terça-feira, 16 de outubro de 2012

Idéias para filmes de ação "explosivos". É muqueta e balaço pra tudo lado! E carro voando adoidado!


Todo e qualquer filme que venha pras salas de cinema brasileiras, que contenha em seu nome - traduzido, evidentemente - a palavra "EXPLOSIVO" tem grandes chances de se tornar sucesso de bilheteria. Não importa que no título original não conste nada que indique explosão ( tipo "Stay Off!", por exemplo ), aqui sempre enfiam um batismo explosivamente sugestivo.
É uma fórmula gasta, manjada e que dá resultados sempre. É a mesma coisa com aqueles filmes "Um....animal", ou "Um...prá cachorro". Como disse antes, é sucesso garantido. Povo gosta de falta de idéias, lamento muito dizer isso. Não adianta a crítica criticar, espernear, prender a respiração até ficar roxa, recomendar outras obras. Ponto final.
O nome, por si, é garantia de público, como o cheiro de sangue - segundo se diz - atrai tubarões.
Assim, na penúria em que me encontro, decidi botar a cachola pra funcionar: bolarei uns resumos / uns roteiros de filmes explosivos, na esperança de descolar uns trocados. Como se sabe, não precisa ser nada muito complicado, pois o fã desse tipo de filme não gosta de enredo muito complexo. Aliás, nem razoavelmente complexo. Ah, tá certo, vai: quanto mais simplório melhor. Bastam uns fortões - bombados, claro - tatuados, umas peitudas gostosas de cabelo alisado, fogo, pólvora, munição, armas de calibres variados e 90% do trabalho tá pronto. O resto a gente completa com um fio de história.
Até agora, o que consegui foi isso:
REZA EXPLOSIVA
Garotinha vê assassinato em plena luz do dia no bairro italiano de Nova Iorque e acaba confessando ao padre Mário ( Jason Statham ). Quando a menininha é sequestrada pela gangue do chefão Marcello Marttello Marmmello, padre Mário abandona os votos, rasga a batina e apela a seus contatos no submundo das máfias para conseguir armas e munição. Abastecido, vai atrás da menininha, acabando com quem estiver em sua frente.
EXPLOSÃO EXPLOSIVA
Gangs multiraciais e internacionais infernizam a cidade de Los Angeles: ao Norte, os russos disputam o território com os jamaicanos; ao Sul, os mexicanos comandam; ao Leste, os moldávios guerreiam com os cambojanos, com os toguenses e sírios na sobra; o Oeste é controlado pelas gangs haitianas, com exceção de algumas zonas onde operam os nigerianos e os texanos. Tem até gangue de brasileiros, comandadas por um capoeirista e ex-chefão de tráfico numa - batata -favela do Rio de Janeiro.
A polícia nada consegue fazer, e a violência apenas recrudesce, temperada pela corrupção que corrói o Departamento de Polícia.
As gangues mandam e desmandam e só um homem Moe Jones ( Jason Statham ) pode impedí-las. Mas ele está na Penitenciária Estadual, por ter estacionado em local proibido pela 38ªvez neste ano.
Para comprar a briga e entrar na guerra entre as gangues, ele exige que o Governador lhe faça um pedido de Clemência por escrito e leia o documento na TV, em horário nobre. Além disso, exige carta branca eterna, não-revogável, para estacionar seu automóvel onde, quando e como quiser.
Com Los Angeles de joelhos, e suas exigências atendidas, Moe Jones recruta seus parceiros Lou ( Samuel L.Jackson ) e Vernon ( Vin Diesel ) e a trupe parte pra porrada. Uma das melhores sequências da película: Moe lança um coquetel molotov dentro de uma livraria. Lou, sem entender o porquê da ação, pergunta se ali é fachada de alguma gangue. Moe responde que não. Fez isso porque detesta livros.
CONPIRAÇÃO EXPLOSIVA
Bill ( Mickey Rourke ) reputado como ex-agente da CIA comanda o tráfico de armas e drogas na Zona Oeste de Nova Iorque. O incorruptível policial Paul é morto a mando de Bill. Mas acontece que Paul era irmão de Clive Banton ( Jason Statham ), ex-Seal e ex-Fuzileiro Naval, que passa a investigar ( arrancar informações na porrada ) e fica chocado com o que descobre: Bill não é um ex-agente da CIA, mas um OPERATIVO da agência, que usa os fundos conseguidos com o tráfico para alimentar um grupo que tenta derrubar o presidente de uma nação sul-americana riquíssima em petróleo. Apesar de ter sido eleito e reeleito diversas tantas vezes pela populção do país em eleições reconhecidamente limpas, o presidente não é bem visto por Wasshington, que tenta derrubá-lo a todo custo. "Um ditador comunista, isso que ele é", resume Bill ( Rourke ).
Cansado desse papo ideológico-político sociológico todo, Clive parte para a vingança, e nem mesmo a CIA poderá detê-lo. Cena candidata a clássica: Bill ( Rourke ) queima uma bandeira americana e, com ela, acende um charuto. Alguém lhe alerta para o crime que cometia, ao queimar "nossa bandeira". Bill responde: "Essa não é a verdadeira bandeira de meu país. Essa merda tem apenas 50 estrelas, representando apenas 50 estados e territórios. Mas temos mais, muito mais que isso, a começar da Inglaterra e da Austrália..."

PS: O DIA EM QUE EU CONSEGUIR ESCREVER UM FILME COM O NOME "UMA EXPLOSÃO ANIMAL PRÁ CACHORRO", TÔ FEITO!!!

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