terça-feira, 30 de outubro de 2012

Moçambique: curandeiros acusados de envenenar 16 pessoas

Dezasseis pessoas da mesma família foram alegadamente envenenadas por dois curandeiros, que lhes deram uma substância tóxica para a "resolução de uma discórdia familiar", na província de Nampula, norte de Moçambique, disse esta terça-feira a polícia.
Em conferência de imprensa de balanço da actividade criminal da semana passada, o porta-voz do Comando Geral da Polícia de Moçambique, Pedro Cossa, disse que duas pessoas morreram na sequência da toma da substância supostamente venenosa.
"Em Nampula, na área da 3.ª esquadra, foram detidos os cidadãos António e Rafael, 31 e 32 anos, respectivamente, médicos tradicionais, indiciados pelo crime de envenenamento de 16 pessoas membros da mesma família, das quais duas acabaram perdendo a vida no local", afirmou Pedro Cossa.
Segundo o porta-voz do Comando Geral da Polícia moçambicana, as restantes 14 vítimas do alegado envenenamento estão no Hospital Provincial de Nampula.
"A substância usada é semelhante aquilo que na antiga Europa se usou como ordálio, donde nasceu o termo 'Eu ponho as mãos na brasa', e que era suposto que quem não fosse culpado por um determinado facto, poderia pegar numa pedra incandescente ou um carvão incandescente sem se queimar", acrescentou Pedro Cossa.
Os dois curandeiros poderão responder na justiça pelo crime de homicídio, disse o porta-voz da polícia moçambicana.
O homicídio por envenenamento é condenado com pena entre 20 a 24 anos de prisão pelo Código Penal moçambicano. ( CM )

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