sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Rali Dakar deixa rastros de destruição de fósseis e muito lixo no Peru

Dakar deixou lixo e fósseis destruídos no deserto do Peru
O diretor da Associação de Museu Paleontológico Meyer Hnninger, do Peru, garantiu hoje que a passagem do rali Dakar pelo sul do país deixou toneladas de lixo e destruiu alguns dos fósseis existentes no deserto.
Em declarações à agência espanhola EFE, Klaus Hnninger afirmou que o deserto de Ica, onde vai ter lugar novamente a competição, "é uma das maiores reservas de fósseis do mundo" e que no ano passado, com a passagem da "caravana" e com a afluência de espetadores, algum do património arqueológico foi destruído.
"O esqueleto de uma baleia com mais de 20 milhões de anos foi desmontado para que as vértebras servissem de banco para os espetadores. São perdas irreparáveis. Bem sei que não se pode evitar o Dakar, já que os interesses económicos são muitos, mas peço que sejam tomadas medidas para minimizar os danos ambientais e arqueológicos", disse.
Hnninger mostrou-se também preocupado com a poluição deixada ao longo de todo o trajeto do rali e critica o alheamento do Ministério da Cultura, que diz não se responsabilizar pelos danos.
"Aos prejuízos arqueológicos somam-se os danos ambientais. Toneladas de lixo como pneus, peças dos carros e dos motores ficaram espalhadas por todo o deserto. O Ministério da Cultura sabe dos prejuízos, mas fica calado porque sabem que têm parte da responsabilidade", concluiu. 
Depois de no ano passado o Peru ter recebido pela primeira vez a mais popular corrida de todo-o-terreno do mundo, que terminou em Lima, no próximo dia 5 de janeiro a capital peruana será palco da etapa inicial da 34.ª edição do Dakar.
O ministro dos Negócios Estrangeiros e Turismo peruano, José Luís Silva, espera a chegada ao país de 50 mil turistas, para ver os 459 veículos inscritos no rali.
Lusa

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