensão nas prisões em função da falta de vagas. Na Colômbia, em 2007, 600 pessoas, incluindo 125 crianças, se isolaram em uma prisão para protestar contra a falta de vagas e as péssimas condições das celas. Na Rússia 878 mil criminosos são mantidos em prisões superlotadas, e a situação chegou a um ponto tal que recentemente um guarda foi mordido por um preso com AIDS. No Canadá, um traficante teve a pena comutada em função das péssimas condições do presídio. Na China, apesar de todas as penas de morte executadas, 1,55 milhão de pessoas se acotovelam em prisões superlotadas. Quanto ao Brasil, creio ser dispensável abordar o estado das prisões e a falta de vagas.
A verdade é que a idéia das prisões modernas, nascida na Inglaterra há uns 200 anos, não deu certo. Há que se partir para algo novo. Talvez seja o momento de estudarmos mais o criminoso e o conceito de segregação, criando novos tipos de punição, tratamento e prevenção que aliviem e preservem a sociedade, ao invés de sobrecarregá-la ainda mais.

Pedro Valls Feu Rosa é desembargador do Poder Judiciário Brasileiro; presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, Sudeste do Brasil.


Agricultores rejeitam acordo infame proposto pela multinacional Monsanto



Produtores rurais do Mato Grosso e Rio Grande do Sul que processam a multinacional norte-americana Monsanto devido à cobrança ilegal de royalties da soja tipo Roundup Ready (RR) rejeitaram uma proposta de acordo da múlti já que ela tenta minimizar o “evidente prejuízo” devido às “seguidas derrotas na Justiça”.
Em litígio com a múlti americana na Justiça, agricultores alegam, em ações coletivas e individuais, que o montante devido pela empresa com cobranças indevidas de royalties se aproxima de R$ 1,7 bilhão. (Em 2011, a empresa faturou R$ 2,8 bilhões no Brasil).
Os agricultores desejam receber de volta, em dobro, os valores pagos desde outubro de 2010, quando, expirou o direito de propriedade intelectual da soja. Já a Monsanto diz que a validade da patente vai até 2014.
Desrespeitando a legislação brasileira, a múlti alega que a validade no país deve ser a mesma que vigora nos Estados Unidos. A alegação é que as patentes que protegem a tecnologia RR foram registradas ao longo de vários anos. Nos EUA, o prazo de vigência dos direitos sobre a tecnologia começa a contar após o último registro.
A Justiça brasileira, porém, já se manifestou, determinando que a contagem do prazo de domínio da tecnologia se inicia a partir da “data do primeiro depósito no exterior”.
No processo que corre na 15ª Vara Cível de Porto Alegre, o juiz Giovanni Conti – em sentença proferida em 19 de abril do ano passado – condenou a Monsanto a devolver todos os valores cobrados sobre a produção da soja transgênica a partir da safra 2003/04, corrigida pelo IGPM e acrescida de juros de 1% ao mês.
Já o Tribunal de Justiça de Mato Grosso concedeu em outubro do ano passado liminar favorável à Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e a 24 sindicatos rurais, ao determinar que a Monsanto suspendesse imediatamente a cobrança de royalties sob o uso da soja RR.
A proposta da multinacional para por fim a processo é de suspender a cobrança de royalties da soja nas safras 2012/13 e 2013/14. Em contrapartida, os agricultores precisam se comprometer a não questionar judicialmente os valores dos royalties pagos a partir de 2010.
Os produtores rurais criticaram a adesão de dez Federações de Agricultura Estaduais e da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ao acordo proposto pela Monsanto.
Após a divulgação de que a multinacional havia assinado uma “declaração de princípios” com sindicatos rurais, produtores e entidades sociais se manifestaram contra o documento. Em nota, declararam que o documento está “recheado de interesses financeiros e pessoais”, sendo “inaceitável, imoral e lesivo”.



Israel injeta anticoncepcionais em judias etíopes desde 2002



As judias etíopes foram submetidas a injeções de Depo-Povera pelo Ministério da Saúde de Israel durante mais de dez anos.
A medida que derrubou em cerca de 53% a natalidade entre os judeus emigrados da Etiópia foi descoberta pela jornalista Gal Gabay, intrigada com o fato dessa natalidade haver caído drasticamente na última década. Ela entrevistou 33 mulheres etíopes na tentativa de compreender o fenômeno.
Uma das entrevistadas afirmou que os médicos "nos diziam que eram vacinas. Nós as tomávamos a cada três meses". As injeções eram ministradas mesmo nas mulheres contrárias à aplicação. Eram coagidas a tomar as drogas enquanto estavam em acampamentos para trâmites de transferência a Israel, mas ainda na Etiópia. As aplicações continuaram acontecendo depois da chegada a Israel.
O primeiro ministro Benjamin Netanyahu, que acumula a função de ministro da Saúde desde março de 2009, já havia dito, há pouco, que os imigrantes da África "ameaçam" Israel em sua "existência como um estado judeu e democrático".
Após tentar desmentir a denúncia, o Ministério da Saúde ordenou, através de seu diretor-geral, Ron Gamzu, que os ginecologistas funcionários do Ministério "não renovassem as prescrições do Depo-Provera para mulheres, se por qualquer razão houver receio de que elas possam não compreender as implicações do tratamento".
Para a advogada da Associação dos Direitos Civis em Israel, Sharona Eliahu Chai, as "descobertas através das investigações do uso do Depo-Provera são extremamente inquietantes, trazem preocupações sobre as nocivas políticas de saúde, com implicações racistas".
Os etíopes em Israel possuem as maiores taxas de pobreza e desemprego, segundo pesquisa realizada em novembro do ano passado, 53% dos empregadores preferem não contratar etíopes. As crianças também são obrigadas a freqüentar escolas onde estudam apenas etíopes ou salas separadas das demais.
Durante as primeiras denúncias, em 2008, o então ministro da saúde, Yaacov Ben Yezri, afirmou que o uso do Depo-Provera nas mulheres etíopes é resultado de "preferência cultural". Segundo ele, elas teriam preferência por injeções à ingestão de comprimidos.
A jornalista israelense, Ruth Sinai, destaca que além do preconceito enfrentado pelos cerca de 120 mil etíopes em Israel, há ainda grande parcela dos rabinos que lhes negam a condição de judeus por conta de diferenças litúrgicas. Seus líderes religiosos, os kessim, não são reconhecidos pelos rabinos.
Para Yali Hashash, da universidade de Haifa, os atentados contra a fertilidade praticados contra essas mulheres repetem os realizados contra mulheres de países árabes, como Iraque, Iemen e Marrocos, nos primeiros anos de Israel, 1950 e 1960.
São práticas de limpeza que lembram o nazismo. Que diria o regime israelense se medidas deste tipo fossem tomadas contra judeus ashquenazim (brancos) em qualquer país do continente europeu?
Depo-Provera é considerada um contraceptivo de longa duração altamente eficaz, mas com efeitos colaterais graves a exemplo do aumento da propensão à osteoporose.
À época do início da aplicação das medidas, era Ariel Sharon, carniceiro de Sabra e Shatila, quem acumulava as pastas de primeiro-ministro e da Saúde.
GABRIEL CRUZ


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