sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Prefeito de cidade brasileira alerta população: "Fim do Mundo vem aí!!!"


Prefeito de São Francisco de Paula aconselha armazenamento de lenha e fósforos
Autarca brasileiro avisa população para fim do mundo
Um autarca brasileiro aconselhou a população da sua cidade a preparar-se para o fim do mundo, no dia 21 de Dezembro. Décio Antônio Colla, prefeito da cidade de São Francisco de Paula, no Ro Grande do Sul, prevê que ocorram uma série de catástrofes, com base no calendário maia.
O prefeito recomendou à população da cidade de cerca de 20 mil pessoas para armazenar lenha, fósforos, velas, lanternas, alimentos e água. "Quando eu alertei meu povo, foi para informá-lo dos factos que eu sabia e hoje todos sabem, porque está na internet e na TV. Eu fiz o alerta para que eles não sofressem ou sofressem menos", afirmou ao portal Terra.
O autarca lembra que a 21 de Dezembro “acontece o alinhamento com o sol central, na data prevista pelo calendário Maia” e avisa para as alterações climáticas. “Nova York nunca esteve debaixo de água, como agora, assim como Veneza. Ou seja, está acontecendo uma série de coisas. Quando os ventos solares emitirem as descargas magnéticas, nós vamos sentir muito. O sol de agora não é o mesmo de 10 anos atrás. Tudo isso que está acontecendo são alterações importantes”, afirmou.
Antônio Colla garante que por estar situada 900 metros acima do nível do mar, a sua cidade já serve de refúgio para quem teme tsunamis e está a comprar terrenos na área. O prefeito critica a falta de preparação do país para o que aí vem. "O Brasil não está preparado para nada. O Brasil só pensa em Copa do Mundo. Os governos não têm interesse em se prevenir", afirmou. ( CM )

Alemanha preocupada com abusos sexuais de animais

País prepara legislação

A Alemanha está preocupada com casos de bestialismo, que têm vindo a aumentar no país, principalmente em zona rurais.

O Parlamento alemão prepara-se para debater alterações legais, esta semana, ao Código de Protecção Animal, com uma proposta de multa para incumpridores na ordem dos 12,5 mil euros.
De acordo com o jornal ‘The Sun’, o país confronta-se até com vários casos de ‘jardim zoológicos eróticos’ onde se pode abusar de animais como lamas e veados.
A comprovar que o problema chegou às mais altas instâncias, o responsável pela agricultura alemão, Hans-Michael Goldman, confirmou que se pretende proibir totalmente o uso de animais para “actos sexuais individuais e punir pessoas que encaminham animais para outras com propósito sexual”. ( CM )

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Sistema de vigilância eletrônica de mulheres é introduzido na Arábia Saudita

A Arábia Saudita introduziu um sistema de controle eletrônico das mulheres que permite o rastreio da sua passagem da fronteira.
Os tutores das mulheres (seus pais, maridos ou irmãos) recebem agora nos seus telefones um SMS informando que a sua parente está abandonando o país.
Segundo informa a Al-Arabiya, essas medidas foram tomadas neste país depois de uma mulher saudita ter fugido, devido a conflitos familiares, para a Suécia sem ter obtido a autorização de seu pai, enquanto que, segundo as leis da Arábia Saudita, uma mulher não pode viajar sem uma autorização escrita do tutor.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Ciência humanística na marra: governo mexicano e multinacionais querem inundar país com milho transgênico

Via Campesina denuncia atentado de transnacionais e governo contra milho mexicano
O país considerado o centro da diversidade do milho está ameaçado. México pode sofrer o golpe de ter, em breve, plantado em suas terras cerca de 2,4 milhões de hectares de milho transgênico, segundo denunciou ontem a Via Campesina. As transnacionais Monsanto, DuPont e Dow esperam apenas uma resposta do governo.
A organização internacional insiste que uma resposta positiva seria ‘um crime contra a humanidade’, pois a área a ser plantada é do tamanho de El Salvador, além disso, existem milhares de variedades nos campos das comunidades campesinas e indígenas que poderão ser afetadas. Via Campesina acrescenta que hoje o milho é um dos três principais alimentos no mundo, sendo assim a contaminação dos milhos no México por transgênicos representa uma ameaça para todo o planeta.
"Há vinte anos, o governo do México põe em perigo nossa soberania alimentar ao abrir a agricultura ao comércio livre, nos inundado de milho barato de má qualidade, e deixando milhares de campesinos na pobreza. Agora, buscam envenenar-nos com milho transgênico. Não vamos permitir”, assegurou Alberto Gómez, da Via Campesina mexicana.
Os riscos dos transgênicos ainda não foram avaliados de forma apropriada, mas um estudo publicado recentemente na França assegura que o milho transgênico pode causar graves danos à saúde. Ratos foram alimentados com milho transgênico e demonstraram altas incidências de câncer e danos a seus órgãos vitais. No México, a variedade de milho que as transnacionais querem semear, conhecida como "NK 603”, é a mesma do estudo.
"Todas as plantas transgênicas contaminam os cultivos campesinos através de genes patenteados pelas multinacionais e desta forma impedem que os campesinos utilizem suas próprias sementes. É por isso que na Europa temos pressionado para ter leis que hoje em dia proíbam os transgênicos em nossos campos e em nossos alimentos. Desde Europa e todo o mundo necessitamos apoiar o povo do México para resistir contra as transnacionais”, disse Guy Kastler, da Via Campesina na França.
A Via Campesina convoca suas organizações, a sociedade civil, campesinos e campesinas à ação, a fazer um rechaço às demandas da Monsanto e a realizarem, em seus países, mobilizações para demonstrar a grave irresponsabilidade do governo mexicano e denunciar o atentado contra o milho do país.
A organização sugere denuncias nas sedes das transnacionais Monsanto, DuPont, Dow e dos governos que apoiam; denúncias ante instâncias como a FAO e o Convênio da Biodiversidade (CBD) das Nações Unidas; pressão nas embaixadas do governo mexicano em todo o mundo e difusão de informação em todos os meios possíveis.

Inglaterra: jovens de 14 anos aderem à cirurgia estética vaginal

A cirurgia estética vaginal já há vários anos se tornou moda entre as mulheres britânicas. Não há limite de idade para este tipo de procedimento e são várias as jovens, com menos de14 anos, que já aderem à cirurgia.
Cerca de 343 jovens britânicas, com idade inferior a 14 anos, realizaram, nos últimos seis anos, cirurgias aos orgão genitais por motivos estéticos. Estas cirurgias, realizadas pelo Serviço Nacional de Saúde de Inglaterra (NHS), visam 'remodelar' o exterior da vagina, conferindo-lhe um aspeto mais atraente, informa o site do jornal britânico 'The Daily Mail'.
No University College Hospital, em Londres, uma equipa de investigadores liderada por Sarah Creighton, afirmam que é "perturbador" não existir um limite de idade para este tipo de procedimentos. No entanto, Creighton admite que não tem na sua posse informações sobre o motivo pelo qual estas cirurgias estão a ser realizadas. "Podemos apenas especular e precisamos de mais informações", adianta Creighton, lembrando, no entanto, que "as anomalias labiais que requerem intervenção cirurgica são extremamente raras".
Parte da culpa de tantas jovens se deixarem fascinar pela magia da indústria da beleza, neste caso das cirurgias estéticas vaginais, reside nas próprias clínicas que fornecem informações erradas e utilizam terminologias confusas, não permitindo o total entendimento dos perigos relacionados com a operação, diz o site do jornal espanhol 'El Mundo'.
As operações, que consistem em reduzir os lábios vaginais, estão-se a tornar cada vez mais comuns entre as jovens. A insatisfação com a aparência leva a que muitas delas realizem as cirurgias sem sequer pensar nos riscos, acrescenta o 'The Daily Mail'.
Por sua vez, o serviço nacional de saúde britânico nega que estejam a ser realizadas cirurgias estéticas vaginais nos seus hospitais. "É claro que existe cirurgia estática no serviço nacional de saúde, mas apenas para pessoas que têm necessidades clínicas e nunca para pessoas que apenas gostariam de o fazer", garantiu ao 'Daily Mail' uma porta voz do Departamento de Saúde.( DN )

Mulher detida por ter relações sexuais com esqueleto

Olha que felicidade a do magrinho...
Uma mulher sueca de 37 anos, com tendências necrófilas, manteve, durante anos pelo menos seis caveiras, um esqueleto e um “vastos número de outros ossos” em casa. Alegadamente, terá mantido relações sexuais com os restos humanos.
Tudo estava guardado num compartimento secreto da sua moradia, bem como fotografias de morgue e dois CD com os títulos ‘A minha necrofilia’ e ‘A minha primeira experiência’. 
De acordo com o jornal ‘The Sun’, a suspeita vive em Gutemburgo e foi acusada esta terça-feira de profanação de cadáver. Está detida desde Setembro. 
O julgamento vai arrancar na próxima semana e a arguida arrisca uma pena máxima de dois anos de prisão se se considerar culpada.
“Quero o meu homem como ele é, seja morto ou vivo. Ele deixa-me arranjar felicidade sexual ao seu lado”, escreveu a suspeita num forum online. ( CM

E MAIS:

A mulher acusada de necrofilia, na Suécia, fotografou-se em várias ocasiões com caveiras e esqueletos.
As imagens, divulgadas esta sexta-feira, fazem parte da investigação da polícia e foram encontradas na casa da suspeita, que arrisca até dois anos de prisão por profanação de cadáver.
A polícia de Gotemburgo encontrou seis crânios, um esqueleto e vários outros ossos no apartamento desta mulher de 37 anos.
Tudo estava guardado num compartimento secreto da sua moradia, bem como fotografias de morgue e dois CD com os títulos ‘A minha necrofilia’ e ‘A minha primeira experiência’.
O julgamento vai arrancar na próxima semana e a arguida encontra-se detida desde Setembro.
“Quero o meu homem como ele é, seja morto ou vivo. Ele deixa-me arranjar felicidade sexual ao seu lado”, escreveu a suspeita num forum online.
Já de acordo com a imprensa de Gotemburgo, a mulher tinha reconstituído um esqueleto no chão de seu apartamento.

sábado, 17 de novembro de 2012

Grandes Reportagens da História: "Tráfico de ópio do Afeganistão é utilizado para financiar a CIA"


"O ópio é uma das fontes principais de acumulação de recursos para a CIA", afirma o pesquisador canadense Michel Chossudovsky


"Por trás das drogas existem importantes empresas e interesses financeiros e, deste ponto de vista, o controle geopolítico e militar das rotas das drogas é tão estratégico como o dos oleodutos. O ópio é uma das fontes principais de acumulação de recursos para o aparato da CIA, dos serviços de espionagem norte-americanos. A presença militar dos Estados Unidos tem servido para restabelecer, em lugar de erradicar, o tráfico de drogas", afirma Michel Chossudovsky, professor e pesquisador da Universidade de Ota-wa, do Canadá, em ensaio publicado pelo site Global-research.ca, referindo-se à produção de ópio no Afeganistão.
"Em outras palavras, as agências de inteligência, as grandes corporações, os traficantes de drogas e o crime organizado concorrem pelo controle estratégico das rotas da heroína. Uma grande parte dos bilionários benefícios das drogas é depositada no sistema bancário ocidental, principalmente dos EUA. A maioria dos grandes bancos internacionais e suas filiais nos paraísos fiscais lavam enormes quantidades de narcodólares", prossegue.
O Afeganistão e a Colômbia são as economias com maior produção de drogas no mundo. São países com uma intervenção militar direta dos EUA, onde o comercio da droga floresce. "Está muito documentado que a CIA desempenha um papel principal no desenvolvimento dos triângulos da droga latino-americano e asiático", frisa o documento. 
Segundo o cientista, no caso afegão, a mídia imperialista acusa o Talibã, organização que luta contra a presença da OTAN e dos EUA no país, de ser responsável por essa situação, escondendo que "o governo Talibã pôs em marcha em 2000 – 2001 um programa de erradicação da droga que conseguiu uma diminuição de 94% do cultivo do ópio. Em 2001, segundo dados da ONU, a produção de ópio tinha baixado para 185 toneladas. E imediatamente depois da ocupação, capitaneada pelos EUA, naquele mesmo ano, a produção aumentou espetacularmente".
A Agência das Nações Unidas para as Drogas e o Crime, com sede em Viena, publicou na semana passada um informe onde estima que a colheita de ópio no Afeganistão em 2006 atingirá 6.100 toneladas, trinta e três vezes o produzido em 2001 (3200% de aumento em 5 anos).
O informe da Agência da ONU recém divulgado destaca que no Afeganistão o cultivo do ópio cresceu assustadoramente, sendo esperado que aumente 59% em 2006. A produção de ópio teve um incremento de 49%, em relação ao de 2005.
Segundo a ONU, em 2006 o Afeganistão fornece cerca de 92% do abastecimento mundial de ópio, do qual se extrai a heroína. "Mas, a organização internacional esquece de dizer que as instituições bancárias e financeiras norte-americanas, junto com o crime organizado, é quem fica com 95% dos recursos gerados por esse contrabando", expressa Chossudovsky. 
DROGAS 
"O tráfico de drogas é a terceira mercadoria mundial em geração de dinheiro, depois do petróleo e do tráfico de armas", revela reportagem do jornal The Independent, citado pela pesquisa.
Provando a gravidade da questão, o artigo do professor canadense mostra que até o FMI, órgão que se dedica a resolver os problemas da circulação do capital especulativo, reconhece que a lavagem de dinheiro a escala mundial pode chegar até um trilhão de dólares ao ano e uma grande parte desse dinheiro está relacionado ao tráfico de drogas.
SUSANA SANTOS

A lógica econômica da bicicleta

Meses atrás, o jornalista econômico John Cassidy, colunista do The New Yoker, publicou um artigo em que critica a política de ampliação da malha cicloviária de Manhattan-EUA. Ele argumentou que o espaço destinado às bicicletas torna-se, inerte e os benefícios das ciclovias custam muito caro para quem usa veículo automotor. Segundo John, o espaço deveria continuar sendo estacionamento para carros, já que o número de ciclistas é relativamente pequeno.
O que deve ficar esclarecido são as diferenças entre a construção da malha cicloviária, em contrapartida à manutenção de estacionamentos. Começando pelo básico, uma social atrelada às ciclovias é a mobilidade, ou seja, as ciclovias são caminhos seguros para cidadãos irem e virem de bicicleta. Os estacionamentos, por sua vez, são vagas individuais esperando automóveis. Note: na ciclovia, John, você e muitas outras  pessoas podem locomover-se, mas no estacionamento, se John ocupar uma vaga, ninguém mais poderá ocupá-la simultaneamente. O que representa maior inércia?
Outro ponto a ser analisado é que, quando não há infraestrutura apropriada para o tráfego de bicicletas, há uma demanda reprimida de ciclistas. Então, mesmo que o número de usuários de bike seja pequeno, com a implantação de redes cicloviárias, interligando a cidade, a porcentagem de viagens por bicicleta aumenta, conforme comprovado em casos como Amsterdã e Copenhagen.
Como acontece em muitos lugares do mundo, inclusive no Brasil, os carros desfrutam de prestigiosos subsídios e incentivos diretos e indiretos, públicos e privados. A dependência energética do mundo com relação a indústria petrolífera, os estacionamentos públicos, a construção de estradas e a redução de impostos para as empresas automobilísticas são exemplos desses incentivos. As receitas geradas pelo uso efetivo do automóvel não justificam esse alto investimento, principalmente ao se levar em conta os custos sociais atrelados ao uso excessivo do automóvel ( N do Blog: imagino que se refira desde aos problemas de saúde pública - física e mental, considerando a violência no trânsito e os efeitos da poluição e do stress sobre as populações, incluindo os não-proprietários de veículos -, passando pela questão da segurança pública - roubos de carros e o consequente destacamento de efetivos policiais dispendiosos para seu combate e a proteção da propriedade , etc ) 
Ao contrário do que afirmou, John, há muito mais lógica econômica por detrás do incentivo à bicicleta. A construção de ciclovias apresenta melhor custo X benefício na questão da mobilidade, até mesmo para quem continuará usando automóvel, já que com menos carros nas estradas ( OBS: "Ruas"? ), o congestionamento e a ocorrência por vagas de estacionamento diminui.
( REVISTA BICICLETA, ed. 22, página 08 )

Os reacionários da mobilidade urbana, Por André Geraldo Soares

Toda mudança que signifique ampliação dos direitos sociais provoca reação por parte de quem se beneficia da restrição dos direitos. Quando falamos em conferir direitos iguais para o uso do espaço urbano, devemos saber que enfrentaremos a oposição de muitos daqueles que atualmente levam vantagem com o modelo rodoviarista. Os reacionários, aqueles que reagem aos movimentos de democraticação da sociedade, geralmente estão quietos, para não chamar a atenção para os privilégios que possuem - mas quando grupos sociais se organizam para reivindicar a parte que lhes cabe, eles vociferam para conservar as regras, legais ou imaginárias, que garantem seu status. Os ciclistas são o alvo mais recente dos conservadores. Os amantes dos motores não se conformam com a possibilidade do governo desviar, do rio de dinheiro público gasto inutilmente em viadutos e pistas duplas, algumas gotas para o benefício de ciclistas. É bem ali no oco da sua engarrafada propriedade metálica que eles começam a elaborar, mentalmente ou nos smartphones, o texto que publicarão nos jornais que são mantidos... pelos anúncios da cadeia produtiva automobilística!
Nestes textos, colunistas e amigos dos editores de opinião, sempre evocando o direito de ir e vir, o progresso da humanidade e a integridade física dos seus concidadãos, não economizam substantivos e adjetivos para qualificar as pessoas e instituições que não reivindicam mais do que segurança viária: bobalhões, foras da lei, talibikers, assassinos, impunes, atrasados, picaretas, boçais, mauricinhos, iluminadinhos, farsantes, manipulados (1), ecochatos, arrogantes, filhinhos de papai, moderninhos etc. E, para deleite próprio, eles encontram nos comentários dos seus leitores aquilo que, por falso pudor, não puderam escrever.
Estes formadores de opinião não podem aceitar que a bicicleta receba incentivos, caso contrários cairão por terra seus argumentos de que ela é ineficiente: "Como assim., pobres montando bicicletas enferrujadas, chegando antes de mim ao nosso destino comum?", é a preocupação que eles têm vergonha de admitir. Mas não se trata apenas de uma bronca pessoal, é uma questão de classe: não basta que os ciuclistas continuem pedalando espremidinhos na sarjeta, é preciso que eles permaneçam quietos e sem reclamar. Para eles, as mudanças sociais devem ser conduzidas pelo marketing e pela bolsa de valores, e não pela organização da população instruída.
É preciso sufocar e difamar todos os movimentos sociais: sem terra, sem teto, sindicalistas, ecologistas, feministas e, obviamente, cicloativistas! Esbravejam, então, contra as bicicletadas mensais, bicicletas-fantasma e outras manifestações, alegando que elas atrapalham o trânsito (2) - como se não fossem eles mesmos que atravancam as ruas cotidianamente! Tudo mentira: no fundo, são movidos pela aversão a todos que se empenham por uma sociedade igualitária, porque a igualdade ameaça seu modo de vida fútil e esbanjador (3). Mais inadmissível ainda, para eles, é encontrar, entre os protestantes, os de sua classe: "Não é possível, jovens bem nascidos, matriculados nas melhores escolas da cidade, junto com meus filhos, sobre bicicletas caríssimas, revelando, com palavras de ordem, as inconsistências de meu estilo de vida!", se contorcem de indignação nossos autodesignados porta-vozes da maioria.
Os reacionários estão de tal modo preocupados em manter suas regalias que ficam cegos diante das evidências: nenhuma famílias pode entregar um carro a um menor de 18 anos; poucas famílias podem ter carro (4); pouquíssimas famílias podem ter um segundo carro; muitas pessoas que possuem carros preferem usar a bicicleta e muito mais pessoas ainda só não usam bicicleta porque se sente ameaçadas!
Insultar os ciclistas por exigirem ciclovias ( nas vias de trânsito rápido e denso ) e acalmação do trânsito ( nas demais vias da cidade ) é mais do que afrontar o bom senso, é contradizer os êxitos alcançados por cidades e países que investiram na mnobilidade ativa. Os reacionários agem com má-fé quando insistem que a bicicleta é perigosa, pois sabem que isso deriva justamente da falta de políticas públicas favoráveis; são cínicos quando aludem à subutilização da infraestrutura cicloviária existente, pois sabem que ela não atrai usuários, justamente por ser escassa, desconectada e de péssima qualidade; e declaram sua inépcia quando interpretam que os ciclistas reivindicam ciclovias para cruzar megalópoles e quando reclamam do relevo e do clima, fatores estes que não caracterizam nem todas as cidades, nem todos os dias do ano.
Por último, há um aspecto mais cruel nessa perseguição aos cicloativistas. Apontando suas penas contra quem só quer equidade, eles oferecem conforto moral para aqueles motoristas que, sentindo-se reis da rua (5) e tratando o espaço urbano como seus quintais, agridem os ciclistas: buzinadas, fininhas, xingamentos, tapetadas e outras cacas são mais comuns do que os articulistas querem admitir.
Os reacionários da reforma urbana precisam ser informados que não passam de mentores intelectuais da barbárie.
( REVISTA BICICLETA, Edição 22 ) 

NOTAS DO BLOG:

( 1 ) : Quem chama um cicloativista de "manipulado", com certeza, jamais assistiu a um desses comerciais de automóveis que passam na TV. A começar dos apelos velados à masculinidade. Cada cena deve ser estudada minuciosamente. Ultimamente, tenho detectado insistentes situações em que o proprietário do automóvel "X" ( pode ser qualquer marca" ) ultrapassa algum obstáculo - geralmente outro motorista - na estrada, numa evidente prática de mensagem subliminar.
( 2 ) : Exatamente. Quem mais e sempre "atrapalha o trânsito" são os próprios automóveis.
( 3 ) : Essa foi certeira. Na sociedade do "sem miséria", ninguém quer parecer pobre, mesmo sendo pobre. Para remediar essa horrível situação de "sem posses", maluco vende a alma pro cartão de crédito ou pro crediário, sempre com o intuito de "não parecer" pobre. 
( 4 ) : Não é bem verdade, e a nota acima também diz respeito a isso. Nunca foi tão fácil, por meio de financiamentos, comprar um carros.
( 5 ) : Como, na prática, são. Não deveriam, mas, de fato, são. A questão é como mudar isso. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Rússia: Gigolô condenado por ter matado feiticeiro



Um homem que oferecia serviços sexuais no norte da Rússia foi hoje considerado culpado por ter morto um "mago negro", numa tentativa de redenção.
O gigolô, Astemir Zhilyayev, de 25 anos, foi sentenciado a oito anos numa prisão de segurança máxima por homicídio, de acordo com o site do Ministério Público de São Petersburgo. Zhilyayev quis redimir-se dos seus pecados, nomeadamente da sua profissão, e decidiu sacrificar um feiticeiro. Inicialmente, a vítima do gigolô seria uma "bruxa", mas o acusado não tinha coragem de matar uma mulher, afirmou este em tribunal.
O plano de Zhilyayev passou por encontrar o feiticeiro através de um anúncio num jornal, fazer uma marcação com o mesmo e esfaquear o mago no pescoço com uma faca de cozinha, de acordo com a agência de notícias russa, RIA Novosti. Os magistrados da cidade afirmam que após o acto, o gigolô fugiu do local e passou dois anos em fuga, acabando por ser agora detido e condenado.
Na Rússia, a magia é considerada uma ofensa às práticas religiosas mais predominantes, o cristianismo e o islamismo.  ( DN )

sábado, 10 de novembro de 2012

É muito crime, e todo mundo é alvo. ( ficção )

Eram cerca de 18:45hs, e Lupercínio descansava do extenuante dia de trabalho, bebericando uma cervejinha no balcão da padaria, enquanto assistia à TV colocada, para distrair os fregueses em seu momento de lazer.
De repente, para estragar tudo, gritos:
- VAI,VAI!! TODOMUNDO QUIETINHO!
Os gritos se materializaram na presença, diante de Lupercínio, do maldoso Magrão, assaltante, ladrão e dedo bastante mole. Ele aponta o cano pro Lupe, enquanto os comparsas fazem a limpa:
- VAI VAGABUNDO ( Sim, percebi a ironia... )! DÁ A CHAVE DO CARRO AÍ!!
Pausa: uma das coisas a se temer, ao sofrer um assalto, é o fato de que a maior parte desses ladrões e malfeitores é composta de gente tão - ou até mais - materialista e interesseira quanto as pessoas comuns, que trabalham feito condenadas para comprar celulares que não saberão usar, coisas da OKLEY, motocicletas, videogames... A diferença é que a grandessíssima maioria prefere se fuder no trabalho feito escravo pra "atingir seus objetivos", enquanto gente da laia do Magrão prefere "fazer as correira"...
Ou seja, o entendimento do Magrão sobre o que é a vida não é muito diferente do entendimento do resto das pessoas com quem trombamos por aí.
De modo que, imagine a surpresa quando o malfeitor Magrão escutou o seguinte, da boca de Lupercínio:
- Mas, mas... EU NÃO TENHO CARRO! Nunca dirigi, sequer tenho carta. Aliás, detesto carros!
Evidentemente, isso irritou Magrão. Como é possível que alguém deteste carros? Esse coroa ( Lupercínio ) deve ter uns 45 anos, e não sabe dirigir? Nunca se interessou?
E...
PLÁÁÁ!!!
Deu com o cano na testa do Lupe.
- ENTÃO, VAGABUNDO, A CHAVE DA MOTO! VAI MORRÊ SE NUM DER!
- Mas - respondeu Lupe - eu também não tenho... Não sei guiar moto, nunca me interessei... Ai, caramba...!
Outra coronhada:
PLÁÁÁÁ!!
- AIIII!!!!
Muito irritado, Magrão tenta outra vez:
- O CELULAR?
- Não tenho...snif...Não gosto disso.
- CARTÃO DO BANCO E SENHA??
- Não tenho. Só tenho poupança e tenho que retirar pessoalmente.
- QUEQUE VOCÊ TEM ENTÃO, PORRA???!
Lupercínio mostra uma sacola de coisas que comprou num sebo: discos de vinil, livros... coisas velhas que Magrão encarou com um misto de nojo e desprezo.
- TÁ DE BRINCADEIRA, PILANTRA?
- Não, não...
Lupercínio conta, então, que passou uma vida de pouco conforto, mas não miserável. Às vezes, alguma privação, ter que ganhar coisas da vizinhança, cesta básica com leite do Canadá entregue pela paróquia do bairro.
Com a vida, e as leituras ( gostava de Voltaire e Lin Yu-Tang ) nas bibliocas públicas, decidiu que não gastaria sua vida atrás de coisas que lhe causariam mais aborrecimentos que satisfação. Perseguindo ilusões. Tais coisas, quando finalmente conquistadas, logo seu encanto se extingue, obrigando o incauto a nova perseguição numa espiral sem fim de frustração e desânimo. Não queria nada e tinha receio das pessoas que queriam as coisas. Essa era a filosofia de Lupercínio.
Lupe nunca casou. Não queria que mulher alguma o acompanhasse naquela jornada estóica. Nem fazia questão disso. 
Trabalhava, pagava suas contas e, o que sobrava, botava numa caderneta de poupança, como forma de garantir alguma segurança na velhice. Comprava coisas em sebos, roupas em bazares da igreja, templos espíritas. Pegava móveis velhos - quando em bom estado - que as pessoas depositam pro lixeiro levar embora. Não se considerava mesquinho, apenas não gostava de desperdício, de atitudes perdulárias. Fazia exercícios em casa  ( "Para endurecer o corpo e o caráter", dizia" ), dormia num colchão no chão, desde que os cupins destruíram sua cama. Às vezes, dormia até no chão.
Assim, de tostão em tostão, ia vivendo. Quando sobravam alguns trocados, encostava no balcão do bar - ou da padaria, como era o caso em questão -  e pedia uma cerveja preta, que sorvia calmamente. Ao contrário daquelas vítimas eternamente reincidentes, não havia - e jamais haveria - nada que Lupe tivesse que interessaria ao Magrão. 
Logo, foi uma triste, infeliz coincidência o encontro entre Magrão e Lupercínio. Este, pressionado por Magrão, tentou argumentar:
- Pega e leva este play do Frank Sinatra. Dá pra sua mãe, que ela vai gostar.
Lupe esperava que Magrão, por ter - possivelmente - uma origem tão humilde quanto a dele, entenderia os pontos de vista da vítima. 
Os pareceiros de Magrão chegam junto:
- Aí Magrão, vambora que já demoramo demais. Deixa quieto aí e vambora!!!
O turba dá no pinote.
Cem metros adiante, Magrão pára e diz pro pessoal:
- Vão indo que eu já volto!!
E retornou à padaria.

( *** )

O apresentador do programa policial anuncia:
"Líder da quadrilha que assaltou e matou em padarias na Capital é preso!!!! É com você, Gentílio Soares!!"
O reporter responde à deixa:
"É isso aí, Correia! Tamos aqui com o Magrão, acusado de ser o principal líder da 'Gangue das Padarias', que tocou o terror aqui na Zona Sul!!"
Magrão aparece na tela, algemado e com marcas de espancamento. Ao fundo, um painel com o símbolo e o nome da Polícia Civil.
O âncora do programa policial solicita ao repórter:
"Põe o cara aí na escuta! Quero saber porque ele roubava e matava. quero ver qual apito o cara toca..."
E acrescentou:
"Pergunta prá esse vagabundo aí, vai... Pergunta do caso da Padaria Cristal!!"
O reporter obedece à solicitação do âncora:
"Então, ô, Magrão... o Correia quer saber do caso da Padaria Cristal..."
Magrão interrompe, cabeça baixa, supercílio inchado:
- Tem nada a dizer aí, dotôr! Fiz nada não...
O reporter insiste:
- Mas as testemunhas, e até mesmo seus cúmplices, dizem que vocês estavam fugindo, aí você parou, disse que tinha 'umas paradas a resolver' e voltou lá...
Depois de tantos crimes cometidos, era natural que Magrão não lembrasse de todos. Mas a descrição feita pelo reporter fez com que revivesse o caso em questão.
- Vai, Magrão - insiste Gentílio - diz aí pra gente, pro Brasil, pros telespectadores.Por quê você voltou lá e matou o rapaz, que não tinha nada pra te dar?
- Eu não o matei - responde Magrão, encarando a câmera. Eu o libertei daquela existência miserável e sem sentido.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

"Sementes: agricultura brasileira está se tornando escrava de meia dúzia de multinacionais", estima Dr.Rosinha

O milho e o mangarito
“É fácil perceber que a agricultura brasileira esta correndo risco: tornar-se completamente dependente das sementes fornecidas por não mais que meia dúzia de empresas estrangeiras”
Apesar de não acreditar (ou acredito?), vivo trombando com coincidências. Dias atrás fui convidado para participar de um debate no “Fórum Soja Brasil”, em Londrina-PR. Por não ser uma área em que atuo, não entendia bem por que fui convidado, mas aceitei. Depois do debate, imaginei pelas perguntas que me foram feitas, que fui convidado por ser um crítico ao uso de agrotóxicos (venenos).
De pronto, aceitei o convite, pela importância do tema: “Uma política para os insumos agrícolas”. Tema relevante para todos, mas principalmente para os pequenos e médios agricultores.
A coincidência ocorreu na viagem. No avião, como leitura de bordo, encontrei a revista “Brasil: Almanaque de Cultura Popular”, nº 162, cujo diretor editorial é o paranaense Elifas Andreato.
Parênteses: todo brasileiro e toda brasileira deveriam ler este almanaque.
As páginas 36 e 37 do almanaque trazem uma matéria sobre o mangarito (Xanthosoma violaceum), planta que também existe (existia?) no norte do Paraná, apesar de que não me lembro de ter conhecido ou mesmo de algum dia ter ouvido falar. A planta, que corre perigo de extinção, agora vem causando sensação na culinária.
Segundo a matéria, o “mangarito” já é citado por Gabriel Soares de Souza no Tratado Descritivo do Brasil, publicado em 1587. Era comida de pobre, agora é prato de rico. Quem sabe assim esta planta não escapa de desaparecer? Mas não é do mangarito que quero falar, e para quem quiser conhecer mais sobre a planta recomendo ler o site mangarito.blogspot.com.
Estava viajando para participar de um debate sobre políticas para os insumos agrícolas e entre os insumos (além de fertilizantes e agrotóxicos) estão as sementes, cada vez mais caras e por isso inacessíveis aos pequenos produtores rurais. Cada vez mais caras porque há um oligopólio ou monopólio dominando o comércio, a oferta de sementes. Com este predomínio, muitas plantas, como por exemplo o milho crioulo, poderão ser extintas, a menos que se tenha uma política de Estado para a sua preservação. Ou, desculpem a ironia, a menos que o milho crioulo vire um prato nobre como o mangarito.
A Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem) informa que na última safra o mercado brasileiro de sementes movimentou cerca de R$ 4 bilhões. Segundo ela, esse valor deve crescer nos próximos anos pelo aumento dos royalties pagos à indústria de biotecnologia. Essas empresas devem também lançar uma gama de novos transgênicos no país, já a partir da próxima safra. Só a Monsanto, com suas novas variedades de soja geneticamente modificadas, deve quintuplicar a taxa cobrada dos agricultores pelo uso de sua tecnologia.
Estudo elaborado por Flavia Londres e Paula Almeida, da AS-PTA – Agricultura Familiar e Agroecologia, em outubro de 2009, mostra que o mercado de sementes no Brasil sofreu um forte processo de concentração a partir da década de 1990. A Monsanto, que desde 1995 é a maior empresa sementeira do mundo, investiu pesadamente no Brasil, comprando empresas importantes de sementes de milho, soja e algodão. É também a líder na produção de sementes transgênicas.
A DuPont, maior grupo industrial dos Estados Unidos, entrou na área de sementes em 1999, comprando a Pioneer Hi-BredInternational, e é hoje a segunda maior sementeira do planeta. Em 2000, a fusão das empresas Novartis Agribusiness e Astra Zeneca formou a Syngenta, hoje terceira maior empresa de sementes do mundo. Há outras fusões. Veja o perigo que o mundo corre.
É fácil perceber que a agricultura brasileira está correndo risco: tornar-se completamente dependente das sementes fornecidas por não mais que meia dúzia de empresas estrangeiras e perder as sementes crioulas, como por exemplo o milho. Há informações de que no México, berço do milho, mais de 60 espécies de milho crioulo já desapareceram e foram substituídas por duas ou três espécies transgênicas.
E ainda por cima há de se pagar royalties.
DR. ROSINHA

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

EUA é democracia séria: até Mickey Mouse e Putin receberam votos

Barack Obama venceu Mitt Romney nas eleições presidenciais norte-americanas e continuará mais quatro anos na Casa Branca. No entanto, alguns eleitores foram mais imaginativos e recorreram à possibilidade de escrever o nome de candidatos alternativos nos boletins de votos para demonstrar apoio a actores, músicos, políticos estrangeiros e até personagens fictícias.
Entre os 'write-in candidates', como são conhecidos nos EUA, houve um pouco de tudo: o presidente russo Vladimir Putin ( que não poderia ser eleito devido ao critério da nacionalidade )  o veterano dos filmes de acção Chuck Norris (*) ou mesmo o Rato Mickey e o Mestre Yoda, personagem dos filmes da saga 'A Guerra das Estrelas'.
Ultrapassando os limites da Humanidade, "um cão gay" mereceu a preferência de pelo menos um eleitor.
Apesar de permitir manifestações de imaginação delirante aos eleitores, a prática dos 'write-in candidates' já teve resultados mais práticos. Em 2010, a senadora republicana pelo Alasca Lisa Murkowski tinha sido derrotada nas primárias do seu partido por Joe Miller, ligado ao Tea Party, mas acabou por ser reeleita devido à militância dos eleitores, que escreveram o seu ( complicado ) nome nos boletins de voto. ( CM )

(*) N do Blog: QUE MEDO!

Cartilha orienta pais e educadores a combater o consumismo entre crianças

O material incentiva medidas como a prática da troca de brinquedos ao invés da compra de novos. Além disso, orienta os adultos a promoverem reflexões junto com as crianças sobre o ato da compra.
(1’28” / 346 Kb) - “Consumismo infantil: na contramão da sustentabilidade”, é o tema da cartilha desenvolvida pelo Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Alana. A publicação tem como objetivo ajudar pais e educadores a ensinar para as crianças a diferença entre o “querer” e o “precisar”, relacionado ao consumo de mercadorias.
O material incentiva medidas como consumir lanches mais saudáveis feitos em casa, que geram menos lixo e descarte de embalagens. Também a prática da troca de brinquedos ao invés da compra de novos. Além disso, orienta os adultos a promoverem reflexões junto com as crianças sobre o ato da compra.
A cartilha ainda faz um alerta sobre a influência que a publicidade tem sobre os pequenos. De acordo com a publicação, as crianças brasileiras assistem, em média, mais de 5h de televisão por dia; e estão entre as que mais assistem TV no mundo.  
Um dos reflexos dessa exposição excessiva é o consumismo. Uma pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo apontou que de todos os anúncios transmitidos pelas emissoras de TV às vésperas do Dia das Crianças de 2011, 64% foram direcionados ao público infantil.
A cartilha, lançada na última quarta-feira (31), está disponível na página do Instituto Alana - www.alana.org.br.
De São Paulo, da Radioagência NP, Daniele Silveira.
05/11/12

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Assassino e ladrão de terras incensado pelo Estado de São Paulo!!

Publicidade: como proteger as crianças desse lixo todo?

Como proteger as crianças?
Comerciantes de anúncios nocivos ao público infantil dizem que autorregulamentação pune publicidade abusiva. Mas isso, quando ocorre, é sempre com o estrago já feito
A insensibilidade de alguns empresários às vezes é chocante. Entre seus lucros e a saúde dos consumidores, não têm dúvida: ficam com os primeiros. Com arrogância, enfrentam órgãos públicos como os Procons quando estes tentam contê-los. É o que ocorre com a publicidade e a venda de sanduíches e refeições rápidas acompanhadas de brinquedos e brindes. As empresas aproveitam a vulnerabilidade do público-alvo – crianças na faixa dos 10 anos – e oferecem alimentos e bebidas com alto teor de sódio, açúcar e gorduras, contribuindo para o aumento das taxas de obesidade, entre outras doenças. Enganam os pequenos consumidores, sabedores que são da incapacidade crítica natural da idade.
Não é preciso nenhum exercício de futurologia para adivinhar o que nos espera com o aumento desse tipo de consumo. Basta olhar para imagens de cidades dos Estados Unidos e da Europa e ver o número de obesos que por elas caminha. Em Nova York, o prefeito acaba de proibir a venda de refrigerantes em garrafas com até meio litro, um paliativo para evitar que o mal se agrave. Por aqui ainda é tempo de evitar o pior.
Os Procons tentam. O de São Paulo, com base no Código de Defesa do Consumidor, aplicou nos últimos cinco anos 18 multas relativas a abusos da publicidade infantil. Habib’s e McDonald’s foram multados por estimular com brindes o consumo de alimentos não saudáveis e a Barbie/Mattel, por inserir precocemente as crianças no mundo adulto.
A maioria das multas, no entanto, não foi paga. As empresas as contestam na Justiça. E a lei, aberta demais, permite diferentes interpretações – além de levar muito tempo até a interpretação final, a do julgador. Ainda na fase de conciliação, empresários não abrem mão da forma de publicidade que adotam e desprezam argumentos em defesa da saúde pública. Aliados aos publicitários, dão de ombros quando colocados diante das evidências sobre o mal que causam.
Pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, avaliaram o comportamento de crianças entre 3 e 5 anos que passam mais de duas horas em frente à TV ou jogando videogame. Descobriram que mais da metade consome pelo menos uma lata de refrigerante por semana. Diante da televisão, a comida preferida reduz-se a batatas fritas, doces e chocolates. Verificaram ainda que quanto mais baixa é a renda familiar maior é o consumo de alimentos calóricos, por serem mais baratos e de fácil preparo.
No Brasil surgem também medidas paliativas na tentativa de evitar o pior. Em Florianópolis, redes de lanchonetes estão proibidas de vender produtos e refeições que dão brindes às crianças e em Belo Horizonte comida e brinquedos só podem ser vendidos separadamente. A melhor notícia vem do Senado. A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou projeto que proíbe esse tipo de venda casada. Falta agora a aprovação da Câmara.
Enquanto isso, publicitários apegam-se à defesa da autorregulamentação do setor exercida por meio do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Dizem atender a reclamações e punir a publicidade considerada abusiva. Só que isso, quando acontece, ocorre sempre depois da veiculação do anúncio, ou seja, com o estrago já feito.
Há argumentos estapafúrdios, como o de que a propaganda é uma informação comercial e deve ser tratada com liberdade absoluta. A essa afirmação contrapõem-se as premissas de que não existe em nenhuma sociedade a liberdade absoluta e também que anúncio não é informação, é parte do produto, destinado a vendê-lo. Tem o mesmo papel do rótulo de uma garrafa, devendo portanto se submeter a leis do comércio, não da informação.
Daí a importância de uma legislação mais rígida, como a que agora tramita no Senado. O que temos hoje, com o Conar, é o cabrito cuidando da horta.


sábado, 3 de novembro de 2012

Tecnologia: Capataz coreano de empresa mexicana fornecedora da Samsung espanca trabalhador com golpes de artes marciais. Maus tratos são recorrentes, denunciam trabalhadores

FÁBRICA SUL-COREANA É FECHADA APÓS AGRESSÃO A FUNCIONÁRIO
Uma empresa fornecedora da Samsung foi fechada pelas autoridades mexicanas após um funcionário espancar um trabalhador com golpes de artes marciais.
De acordo com o secretário do Trabalho do estado de Querétaro, Tonatiuh Salinas, a empresa Sam Won permanecerá fechada até que o caso seja completamente esclarecido.
Um vídeo, divulgado pelas emissoras de televisão locais, mostra um cidadão sul-coreano identificado como Kim Jaeoak, e que trabalhava como supervisor da Sam Won, batendo em um funcionário mexicano.
As autoridades também vão investigar outras denúncias feitas por alguns dos 350 trabalhadores da empresa, como falta de licença para funcionamento e jornadas excessivas sem pagamento de horas extras. ( ANSA )





EUA: Mr. Burns apoia Romney à presidência dos EUA

O candidato republicano às eleições presidenciais de 6 de novembro, Mitt Romney, tem mais um apoiante de peso: Mr. Burns, o implacável dono da central nuclear de Springfield, da série Os Simpsons. Veja o vídeo.
A campanha eleitoral americana chegou aos desenhos animados. Mr. Burns, o patrão de Homer Simpson, é um dos apoiantes de Mitt Romney, e demonstrou-o num vídeo divulgado no Youtube.

Nas imagens surge Burns a tentar persuadir um cão a escolher entre Barack Obama e Mitt Romney, através de um teste alimentar ('mitt' e 'meat', que quer dizer carne, são palavras homófonas). Apesar do animal fugir, a personagem de Os Simpsons faz a apologia dos preceitos republicanos.


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